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São Paulo

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Cinco policiais militares são presos em operação contra extorsão de ambulantes no Centro de SP; promotores falam em ‘milícia’

por Redação 16 de dezembro de 2024

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e as corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil realizaram na manhã desta segunda-feira (16) uma operação contra policiais acusados de extorquir dinheiro de ambulantes estrangeiros da região do Brás, no Centro de São Paulo.

A Operação Aurora tinha como objetivo cumprir 15 mandados de prisão preventiva, incluindo seis PMs e um policial civil, além de 20 de busca e apreensão, atingindo cinco pessoas jurídicas diferentes.

Inicialmente, havia sido divulgada a informação de que eram 6 policiais militares preso, mas, depois, o número foi alterado.

Durante as prisões, foram encontradas grandes quantidades de dinheiros em posse dos criminosos.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), oito empresas e 21 pessoas tiveram sigilos bancário e fiscal quebrados.

Os promotores afirmam que o grupo agia como milícia, usando o cargo e viaturas oficiais da corporação para extorquir dinheiro dos comerciantes.

Início da operação
A operação é fruto de uma investigação que começou após o Gaeco receber da Corregedoria da PM ofício informando que agentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) vinham exigindo e recebendo pagamentos periódicos para permitir a atividade das vítimas na região, conhecida pelo comércio popular.

De acordo com a investigação dos promotores, vários vendedores são imigrantes de países da América do Sul e não possuem acesso a linhas de crédito, se vendo obrigados a procurar agiotas para obter dinheiro e repassar propina aos criminosos.

Uma das testemunhas protegidas ouvidas pelo Gaeco relatou que trabalha nas imediações da rua Tiers há seis anos e, recentemente, um grupo de pessoas passou a exigir o pagamento de luvas no valor de R$ 15 mil por ano e mais R$ 300 por semana para autorizar sua permanência dele na região.

Os promotores descobriram ainda que uma escrivã da Polícia Civil, que é ou já foi companheira de um sargento da PM, chegou a ser flagrada com outras pessoas intimidando comerciantes.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Prisões, suspeito morto, carros de luxo e R$ 850 mil apreendidos: o balanço da megaoperação contra roubos a carros-fortes em SP

por Redação 16 de dezembro de 2024

A força-tarefa que deflagrou uma megaoperação para prender uma quadrilha especializada em roubos a carros-fortes no estado de São Paulo divulgou um balanço inicial das ações realizadas na manhã desta segunda-feira (16).

Agentes das polícias Federal, Civil e Militar, e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP), participam do cumprimento de 15 mandados de prisão temporária e 48 mandados de busca e apreensão em 17 cidades do estado.

Segundo a força-tarefa, os alvos desta segunda são aqueles que possuem relação direta ou indireta com a organização criminosa que assaltou uma empresa de valores em 9 de setembro deste ano na região de Franca (SP) – veja abaixo detalhes.

Entre as ações realizadas estão as apreensões de veículos de luxo e R$ 850 mil em espécie, além de um suspeito que morreu em confronto com a polícia em Guarulhos (SP). Também foram decretados bloqueios e sequestros de outros bens, como ativos financeiros, imóveis e objetos de valor.

Veja abaixo o balanço:

11 prisões temporárias
1 suspeito morto em confronto com a polícia
48 mandados de busca domiciliar em 17 municípios do estado
8 veículos de alto valor apreendidos (Audi, Q3, Jeep Compass, Toyota Hilux, Fiat Toro)
4 armas de fogo
3 prisões em flagrante
Mais de R$ 850 mil em espécie apreendidos, sendo R$ 350 mil com um alvo de Ribeirão Preto (SP) e R$ 500 mil, com um alvo de Mogi Guaçu (SP).
1 apartamento bloqueado judicialmente
A Polícia Civil ressaltou que os valores em espécie ainda não foram contabilizados integralmente, assim como veículos, armamento, munições e celulares. Ou seja, os números podem aumentar.

Operação Carcará II
As ações desta segunda ocorrem no âmbito da segunda fase da operação “Carcará”.

Essa operação foi motivada pelo ataque a um carro-forte na Rodovia Cândido Portinari (SP-334), na região de Franca (SP), em setembro deste ano, e por uma troca de tiros, dois dias depois, que deixou o policial militar Márcio Ribeiro e três criminosos mortos na Rodovia Joaquim Ferreira (SP-338), próximo a Altinópolis (SP).

Os mandados são cumpridos em:

Ribeirão Preto
Franca
Serra Azul
São Paulo
Santo André
São Caetano do Sul
Taboão da Serra
Guarulhos
São José dos Campos
Jacareí
Mogi Mirim
Mogi Guaçu
Atibaia
Mongaguá
Cosmópolis
Santa Bárbara d’Oeste
Americana

Quem já estava preso?
Até então, só dois suspeitos estavam presos. Um deles é Roberto Marques Trovão Lafaeff, que foi preso em 10 de setembro, um dia após a tentativa de assalto ao veículo da empresa de valores Protege e ele buscar atendimento médico em uma unidade de pronto atendimento (UPA) de Valinhos (SP).

Além dele, um outro suspeito foi preso em 24 de outubro, durante a primeira fase da operação “Carcará”, deflagrada em Paraisópolis, na capital, e na Praia Grande (SP). Dias antes, ainda dentro da mesma ação, um suspeito trocou tiros com a polícia e foi morto.

O nome da operação, “Carcará”, é uma homenagem ao sargento da PM Márcio Ribeiro. Era dessa forma que colegas o chamavam.

