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@2023 Voz de Guarulhos
Categoria:

São Paulo

Segurança

‘Pessoa de bem’: família de empresário que matou agente pede que secretaria ‘reveja controles’

por Redação 19 de dezembro de 2023

A família de Rogério Saladino dos Santos, de 56 anos, que matou uma investigadora da Polícia Civil e depois foi morto pelo parceiro dela, na região dos Jardins, zona oeste de São Paulo, informou, por meio de nota, que o empresário era uma “pessoa de bem” e pediu à SSP (Secretaria de Segurança Pública) que “reveja seus controles”.

Santos teria confundido a agente Milene Bagalho Estevam, de 39 anos, com um assaltante. Ela havia ido até a mansão do empresário para pedir as imagens de câmeras de segurança que auxiliariam nas investigações de um roubo ocorrido na região no dia anterior.

“Rogério acreditou que ele seria a nova vítima de roubo”, disse a família.

Na mansão do empresário ocorria uma festa com seis convidados, segundo testemunhas da polícia. Todos haviam bebido, de acordo com o boletim de ocorrência. Quando a agente se aproximou, o segurança teria alertado o patrão sobre a suspeita de assalto. Nesse momento, Santos abriu o portão da garagem e atirou em Milene.

O parceiro da investigadora, que também é policial civil, disparou contra o empresário. O segurança de Saladino, na tentativa de protegê-lo, pegou a arma para atirar contra o agente, que imediatamente reagiu e o baleou — três pessoas morreram: Rogério, Milene e o segurança, Alex.

“O medo de assaltos instaurado na região tampouco é novidade. Nem Rogério, nem Alex eram conhecidos como pessoas violentas, pelo contrário. De boa-fé, acreditamos que as circunstâncias não foram favoráveis a nenhum dos envolvidos”, disse a família do empresário.

Ainda segundo a família de Rogério, a SSP deve “avaliar seus controles para que episódios tão lamentáveis, como este que acabou de vitimar pessoas de bem, não se repitam”.

A secretaria informou que o empresário já havia sido preso por homicídio, em 1989. Segundo a família, a prisão ocorreu em decorrência de um atropelamento, no qual Rogério “prestou imediato socorro à vítima e assistência à família”.

“Rogério sempre foi um empresário respeitado na área de medicina de diagnóstico, um grande empregador, admirado por todos os seus colaboradores, fornecedores e clientes. Fica nosso luto por Milene, Alex e Rogério”, concluiu a família.

Veja a nota da família Saladino na íntegra:

“A família do empresário Rogério Saladino vem a público prestar alguns esclarecimentos relativos à trágica ocorrência de sábado, 16, que lamentavelmente ceifou a vida da policial Milene Estevam, do colaborador Alex James e do próprio Rogério.

Como já foi amplamente divulgado, no dia dos fatos, Rogério recebia seis amigos em sua residência para um pequeno almoço de confraternização. Determinado momento, por volta das 18h30, Rogério foi alertado por um de seus colaboradores que tudo indicava que estavam sendo alvo de um assalto.

Alarmado com o fato de que a residência do seu vizinho havia sido assaltada no dia anterior, Rogério, supondo situação de legítima defesa, desferiu dois tiros para o alto, abriu o portão da garagem, e desferiu o tiro que veio a vitimar fatalmente a policial Milene.

Na sequência, o próprio Rogério foi atingido e caiu no interior da garagem. Em seguida, segundo relatos, o colaborador Alex, também em situação de possível legítima defesa, se apropriou da arma que se encontrava no chão com o intuito de defender Rogério, os amigos que se encontravam no interior da casa e sua própria vida; porém, acabou sendo ele próprio o alvo de outros disparos efetuados pelo policial que acompanhava Milene na operação, culminando com a morte de ambos.

O medo de assaltos instaurado na região tampouco é novidade. O funcionário Alex tinha suas razões para imaginar que seria mais um caso. Rogério acreditou que seria ele a nova vítima do roubo e procurou proteger a si mesmo e seus convidados, mesmo diante do perigo que estaria por vir.

Nem Rogério, nem Alex eram conhecidos como pessoas violentas, pelo contrário. As ocorrências pretéritas noticiadas não esclarecem os casos como deveriam. Uma se refere a um atropelamento ocorrido há mais de 25 anos, no qual Rogério prestou imediato socorro à vítima e assistência à família; a outra, um suposto crime ambiental solucionado por meio de um ajuste de conduta com a Justiça do município de Natividade da Serra, interior de São Paulo.

Rogério sempre foi um empresário respeitado na área de medicina de diagnóstico, um grande empregador, admirado por todos os seus colaboradores, fornecedores e clientes.

De boa-fé, acreditamos que as circunstâncias não foram favoráveis a nenhum dos envolvidos. Esperamos, com a mesma sinceridade, que a Secretaria de Segurança Pública possa avaliar com costumeiro cuidado e diligência o caso, revendo seus controles para que episódios tão lamentáveis como este, que acabaram por vitimar pessoas de bem, não se repitam. Fica nosso luto por Milene, Alex e Rogério.

FAMÍLIA SALADINO”.

Fonte: r7

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Segurança

Renato Cariani é indiciado por associação para o tráfico de drogas e outros dois crimes

por Redação 19 de dezembro de 2023

O influenciador fitness Renato Cariani foi indiciado pela Polícia Federal, nesta segunda-feira (18), pelos crimes de associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e tráfico equiparado — já que ele vendia um insumo usado na produção de drogas.

Cariani prestou depoimento durante quatro horas na sede da PF nesta tarde. Suspeito de envolvimento em um esquema que teria desviado 12 toneladas de produtos químicos para a produção de drogas, ele chegou acompanhado do advogado e não conversou com a imprensa.

