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Entenda por que luminárias japonesas foram retiradas da Rua dos Aflitos, na Liberdade, que guarda a memória negra de SP

por Redação 22 de novembro de 2024

Na semana do Dia da Consciência Negra, luminárias japonesas que ficavam na Rua dos Aflitos, no bairro da Liberdade, em São Paulo, foram retiradas da via e substituídas por LED. O restante do bairro ainda segue com os tradicionais postes de iluminação asiáticos.

A decisão da prefeitura de retirar as luminárias apenas daquela rua ocorreu após pressão de ativistas do movimento negro.

A administração municipal ressaltou que a troca feita em 18 de novembro visa “equilibrar o respeito às diferentes camadas históricas e culturais presentes no bairro” e garantir que a “memória de cada grupo seja adequadamente representada”.

A Associação Amigos da Capela afirmou que a remoção foi fruto de uma luta de seis anos. “A reurbanização do Beco dos Aflitos faz parte do projeto Ruas Abertas. Reparação aos nossos ancestrais, dando visibilidade à Capela dos Aflitos, patrimônio histórico tombado”, disse, em nota.

Mas por que houve a pressão dos ativistas? O que a rua representa para o movimento negro? Entenda abaixo:

Cemitério dos Aflitos e Capela Nossa Senhora dos Aflitos

Antes de se chamar “Praça da Liberdade”, o espaço público era conhecido como Largo da Forca, destino dos condenados à morte até a metade do século 19, sendo a maioria deles de escravos fugitivos: negros e indígenas.

O local de enforcamentos foi escolhido pela proximidade com a necrópole, o Cemitério dos Aflitos, que ficava entre as Ruas dos Estudantes, Galvão Bueno, da Glória e dos Aflitos.

Pouco abaixo do antigo Largo da Forca ficava o Largo do Pelourinho (atual Largo Sete de Setembro). Era ali onde os negros fugitivos eram açoitados até a metade do século 19.

No fim da Rua dos Aflitos, está a Capela dos Aflitos, uma igreja construída em 1779 ao redor do cemitério de escravizado. O prédio continua no local e é patrimônio tombado.

Em dezembro de 2018, um grupo de arqueólogos encontrou em um terreno particular, entre a Rua dos Aflitos e a Rua Galvão Bueno, nove ossadas de escravos entre os séculos 18 e 19.

A descoberta, em uma área onde seria construído um prédio particular na Rua Galvão Bueno, transformou o local em um sítio arqueológico.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o sítio arqueológico Cemitério dos Aflitos foi incluído na plataforma de informação e gestão do Patrimônio Cultural, gerenciada por meio do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão.

O cadastro feito pelo Iphan, em 13 de fevereiro de 2020, “apresenta importante significado histórico para a cidade, na medida em que recupera uma memória praticamente perdida”, ressalta o instituto.

Ainda conforme o Iphan, estudos apontam que foram sepultadas no Cemitério dos Aflitos pessoas executadas, indígenas e escravos.

O estudo identificou ainda materiais (botões) diretamente associados a dois indivíduos, como parte da indumentária de um indivíduo e quatro contas de vidro azul junto ao pescoço de outro.

Movimentos sociais reivindicaram em audiências públicas na Câmara Municipal a criação do Memorial dos Aflitos no terreno. Em dezembro de 2020, o então prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou um projeto de lei para criar o Memorial dos Aflitos no terreno.

Atualmente, o local passa por obras para abrigar o memorial. No início de novembro, o g1 noticiou que, por conta de uma reforma indevida, parte da parede de um prédio vizinho das obras tombou e caiu dentro da área de escavações.

Fonte: G1

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São Paulo

Padre de Osasco é um dos 37 indiciados em inquérito sobre tentativa de golpe; ele é citado como integrante do núcleo jurídico do esquema

por Redação 22 de novembro de 2024

Entre os 37 indiciados nesta quinta-feira (21) pela Polícia Federal no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado no país está o padre católico José Eduardo de Oliveira e Silva, da Diocese de Osasco, na Grande São Paulo.

Em fevereiro, ele foi alvo da operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal. A operação cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva contra pessoas acusadas de participação na elaboração da tentativa de golpe de estado no Brasil, em janeiro do ano passado.

O religioso é conhecido nas redes sociais por gravar vídeos no Youtube discutindo guerra cultural, aborto e a influência ruim das músicas e divas pop na vida de crianças e adolescentes (leia mais abaixo)

O relatório final do inquérito, que tem mais de 800 páginas, foi concluído no início da tarde desta quinta e vai ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O padre José Eduardo é citado como integrante do núcleo jurídico do esquema. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o núcleo assessorava os membros do suposto plano de golpe de estado na elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses golpistas.

De acordo com a Polícia Federal, o padre supostamente participou de uma reunião no dia 19 de novembro de 2022, com Filipe Martins e Amauri Feres Saad – outros dois indiciados- como indicam os controles de entrada e saída do Palácio do Planalto.