Ataque a carro-forte e perseguição
A tentativa de assalto a um carro-forte da Protege, especializada em logística de valores, ocorreu na noite de 9 de setembro, e chamou a atenção da polícia por conta do armamento utilizado pelos criminosos.

A ação teve a participação de pelo menos 16 criminosos, que abordaram o carro-forte em posse de uma carga intensa de explosivos e fuzis capazes de “rasgar vidros blindados”, de acordo com o delegado Gabriel Fernando.

A empresa não divulgou a quantia que o veículo transportava, mas informou que os suspeitos não conseguiram levar nada, uma vez que o dinheiro pegou fogo quando eles tentaram abrir o cofre.

Os suspeitos foram perseguidos em pelo menos três rodovias que cortam a região. Houve troca de tiros e cinco pessoas ficaram feridas: três funcionários da Protege, um policial do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e um funcionário de uma usina a bordo de uma caminhonete que passava por uma estrada no mesmo momento que os criminosos.

Em 11 de setembro, uma troca de tiros durante uma perseguição deixou o policial militar Márcio Ribeiro e três criminosos mortos na Rodovia Joaquim Ferreira (SP-338), próximo ao trevo que liga Cajuru (SP) a Altinópolis (SP). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que havia indícios que ligavam os suspeitos ao ataque ao carro-forte.

Com os criminosos, foram apreendidos quatro fuzis, coletes balísticos e munição. Um dos fugitivos mortos usava roupa camuflada, colete à prova de balas e capacete.

No fim de setembro, morreu o caminhoneiro Lenilson da Silva Pereira, baleado na cabeça durante o confronto. Ele ficou internado na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) por 20 dias.

Fonte: G1

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São Paulo

TRE-SP forma maioria para cassar Carla Zambelli e torná-la inelegível por divulgar fake news sobre o processo eleitoral

por Redação 16 de dezembro de 2024

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) formou maioria para cassar o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL).

Em sessão realizada nesta sexta-feira (13), o desembargador José Antonio Encinas Manfré, relator do caso, fez a leitura do voto durante o julgamento de uma ação proposta pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) e pediu a cassação do diploma de Zambelli. Também votou por torná-la inelegível por oito anos por considerar que houve prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

O presidente do TRE-SP, desembargador Silmar Fernandes, e os juízes Cotrim Guimarães e Claudio Langroiva acompanharam o relator, concordando que a deputada do PL divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022.

A juíza Maria Cláudia Bedotti, no entanto, pediu vistas, e o julgamento foi suspenso, devendo ser retomado apenas depois do recesso do Judiciário, em 2025. Além de Bedotti, faltam votar os juízes Régis de Castilho e Rogério Cury. Caberá recurso depois que o julgamento for finalizado.

“Não é demasiado se reconhecer que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia da disputa eleitoral. Portanto, realidades justificadoras da cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade, sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação”, disse o relator em seu voto.

Ele também ressaltou que a deputada não fez “mera transposição de notícias” ao publicar desinformação eleitoral em suas redes sociais, mas que Zambelli agiu com “abuso da liberdade de expressão e ato de evidente má-fé”.

Em nota, Zambelli afirmou que “nada mudou” e que “por enquanto, a maioria está formada, no sentido da minha cassação. Mas isso ainda pode ser revertido, com o pedido de vista que foi feito”.

“É interessante a coincidência desse julgamento ocorrer em uma plena sexta-feira 13, data é conhecida pela perseguição aos cristão templários ordenada pelo rei francês Filipe IV. É imperioso que se diga que, caso o meu mandato seja cassado, quem assumirá a minha cadeira na Casa do Povo, é um membro do PSOL”, finalizou.

Fonte: G1

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São Paulo

Gestão Nunes recua após assinar contrato para mudar nome de tradicional espaço em Pinheiros para ‘Largo da Batata Ruffes’

por Redação 13 de dezembro de 2024

A Subprefeitura de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, assinou um contrato com a empresa Pepsico do Brasil, que fabrica salgadinhos e bebidas, para mudar temporariamente o nome do tradicional Largo da Batata para “Largo da Batata Ruffles”, em alusão a um dos produtos da empresa, mas voltou atrás.

Pelo documento, a que o g1 teve acesso, a Pepsico do Brasil poderia exibir, durante 24 meses, mobiliário urbano ligados às batatas comercializadas pela multinacional pelo valor simbólico de R$ 1,1 milhão.

O termo de cessão, feito sem licitação ou consulta pública, previa que a empresa não repassaria o valor à gestão municipal. Ele seria convertido apenas em benefícios para o largo.

Nesta sexta-feira (13), a prefeitura informou que tornou sem efeito o termo de doação com o objetivo de reanalisar os documentos e dar tempo para a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), que não havia dado autorização, se manifestar.

Nesse caso, a Pepsico utilizaria o espaço apenas pagando pelas melhorias, como instalação de wi-fi gratuito, bancos etc. Pelo acordo, a companhia também poderia instalar vários novos brinquedos e equipamentos de lazer que fazem menção ao produto da Pepsico do Brasil.

A polêmica sobre a negociação é que o contrato foi assinado sem as devidas licenças legais para a instalação desses equipamentos pela CPPU. Um parecer técnico da própria equipe da SubPinheiros apontava a necessidade dessas autorizações.

Entretanto, o acordo autorizava a Pepsico a iniciar as obras de melhoria no dia 6 de dezembro.