Segundo a PF, a empresa Anidrol, que tem o influenciador como um dos sócios, começou a ser investigada em 2015, depois que uma farmacêutica denunciou a emissão de notas fiscais falsas.

A empresa teria vendido produtos químicos controlados para serem usados na produção e no refino de drogas. Além disso, as transações eram mascaradas pela emissão de notas frias. A investigação ainda revela que a quantidade de produto negociada seria suficiente para produzir até 15 toneladas de crack ou cocaína.

Em 2021, Cariani admitiu à Polícia Civil ser o técnico responsável pela empresa, ou seja, as transações financeiras teriam que passar por ele.

Operação
A PF desarticulou, na última terça-feira (12), um esquema que teria desviado 12 toneladas de produtos químicos para a produção de cocaína e crack.

Entre as drogas encontradas estão, em grandes quantidades, fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila — o suficiente para preparar mais de 19 toneladas de entorpecentes prontos para consumo.

Mais de 70 agentes cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Diadema, Praia Grande, Guarujá, Curitiba e Rubim (MG). No esquema, ainda há endereços no Paraná.

Fonte: r7

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Segurança

Polícia investiga sumiço de Marcelinho Carioca após show de Thiaguinho em SP

por Redação 18 de dezembro de 2023

A Polícia de São Paulo investiga o desaparecimento do ex-jogador Marcelinho Carioca, 51 anos.

O caso está sob responsabilidade do delegado-geral da Polícia Civil, Nico Gonçalves, que também é secretário-executivo da Segurança Pública.

Marcelinho não é visto desde a noite deste domingo (17), quando foi a um show da turnê Tardezinha, do cantor Thiaguinho, na Neo Química Arena, estádio do Corinthians na zona leste de São Paulo.

O carro de Marcelinho, uma Mercedes Benz cinza, foi encontrado em uma comunidade em Itaquaquecetuba, na região de Mogi das Cruzes.

Ao menos duas pessoas teriam sido presas e encaminhadas ao 50º Distrito Policial, do Itaim Paulista.

Movimentações nas contas bancárias do ex-jogador teriam apontado um saque no valor de R$ 30 mil.

Até a publicação deste texto, Marcelinho Carioca não havia sido localizado.

Fonte: r7

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Transporte

Tarifa zero de ônibus em SP começa com passageiros divididos entre críticas e elogios; prefeito prevê 1,1 milhão de novos usuários

por Redação 18 de dezembro de 2023

A gratuidade nos ônibus municipais de São Paulo passou a valer a partir da 0h deste domingo (17). Passageiros que já testaram a novidade na capital estão divididos entre críticas e elogios ao programa da prefeitura.

A gratuidade, implantada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), vale para todos os passageiros em todos os 4.830 ônibus da cidade, em suas 1175 linhas, da 0h às 23h59. Também vai haver tarifa zero no Natal, no Ano Novo e no aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro.

Uma passageira contou à TV Globo que o ônibus que utiliza normalmente costuma ser demorado — e que hoje foi pior, com 1h30 de espera. Outro passageiro reclamou da falta de ar-condicionado em um veículo.

“Achei que demorou um pouquinho, procurei no aplicativo e estava falando um horário, mas não apareceu no horário devido. Deveria colocar mais ônibus. O ar-condicionado do ônibus da minha região não estava funcionando”, relatou Andrea Sicherolli, que é controladora de acesso.

Por outro lado, teve quem também comemorou a ação e disse que a família está aproveitando a tarifa zero pra conhecer mais pontos da cidade. A dona de casa Simone Vargas é do Rio de Janeiro e gostou da medida. “Aproveitar, né. Tarifa zero. É a segunda vez que venho aqui. Queria aprender a andar em São Paulo e aproveitei. Acho que vai facilitar pra muita gente”. O marido concorda: “É uma maravilha. Nós juntos já dá R$ 9 a passagem. Espero que todo domingo tenha”, disse Edmilson dos Santos.

Uma moradora do bairro Piraporinha, região Sul da capital, flagrou um ônibus quebrado e passageiros insatisfeitos. “É bem difícil falar sobre transporte público em São Paulo. Um senhor disse que estava vindo do serviço à noite e esperou mais de 50 minutos para pegar o ônibus”, contou ela ao g1. (foto abaixo)

“Aí eu vi esse ônibus quebrado. Por que tantos ônibus quebrados? Por que demora tanto para vir um ônibus? Por que esse caos todo? Em pleno domingo, é menos frota. Fica por isso mesmo, né?”, questionou.

Prefeito estima aumento de 1,1 milhão de passageiros
Na madrugada, Nunes esteve em um ônibus no Terminal Santo Amaro, na Zona Sul, para dar o pontapé inicial do programa.

“Fazendo essa gratuidade no domingo, a gente vai fazer com que muitas pessoas, até aquelas que não usam o transporte coletivo, possam utilizar e ter essa interação com o transporte coletivo. É muito importante para, inclusive, melhorar a questão do trânsito na cidade, a questão do meio ambiente. Inclusive o bem-estar social da pessoa”, disse ele.

Otimista com o projeto, o prefeito afirmou que espera um aumento de, no mínimo, 50% no número de passageiros aos domingos — de 2,2 milhões para 3,3 milhões. “Se chegar a dobrar a quantidade de ônibus, ainda fica suficiente”, garantiu ele.

“Obviamente, no primeiro, segundo, terceiro domingo, a SPTrans vai ter que ir fazendo alguns ajustes, porque pode ser que algumas regiões tenham número maior e, outras , número menor”, informou.