O encontro, segundo o inquérito da PF, fazia parte de uma série de discussões convocadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para “tratativas com militares de alta patente sobre a instalação de um regime de exceção constitucional.”

Filipe Martins era ex-assessor especial de Bolsonaro e foi preso pela PF em fevereiro.

Durante a operação em fevereiro, o padre José Eduardo de Oliveira e Silva foi informado pela PF que terá que cumprir medidas cautelares para não ser preso.

Entre elas, a proibição de manter contato com os demais investigados da operação, o compromisso de não se ausentar do país e entrega de todos os passaportes (nacionais e estrangeiros) no prazo de 24 horas.

Em nota, o advogado Miguel Vidigal afirmou que não recebeu nenhum relatório disponível. “Temos uma nota da Polícia Federal com alguns nomes indiciados.”

“Menos de 7 dias depois de dar depoimento à Polícia Federal, meu cliente vê seu nome estampado pela Polícia Federal como um dos indiciados pelos investigadores. Os mesmos investigadores não se furtaram em romper a lei e tratado internacional ao vasculhar conversas e direções espirituais que possuem garantia de sigilo e foram realizadas pelo padre.

Quem deu autorização à Polícia Federal de romper o sigilo das investigações? Até onde se sabe, o ministro Alexandre de Moraes decretou sigilo absoluto. Não há qualquer decisão do magistrado até o momento rompendo tal determinação.

A nota da Polícia Federal com a lista de indiciados é mais um abuso realizado pelos responsáveis da investigação e, tendo publicado no site oficial do órgão policial, contamina toda instituição e a torna responsável pela quebra da determinação do ministro.”

O que disse o padre José Eduardo
Por meio de nota em fevereiro, o padre negou que tenha participado de qualquer conspiração contra a Constituição Brasileira. Segundo o padre, como sacerdote católico “é chamado para auxílio espiritual não apenas dos frequentadores da minha paróquia, mas também de todos aqueles de alhures que espontaneamente me procuram com assuntos dos mais variados temas”.

“Como é meu dever, preservo a privacidade de todos eles, visto que os dilemas que me apresentam são sempre de foro interno. Em relação ao referido ‘inquérito dos atos antidemocráticos’, minha posição sobre o assunto é clara e inequívoca: a República é laica e regida pelos preceitos constitucionais, que devem ser respeitados. Romper com a ordem estabelecida seria profundamente contrário aos meus princípios”, disse José Eduardo.

“A única missão na minha vida é o meu trabalho sacerdotal. Por isso, preciso de um “tradutor” que me faça compreender os passos jurídicos decorrentes desta inusitada e inesperada situação e que me ajude a atender com precisão os pedidos do Poder Judiciário. Por isso, constituo meu “tradutor” o Dr. Miguel da Costa Carvalho Vidigal, advogado, que saberá dar respostas jurídicas pertinentes ao assunto. Ainda não obtivemos acesso aos autos, o qual esperamos obter nos próximos dias”, declarou.

Quem é o padre José Eduardo

Integrante da ala conservadora da Igreja Católica, o padre José Eduardo comemora 18 anos de sacerdócio em 2024. Ele é o vigário oficial da ‘Paróquia São Domingos – o Pregador-, no bairro de Umuarama, em Osasco.

Doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma, Itália), o religioso grava vídeos no Youtube com críticas às cantoras Madonna e Luiza Sonza, por exemplo, e analisa a letra das músicas e o simbolismo de clipes de canções como “Campo de Morango”.

“É de uma baixaria que a gente fica realmente constrangido”, diz ele.

“Não é apenas a letra [das músicas] que diz coisas. Mas é a harmonia, o ritmo e a melodia. Uma música de amor que tem uma batida sensual, ela está falando de amor em termos libidinosos. Na melodia está embutida uma mensagem sexual que não está embutida na letra. […]Se uma melodia não tem uma inspiração divina, ela tem uma inspiração humana ou demoníaca?”, argumentou o padre em vídeo gravado em 7 de agosto do ano passado.

Entre as pautas que o padre mais gosta de comentar é o aborto: “Você tem pessoas tão loucas que elas são abortistas e veganas. São a favor de que se matem os bebês no ventre de suas mães, mas são totalmente contra o extermínio de animais para o consumo”, declarou ele em outro vídeo.

“Chatólicos”
O padre também frequenta canais e podcast de grande repercussão na extrema direita, como os produtos da produtora Brasil Paralelo e o canal do economista bolsonarista Rodrigo Constantino.

Nos textos em que mantém no seu site pessoal, o padre também alerta os fiéis católicos contra os colegas de igreja que ele chama de “chatólicos”.