Após a prefeitura decidir tornar o termo sem efeito, a reportagem do g1 procurou a Pepsico Brasil para comentar a medida, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

A empresa já tinha distribuído, inclusive, release para a imprensa anunciando o lançamento do “Largo da Batata Ruffles” para o próximo domingo, 15 de dezembro, com shows e outras atrações.

Banners anunciando a novidade também foram colocados nas estações da Linha 4 – Amarela, que dão acesso ao Largo principal do bairro de Pinheiros.

Sem autorização
Sem a autorização da CPPU, nenhum mobiliário urbano que faça alusão a marcas pode ser colocado nas vias públicas fora dos parâmetros estipulados pela lei.

O órgão da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) determina se esse tipo de propaganda de produto fere ou não a Lei Cidade Limpa e, portanto, pode ser ou não instalado na cidade.

O que diz a prefeitura
Por meio de nota enviada à TV Globo nesta quinta-feira (12), a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) havia informado inicialmente que o projeto já “está sendo analisado pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU)”.

“Reforçamos que não há até o momento qualquer definição por esta Comissão a respeito de tal intervenção. A Prefeitura ressalta que, até o momento, o que existe é uma parceria com a empresa apenas para manutenção do espaço.”

Já nesta sexta-feira (13), uma nova nota foi publicada afirmando que a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) tornou o contrato sem efeito.

“A Prefeitura de São Paulo informa que tornou sem efeito nesta quinta-feira (12) o Termo de Doação Nº 06/SUB-PI/2024 objetivando a reanálise documental e tempo hábil para manifestação da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) a respeito da proposta de parceria para o Largo da Batata”.

O que diz a oposição
O vereador eleito pelo PT, Nabil Bonduki, que é urbanista e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), foi o primeiro a revelar o contrato nas redes sociais e disse que é preciso que as autoridades de fiscalização investiguem o acordo.

“A cessão se baseia em um decreto de 2018 de João Doria, que não é aplicável ao uso de espaços públicos. Mesmo assim, o processo avançou na Subprefeitura de Pinheiros sem análise da CPPU, órgão que deveria avaliar a exposição de marcas”, disse.

“É preciso investigar a Subprefeitura de Pinheiros e impedir que o patrimônio público seja tratado como moeda de troca para interesses privados. O acordo carece de transparência e legalidade. Exigimos a reversão imediata dessa decisão”, afirmou.

E emendou: “O Largo da Batata já foi palco de ativações promovidas pela gestão Haddad, mas agora está abandonado. Parcerias são importantes, mas a cessão com condições tão desfavoráveis para o interesse público é injustificável”.

Caso do Touro de Ouro
Em 2021, o g1 mostrou o caso de um ‘Touro de Ouro’, que fazia alusão a uma empresa de venda de cursos da área financeira, que tinha sido instalado sem as devidas licenças urbanísticas da CPPU na rua XV de Novembro, no Centro da capital paulista.

Após a denúncia da reportagem, a comissão votou pela retirada do touro na frente da frente da Bolsa de Valores de SP (B3), aplicando uma multa de R$ 38 mil pela instalação sem licença, só através de acordo firmado com a SubPrefeitura da Sé, na época.

Segundo o colegiado, a instalação sem a devida licença infringiu os artigos 39 e 40 da Lei Cidade Limpa.

Fonte: G1

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Meio Ambiente

Projeto aprovado pela Alesp que isenta veículos híbridos do IPVA mantém cobrança para carros totalmente elétricos; entenda

por Redação 13 de dezembro de 2024

O projeto de lei que prevê a isenção de IPVA para veículos leves movidos a hidrogênio ou híbridos (combustão e elétrico) aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na terça-feira (10) deixa de fora os veículos totalmente elétricos.

Pela proposta, que ainda precisa ser sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), os automóveis dessas categorias não vão pagar o imposto de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2026.

A partir de 2027, segundo o texto, a taxa volta a ser cobrada gradualmente, até chegar em 4% – valor atual – em 2030.

Segundo os cálculos do governo, a estimativa é que o estado deixe de arrecadar cerca de R$ 300 milhões com a medida no primeiro ano e, posteriormente, por volta de R$ 450 milhões.

Polêmicas
O projeto causa polêmica porque não inclui os veículos totalmente elétricos e beneficia carros que podem utilizar compostos não renováveis, como a gasolina.

Em entrevista ao Bom Dia SP nesta sexta-feira (13), o secretário da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita, afirmou que a decisão de priorizar carros híbridos busca voltar a atenção para a tecnologia nacional de fonte de combustível limpa, o etanol.

O secretário argumentou que a indústria automotiva local é “muito capaz de converter e construir esses veículos híbridos, flex, que têm a possibilidade de produzir uma bateria com uma boa capacidade de rodar o carro por uma boa quilometragem e, ao mesmo tempo, utilizar esse combustível verde que é o etanol”.

Sobre a possibilidade de alguém que utiliza gasolina como combustível de um carro híbrido flex utilizar o benefício, o secretário afirmou que as pessoas já preferem o etanol à gasolina e que não havia um desejo de forçar o consumidor.

“Seria um pouco perigoso, do ponto de vista estratégico, que a gente forçasse de alguma maneira a não possibilidade da utilização da gasolina porque os biocombustíveis podem ter algum problema de safra e aí a gente desprotegeria, estrategicamente, o nosso estado e o nosso país”, justificou.

Kinoshita explicou, também, que o limite de preço para o veículo vai incentivar as montadoras a produzirem carros mais baratos.