Números da tarifa zero

A prefeitura vai deixar de receber R$ 283 milhões com as tarifas pagas aos domingos, e vai tirar do orçamento para cobrir esse montante. Em entrevista ao g1 em novembro, Nunes, que é pré-candidato à reeleição, já havia anunciado a implantação da tarifa zero ainda neste ano.

Segundo o prefeito, não será necessário o aumento da frota. “A própria ociosidade vai poder assimilar essa demanda”, disse. “As pessoas vão poder curtir e viver a cidade, ter suas ações desenvolvidas de esporte, cultura e lazer”, completou.

Questionado sobre a validade da medida, Nunes não deu prazo. “A intenção é manter a gratuidade para sempre.”

Só os ônibus terão gratuidade. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se manifestou contrário à tarifa zero e disse ainda que a “tarifa congelada há muito tempo prejudica a saúde das empresas”. Nesta semana, ele anunciou que as passagens de ônibus e trem passarão a custar R$ 5 em 1º de janeiro de 2024.

“Não é necessário que Metrô e CPTM tenham a gratuidade. Os ônibus atendem 100% do nosso objetivo”, disse Nunes.

O presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, afirmou que o passageiro ainda precisará passar o bilhete no leitor das catracas para fins estatísticos. Para o usuário que não tem bilhete, é possível usar o bilhete de bordo do cobrador. Caso não haja cobrador, o motorista libera a entrada.

O relatório final que trata da tarifa zero foi aprovado na última quarta-feira (6) pela Câmara Municipal de São Paulo.

“A Câmara Municipal também fez um estudo importante para que isso possa se tornar uma realidade, é preciso um exercício financeiro. A comissão de finanças já reservou uma rubrica a respeito do projeto”, disse o vereador Fábio Riva (PSDB).

Em 1991, durante a gestão da prefeita Luiza Erundina (PT), a cidade teve uma experiência regional em Cidade Tiradentes, no extremo da Zona Leste da capital, com cinco linhas de ônibus de graça, para a circulação das pessoas dentro do bairro. A medida foi extinta em meados dos anos 2000.

O governador Tarcísio disse no último dia 24 de novembro que é “absolutamente contra” a proposta de tarifa zero.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador afirmou que “não vê viabilidade” na proposta do prefeito de São Paulo em zerar a tarifa do Metrô e da CPTM.

Tarcísio disse que, para bancar a proposta, seria necessário tirar dinheiro de outras políticas públicas para bancar o sistema de transporte.

“Quanto você vai subtrair de outras políticas públicas para vir com a tarifa zero? Para mim é algo que não se sustenta, não faz sentido e nós não vamos embarcar”, completou.

Fonte: G1

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Segurança

Dono de mansão que matou policial era CAC, tinha laboratório, namorava modelo e respondeu por homicídio e agressão no passado

por Redação 18 de dezembro de 2023

O dono da mansão em São Paulo que neste final de semana matou a tiros uma policial civil ao confundi-la com uma assaltante era CAC (sigla para Caçador, Atirador e Colecionador de armas), sócio-presidente de um laboratório de medicina diagnóstica, namorava uma modelo e já respondeu por homicídio, agressão e crime ambiental no passado.

O empresário Rogério Saladino dos Santos tinha 56 anos. Ele assassinou a investigadora Milene Bagalho Estevam, de 39 anos, no tarde do último sábado (16), em frente a sua residência, nos Jardins, área nobre da região central da capital paulista. Ela não chegou a atirar.

O colega dela, um policial civil, revidou o ataque, e baleou Rogério. O vigilante particular dele, Alex James Gomes Mury, de 49 anos, também foi atingido pelo investigador quando pegou uma das duas armas do patrão e tentou atirar nos agentes. Patrão e funcionário não resistiram e morreram. O investigador não foi ferido e sobreviveu.

Parte do tiroteio foi gravada por câmeras de segurança do casarão do empresário e de residências próximas (veja vídeo e leia mais sobre o caso abaixo).

Empresário era CAC, diz polícia
Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Rogério tinha autorização para ter armas em sua casa, já que era CAC. Apesar de policiais terem dito à reportagem que as duas armas do empresário estavam regularizadas, o boletim de ocorrência do caso informa que uma delas estaria irregular: uma pistola calibre .45. A outra pistola: a .380 está legalizada.

Dono de mansão dirigia laboratório
Rogério fazia parte do Grupo Biofast, uma empresa brasileira que desde 2004 atua no mercado de medicina diagnóstica entregando resultados de exames médicos para os setores público e privado. Entre as análises realizadas estão as clínicas, anatomia patológica e biologia molecular.

A empresa tem representações em dez unidades de coleta e sete hospitais espalhados em São Paulo, Bahia e Ceará. Ao todo são 355 funcionários. Em 2022, chegou a atender mais de 570 mil pacientes, segundo informações da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

“Entendemos que a participação do Biofast no Abramed nos credencia a discutir temas importantes com outros laboratórios para poder influenciar a melhoria do setor. Essa parceria nos possibilita uma melhor organização dos objetivos conjuntos com os demais associados, o que pode nos dar maior clareza das áreas em que a associação pode contribuir, como é o caso de quebras de barreiras junto a entidades governamentais e fontes pagadoras, entre outras ações”, disse Rogério, há três meses, de acordo com o Linkedin da sua empresa.

‘Ainda não acredito’, diz namorada

Na vida pessoal, Rogério namorava a modelo e arquiteta Renata Klamt, de 37 anos. Ela chegou a postar vídeos e fotos do casal nas suas redes sociais com mensagens como “muita saudade”.

Homicídio, agressão e crime ambiental
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que Rogério tinha passagens criminais anteriores pela polícia por “homicídio, lesão corporal e crime ambiental”.