Entre as características desse tipo de cristão, segundo o religioso, estão as seguintes:

“O fulano que se converteu ontem, mas já se considera o próprio martelo dos hereges; justificam toda agressividade, desde que ungida com uma pretensa defesa da fé, em nome da qual cometem calúnias e difamações, além de muita desonestidade intelectual; Participam da liturgia como censores, mais preocupados com os eventuais erros cometidos pelo celebrante que com a edificação de sua alma; vivem de sensacionalismo escatológico, assustando “os outros com revelações particulares e especulações irresponsáveis sobre o capiroto”, escreveu.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Pai de estudante de medicina de 22 anos morto pela PM em SP conta que viu o filho vivo no hospital: ‘Me ajuda, dizia ele’

por Redação 21 de novembro de 2024

O pai do estudante de medicina assassinado pela Polícia Militar durante uma abordagem na quarta-feira (20) foi o primeiro da família a chegar à Vila Mariana, na Zona Sul da capital paulista, onde o filho havia sido morto. De lá, foi ao Hospital Ipiranga, para onde Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, foi encaminhado.

“Nós o amamos muito”, destacou.

Médico, ele conta que viu o filho na ala de emergência “em choque, sem pulso, branco”. “Aí eu falei: ‘Vamos levar ao centro cirúrgico, coloque soro aberto”, conta.

Segundo ele, ao chegar ao local do crime, nenhum dos cerca de 15 agentes o atendeu. “Fui lá, tinha 15 policiais, quatro viaturas. Ninguém me dava explicação, ninguém queria me levar ao hospital, todo mundo escondendo, cabo por aí, sargento por aí, tive que correr ao hospital, tive que correr ao Centro de Emergência e lá apareceram mais policiais.”

A mãe do estudante acredita que tenha havido xenofobia na ação policial e diz que “qualquer mãe vai se revoltar” ao ver o filho “caído, com suas mãos tentando se defender, e o policial dando um tiro na barriga”.

“Estou indignada. Nunca pensei chorar assim, mas estou com raiva e sinto uma tristeza tão grande…”

Silvia e o marido são peruanos naturalizados brasileiros. O filho nasceu no Brasil, mas tinha traços estrangeiros.

“Um tiro que meus colegas médicos disseram que foi dado para matar, porque foi direto na [veia] ilíaca. Meu filho chegou sangrando, não tinha como salvar, e os policiais sabem onde disparar. Poderiam ter disparado no braço, na perna, de lado, para romper um fígado, um baço, mas não. Ele disparou no meio porque ele queria matar o meu filho”, afirma a mãe, que é médica, assim como o esposo.

“E eles conseguiram matar, sim. Mataram minha família, meu esposo, mataram meus filhos. Que confiança eu vou ter agora? Daqui para frente? O que nós, como cidadãos decentes, fizemos para a polícia para fazerem isso? O que justifica disparar?”

Silvia chegou depois ao hospital e conta que não autorizaram que ela visse o filho. “Eu falei que queria ver antes de ele morrer. Eu sou intensivista. Eu sei o que significa um tiro na [veia] ilíaca. Eu supliquei: ‘Me deixa entrar, sou médica’. Eu sei que não é um benefício, mas eu sei entrar na sala de emergência. Ninguém me deixou entrar.”

O crime

Os policiais militares envolvidos no assassinato do estudante de medicina na madrugada desta quarta-feira (20) foram afastados de suas funções até o final das investigações. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A pasta ainda divulgou que os PMs prestaram depoimento e foram indiciados em inquérito (leia mais abaixo).

Marco Aurélio cursava medicina na Universidade Anhembi Morumbi. Ele foi morto com um tiro à queima-roupa, na escadaria de um hotel na Rua Cubatão, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada por uma câmera de segurança, por volta das 2h50.

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento pelo bairro quando Marco Aurélio teria dado um tapa no retrovisor da viatura e fugido.

Segundo o boletim de ocorrência, o jovem correu para o interior do Hotel Flor da Vila Mariana, onde estava hospedado com uma mulher. Os policiais relataram que ele estava bastante alterado e agressivo.

Nas imagens, é possível ver que o jovem entrou no saguão do hotel sem camisa e foi perseguido pelos policiais.

Um dos agentes tentou puxar Marco Aurélio pelo braço, enquanto o outro o chutou. Em seguida, o estudante segurou a perna do policial, que caiu no chão.

Durante a confusão, o PM Guilherme atirou na altura do peito do estudante. No boletim de ocorrência, os policiais alegaram que o jovem teria tentado pegar a arma de Bruno.

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Ipiranga, onde teve duas paradas cardiorrespiratórias e passou por uma cirurgia. Contudo, ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 6h40.

Claudio Silva, ouvidor das Polícias de São Paulo, afirmou que a ação é “mais um reflexo da lógica que está instalada no estado de São Paulo, de polícia que mata. Polícia que não respeita a vida”.

Segundo ele, é possível ver, pelas imagens da câmera de segurança, que “os policiais estão numericamente superiores à pessoa abordada, e o abordado, sem camisa, então, desarmado. E os policiais não fazem o uso progressivo da força, como está determinado por normas internas da própria Polícia Militar, então o uso excessivo da força foi feito. Isso culminou com a morte daquele jovem abordado”.

O caso foi registrado no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como morte decorrente de intervenção policial e resistência.