Caminhões e ônibus movidos exclusivamente a hidrogênio e gás natural ficariam isentos até 2029. E, para se enquadrar no PL, devem ser movidos a hidrogênio ou gás natural, o que inclui o biometano.

Histórico
Em outubro de 2023, o governador Tarcísio vetou um projeto de lei parecido, mas que incluía veículos elétricos.

Em junho deste ano, quando estava prevista a votação do projeto aprovado agora, o deputado estadual Antônio Donato (PT) autor do PL vetado questionou o motivo da retirada dos carros elétricos da proposta. “A gente está batalhando para que ela faça parte junto com todas as possibilidades da descarbonização, mas entendemos que a mais eficiente é o carro 100% elétrico”, afirmou.

De acordo com Marcelo Barbieri, Presidente da Associação Paulista de Municípios, isso não significa que a medida não seja necessária.

“Eu sou a favor de fortalecer os carros híbridos e impedir as emissões, mas o problema é você dividir isso de maneira igual entre estado e município não é justo, você tira esse recurso, é muito dinheiro para o município”, disse, também em junho.

“Então, o que eu defendo, eu luto: vamos fazer uma compensação, vamos pegar um município de x mil habitantes e ele vai ter uma compensação, pode fazer, inclusive, modulada favorecendo os menores”.

Fonte: G1

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São Paulo

Assédio de construtoras cresce na Vila Mariana, e moradores protestam com placas: ‘Nossas casas não estão à venda’

por Redação 13 de dezembro de 2024

Cansados do assédio de construtoras que desejam comprar suas casas, moradores de várias ruas da Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo, estão colocando placas na frente de suas residências para protestar e tentar frear o apetite das empresas por terrenos na região.

Após a mudança do Plano Diretor Estratégico (PDE) em alguns quarteirões do bairro no ano passado, moradores narram o aumento das abordagens, fazendo com que placas com a frase “esta casa não está à venda” se espalhem pelas ruas.

O g1 visitou várias dessas ruas e ouviu histórias graves de invasão de privacidade, falta de respeito e criação de boatos que tem tirado a paz entre os proprietários dessas casas, além estar gerando uma verdadeira guerra entre vizinhos que querem e os que não querem vender suas propriedades.

Um dos casos mais graves acontece no quarteirão das ruas Mantiqueira, Juaracê e Dona Inácia Uchôa. Desde o início do ano, a Incorporadora Magik assinou acordo de intenção de compra de algumas casas no entorno e espalhou placas na vizinhança dizendo que ali haverá em breve um novo empreendimento imobiliário.

Após as placas, a construtora começou a procurar a vizinhança, interessada em adquirir as casas de todo o quarteirão para expandir o projeto do suposto condomínio, que ainda não tem nenhuma licença protocolada na Prefeitura de SP.

Alguns moradores disseram que receberam mais de 40 ligações de corretores da incorporadora.

Ela é uma das moradoras que colocaram na porta da casa uma placa informando que o imóvel não está à venda.

Na articulação com os vizinhos, descobriu que a empresa na verdade assina com os proprietários um compromisso de compra e venda com validade e, caso a vizinhança tope negociar seus imóveis, o pagamento é feito. Do contrário, o negócio é desfeito.

O g1 procurou a Magik LZ, que disse, por meio de nota, que “prima pelo respeito a todos os envolvidos na cadeia de produção, de proprietários dos terrenos ou casas que adquire ao cliente final” (leia mais abaixo).

“Decidi não vamos sair e vamos resistir a essa rede de mentiras e intrigas. Minha casa tem 140 m². Tenho duas filhas, cachorros. Com o dinheiro que eles oferecem, não dá para comprar nem um apartamento de 60 m² aqui na região”, disse.

Ana Amélia conta que, quando o proprietário se recusa a negociar ou falar com a empresa, a construtora começa a procurar os familiares, até mesmo fora do estado.

Em um dos casos, uma proprietária de imóvel foi hospitalizada com uma doença grave e teve que ser interditada temporariamente pela Justiça. Um dos filhos foi nomeado tutor e, após a decretação da intervenção pela Justiça, começou a receber contato da construtora.

Três vizinhos contam que os corretores da Magik LK foram pessoalmente à casa dele em outro bairro e chegaram a aparecer até na saída da escola dos filhos para tentar convencê-lo a vender o imóvel da mãe, que ainda estava hospitalizada.

O g1 procurou a familiares da idosa, mas eles não quiseram dar entrevista, apesar de terem confirmado a história.

“Eles conseguem nossos dados pessoais, dos nossos parentes, a forma como a gente comprou o imóvel, se financiou ou não, quanto pagou. A nossa privacidade está absolutamente exposta. E muita gente está com medo do que eles podem fazer ou quem são”, disse Ana Amélia.

Um dos vizinhos dela é um músico que também decidiu resistir à pressão imobiliária e não vender o imóvel. Ele e a família vivem há quatro anos na casa e fizeram uma reforma especial para adequar tudo às necessidades da família.

“Não sou contra negociação de mercado, nem o adensamento dos bairros, a verticalização, nem nada disso. Moro numa rua tranquila, investi uma grana enorme para reformar a minha casa, minha filha já está adaptada ao bairro, tem uma rotina escolar. Se eles querem nos tirar daqui, precisam nos indenizar por isso. Fazer terrorismo psicológico só nos faz pegar ojeriza”, disse o músico, que não quis se identificar.

Ele e esposa afirmaram que estão com medo do assédio da empresa.

