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Categoria:

Cracolândia

Cracolândia

Cracolândia segue deserta uma semana após amanhecer sem usuários; presença de GCMs também diminui

por Redação 21 de maio de 2025

Uma semana após amanhecer vazia, a região em que ficava o “fluxo” de usuários de drogas da Cracolândia, no Centro de São Paulo, permanece deserta.

O g1 esteve no local nesta terça-feira (20). Por lá, além da diminuição na quantidade de usuários, também houve queda na presença de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O “fluxo” se concentrava em um triângulo formado pelas ruas General Couto de Magalhães, dos Protestantes e dos Gusmões. Além dessas vias, que delimitavam a área da Cracolândia, as ruas do Triunfo e dos Andradas também não apresentavam presença de usuários circulando.

A reportagem constatou a presença de dois pequenos grupos – com, no máximo, cinco pessoas – nas ruas General Osório e Helvétia.

Na última sexta, o g1 obteve vídeos de comerciantes que flagravam a GCM agredindo usuários na véspera de a área ficar vazia (veja abaixo). Nesta terça, a Corregedoria da Guarda disse que já identificou alguns dos agentes que participaram das ações e que está apurando o caso.

O “fluxo” desapareceu no dia 13 de maio, com a saída dos usuários da região. Alguns acabaram se espalhando para outras áreas. Em 14 de maio, mais de cem pessoas se concentravam na Praça Marechal Deodoro, mas, na manhã desta terça (20), houve uma operação de remoção. Na parte da tarde, menos de 50 pessoas permaneciam no local.

O g1 encontrou um pequeno grupo de usuários na Rua Marcondes Salgado, próximo à praça, com cerca de 20 pessoas.

Outro grupo também se concentrava na calçada do Terminal Princesa Isabel, onde já estavam desde a semana passada.

Na última sexta (16), o g1 obteve com exclusividade uma série de vídeos que mostram GCMs agredindo usuários e comerciantes nos dias 10, 11 e 12 de maio, com chutes, socos e o uso de cassetetes (veja acima).

De acordo com Rui Conegundes de Souza, corregedor da GCM, “agressão nunca fez e nunca fará parte de qualquer rotina de atuação da GCM/Polícia Municipal”.

Comerciantes relataram ao g1 que as agressões na região, principalmente contra usuários, se intensificaram nos últimos dois meses. Três proprietários de estabelecimentos na região testemunharam os agentes lançando spray de pimenta, dando chutes e usando cassetetes contra os usuários de drogas. Os próprios comerciantes também disseram que foram agredidos.

Em nota, a prefeitura afirmou que a GCM presta um serviço essencial para a proteção de toda a população.

A Cracolândia amanheceu completamente vazia na terça-feira (13). Na noite anterior, segunda-feira (12), câmeras do comerciante Valdeizo Fortunato de Lima, de 35 anos, – que pediu para ser identificado nesta reportagem como uma forma de proteção – registraram agentes da GCM, acompanhados por outras equipes em duas viaturas, agredindo um grupo de usuários que andava pela Rua Mauá, por volta das 22h.

Os agentes se aproximam do grupo e agridem as vítimas com o uso de cassetetes. Eles também aparecem armados.

Pelo vídeo, é possível ver um homem sendo agredido com um cassetete e levando chutes do agente.

O g1 também teve acesso a vídeos de câmeras de segurança que mostram agressões nos dias 10 e 11 de maio.

No sábado, 10 de maio – mesmo dia em que Orlando Morando, secretário de Segurança Urbana de São Paulo, publicou um vídeo na Cracolândia comemorando a ausência de usuários -, um homem que comprava mantimentos em uma mercearia na Rua Mauá foi puxado e empurrado por um GCM. A vítima precisou se segurar na grade do comércio para não ser levada.

No vídeo, Morando diz que a região vazia “é uma batalha que se vence a cada dia com a segurança urbana, com a saúde, com a assistência social”.