Durante a abordagem, os policiais estavam com as câmeras corporais acopladas ao uniforme. Entretanto, no BO, é informado que os agentes não usaram o equipamento.

Procurado pelo g1, o hotel preferiu não comentar o caso.

O que diz a SSP
“As polícias Civil e Militar apuram as circunstâncias da morte de um homem de 22 anos, ocorrida na madrugada desta quarta-feira (20), na Vila Mariana, na capital paulista. Os policiais envolvidos na ocorrência prestaram depoimento, foram indiciados em inquérito e permanecerão afastados das atividades operacionais até a conclusão das apurações.

Na ocasião, o jovem golpeou a viatura policial e tentou fugir. Ao ser abordado, ele investiu contra os policiais, sendo ferido. O rapaz foi prontamente socorrido ao hospital Ipiranga, mas não resistiu ao ferimento. A arma do policial responsável pelo disparo foi apreendida e encaminhada à perícia. As imagens registradas pelas câmeras corporais (COPs) serão anexadas aos inquéritos conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).”

Fonte: G1

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São Paulo

Quem era o estudante de medicina morto pela PM em hotel da Zona Sul de SP

por Redação 21 de novembro de 2024

Morto com um tiro à queima-roupa durante uma abordagem policial na madrugada de quarta-feira (20), o jovem Marco Aurélio Cardenas Acosta tinha 22 anos e estava no quinto ano do curso de medicina na Universidade Anhembi Morumbi.

Ele era o filho caçula de um casal de médicos peruanos naturalizados brasileiros que se mudou para cá há mais de duas décadas. Segundo a mãe, a intensivista Silvia Mônica, o rapaz nasceu prematuramente e, da mesma forma, concluiu o ensino médio com apenas 15 anos.

A família conta que ele chegou a ser aprovado no vestibular para cursar direito, mas escolheu seguir o mesmo caminho dos pais e do irmão Frank, na medicina.

“Ele era um bom irmão, um bom filho, uma pessoa muito querida”, descreveu Frank Cardenas.

Às lágrimas, a mãe usou os termos “generoso” e “amoroso” para descrever o caçula. “Era meu filho mais amado, nasceu com 1,3 kg, quando eu já estava velha”, contou.

Marco era atleta do time de futebol do curso de medicina. Nas redes sociais, a faculdade publicou mensagem de condolências.

“Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com seus familiares, companheiros de time e colegas, que perderam não apenas um companheiro de jornada, mas também um amigo. Que sua memória seja sempre lembrada com carinho e que sua trajetória inspire todos nós.”

O crime
Marco foi baleado na escadaria de um hotel na Rua Cubatão, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada por uma câmera de segurança, por volta das 2h50

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento pelo bairro quando o estudante, de 22 anos, teria dado um tapa no retrovisor da viatura e fugido.

Segundo o boletim de ocorrência, o jovem correu para o interior do Hotel Flor da Vila Mariana, onde estava hospedado com uma mulher. Os policiais relataram que ele estava bastante alterado e agressivo.

Nas imagens, é possível ver que o jovem entrou no saguão do hotel sem camisa e foi perseguido pelos policiais.

Um dos agentes tentou puxar Marco Aurélio pelo braço, enquanto o outro o chutou. Durante a confusão, o PM Guilherme atirou na altura do peito do estudante. No boletim de ocorrência, os policiais alegaram que o jovem teria tentado pegar a arma de Bruno.

O jovem foi socorrido e encaminhado ao Hospital Ipiranga, onde teve duas paradas cardiorrespiratórias e passou por uma cirurgia. Contudo, ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 6h40.

Os PMs envolvidos no assassinato foram afastados de suas funções até o final das investigações.

Claudio Silva, ouvidor das Polícias de São Paulo, afirmou que a ação é “mais um reflexo da lógica que está instalada no estado de São Paulo, de polícia que mata. Polícia que não respeita a vida”.

Segundo ele, é possível ver, pelas imagens da câmera de segurança, que “os policiais estão numericamente superiores à pessoa abordada, e o abordado, sem camisa, então, desarmado. E os policiais não fazem o uso progressivo da força, como está determinado por normas internas da própria Polícia Militar, então o uso excessivo da força foi feito. Isso culminou com a morte daquele jovem abordado”.

O caso foi registrado no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como morte decorrente de intervenção policial e resistência.

Durante a abordagem, os policiais estavam com as câmeras corporais acopladas ao uniforme, porém o equipamento não foi acionado, de acordo com o BO.

Fonte: G1

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São Paulo

Influenciadora e ex-bailarina Natacha Horana é presa na zona sul de São Paulo

por Redação 21 de novembro de 2024

A influenciadora e ex-bailarina do Domingão do Faustão Natacha Horana Silva, de 33 anos, foi presa na quinta-feira (14), em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, por policiais civis da Delegacia de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). A defesa da bailarina diz que prisão foi um equívoco

Além da prisão da bailarina, que é natural de Jundiaí (SP), foram apreendidos quatro celulares, um notebook, duas câmeras fotográficas, dois relógios, um colar, um HD externo e diversos documentos, além de R$ 119.650,00 em espécie.