“Outro dia eles fizeram campana aqui na porta para falar com um dos nossos vizinhos. Saí às 7h para levar a minha filha na creche e três homens já estavam num carro o aguardando na porta. Ficaram até as 16h, quando ele chegou, e o abordaram. Ele já tinha se recusado a negociar a casa, mas insistiram. É uma gente sem limites”, afirmou o músico.

O g1 também conversou com uma família que topou negociar com a empresa. Ao se reunirem com representantes da Magik LZ, ouviu a proposta de que a casa abriria espaço para que uma quadra de tênis fosse erguida no suposto empreendimento.

Quando a família questionou a incorporadora sobre a recusa da proposta e a solução que seria dada para possíveis danos estruturais do imóvel, a resposta da empresa foi lacônica: “A gente arruma, mas a gente tem muita má vontade com quem não vende…”

Nas ruas do bairro, além das placas que anunciam o desinteresse por negociar os imóveis, é fácil encontrar casas com placas que dizem “chega de prédios”, geralmente colocadas por inquilinos que também estão insatisfeitos com a descaracterização do bairro e a presença constante das construtoras.

O que diz a Magik LZ

A construtora disse que “repudia e não compactua com atitudes desrespeitosas e agressivas”, mas que “faz parte do próprio negócio, transações que não são fechadas, finalizadas. E isso é entendido como algo natural: divergências são parte de uma democracia”.

O g1 também procurou o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) para comentar o assunto, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Assédio
A situação vivida pelos moradores da região da Rua Mantiqueira é a mesma por que passam há meses os moradores do quarteirão de casas do trecho entre as ruas Humberto I, Octavio de Moraes Dantas e Hildebrando Thomaz de Carvalho, também na Vila Mariana.

As duas regiões ficam distantes cerca de 2 km. Desde que os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo derrubaram o veto do prefeito às mudanças de zoneamento na Vila Mariana – em outubro do ano passado – a vida deles se tornou “um verdadeiro inferno”, segundo narram.

O quarteirão passou de Zona de Preservação da Paisagem (ZPP) para Zona de Estruturação Urbana (ZEU), onde a Prefeitura de São Paulo autoriza a construção de edifícios sem limite de altura.

A partir daí, os proprietários começaram a receber as insistentes ligações, mesmo sem nenhum interesse em colocar seus imóveis à venda.

Morador da Rua Octávio de Moraes há 30 anos, o aposentado Flávio Carrança, de 72, diz que foi comunicado por um funcionário da construtora You, Inc sobre o suposto fim iminente da vizinhança.

A empresa informou para a família ter comprado 17 das 34 casas do quarteirão e avisou que iria demolir tudo imediatamente.

“Eles me abordaram na porta de casa dizendo que já tinham comprado todas as casas vizinhas e que, na semana seguinte, elas seriam derrubadas, e tapumes seriam instalados. E se eu não vendesse a minha casa, a família ficaria isolada, correndo o risco de o imóvel ter problemas estruturais sérios”, contou.

Nos dias subsequentes, a incorporadora também instalou placas em dois imóveis anunciando o novo lançamento imobiliário, espalhando pânico na vizinhança.

Flávio e a esposa, Maria Luiza, se articularam com os vizinhos e também resolveram colocar uma placa dizendo que a casa da família não estava à venda, ao lado de outros vizinhos.

O casal Carrança se uniu aos vizinhos Adriana Coppi e Fernando Rangel, que também foram assediados pela You, Inc através de uma subsidiária da incorporadora chamada Madala. Eles dizem que a empresa foi contratada pela empreiteira para negociar os imóveis.

Adriana Coppi vive na Rua Humberto I desde 2014, onde estabeleceu uma vida confortável, e o marido, escritor, instalou a sede da pequena editora familiar que tocam.

A atriz afirma que, após se negar a vender o imóvel e bloquear os corretores da Madala e da You, Inc no WhatsApp, o marido começou a ser procurado insistentemente.

“É um desgaste que está deixando a gente doente. Tenho crises de ansiedade e insônia com essa história toda. Se eu quisesse vender a minha casa, eu mesma tinha colocado uma placa na frente e anunciado a intenção de negociar o imóvel”, diz Adriana Coppi.

A atriz conta ainda que, além do assédio, a construtora espalha boatos e orienta que os vizinhos que têm intenção de vender também auxiliem no convencimento dos demais.

No dia anterior à visita do g1 ao local, Flávio Carrança contou que tinha recebido a visita de um vizinho pedindo que ele não desse mais entrevistas sobre o assédio das empreiteiras para evitar “melar o negócio dele”.

“O meu vizinho tem todo o direito de negociar o imóvel que é dele. Mas eu tenho o meu direito de me articular com os que querem permanecer aqui. O direito de propriedade dele é o mesmo que o meu”, contou o aposentado.

Arregaçando as mangas
O grupo da Humberto I e Octávio de Moraes Dantas contratou um engenheiro ambiental por conta própria para mapear as nascentes de rio que passam pelo local e, assim, tentar reverter a mudança de zoneamento feita pelos vereadores nesse trecho do bairro.

Na frente da casa deles corre um fluxo de água constante e forte, que indica a possível presença de nascentes de rios que alimentam o lago do Parque Ibirapuera.

A comunidade do trecho conta que, após a contratação do especialista, um boato surgiu dizendo que eles queriam tombar a quadra, impedindo que qualquer outro imóvel fosse vendido naquele quarteirão.