Já no domingo, 11 de maio, dois homens foram abordados por três agentes – um deles é comerciante da região. No vídeo, ele aparece usando uma blusa vermelha. Durante a abordagem, um dos guardas segura um dos homens pelo pescoço e, em seguida, o agride com chutes nas pernas. Em outro momento, outro guarda também segura a vítima pelo pescoço, enquanto o primeiro desfere socos em seu rosto. Ele chega a apontar uma arma para o homem.

Fonte: G1

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Cracolândia

Vice-prefeito de SP e Derrite comemoram diminuição do ‘fluxo’ da Cracolândia e parabenizam forças de segurança

por Redação 14 de maio de 2025

O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, fez uma série de publicações no Instagram nesta terça-feira (13), nas quais parabeniza a atuação de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e demais forças de segurança na Cracolândia e comemora a diminuição do “fluxo” de usuários de drogas na região próxima à estação da Luz, no Centro da cidade.

Nas publicações, o vice-prefeito chega a dizer que “a imprensa está inconformada porque não há dependentes químicos”. Em posts publicados nos últimos dias, o vice-prefeito mostrou abordagens que fez a usuários de drogas.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, também foi às redes sociais para comemorar. Em uma publicação, ele disse que “desmascarou pensões e hotéis que serviram de pontos de distribuição de entorpecentes”.

“A droga parou de chegar, fazendo com que o centro de São Paulo deixasse de ser um ponto interessante para a criminalidade”, escreveu. Na mesma publicação, Derrite afirmou ainda que “não acredita se tratar de uma migração” dos usuários para outras regiões da cidade. “Esses usuários [em outras localidades] são de cada bairro”, respondeu em um comentário da postagem.

Já o prefeito Ricardo Nunes (MDB) se disse surpreso com a ausência de usuários na Cracolândia. Ele afirmou que ainda está tentando entender o que aconteceu.

O chamado “fluxo”, que chegou a reunir centenas de usuários, diminuiu nos últimos dias na região que abrange as ruas dos Gusmões, Andradas, Aurora, Santa Ifigênia, General Osório e Vitória. A prefeitura não informou para onde os usuários foram.

A ONG Craco Resiste, que atua na região, afirmou que houve truculência durante as abordagens e os usuários foram espalhados e estão sendo impedidos, pela GCM, de retornar ao espaço na Rua dos Protestantes.

“Os relatos colhidos pela A Craco Resiste no projeto de extensão universitária em parceria com grupos de pesquisa da USP e da Unifesp, indicam que houve uma orientação para que a Guarda Civil Metropolitana aumentasse a violência das abordagens. As pessoas ouvidas afirmam categoricamente que os guardas passaram a bater mais no rosto e na cabeça das pessoas, para além das outras agressões já cotidianas na região, com uso de spray de pimenta e apropriação de pertences pessoais, como roupas e dinheiro.”

Na região próxima à estação da Luz não havia mais ninguém por lá nesta terça-feira (13), em contraste com a situação encontrada em janeiro.

A prefeitura construiu até um muro de 40 metros para cercar a área onde ficavam concentrados os usuários, no que a Defensoria de São Paulo chamou de “curral humano”. A construção foi revelada pelo g1 em janeiro e gerou forte repercussão. Antes, já havia tapumes de metal no local.

O PSOL acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a demolição do muro, mas a ação foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Durante a madrugada desta terça, havia um pequeno grupo na calçada e outro caminhando na rua na Rua Helvétia, um dos pontos da Cracolândia. Já na Alameda Glete, próximo ao Terminal Princesa Isabel, mais usuários de droga, mas nada próximo do tão conhecido “fluxo”.

Ao circular pelo Bom Retiro, que também costuma ter bastante usuário vagando pelas ruas, a reportagem viu apenas alguns usuários na esquina da Rua Solon com a David Bigio.