Um veículo de luxo também foi apreendido. Natacha alegou que o automóvel era emprestado. De acordo com a Polícia Civil, o caso foi registrado como captura de procurado e cumprimento de mandado de busca e apreensão, mas a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) não informou o motivo da prisão de Natacha.

A ação para efetivar a prisão teve apoio de agentes da Receita Federal e do Ministério Público do Rio Grande do Norte.

A defesa da bailarina divulgou uma nota na terça-feira (19), em que afirma que ela, de forma “abusiva e injustificada”, “acabou sendo injustamente envolvida em investigação apenas porque, anos atrás, acabou conhecendo uma das pessoas investigadas”.

“Conforme se demonstrou no processo, sua menção e prisão foi um equívoco porque ela jamais praticou qualquer ato ilícito, direto, indireto ou colaborativo. E, diante disso, e principalmente pela inexistência de indícios de seu envolvimento e motivos para a continuidade dessa medida, aguarda-se o exame de pedidos feitos visando o imediato restabelecimento de sua liberdade e dignidade.

A nota foi publicada no perfil da influenciadora. Na publicação, o perfil também diz que confia “que a verdade sempre prevalece e que Deus está no controle de todas as coisas”.

“Agradecemos a todos que estão apoiando nesse momento. Temos certeza de que tudo vai dar certo, porque a verdade será dita, e o bem sempre vence.”

Caso no STF
No Supremo Tribunal Federal (STF) há uma ação contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte. A ação tramita desde 15 de novembro e foi distribuída para o ministro Edson Fachin. Até o fim da quarta-feira (20), não havia decisão no caso.

Fonte: G1

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São Paulo

Justiça autoriza investigação contra Ricardo Nunes em esquema envolvendo creches conveniadas à Prefeitura de SP

por Redação 20 de novembro de 2024

A Justiça Federal autorizou a abertura pela Polícia Federal de um inquérito contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em relação a operações suspeitas envolvendo creches conveniadas à Prefeitura de São Paulo , a chamada “máfia das creches”.

Com a decisão da juíza Fabiana Alves Rodrigues, da 8ª Vara Federal Criminal, a PF vai apurar a relação de Nunes, quando era vereador, e duas empresas envolvidas no esquema, uma delas em nome da família dele (leia mais abaixo).

A investigação teve origem na Operação Daycare, deflagrada em janeiro de 2021 pela Polícia Federal, e que indiciou 116 pessoas suspeitas de desviar dinheiro público de creches. O inquérito foi concluído em julho, depois de três anos de investigação.

Os alvos da Operação Daycare eram organizações sociais que administravam creches conveniadas à prefeitura. Alguns gestores dessas entidades eram suspeitos de desviar parte da verba federal que foi repassada para atender crianças de até 3 anos.

Em nota, a defesa de Nunes informou que “se mostra inconformada com a decisão que permitiu a arbitrária continuidade das investigações procedidas pela Polícia Federal. Exaustivamente, durante 5 (cinco) anos, diversas pessoas foram investigadas e indiciadas, se descartando qualquer ato, direto ou indireto, que o pudesse relacionar aos fatos”.

“Por isso, se impetrará habeas corpus perante as Cortes e instâncias Superiores visando o trancamento do citado inquérito policial, seja pela patente ausência de indícios, excesso e, em especial, pela absoluta falta de justa causa para seu prosseguimento”, finaliza o comunicado assinado pelos advogados Daniel Leon Bialski, Bruno Garcia Borragine e André Mendonça Bialski.

Operação Daycare
No relatório final da operação, o delegado afirmou que “há elementos de prova de que as entidades responsáveis pelas creches apresentaram guias de recolhimento de imposto federal falsas e/ou adulteradas”.

Das 152 creches investigadas, 112 apresentaram processos de prestação de contas com indícios de irregularidades. A PF destaca que, num período de quatro anos, um dos grupos criminosos investigados movimentou mais de R$ 1 bilhão.

Os investigadores afirmam que “associações e institutos sociais repassavam a verba pública para empresas fornecedoras ‘noteiras'”, empresas que emitiam notas fiscais frias, de prestação de serviços ou de compra de produtos que nunca existiram. Para a PF, parte dessa quantia desviada retornava para os presidentes das instituições ou para pessoas próximas a eles.

Empresa da família de Ricardo Nunes
No relatório final da Operação Daycare, de julho, a PF também pediu autorização da Justiça para continuar investigando o suposto envolvimento da empresa da mulher e da filha de Nunes.

Os investigadores identificaram uma remessa de R$ 31,5 mil para o prefeito. O valor saiu da conta de uma das empresas investigadas por emitir notas frias.

Segundo a polícia, parte do dinheiro foi para uma conta pessoal de Nunes, e parte foi para a empresa da mulher e da filha, a Nikkey Serviços, do ramo de dedetização.