No boletim de ocorrência consta a informação de que ele respondeu por assassinato e agressão em 1989, quando chegou a ser preso por homicídio. E também já foi acusado de crime ambiental em 2008. Policiais disseram à reportagem que esses processos contra ele já tinham sido encerrados.

O caso deste sábado (16) foi registrado pela Polícia Civil como “homicídio” e “morte decorrente de intervenção policial”. Para o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o policial civil que revidou os disparos não cometeu crime e agiu em legítima defesa. Como os autores do homicídio estão mortos, o inquérito será concluído e relatado à Justiça para ser arquivado depois.

Família rebate acusações de crimes

Por meio de nota, enviada ao g1 pela assessoria de imprensa da família de Rogério, os parentes do empresário lamentaram as mortes dele e das outras duas pessoas.

Também por nota, a família de Rogério rebateu as acusações anteriores contra ele:

“Homicídio citado: trata-se de um atropelamento ocorrido na estrada de Natividade da Serra (SP) há aproximadamente 25 anos, uma fatalidade, no qual o empresário Rogério socorreu a vítima”, informa o comunicado.

“Crimes ambientais citados: refere-se à retirada de cascalho pela prefeitura municipal de Natividade da Serra (SP), em terras de propriedade da família de Rogério. Existe um termo de compromisso ambiental cumprido”, continua o texto.

A família não comentou a acusação de lesão corporal.

Rogério deverá ser enterrado nesta segunda-feira (18) num cemitério da capital, que não teve o nome nem horário divulgados pela família.

A reportagem não localizou representantes ou parentes do vigilante para comentarem o assunto. Segundo o DHPP, ele “não ostentava antecedentes criminais”.

Investigadora deixa filha de 5 anos
Por meio de nota no X (antigo Twitter), a Polícia Civil confirmou a morte de Milene. De acordo com a publicação, ela era policial havia sete anos e deixa uma filha de 5 anos.

Milene foi enterrada neste domingo (17) no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo. Ela foi velada e sepultada ao som de sirenes de viaturas da Polícia Civil em sua homenagem (veja vídeo acima).

Entre as autoridades presentes estavam o delegado Fábio Pinheiro, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde Milene trabalhava, e o Secretário da Segurança Pública (SSP), Guilherme Derrite.

Segundo ele, a investigadora fez várias operações importantes na Polícia Civil, esclarecendo diversos crimes. Numa delas entrou num aplicativo de relacionamento para se aproximar de um criminoso procurado por roubo seguido de morte. Ela fingiu estar interessada nele e marcou um encontro. Depois, com o apoio de outros policiais, ajudou a prendê-lo.

Fonte: G1

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Transporte

Em um mês de gratuidade, São Caetano do Sul dobra usuários de ônibus no ABC paulista

por Redação 15 de dezembro de 2023

Um mês após o início do passe livre nos ônibus de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, o número de usuários do sistema dobrou.

Em média, eram 25 mil pessoas transportadas diariamente até 1° de novembro, quando o programa entrou em vigor. Um mês depois, segundo os primeiros dados consolidados, o número de usuários diários passou para 52 mil.

São Caetano do Sul passou, então, a ser o município mais populoso do estado – são 165 mil habitantes – a adotar o passe livre pleno no transporte público.

Os impactos na cidade já são visíveis, a começar pela queda no número de remarcações de consultas no SUS (Sistema Único de Saúde) e pela diminuição da fila dos carros de aplicativos no terminal rodoviário.

Dinheiro economizado
“Hoje mesmo, minha filha vinha para a escola e eu falei: vamos de ônibus. Dispensei a perua, vamos de ônibus, aproveitar, né?”, contou o comerciante José Ednaldo de Santos, de 63 anos, que tem uma banca de produtos eletrônicos no terminal rodoviário.

O dinheiro economizado com as passagens agora tem outra finalidade. “Serve para comprar mistura, pagar algumas coisas, fatura do cartão, boleto, água, luz.”

O prefeito da cidade, José Auricchio Júnior, elenca as vantagens econômicas que o programa está gerando ao município, mas, antes, defende o Tarifa Zero como direito social.

“Eu sempre tive uma tendência de achar que o transporte público é quase que um dever do Estado. Como você tem saúde, como tem educação”, afirmou.

Do ponto de vista econômico, a previsão do prefeito é que a gratuidade no transporte comece a apresentar resultados mais visíveis em 2024, principalmente no comércio.

“Eu deixo de pagar passagem ida e volta, são R$ 10. Eu como um lanche, vou ao açougue, vou gastar no comércio. No final da semana, eu economizei R$ 60, R$ 70, o que me permite sair com a minha família”, destaca o prefeito.

Auricchio chama a atenção para a desoneração das empresas instaladas na cidade com a gratuidade dos ônibus. Com o passe livre, os empresários deixaram de ter de pagar o vale-transporte.

“Esse pequeno comerciante, pequeno empresário, quando tiver que contratar o próximo funcionário para a empresa dele, vai querer o cara morando onde? Aqui. Então, acho que tem um ciclo virtuoso aí”, acrescenta.

Fundo de apoio
O primeiro mês de Tarifa Zero custou cerca de R$ 2,9 milhões à prefeitura — a cidade tem oito linhas de ônibus que são operadas com 54 veículos pela única concessionária, a Viação Padre Eustáquio. A execução do programa no período de um ano deverá custar R$ 35 milhões, o que corresponderá a 1,5% do orçamento total do município previsto para 2024 (R$ 2,434 bilhões).

Os recursos, segundo a administração municipal, já estão garantidos e não será necessária a criação de novos impostos ou taxas.