Fonte: G1 

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Cracolândia

‘Fluxo’ da Cracolândia diminui, mas Prefeitura de SP não informa para onde usuários de drogas foram

por Redação 13 de maio de 2025

O “fluxo” de usuários de drogas na Cracolândia, que chegou a ter centenas de usuários no Centro da capital paulista, diminuiu nos últimos dias, mas a Prefeitura de São Paulo não informou para onde eles foram.

No trecho da região perto da estação da Luz, que abrange as ruas dos Gusmões, Andradas, Aurora, Santa Ifigênia, General Osório e Vitória, não havia mais ninguém por lá nesta terça-feira (13), situação muito diferente da encontrada em janeiro.

A prefeitura construiu até um muro de 40 metros para cercar a área onde ficavam concentrados os usuários, no que a Defensoria de São Paulo chamou de “curral humano”. A construção foi revelada pelo g1 em janeiro e gerou forte repercussão. Antes, já havia tapumes de metal no local.

O PSOL acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a demolição do muro, mas a ação foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Durante a madrugada desta terça, havia um pequeno grupo na calçada e outro caminhando na rua na Rua Helvétia, um dos pontos da Cracolândia. Já na Alameda Glete, próximo ao Terminal Princesa Isabel, mais usuários de droga, mas nada próximo do tão conhecido “fluxo”.

Ao circular pelo Bom Retiro, que também costuma ter bastante usuário vagando pelas ruas, a reportagem viu apenas alguns usuários na esquina da Rua Solon com a David Bigio.

O que diz a Prefeitura de SP

A prefeitura informou que atua na Cracolândia, agora chamada pela gestão Ricardo Nunes (MDB) de cena aberta de uso, com ações integradas voltadas à saúde, assistência social, trabalho, zeladoria e segurança pública, e que o resultado foi a redução de pessoas nessa área.

Segundo a prefeitura, entre janeiro e março de 2025, foram registradas mais de 29 mil abordagens de agentes e 7.500 encaminhamentos para serviços e equipamentos municipais.

Problema crônico na cidade, a Cracolândia é um dos grandes dramas sociais que envolvem questões de saúde, segurança pública e assistência social. Ao longo dos anos, diversas tentativas do poder público de ajudar os usuários e de combater o crime, mas nenhuma de fato resolveu a situação.

Fonte: G1 

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Cracolândia

Ao STF, prefeito de SP diz que muro na Cracolândia não teve intenção de segregar e afirma que a demolição trará danos irreversíveis

por Redação 21 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo respondeu nesta terça-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a construção do muro construído na Cracolândia, no Centro da cidade, não teve o objetivo de segregar as pessoas em situação de rua e que a sua demolição trará danos irreversíveis.

O muro, com 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, cerca o local onde usuários de crack se concentram na região da Santa Ifigênia, perto da estação da Luz. A construção foi revelada na semana passada pelo g1 e gerou forte repercussão. Antes, já havia tapumes de metal no local.

Parlamentares do PSOL acionaram o STF pedindo a derrubada do muro. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pediu, então, esclarecimentos ao governo municipal.

No documento, a prefeitura afirmou ainda que “a execução de ordem para destruição do muro teria efeitos e danos irreversíveis”. E acrescentou que “não procede a alegação de ‘confinamento’ de quem quer que seja” e que a obra está em “consonância com o princípio da dignidade humana”.

Na segunda-feira (20), ao ser indagado sobre o assunto, Ricardo Nunes tinha minimizado a ação dizendo achar “lamentável fazer com que um ministro do STF, com tanta ocupação,” tenha que se manifestar sobre o caso.

O prefeito disse que, quando soube da ação, achou “estranho um ministro do STF mandar uma notificação pra um prefeito para perguntar de um muro”.

Ação no STF
Na ação, os parlamentares do PSOL argumentaram que a construção isola e exclui socialmente as pessoas que vivem na Cracolândia, violando direitos fundamentais da Constituição, ferindo princípios de igualdade, liberdade e acesso a direitos essenciais.

A prefeitura, no entanto, afirmou à Suprema Corte que a ação “apresenta exclusivamente afirmações retóricas, sem a mínima demonstração documental de que estariam ocorrendo as violações a direitos que alega. Tampouco demonstra minimamente a existência de algum perigo de dano”.