A Polícia Federal quer investigar com mais profundidade a relação de Elaine Targino da Silva com Ricardo Nunes e sua família. Elaine é presidente da ACRIA, uma das organizações sociais suspeitas de desviar dinheiro das creches, e constava como empregada da Nikkey Serviços.

Na época, o prefeito disse que não existe nenhuma acusação contra ele e que os serviços da empresa Nikkey foram prestados sem qualquer irregularidade.

investigadas na operação, possuía registro como empregada da Nikkey Serviços, uma empresa de dedetização que tem como sócias a mulher e uma filha de Nunes.

Na mesma data das compensações dos cheques depositados na conta de Ricardo Nunes, a PF identificou repasse de dinheiro também para a Nikkey Serviços.

A dona da empresa que emitia notas fiscais frias foi indiciada pelos crimes de organização criminosa, falsificação de documento público e particular e por peculato — por se aproveitar da função pública para desviar dinheiro.

A polícia federal afirma que “é suspeita essa relação do então vereador Ricardo Nunes, atual prefeito de São Paulo, com uma das principais empresas atuante do esquema criminoso de desvio de verba pública do município de São Paulo”.

Fonte: G1

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São Paulo

Estudante de Direito da PUC é demitida de escritório de advocacia após ofensas a cotistas da USP

por Redação 18 de novembro de 2024

A estudante de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Tatiane Joseph Khoury, de 20 anos, foi demitida do escritório de advocacia onde trabalhava como estagiária após ser identificada em um vídeo ofendendo alunos cotistas da Universidade de São Paulo (USP). A informação foi confirmada ao GLOBO pelo escritório Pinheiro Neto Advogados. O caso aconteceu no último sábado, durante os Jogos Jurídicos Estudantis, e foi denunciado como racismo ao Ministério Público.

“O escritório Pinheiro Neto Advogados lamenta o episódio ocorrido durante os Jogos Jurídicos Estaduais, no último sábado (16). O escritório reitera que não tolera e repudia racismo ou qualquer outro tipo de preconceito. Informamos que a estagiária envolvida nesse episódio não integra mais o escritório”, disse, em nota.

O GLOBO tenta contato com a estudante. O espaço segue aberto para manifestação.

O que diz a polícia?
A Polícia Civil informou que analisa imagens que mostram alunos da PUC proferindo falas preconceituosas contra cotistas da USP. Até a manhã desta segunda-feira (18), as autoridades não haviam localizado registro de ocorrência.

“A Polícia Civil informa que, até o momento, não localizou registro da ocorrência. A autoridade policial, ciente dos fatos, analisa as imagens para identificar os envolvidos e está à disposição para o registro da ocorrência, bem como para apurar qualquer informação que possa ajudar nas investigações”, disse a polícia, em nota.

O que aconteceu?
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram integrantes da torcida da PUC proferindo insultos como “pobre” e “ainda por cima é cotista” a alunos negros da USP.

O evento foi realizado em Americana, no interior de São Paulo, e ganhou repercussão após vídeos viralizarem nas redes sociais. As ofensas ocorreram por parte de estudantes da Torcida da Atlética 22 de Agosto, durante uma partida de handebol masculino entre equipes da universidade particular e da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP.

Em seu perfil no X, antigo Twitter, a co-deputada estadual Letícia Chagas divulgou que, em conjunto com a deputada federal Sâmia Bomfim e a vereadora Luana Alves (PSOL), denunciou o caso ao Ministério Público, solicitando a abertura de inquérito para investigar o ocorrido.

Segundo a denúncia, “as ofensas transcendem o ambiente de rivalidade esportiva e configuram um comportamento discriminatório que associa a condição socioeconômica e racial de estudantes cotistas a uma suposta inferioridade”. O documento também ressalta que “tais atitudes configuram violação aos direitos fundamentais e ferem diretamente os valores da dignidade humana e da igualdade”.

Em uma nota de repúdio conjunta, as diretorias das Faculdades de Direito da USP e da PUC-SP afirmaram que as “manifestações são absolutamente inadmissíveis”. As instituições se comprometeram “a apurar rigorosamente o caso, garantindo a ampla defesa e o devido processo legal, e a responsabilizar os envolvidos de maneira justa e exemplar”.

“Além da responsabilização dos envolvidos, é indispensável avançarmos na direção de políticas preventivas e de acolhimento. Planejamos implementar protocolos que fortaleçam ouvidorias, promovam a prevenção e a educação antirracista e assegurem um ambiente inclusivo e respeitoso para todos os alunos e alunas. Essa é uma demanda frequente da comunidade acadêmica, que exige ações concretas e eficazes”, disse o comunicado.

Neste domingo, a PUC-SP soltou uma nova nota lamentando o ocorrido. A universidade ressaltou que “promove a inclusão social e racial, por meio de programas de bolsas na graduação e na pós-graduação” e que incluiu “letramento racial na formação dos docentes”.

Fonte: OGLOBO

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São PauloSegurança

PMs de escolta ilegal de delator do PCC são investigados por organização criminosa

por Redação 18 de novembro de 2024

Após dez dias de investigação, a forca-tarefa que apura o assassinato do delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) Antônio Vinícius Lopes Gritzbach tem suspeitos do crime como alvo, mas até agora não prendeu ninguém.