“Ninguém sabe quem espalhou essa história sem pé nem cabeça, mas começamos a ser procurados por quem tem interesse em vender, dizendo que a gente estava prejudicando a vida e os negócios deles com essa história de tombamento. Não existe nenhum pedido de tombamento. Parece coincidência, mas o envenenamento e o conflito entre vizinhos faz parte da estratégia deles de atuação, como temos visto em outras ruas do bairro”, disse Adriana Coppi.

O diz a You,Inc

Por meio de nota, a You, Inc disse que “desde o fim de outubro não tem mais interesse neste terreno da Vila Mariana”.

A empresa também afirmou que “não tem relação, controle ou responsabilidade sobre a atuação desses profissionais, já que eles operam de forma independente”, se referindo às subsidiárias contratadas.

Manual de resistência
Longe dali, no Largo Ana Rosa, na Rua Domingos de Morais, a oficial de Justiça aposentada Angela Baralla, de 75 anos, vive o mesmo drama. Ela tem um imóvel familiar de cerca de 200 m² na região, que é há anos cobiçada pelo mercado imobiliário.

Após a mudança no Plano Diretor no ano passado, o assédio aumentou.

“Não sei como conseguem meu telefone, que não está na lista telefônica. Sou uma idosa com locomoção prejudicada e eu só quero a paz de continuar tocando a vida e usufruindo do único bem deixado pelos meus pais para mim”, afirmou.

A reportagem procurou a Câmara Municipal de SP para falar sobre o assunto, mas não recebeu retorno até a última atualização deste texto.

Para lidar com esse assédio, os moradores se articulam em várias ruas do bairro para criar um “manual contra o assédio” e espalhar entre os proprietários que estão vivendo esse clima de medo narrado na reportagem.

“A ideia é fazer um manual mostrando como é o modo de operação das construtoras e impedir que as famílias se desesperem. Ele vai ter ideias de atuação como essa das placas e também sugestões de como fazer dentro da lei para impedir o assédio desenfreado”, contou Ana Amélia, da rua Mantiqueira.

Fonte: G1

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São Paulo

Policiais suspeitos de cobrar propina de influenciadores e artistas que anunciam rifas ilegais são alvo de operação em SP

por Redação 12 de dezembro de 2024

O Ministério Público e a Polícia Federal realizam nesta quinta-feira (12) uma operação contra policiais civis do Estado de São Paulo suspeitos de cobrar propina de influenciadores e artistas que anunciam rifas ilegais nas redes sociais.

A primeira fase da Operação Latus Actio foi deflagrada em 12 de março deste ano e tem com objetivo reprimir crimes de corrupção ativa e passiva e a contravenção penal por exploração de jogos de azar.

Segundo as investigações, os policiais teriam solicitado propina a produtores, empresários e cantores de funk para não investigá-los. Os artistas e influenciadores promoviam rifas em suas redes sociais, especialmente pelo Instagram.

Contudo, a realização de rifas é proibida pelo Ministério da Fazenda, ou seja, são considerados jogos ilegais. A única forma de sorteio com venda de bilhetes permitida no país é a realizada por entidades beneficentes.

De acordo com o Ministério Público, os artistas e influenciadores temiam que as investigações conduzidas pelos policiais civis resultassem em ordens judiciais, que determinassem o bloqueio de seus perfis nas redes sociais. Por esse motivo, teriam concordado em pagar as propinas.

Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Mauá, São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e São José dos Campos.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Defensoria recomenda à SSP que PMs envolvidos em mortes sejam obrigatoriamente afastados de atividades ostensivas

por Redação 12 de dezembro de 2024

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo recomendou à Secretaria da Segurança Pública (SSP) que todos os policiais militares envolvidos em morte decorrente de intervenção policial (MDIP) sejam obrigatoriamente afastados das funções ostensivas.

Em ofício enviado nesta terça-feira (10) a Guilherme Derrite, secretário da pasta, o órgão apresentou uma série de justificativas para a medida ser adotada pelo governo paulista.

A principal delas faz referência à sentença proferida pela Corte Internacional de Direitos Humanos no Caso Castelinho, uma ação da PM no interior de São Paulo em 2002 que terminou com 12 mortes.

O documento cita, ainda, as 56 mortes ocorridas durante a Operação Verão, ocorrida no início deste ano na Baixada Santista, e o aumento da letalidade policial no estado ao longo dos últimos meses.

De forma mais específica, a Defensoria Pública recomendou o afastamento de todos os agentes envolvidos em mortes nos anos de 2023 e 2024 cuja atuação esteja em apuração pelo órgão disciplinar correspondente.

Em nota, a SSP informou que “a Polícia Militar não compactua com desvios de conduta de seus agentes, punindo exemplarmente aqueles que infringem a lei e desobedecem aos estritos protocolos estabelecidos pela instituição. Os afastamentos acontecem em casos onde há a necessidade de apuração sobre a conduta de policiais. Durante o período de afastamento, eles são deslocados para trabalhos administrativos”.

E completou: “Nos últimos 30 dias, 45 policiais foram afastados das atividades operacionais e dois tiveram a prisão decretada. Os números refletem o rigor das investigações conduzidas pelas corregedorias, que atuam de forma estruturada e independente para garantir que nenhuma irregularidade fique impune. O ofício foi recebido pela Secretaria de Segurança Pública nesta quarta-feira (11) e todas as informações serão prestadas ao órgão”.

Quarenta e cinco policiais militares foram afastados de suas funções e dois foram presos por envolvimento em casos relacionados a abuso de autoridade e letalidade policial em 30 dias no estado de São Paulo. Os episódios ganharam repercussão por terem sido flagrados por câmeras de segurança ou celulares.