A gestão municipal explicou ainda que as intervenções realizadas na região são acompanhadas de “uma série de medidas complementares, como o oferecimento de serviços de acolhimento, tratamento de saúde mental, reinserção social e acesso a programas de assistência social”.

Fonte: G1

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São PauloCracolândia

Defensoria recomenda à Prefeitura de SP a retirada de muro e gradis da Cracolândia; MP apura

por Redação 16 de janeiro de 2025

A Defensoria Pública de São Paulo emitiu um ofício na tarde desta quarta-feira (15) recomendando que a Prefeitura retire os gradis, o muro e qualquer barreira física colocada na Rua dos Protestantes, na Cracolândia, que impeça a livre circulação de pessoas em vias e espaços públicos sem qualquer justificativa legal.

O ofício foi emitido após a reportagem publicada pelo g1 sobre o muro de 40 metros de extensão que foi levantado há seis meses e cerca, em conjunto com os gradis, um triângulo entre as ruas Protestantes, Gusmões e General Couto Magalhães, na região da Santa Ifigênia.

A gestão Nunes afirma que o muro não é usado para confinamento dos frequentadores, no entanto, eles são aglomerados atrás da estrutura de concreto.

Na recomendação, é reforçado que as barreiras impedem a “livre circulação das pessoas, o acesso à água potável e banheiros e que tal estratégia já foi adotada em outras oportunidades e não há qualquer comprovação de sua eficiência para atingir os objetivos declarados de melhor atender os usuários”.

A ação da prefeitura também é classificada pelo órgão como uma arquitetura hostil, que tem como objetivo afastar a população em situação de rua do local, que passam a ser isoladas no espaço, configurando uma prática discriminatória.

Nesta quarta, o Ministério Público de São Paulo informou que a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo de Capital vai apurar o caso.

A Defensoria também afirma que no dia 9 de dezembro do ano passado, questionou a gestão sobre os gradis e foi respondido que eles se faziam necessários para “segurança dos usuários e bem-estar da população local”. E requisitou uma cópia do procedimento administrativo que “culminou no ato administrativo executivo de colocação de gradis/muros na Cracolândia situada no centro histórico da Cidade de São Paulo, a fim de verificar sua legalidade e motivação.”

Além de recomendar a retirada do muro e dos gradis, a Defensoria também questiona:

se foram verificadas outras medidas menos gravosas, em relação à colocação de gradis móveis e à decorrente restrição da liberdade de locomoção e de permanência de pessoas em espaço público, para a obtenção dos objetivos declarados?
se verificado o aumento do número de abordagens e encaminhamentos realizados após a instalação dos gradis/muros?
para quais serviços são encaminhadas as pessoas que são abordadas na cena aberta de uso? Quantas pessoas foram encaminhadas para o HUB? Quantas pessoas foram encaminhadas para centros de acolhida? Quantas foram encaminhadas para CAPS AD IV? Após a abordagem e encaminhamento, qual o seguimento e acompanhamento realizado pela Prefeitura? Há um mapeamento para saber se as pessoas, efetivamente, vão para os locais para os quais foram encaminhadas e, caso necessitem, recebam tratamento de saúde? Como ele é realizado?

A Defensoria deu o prazo de 10 dias para a prefeitura responder aos questionamentos.

Em nota, a prefeitura informou que assim que receber o ofício, ele será analisado pelas áreas envolvidas e respondido (leia a íntegra mais abaixo).

Relatório

Em um relatório feito em junho, logo após a construção do muro, a Defensoria chamou a área cercada por um muro e gradis na Cracolândia, no Centro, de “curral humano” e descreveu que os usuários eram escoltados por viaturas da Guarda Civil Metropolitana e direcionados para a área cercada em grupos.