A investigação desdobra-se em frentes diferentes, com objetivos distintos: o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, tenta identificar e prender quem matou o delator. As corregedorias das polícias Civil e Militar, por sua vez, investigam o envolvimento de seus homens com o delator, executado no último dia 8 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Na avaliação de um membro da força-tarefa, é “impensável esse padrão de proximidade” dos policiais com alguém que tinha delatado membros do PCC e era réu por ser, em tese, mandante de um duplo assassinato, um deles sendo de um narcotraficante influente no crime organizado como Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta.

Já a Corregedoria da Polícia Civil identificou uma rede de empresas ligadas a pelo menos dois policiais civis com capital, em teoria, incompatível com a renda deles. Um delegado foi citado pelo delator, oito dias antes de ser assassinado, como parte do grupo que o extorquia.

Todos os policiais negam envolvimento em crimes relacionados ou relatados por Gritzbach antes do seu assassinato.

O que se sabe até agora, no âmbito das investigações que têm policiais como alvo, é que os corregedores apuram se policiais de diferentes hierarquias estão envolvidos em crimes graves.

Fonte: G1

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São Paulo

Estudantes da PUC-SP chamam alunos da USP de ‘pobres’ e ‘cotistas’ durante jogos jurídicos no interior de SP

por Redação 18 de novembro de 2024

Um vídeo, que viralizou nas redes sociais, mostra estudantes do curso de direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo chamando alunos da Universidade de São Paulo (USP) de ‘pobres’ e ‘cotistas’ durante partida de handebol nos jogos jurídicos entre instituições de ensino superior neste sábado (16) em Americana (SP), no interior paulista.

Os alunos da USP acusam estudantes da PUC de cometerem ofensas racistas e elitistas durante os jogos universitários.

Durante uma partida de handebol entre alunos de direito das instituições, torcedores uniformizados da PUC gritaram, entre outras, frases de cunho pejorativo contra estudantes cotistas da USP. Ao mesmo tempo, fizeram gestos referentes a dinheiro com as mãos.

Faculdades de Direito emitiram uma nota conjunta de repúdio. A reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo também se manifestou sobre o ocorrido nas redes sociais da instituição. -? Leia, abaixo. No documento, a PUC afirma que se “solidariza com os estudantes ofendidos e com todos que presenciaram esse episódio”, que chamou de ‘intolerável’.

O g1 apurou que, ao tomarem conhecimento sobre o caso, a vereadora Luana Alves e a deputada federal Samia Bomfim, ambas do PSOL, fizeram uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo pedindo que o órgão abra um inquérito para apurar os atos racistas praticados.

Faculdades de Direito se manifestam em nota conjunta
Em nota conjunta, as diretorias das Faculdades de Direito e os centros acadêmicos de ambas as instituições repudiaram o que chamaram de “lamentáveis episódios” e se comprometeram a investigar o caso, visando responsabilizar os envolvidos.? Leia na íntegra aqui.

“As Diretorias das Faculdades de Direito da USP e da PUC-SP e os Centros Acadêmicos XI de Agosto e 22 de Agosto das duas instituições vêm a público manifestar repúdio aos lamentáveis episódios ocorridos nos Jogos Jurídicos de 2024. Durante o evento, um grupo de alunos da Faculdade de Direito da PUC-SP proferiu manifestações preconceituosas contra estudantes da Faculdade de Direito da USP, utilizando o termo “cotistas” de forma pejorativa.

Essas manifestações são absolutamente inadmissíveis e vão de encontro aos valores democráticos e humanistas, historicamente defendidos por nossas instituições. Diante disso, as entidades signatárias comprometem-se a apurar rigorosamente o caso, garantindo a ampla defesa e o devido processo legal, e a responsabilizar os envolvidos de maneira justa e exemplar. Reconhecemos que a segregação social ainda é um desafio no Brasil, mas entendemos que o ambiente universitário deve atuar como um espaço de reparação e transformação”, acrescentam em trecho do documento.

PUC emite nota de repúdio
“A PUC-SP repudia com veemência toda e qualquer forma de violência, racismo e aporofobia, e lamenta profundamente o episódio ocorrido em 16/11, envolvendo um grupo de estudantes do curso de Direito da nossa Universidade nos Jogos Jurídicos de 2024. Manifestações discriminatórias são vedadas pelo Estatuto e pelo Regimento da Universidade, além de serem inadmissíveis e incompatíveis com os princípios e valores de nossa Instituição”, disse em trecho do documento.

Ainda segundo a nota, a reitoria determinou à Faculdade de Direito a apuração dos fatos, “com o rigor necessário, a partir das normas universitárias e legais, promovendo a responsabilização e conscientização dos envolvidos”, acrescentou.

A universidade afirmou que promove a inclusão social e racial, por meio de programas de bolsas na graduação e na pós-graduação, bem como de permanência dos estudantes bolsistas. “A PUC participa desde a criação das políticas públicas de inclusão como o Prouni e o Fies”, mencionou.