O programa é bancado pelo Fundo de Apoio ao Transporte (Fatran) da prefeitura, composto por recursos de multas de trânsito, ações publicitárias envolvendo o sistema de transporte e dotações orçamentárias próprias de fontes relacionadas à mobilidade urbana e à sustentabilidade socioambiental.

“Nós já tínhamos um sistema relativamente bem gerido e ocioso. Ele tinha espaço, cabia um espaço nele para a gente trazer passageiro novo para dentro do sistema sem onerar”, ressalta o prefeito.

São Caetano do Sul é a oitava cidade paulista a adotar o sistema de passe livre pleno em 2023, ao lado de Porto Feliz, Piedade, Santa Isabel, Jales, Tietê, Ibaté e Nazaré Paulista.

O movimento no sentido da tarifa zero no transporte coletivo não é apenas paulista. Das 89 cidades que têm o passe livre pleno, 27 adotaram o sistema em 2023.

Uma característica comum entre esses municípios é a diminuição do número de passageiros nos últimos anos e a consequente redução dos recursos oriundos da cobrança da passagem.

“Em São Caetano, era um mergulho [a queda no número de passageiros], porque parece que não, mas a passagem impacta na vida das pessoas. E não adianta a gente olhar só para aqueles que tinham a gratuidade, que no nosso caso eram os idosos, gestantes, deficientes, e o passe escolar. Você tem o trabalhador informal, porque o trabalhador formal tem o VT, mas o informal e o desempregado não”, pondera Auricchio.

Segundo o pesquisador da Universidade de São Paulo Daniel Santini, o movimento em direção ao passe livre está relacionado a uma crise no sistema de financiamento de transporte com cobrança de passagens.

Ele diz que, com o encolhimento do número de pessoas transportadas, torna-se mais difícil o equilíbrio financeiro a partir da receita da catraca.

“A gente tem aí um horizonte que é muito preocupante para a sobrevivência e a continuidade do transporte público. Esse é o principal fator que explica por que estão sendo estudadas e testadas novas possibilidades de financiamento e organização”, diz.

Fonte: r7

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Segurança

Após anos dispersa, ‘nova Cracolândia’ ressurge em Santa Ifigênia, em SP

por Redação 15 de dezembro de 2023

A Prefeitura de São Paulo identificou uma maior concentração de usuários de drogas na região de Santa Ifigênia no segundo semestre de 2023, acendendo o alerta para a formação de uma “nova Cracolândia” no polo de vendas de eletrônicos no centro.

Segundo dados retirados do painel de monitoramento da região da Luz, entre janeiro e o início de dezembro, em média 469 pessoas se reuniram no período da manhã para usar drogas na área, e 558, no período da tarde — o que resulta na presença de 1.696 dependentes químicos na região em um único dia.

Os números foram compilados após o acompanhamento ao longo do ano nas ruas dos Gusmões, dos Andradas, dos Protestantes e na General Couto de Magalhães.

Dados da Prefeitura de São Paulo mostram picos no número de usuários na região nos meses de janeiro e maio, mas é a partir de julho que a quantidade de dependentes químicos se torna ainda mais frequente na área de Santa Ifigênia.

A prefeitura aponta múltiplas causas para essa concentração.

“Diversos aspectos podem influenciar na flutuação desses números, dentre os quais é possível citar a época do ano, o calendário de recebimento de benefícios sociais, as condições climáticas e as dinâmicas territoriais”, informa, em nota.

Como é feita a contagem
O levantamento do número de usuários de drogas pela Prefeitura de São Paulo é feito a partir de fotografias registradas entre as 10h e as 11h e entre as 15h e as 16h.

Com as imagens coletadas, é implementado o método Jacobs, que usa a densidade da aglomeração para determinar quantas pessoas há em média no local.

A técnica foi desenvolvida por um professor universitário nos anos 1960 e multiplica a área da região analisada pelo número de indivíduos por metro quadrado.

Fonte: r7

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São Paulo

Zoneamento de SP: projeto que muda áreas para prédios altos é aprovado em 1ª votação

por Redação 13 de dezembro de 2023

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, o projeto de lei que altera a Lei de Zoneamento da cidade na tarde desta terça-feira (12). A proposta impacta milhares de quadras da capital paulista, que passarão a ser submetidas a novas regras de altura de construção, proteção ambiental, incentivos para setor imobiliário e outras alterações.

A revisão do zoneamento teve 46 votos favoráveis e 8 contrários. Eram necessários 37. A segunda e definitiva votação está prevista para 21 de dezembro, às vésperas do Natal. O projeto divide opiniões e foi até questionado na Justiça, porém o plenário estava esvaziado, com a presença de poucos representantes de associações de moradores e de movimentos de moradia. Uma manifestação chegou a ser realizada contrariamente em 30 de novembro.

As mudanças propostas envolvem a delimitação de novas quadras com incentivos e veto a prédios altos, a exclusão e a inclusão de zonas de proteção ambiental, o desestímulo ao boom de microapartamentos, a criação de um novo desconto a edifícios com intervenções de menor impacto ambiental e outras.

O projeto de lei foi enviado pela Prefeitura à Câmara em outubro e passou por diversas alterações. Um novo texto foi apresentado pelo relator, Rodrigo Goulart (PSD), em audiência pública em 4 de dezembro. Há a previsão de um segundo substitutivo no começo da próxima semana, com novas alterações. A gestão Ricardo Nunes (MDB) tem ampla maioria entre os vereadores.

Líder do governo na Câmara, Fabio Riva (PSDB), afirmou que o projeto atende a um anseio da cidade e destacou a transformação de parte das Zonas Especiais de Proteção Ambiental em áreas para moradia de baixa renda. “Quando fala em meio ambiente e habitação de interesse social não são conflitantes, são ações complementares.”