Dentre os afastados, um já teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os casos reacenderam a discussão sobre o uso de câmeras nas fardas dos PMs. Desde a campanha eleitoral em 2022, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez reiteradas críticas às câmeras corporais e defendeu que o seu uso fosse reavaliado. Ele questionou a sua eficácia e chegou a dizer que não estava preocupado com as mortes causadas por PMs e, sim, com a “letalidade dos bandidos”.

No entanto, pressionado agora pela crise na segurança pública, Tarcísio mudou o discurso e admitiu que “tinha uma visão equivocada” sobre o uso do equipamento na farda.

Ele disse estar “completamente convencido de que [câmera nos uniformes] é um instrumento de proteção da sociedade e do policial”. Ele acrescentou que não apenas vai manter o programa de inclusão dos equipamentos na farda como o ampliará. Apesar disso, afirmou que não vai mudar o comando da Secretaria da Segurança.

Os policiais afastados ficam privados do exercício da sua função policial-militar, podendo atuar administrativamente ou ficar totalmente sem trabalhar.

De acordo com o regimento disciplinar da PM em São Paulo, o prazo para apresentar a solução para os procedimentos disciplinares é de 90 dias da data da comunicação do ocorrido, podendo resultar em expulsão da corporação ou retorno às atividades.

“A expulsão será aplicada, em regra, quando a praça policial-militar, independentemente da graduação ou função que ocupe, for condenado judicialmente por crime que também constitua infração disciplinar grave e que denote incapacidade moral para a continuidade do exercício de suas funções.”

Em julho, a revista Piauí mostrou que a Secretaria da Segurança mudou as regras sobre o afastamento de policiais suspeitos de cometer crimes. O boletim interno “Rotina para o Afastamento do Serviço Operacional de PM Envolvido em Ocorrência de Gravidade” ao qual a revista teve acesso mostra que agora só quem pode afastar os policiais é o subcomandante da PM, José Augusto Coutinho, homem de confiança do secretário Guilherme Derrite. Antes, os comandantes regionais tinham autonomia para afastar.

Veja abaixo quais foram os sete casos ocorridos no último mês que levaram ao afastamento de dezenas de agentes.

Agressão contra família: 12 afastamentos
Doze policiais militares que agrediram uma mulher de 63 anos e deram um golpe de mata-leão em seu filho durante uma abordagem foram afastados de suas atividades operacionais após prestarem depoimento na Corregedoria da Polícia Militar nesta quinta-feira (5).

As agressões ocorreram na garagem da família, em Barueri, na Grande São Paulo, na noite da quarta (4). Vídeos gravados por testemunhas e obtidos pela TV Globo registraram a cena violenta (veja mais abaixo).

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações do caso prosseguem por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) e pela Polícia Civil, com análise de imagens externas e das câmeras corporais dos agentes.

Homem jogado de ponte: uma prisão e 12 afastamentos
A Justiça Militar decretou nesta quinta (5) a prisão do policial Luan Felipe Alves Pereira, apontado como o responsável por arremessar um homem de uma ponte na Zona Sul de São Paulo, no último domingo (1°).

O soldado já estava detido na Corregedoria da Polícia Militar, onde prestou depoimento sobre a sua conduta. Segundo informações do inquérito militar, ele disse que pretendia jogar o homem no chão. As imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que ele ergue e atira o homem da ponte (vídeo abaixo).

Além da prisão de Luan, outros 12 agentes que participaram da ação foram afastados pela Corregedoria da PM. O Ministério Público abriu uma investigação.

Jovem executado em mercado: um preso
Também nesta quinta (5) foi preso o policial militar Vinicius de Lima Britto, que executou pelas costas um jovem negro em frente a um mercado Oxxo na Zona Sul de São Paulo, no dia 3 de novembro. Ele só foi afastado na segunda-feira (2), após divulgação do vídeo pelo g1. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele fez os disparos (vídeo abaixo).

Gabriel Renan da Silva Soares, de 26 anos, entrou no comércio, pegou quatro pacotes de sabão e, durante a fuga, escorregou num pedaço de papelão e caiu no chão do estacionamento.

O policial, que estava à paisana, pagava pelas compras no caixa quando percebeu a ação. O agente, então, sacou a arma e atirou diversas vezes pelas costas de Gabriel. A vítima morreu no chão do estacionamento. Segundo o boletim de ocorrência, foram encontradas 11 perfurações em seu corpo.

Estudante de medicina morto: dois afastamentos
No dia 20 de novembro, dois policiais militares envolvidos no assassinato de um estudante de medicina foram afastados de suas funções até o final das investigações.

Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, que cursava medicina na Universidade Anhembi Morumbi, foi morto com um tiro à queima-roupa na escadaria de um hotel Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada por uma câmera de segurança (vídeo abaixo).

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento pelo bairro quando Marco Aurélio teria dado um tapa no retrovisor da viatura e fugido.

Segundo o boletim de ocorrência, o jovem correu para o interior do Hotel Flor da Vila Mariana, onde estava hospedado com uma mulher. Os policiais relataram que ele estava bastante alterado e agressivo.

Execução de delator do PCC: oito afastamentos
No dia 12 de novembro, a Secretaria da Segurança Pública afastou preventivamente oito policiais militares investigados por suspeita de envolvimento na execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Vinicius foi morto a tiros durante atentado no início de novembro, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (vídeo abaixo).