“Na atual gestão da Reitoria também foram incluídos letramento racial na formação dos docentes e, principalmente, foi implementado programa de ação afirmativa para contratação exclusiva de docentes negros até que atinjam o número correspondente ao percentual da população negra em São Paulo definida pelo IBGE. Por fim, nos solidarizamos com os estudantes ofendidos e com todos que presenciaram esse episódio intolerável. Na PUC-SP combatemos o racismo a partir de uma perspectiva antirracista ativa”, completou.

Fonte: G1

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Segurança

Em áudio, PCC oferece R$ 3 milhões a policial para matar delator da facção

por Redação 14 de novembro de 2024

Em um áudio, o Primeiro Comando da Capital (PCC) ofereceu R$ 3 milhões para quem matasse Vinicius Gritzbach, delator da facção criminosa, segundo informou a defesa do empresário no acordo de deleção premiada feito com o Ministério Público (MP) de São Paulo.

De acordo com a sua defesa, Vinicius gravou uma conversa telefônica por viva-voz entre um investigador do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) e um advogado ligado ao Primeiro Comando da Capital e que lavaria dinheiro para a facção. A gravação teria sido feita na frente do policial sem o conhecimento dele e do advogado.

Vinicius foi executado na última sexta-feira (8) em frente ao desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana. Câmeras de monitoramento gravaram dois homens encapuzados e com fuzis atirando no empresário do ramo imobiliário. Os bandidos fugiram.

Além dele, um motorista de aplicativo foi atingido e morreu. Outras três pessoas que passavam pelo local ficaram feridas. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) criou uma força-tarefa para investigar quem mandou matar Vinicius e quem executou o crime.

Entre a hipóteses investigadas para esclarecer o que ocorreu estão o envolvimento de criminosos do PCC, policiais civis, policiais militares e devedores de Vinicius. O caso é apurado como homicídio e lesão corporal.

Diálogo indica preço por morte, diz defesa

No diálogo, sempre segundo o que a defesa de Vinicius informou ao Ministério Público, o advogado do PCC pergunta ao policial se ele aceitaria matar o empresário por R$ 300 mil.

Advogado – 300?
Policial – 300… Tá bom. 300 , Tá bom.
Depois de uma provocação entre eles, o advogado aumenta o valor da recompensa pelo assassinato de Vinicius para R$ 3 milhões, de acordo com a sua defesa.

Advogado – Mas você acha que 3 dá?
Policial – É… pensa nos 3. Vai pensando, me fala depois…
Após desligar o telefone, o policial e outra pessoa conversam com Vinicius e perguntam se ele entendeu o tom da conversa com o advogado. Em seguida, eles tentam animar o empresário, que demonstra preocupação com a situação.

Policial – Vou dar um abraço em você. Você não sabe o quanto eu te amo…
Outra pessoa – A gente gosta de você, Vinicius. Relaxa esse coração seu…
Vinicius – Mas vai relaxar como? O cara falando um negócio desse…
O áudio com a conversa integra a delegação premiada de Vinicius que a Justiça homologou. Ele era réu em processos de homicídio contra dois membros do PCC e por fazer lavagem de dinheiro para a facção. Ele respondia aos crimes em liberdade.

A delação permitiria que o empresário tivesse uma redução das penas no caso de condenações. Em troca, ele delatou membros do PCC que faziam lavagem de dinheiro e agentes de segurança envolvidos em corrupção.

Oito dias antes de ser assassinado, Vinicius havia denunciado cinco policiais civis e um agente penitenciário por extorsão na Corregedoria da Polícia Civil.

Ele falou que agentes do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cobraram R$ 40 milhões para deixar de investigá-lo como suspeito de ser o mandante dos assassinatos de dois membros da facção criminosa. Vinicius não pagou a propina.

Uma força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) investiga quem mandou matar e quem executou Vinicius na sexta passada. Câmeras de monitoramento gravaram o crime cometido por dois atiradores encapuzados e armados com fuzis. Eles fugiram após a execução.

Entre as hipóteses apuradas para esclarecer o crime estão a possibilidade da participação de policiais civis, policiais militares, um homem que estava devendo dinheiro a ele ou de membros do PCC. O caso é investigado como o “homicídio, lesão corporal e localização e apreensão de objeto”.

Policiais afastados

A pasta da Segurança informou nesta quarta-feira (13) que os policiais civis denunciados por Vinicius foram afastados preventivamente de suas funções.

Além deles, a SSP havia afastado antes oito agentes da Polícia Militar (PM) que faziam a escolta pessoal do empresário. O bico de segurança particular é proibido na corporação.

Depois que passou a ser investigado pela polícia pelos assassinatos de dois integrantes do PCC, Vinicius foi ameaçado de morte pela facção, segundo fontes da força-tarefa. Além disso, ele devia dinheiro para os criminosos.

Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos assassinos havia sido identificado ou preso..

Fonte: G1

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