Integrante da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, a vereadora Silvia Ferraro, da Bancada Feminista (PSOL), votou contrariamente ao projeto. “Ainda tem muitos problemas, ainda constam muitas questões ruins, como no caso dos ‘edifícios conceito’ (prédios com algumas intervenções de menor impacto ambiental). Não achamos que seja uma justificativa para dar 20% de desconto na outorga (recurso destinado ao Fundo de Desenvolvimento Urbano, cuja arrecadação foi de R$ 1 bilhão no ano passado, revertido a obras pública).”

A votação também foi marcada pela presença de lideranças guarani que conseguiram a mudança no zoneamento de duas áreas próximas da Terra Indígena Jaraguá, na zona norte, remarcadas como Zona Especial de Proteção Ambiental (Zepam). Um dos locais pertence à construtora Tenda, que tem um projeto para um conjunto habitacional popular aprovado e é contrária à alteração.

As lideranças presentes argumentaram que a área tem papel ambiental, com a presença de nascentes e outras características de fauna e flora que deveriam ser protegidas e recuperadas. “É muito importante para o amortecimento do impacto ambiental, para que tenha a preservação de poucas áreas de Mata Atlântica que tem em São Paulo”, disse Araju Arapoty.

Mais quadras vão ter incentivo a prédios altos? E muda onde já existe?
Um dos principais e mais discutidos pontos envolve os “eixos de transporte”, áreas no entorno de estações de metrô e trem e corredores de ônibus que têm descontos e incentivos municipais variados para a construção de prédios altos e hoje concentram a maior parte da produção de novos apartamentos, especialmente nos bairros valorizados.

A faixa de incidência aumentaria de imóveis em quadras inteiramente a até 600 m de metrô e trem e 300 m de corredor para aqueles em quadras em que ao menos metade está, respectivamente, a 700 m das estações e 400 m dos corredores.

O projeto permite uma expansão de eixos de verticalização em centenas de quadras da cidade. Há também algumas “exclusões”, isto é, quadras que deixariam de ter incentivo a prédios altos quando preenchem alguns requisitos ambientais, urbanísticos ou culturais: como inclinação acentuada, presença de curso d’água e localização em via estreita. Entre as exclusões principais, está quase todo o eixo da Estação Vila Madalena.

Na prática, contudo, essa exclusão tem um impacto limitado. Isso porque o projeto permite que a altura máxima de novos imóveis permaneça alta se ao menos 40% da quadra (hoje em dia é 50%) estiver verticalizada. Além disso, há um dispositivo de transição chamado “direito de protocolo”, que permite a construção de um empreendimento com as características da lei vigente no momento do pedido na prefeitura, mesmo que a execução seja posterior.

Com as exclusões, os endereços ganham novo zoneamento. Parte das quadras passa a ser Zona de Centralidade, que permite imóveis de até 48 m de altura. Já as ruas sem saída viram ZPR ou Zona Mista (novas construções com até 28 m de altura), a depender das características, dentre outras.

Terá mesmo proteção a vilas? Como vai funcionar? Poderão ser demolidas?
O projeto prevê a proteção a vilas reconhecidas como tal mediante uma avaliação “caso a caso” de um órgão responsável e a pedido dos proprietários. Essa restrição envolve a delimitação como uma ZPR (Zona Predominantemente Residencial), que não permite construções com mais de 10 m.

A Câmara chegou a indicar cerca de mil vilas que poderiam solicitar o reconhecimento como ZPR. Por outro lado, o projeto permite que a proteção possa ser revertida com o aval de todos os donos e de órgão responsável.

O que muda em relação às Zonas Especiais de Proteção Ambiental? Poderão ter mais casas?
A proposta transforma parte das Zepams (Zonas Especiais de Proteção Ambiental) em Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social). A nova classificação permite a regularização fundiária e permanência de famílias de baixa renda, mas dá margem a uma maior urbanização de áreas sensíveis, como em distritos do entorno das represas e da serra da Cantareira. A justificativa é de que a mudança envolve áreas já “consolidadas”, onde famílias vivem há anos.

Também nas Zepams, o projeto autoriza a liberação de comércios de alimentos para até 500 pessoas mediante aval de órgão ambiental não especificado, como antecipou o Estadão. Hoje, essa avaliação deve ser feita nos conselhos gestores dos parques ou no Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). No parque do Ibirapuera, por exemplo, a regra vigente libera exclusivamente espaços fixos para público de até cem pessoas, mesmo após a concessão.

O que é o ‘freio’ ao boom de microapartamentos e a studios para Airbnb?
Como o Estadão mostrou em primeira mão, o projeto exclui um incentivo que estimulou o boom de studios, quitinetes e novos microapartamentos na cidade. A proposta impede que empreendimentos que misturem pequenas unidades para hospedagem (Airbnb e afins) e moradia tenham acesso a incentivos públicos para o chamado “uso misto”.

Entre os incentivos que deixariam de atender a esses empreendimentos estão construir 20% a mais do que o normalmente permitido e ter “desconto” na outorga onerosa, taxa cobrada das construtoras e calculada com base na área construída computável. Com a mudança, para ter o benefício de uso misto, seria necessário incluir outros tipos de espaços não residenciais, como escritórios e comércios.

Como ficaria a avenida Rebouças?
Uma das mudanças apresentadas pelo relator de maior repercussão envolve um trecho da avenida Rebouças, que contempla o lado ímpar, no trecho entre a rua Estados Unidos e a avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste. Nessa parte da via, há hoje mais restrições construtivas e de atividades, por envolver a “borda” da ZER (Zona Exclusivamente Residencial) dos Jardins, enquanto praticamente todo o restante tem incentivos para a construção de prédios altos.