Um vídeo gravado por agentes da Defensoria mostra uma viatura seguindo um grupo, até que um homem começa a gritar que está “sendo tratado igual bicho”. Dois agentes saem da viatura e se aproximam dele. (veja acima)

O relatório ainda menciona truculência e agressão por parte dos agentes.

O muro

Os usuários ficam aglomerados atrás do muro, em uma área formada pela Rua dos Protestantes e a Rua dos Gusmões, que são cercadas pela gestão municipal com gradis.

A prefeitura argumenta que a construção, dentre outras medidas, ocorreu para melhorar o atendimento dos usuários, garantir mais segurança para as equipes de saúde e assistência social e facilitar o trânsito de veículos na região.

A administração municipal diz ainda que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve redução, na média, de 73,14% de pessoas no local.

Em junho de 2024, quando o muro de concreto já estava em pé, a prefeitura instalou gradis e delimitou ainda mais o espaço de usuários. Na época, o g1 publicou uma reportagem sobre os gradis. O uso do gradil foi decidido durante reunião entre agentes estaduais e municipais das áreas da saúde, assistência social e segurança.

Ativista fala em ‘campo de concentração de usuários’
Para um representante do coletivo Craco Resiste, no entanto, o muro fecha “um triângulo no fluxo” e cria um “campo de concentração de usuários”.

Para entrar no cerco, eles passam por revistas, que seriam para retirar coisas ilícitas, segundo ativistas.

Para Roberta Costa, da Craco Resiste, o muro foi levantado para manter os usuários no espaço e “cobrir” a visão da Cracolândia para quem passa de carro pela Rua General Couto Magalhães.

“A gente vive hoje na cidade uma cena absurda e bizarra de violência contra as pessoas que estão desprotegidas socialmente. É uma coisa que não vem de agora, já faz muitos anos que o poder público viola essas pessoas”, critica.

Na avaliação dela, a situação só piorou. “O que a gente viu acontecer no ano passado está num nível muito bizarro, que, inclusive, parece visualmente um campo de concentração”, diz.

Roberta afirma que o muro “encarcerou” os usuários, e os movimentos de direitos humanos são impedidos de entrar na área para prestar serviço a eles. Ela conta que tentaram fazer uma ação de Natal no dia 22 de dezembro com frutas, comida e arte, mas foram impedidos de se aproximar dos usuários.

De acordo com os documentos da Subprefeitura da Sé, o muro começou a ser erguido no final de maio e foi concluído no final de junho. O aceite definitivo da obra pela subprefeitura, feito após a inspeção do local, ainda não aconteceu, segundo o processo administrativo.

Usuários se espalham
Enquanto houve redução de pessoas no fluxo da Cracolândia, outras regiões da capital registraram o surgimento de aglomerações de dependentes químicos.

São os casos da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul da capital, e da Rua Doutor Avelino Chaves, na Vila Leopoldina, Zona Oeste.

Atualmente, na região central da cidade, o fluxo confinado pelo muro na Rua dos Protestantes é considerado o único ativo.

Reportagem da TV Globo mostrou que a média diária de usuários presentes no período da manhã foi de 511, em 2023, para 144, em 2024. Já à tarde e à noite, a média caiu de 467 para 149 pessoas.

Embora tenha diminuído a quantidade de pessoas nesse ponto, não houve queda no número de usuários.

Uma das maneiras de medir o uso de drogas por região é o nível de atendimento no hub de cuidados em crack e outras drogas, que é administrado pelo governo estadual.

Segundo o diretor da unidade do Centro, Quirino Cordeiro, a quantidade de dependentes, na verdade, só tem aumentado.

O que diz o contrato de construção do muro
No contrato, a obra é descrita para “a construção de muros de fechamento parcial do imóvel localizado na Rua General Couto Magalhães, esquina com a Rua dos Protestantes”. O imóvel em questão parece estar abandonado.

O contrato foi fechado em 15 de abril de 2024. A empresa beneficiada pela contratação é a Kagimasua Construções Ltda., com sede na região.

O contrato foi precedido de licitação na modalidade concorrência. A Kagimasua ofereceu o menor valor para a construção do muro.