Segundo a SSP, os agentes da PM que foram afastados já eram investigados um mês antes do crime pela Corregedoria da corporação. Testemunhas tinham denunciado eles por fazerem segurança particular para Vinicius.

O fato de os agentes terem feito escolta para alguém com envolvimento com o PCC foi repudiado pela pasta.

Criança de 4 anos morta durante tiroteio: sete afastamentos
Uma criança de 4 anos morreu após ser baleada durante um confronto policial no Morro São Bento, em Santos, no litoral paulista, no dia 5 de novembro. Dois adolescentes, de 15 e 17 anos, também foram atingidos durante a troca de tiros. Segundo a polícia, a dupla era suspeita. O adolescente mais velho morreu, e o outro foi socorrido sob escolta.

O tiro que matou Ryan da Silva Andrade Santos provavelmente partiu da arma de um policial, afirmou o coronel Emerson Massera, porta-voz da PM.

No dia 6 de novembro, a SSP informou que sete policiais envolvidos na ação foram afastados das ruas.

PMs bateram viatura durante ‘racha’: quatro afastamentos
A câmara corporal de um policial militar gravou o momento em que ele pergunta a um colega de farda em outra viatura: “Apostar um racha?”. Em seguida, o soldado acelera o carro oficial da PM, bate em dois veículos que estavam estacionados e em um poste.

O acidente aconteceu em 13 de julho, na região do Cambuci, Centro da capital paulista. No entanto, o caso só foi conhecido no início de novembro, quando as imagens viralizaram nas redes sociais (vídeo abaixo).

O g1 apurou que os quatro PMs que participaram da ação foram afastados preventivamente dos patrulhamentos nas ruas por causa do processo que respondem. Atualmente, eles estão fazendo serviços administrativos.

Fonte: G1

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São Paulo

Rodízio municipal de carros na cidade de SP será suspenso em 23 de dezembro e retomado em 13 de janeiro

por Redação 11 de dezembro de 2024

O rodízio municipal de carros na cidade de São Paulo será suspenso em 23 de dezembro e retomado em 13 de janeiro.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, a suspensão do rodízio nesse período vale apenas para os veículos de passeio (automóveis). A medida é tomada todo ano em razão do baixo fluxo de veículos nos últimos dias do mês de dezembro e início do mês de janeiro.

Vão continuar valendo normalmente o rodízio de placas para veículos pesados (caminhões) e as demais restrições: Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF).

⌚ O rodízio restringe a circulação de veículos no Minianel Viário da Cidade nos períodos da manhã, das 7h às 10h, e da tarde, das 17h às 20h.

? Durante o rodízio, os veículos ficam impedidos de circular no Centro Expandido, incluindo as vias que delimitam o chamado Minianel Viário, formado pelas marginais Tietê e Pinheiros, avenidas dos Bandeirantes e Afonso D´Escragnole Taunay, Complexo Viário Maria Maluf, Avenida Tancredo Neves, Rua das Juntas Provisórias, Viaduto Grande São Paulo e avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf.

? Confira os dias de rodízio
Segundas-feiras: placas finais 1 e 2 não podem circular
Terças-feiras: placas finais 3 e 4 não podem circular
Quartas-feiras: placas finais 5 e 6 não podem circular
Quintas-feiras: placas finais 7 e 8 não podem circular
Sextas-feiras: placas finais 9 e 0 não podem circular
? Multa
Transitar em locais e horários não permitidos pela regulamentação prevista no Código de Trânsito Brasileiro implica infração de trânsito de nível médio, resultando em multa no valor de R$ 130,16 e acréscimo de 4 pontos no prontuário do motorista.

Para informações de trânsito, ocorrências, reclamações, remoções e sugestões, ligue SP156.

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São Paulo

Vereador João Naves, de Carapicuíba, na Grande SP, é preso em flagrante acusado de chamar colega negro de ‘preto safado’

por Redação 11 de dezembro de 2024

O vereador João Naves (PSD), de Carapicuíba, na Grande São Paulo, foi preso em flagrante por injúria racial acusado de ofender o também vereador Bruno Marino (Podemos), que é negro, na Câmara Municipal do município, na manhã desta terça-feira (10).

Bruno contou à TV Globo que foi chamado de “preto safado” repetidas vezes. “Tendo essa situação, eu dei voz de prisão [ao vereador João Naves]. Acionei a Guarda Municipal, que acionou o delegado de polícia, que conduziu o vereador até o 1º Distrito Policial aqui de Carapicuíba.”

A Secretaria da Segurança Pública informou que Naves foi indiciado e permanece detido, à disposição da Justiça.

Após o ocorrido, o vereador pediu que a ocorrência fosse registrada na ata da sessão. A solicitação foi registrada em vídeo na TV Câmara da cidade.

Em frente à delegacia, o vereador Bruno Marino lamentou o ocorrido: “A gente está aqui clamando por justiça. O que me ligou o sinal de alerta foi que eu, como colega dele, vereador… Fico imaginando o que ele faz com os funcionários, o que ele faz por aí. Não posso nem imaginar. Se eu, como vereador, advogado, colega de trabalho, sofri isso, imagina os demais, o povo mais vulnerável na nossa cidade”.

Procurada pela reportagem, a assessoria do vereador João Naves afirmou que “jamais houve isso. Ele se aproveitou da discussão extrema para se beneficiar politicamente e ele sempre usa de narrativa de racismo”. Segundo a assessoria, o vereador irá “se pronunciar pessoalmente sobre todos os fatos”.

Fonte: G1

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