Com a alteração sugerida, esse perímetro seguiria como uma ZCOR (Zona Corredor), mas mudaria de ZCOR-2 para ZCOR-3. Essa nova classificação permite mais tipos de estabelecimentos comerciais e de serviços de médio porte (até 500 pessoas), o que hoje é restrito a pequeno porte (até cem pessoas).

A proposta também permite que os imóveis tenham um aumento de até 50% na altura, chegando de 10 m a até 15 m. Além disso, na mesma proporção, aumenta o coeficiente de aproveitamento máximo, de modo que seja possível construir de 1,5 vez a área do terreno (não mais limitada a uma vez). Isto é, a alteração permitiria construções mais robustas.

Há alguma mudança específica para o entorno do Ibirapuera?
O projeto cria uma ZOE (Zona de Ocupação Especial) em uma área do Exército nas proximidades do parque do Ibirapuera, na zona sul. O Comando Militar do Sudeste tem planos de expansão do Forte Ibirapuera, nas ruas Manoel da Nóbrega e Abílio Soares, com novas instalações da recém-recriada Companhia de Comando da 2.ª Divisão de Exército e dos Próprios Nacionais Residenciais (apartamentos para moradia de militares). Com a alteração, seria possível firmar regras mais flexíveis para o endereço, o que facilitaria uma expansão e verticalização.

O que é o desconto para ‘edifícios conceitos’? Têm mesmo menor impacto ambiental?
O projeto cria um incentivo a “edifícios conceito”, para estimular medidas apresentadas como mais sustentáveis. Como mostrou o Estadão, a versão da Câmara resgatou uma proposta de 2017, criticada por uma parte dos especialistas pela “assimetria” entre os benefícios às construtoras e os ganhos ambientais.

Na prática, oferta até 20% de desconto a empreendimentos com determinado volume de árvores, jardins suspensos, sistema de pré-tratamento de esgoto e/ou estrutura de energia fotovoltaica, dentre outras intervenções. O texto cita possível “melhoria da qualidade de vida da cidade”.

O centro não terá mais ferro-velho e centro de reciclagem?
O projeto prevê a proibição da instalação de ferros-velhos e comércios de materiais destinados à reciclagem em parte da região central. Essa proibição abrange o distrito Sé, grande parte dos distritos República e Brás e pequenos trechos do distrito Consolação.

O que muda em relação a barulho?
Após um vaivém revelado pelo Estadão, o município retirou totalmente o trecho do projeto que previa a fiscalização de limite de barulho em residências pelo Psiu (Programa Silêncio Urbano). O texto substitutivo manteve o trecho que adia a entrega do mapa de ruído urbano para 2029.

A prefeitura vai continuar a incentivar comércio no térreo?

A proposta mantém os incentivos municipais para a “fachada ativa”, a fim de aumentar o fluxo de pessoas na rua por meio do funcionamento de estabelecimentos comerciais e de serviços no térreo de edifícios. Nesse aspecto, há algumas mudanças substanciais.

O projeto permite o acesso a incentivos municipais para fachadas ativas que ocupem uma parte da área localizada em pavimento inferior ou superior, desde que tenha acesso pela via pública. Além disso, flexiona a necessidade de ter lojas e afins em todas as entradas do prédio, desde que ocupe ao menos 25% da “testada” do edifício.

A proposta vai alterar as Zonas Estritamente Residenciais?
As ZER não serão revistas neste momento. “Não incidindo sobre elas índices e parâmetros urbanísticos menos restritivos do que aqueles atualmente aplicados”, destaca um dos trechos iniciais do projeto. Isto é, não há alteração prevista nas áreas restritas a casas em partes dos distritos Alto de Pinheiros, Pacaembu, Jardins, Interlagos e outros.

As mudanças no zoneamento são válidas até quando?
Não há uma data específica. A legislação atual prevê, contudo, que a Prefeitura proponha um novo Plano Diretor até 2029. Em geral, após alterações substanciais no plano, é necessário realizar mudanças também no zoneamento, visto que as duas leis estão interligadas.

As novas regras vão atingir imóveis já licenciados ou vendidos na planta?
Não. Os projetos de empreendimentos imobiliários costumam buscar as licenças na Prefeitura bem antes do início da obra. Nesses casos, incide o “direito de protocolo”, que é a permissão para a construção com base na legislação vigente no início da tramitação do processo no poder público. Dessa forma, transformações propostas no zoneamento podem levar anos para se tornar mais evidentes na cidade.

O zoneamento vale para toda a cidade? Como ficam locais com projetos específicos e operações urbanas?
O zoneamento incide sobre toda a cidade, mas a legislação paulistana determina que algumas áreas consideradas subutilizadas ou com propostas de transformação específica recebam projetos e regramentos diferenciados. Essas normas e incentivos integram os PIUs (Projetos de Intervenção Urbana) e as Operações Urbanas, como em parte do centro, do entorno do rio Jurubatuba, da região da avenida Brigadeiro Faria Lima e da avenida Água Espraiada, dentre outros locais.

O que acontece após a aprovação na Câmara?
Se aprovado pela Câmara, o projeto de lei será remetido ao prefeito. O Executivo poderá promulgar o texto, vetar alguns trechos ou rechaçar a proposta na íntegra. Com maioria no Legislativo, Nunes acatou quase todas as mudanças feitas pelos vereadores no Plano Diretor e possivelmente repetirá o gesto com o zoneamento.

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Transporte

Tarcísio agradece empréstimo de R$ 10 bilhões, elogia PAC e anuncia leilão de trem entre SP e Campinas

por Redação 12 de dezembro de 2023

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio ao empréstimo de R$ 10 bilhões ao estado. Em cerimônia realizada nesta terça-feira (12) no Palácio do Planalto, Tarcísio também elogiou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e informou que o leilão do trem que vai ligar Campinas a São Paulo vai ocorrer em fevereiro do ano que vem.

Na cerimônia, o governador assinou a concessão bilionária que vai beneficiar projetos voltados à mobilidade urbana.

“Acho que o presidente Lula me escolheu [para falar representando os estados na cerimônia] porque estou levando o maior cheque. Mas de fato a gente fica muito satisfeito em ver esses projetos viabilizados. O PAC é um instrumento para isso. Projetos importantes para todos os estados. COP, infraestrutura, saneamento, ou seja, projetos que vão gerar compra de material de construção, vão movimentar comércio, indústria, vão gerar empregos”, disse Tarcísio.

O governador citou o financiamento do trem intercidades Campinas-São Paulo e afirmou que está estruturando também o trem Sorocaba-São Paulo, que deve ser leiloado em 2025. “Quando a gente estava negociando esse financiamento no BNDES, eu tive a oportunidade de conversar com o presidente [Aloizio] Mercadante, da esperança que trazia, de um projeto que é muito antigo e agora está viabilizado. O leilão está marcado para fevereiro e vai ser um leilão bem-sucedido”, afirmou.

O empréstimo, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi assinado durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, que contou com a participação, além de Tarcísio, dos governadores Helder Barbalho (Pará), Fabio Mitidieri (Sergipe) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul). Todos os estados citados foram beneficiados.

Segundo o Palácio do Planalto, as operações de crédito do BNDES, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil em 2023 superam a soma dos quatro anos anteriores.

Em operações de crédito por ente público, foram R$ 32,1 bilhões a 16 estados e R$ 24,3 bilhões a 805 municípios de 25 estados. A área de saneamento recebeu a maior operação de crédito, cerca de R$ 15 bilhões, seguida por mobilidade, com R$ 13 bilhões, infraestrutura urbana (R$ 10 bilhões). Outros R$ 23,5 bilhões em operação desse segmento estão em andamento.

No caso do empréstimo para São Paulo, os recursos vão ser disponibilizados em planos de mobilidade urbana, como o projeto de extensão da Linha 2 do Metrô e a operação do trem intercidades, que vai conectar a capital paulista a Campinas, no interior do estado.

Durante a agenda, Lula afirmou que nem governador nem prefeito são considerados bandidos. “Se ele tiver as contas em dia, tem direito, sim, de ir ao banco, pedir financiamento, e o banco financiar. Não quero saber o partido do Tarcísio, do Riedel. Eles são governantes eleitos, com o mesmo povo que votou em mim. Os prefeitos idem. Vamos tratar com muita cidadania, muito respeito”, disse.

Críticas ao Banco Central
Lula aproveitou o discurso para tecer críticas ao Banco Central, que é responsável por manejar a taxa de juros no país. “Qual o pessimismo dos economistas que acham que [o Brasil] vai crescer pouco? Que a China não sei das quantas? Nós não temos que pensar na China, temos que pensar em nós. Vamos criar as condições desse país crescer, e esse país pode crescer em 2024 o tanto que cresceu em 2023″, afirmou.

“É preciso parar de chorar e lamentar. O país é do tamanho da nossa criatividade. Se a gente chega em casa e não tem comida, eu fico chorando: ‘Ah, que não tem comida para comer’. Não vou ficar com fome, eu vou sair para procurar comida. Esse país vai crescer. Vai aparecer dinheiro, vai aparecer investimento externo.”

TCU X BNDES
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, agradeceu publicamente ao Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou um acordo entre o banco e o Tesouro Nacional para a devolução de R$ 22,6 bilhões aos cofres do governo. O pagamento vai ser dividido em oito parcelas e continuará até 2030.

“Quero aqui publicamente agradecer o TCU, que parcelou os nossos últimos R$ 22,6 bilhões. Nós não temos funding para aguentar essa pressão de crédito que estamos enfrentando. A demanda de crédito cresceu 94% no banco”, disse Mercadante.

“E por último dizer que o TCU fez ótimo trabalho com os tribunais dos estados e municípios, com a CGU também, que mostrou que o BNDES é a instituição mais transparente da República. Tudo o que eu falo — vocês podem olhar no portal — está lá demonstrado. Fazemos questão de responder àquelas acusações infundadas de caixa-preta, apresentando o aquário do Brasil, que é o BNDES daqui para a frente”, finalizou.

Fonte: r7

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Segurança

Quadrilha explode carro-forte na rodovia dos Imigrantes

por Redação 12 de dezembro de 2023

Criminosos atacaram e explodiram um carro-forte na rodovia dos Imigrantes, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, na noite desta segunda-feira (11).

Segundo a Polícia Militar, a quadrilha colocou objetos na via para perfurar os pneus do veículo da empresa de transporte de valores Blue Angels. O ataque ocorreu na altura do km 28, no sentido São Paulo, por volta das 19h.

Os criminosos explodiram o carro-forte e roubaram os malotes. Em seguida, fugiram em dois carros até a avenida Ângelo Demarchi, no bairro Batistini, onde os automóveis foram abandonados.

Os carros foram localizados por equipes da Guarda Civil Municipal de São Bernardo do Campo. Até a publicação desta reportagem, ninguém tinha sido preso. Também não há informações sobre o valor levado pela quadrilha.

Procurada, a empresa Blue Angels ainda não se manifestou. O espaço continua aberto.

Fonte: r7

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