A concorrência foi aberta em fevereiro de 2024. Diversas empresas participaram do pregão com lances acima de R$ 100 mil, mas somente a Kagimasua teve a proposta negociada, segundo dados do Portal da Transparência.

A via mencionada fica em uma das áreas mais policiadas da cidade, onde estão localizados o Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana (GCM), três batalhões da Polícia Militar, um batalhão da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e duas delegacias.

Fonte: G1

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Cracolândia

MP denuncia à Justiça GCMs e ex-agentes de SP suspeitos de formação de milícia na Cracolândia

por Redação 15 de agosto de 2024

O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta quinta-feira (15) dois guardas-civis metropolitanos da cidade de São Paulo e outros dois ex-agentes por suspeita de participação em milícia que atuava na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo.

O ex-agentes e ex- agentes são acusados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/Núcleo Capital) de formação de “milícia particular para a prática de crimes de concussão contra comerciantes da região central da cidade”.

Outros três agentes e um ex-agente foram denunciados por comércio ilegal de armas.

Foram apresentadas denúncias contra:

Elisson de Assis – ex-GCM – denunciado por atuação em milícia
Tiago Moreira da Silva – GCM – denunciado por atuação em milícia
Antônio Carlos Amorim Oliveira – GCM denunciado por atuação em milícia
Renata Oliva de Freitas Scorsafava – GCM – denunciado por atuação em milícia
Rubens Alexandre Bezerra – ex-GCM, denunciado por comércio ilegal de armas
Edno Souza da Silva – GCM – denunciado por comércio ilegal de arma
Ednaldo de Almeida passos – GCM denunciado por comércio ilegal de arma
Odair José Gonçalves Rodrigues – ex-GCM – denunciado por comércio ilegal de arma
Rubens Bezerra, Elisson de Assis, Antônio Carlos e Renata Scorsafava estão presos.

Segundo a denúncia, eles “exigiram, para si, direta ou indiretamente, em razão da função de guardas-civis metropolitanos, vantagem indevida consistente em ‘taxa de proteção’ ou ‘segurança privada’ de comerciantes da região central da cidade”.

Através das investigações, os promotores descobriram que os guardas recebiam dinheiro dos comerciantes através de depósito na própria conta ou nas de parentes e terceiros.

“A tese acusatória se respalda nos dados referentes ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) nº 107933.7.212.13047, produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que apontou diversas operações financeiras atípicas, as quais, somadas aos elementos de informação produzidos no presente procedimento, constituem indícios suficientes do crime de lavagem de bens, direitos e valores de origem ilícita, notadamente as atividades ilícitas de constituição de milícia e concussões”, disse o documento do Gaeco.

O g1 procurou o Comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Prefeitura de São Paulo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Operação Salus et Dignitas

Os quatro guardas municipais tinham sido alvo, em 06 de agosto, de uma megaoperação do Gaeco que desmantelou uma rede de crimes na região Central, incluindo ação de guardas e criminosos associação à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Operação Salus et Dignitas cumpriu 117 mandados de busca e apreensão na capital paulista em endereços ligados aos investigados.

Na época, a Justiça também havia expedido 46 mandados de sequestro e bloqueio de bens e de suspensão de atividade econômica de 44 prédios comerciais.

Mais de R$ 155 mil em espécie foram apreendidos na ação, 122 celulares, 23 computadores, 78 veículos e 96 HDs, USBs e pendrives.

No mesmo dia da operação, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que a gestão municipal “desconhece milícia” na capital após a operação que prendeu guardas-civis municipais suspeitos de serem milicianos na Cracolândia.

Como funcionava o esquema

Em um ano de investigação, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e policiais identificaram que a quadrilha se dividia em cinco grupos de atuação na Cracolândia:

Ferros-velhos: empresários são suspeitos de explorar mão de obra de dependentes químicos. Os usuários furtavam fios de energia da rede pública, deixando semáforos e postes sem luz, e trocavam o cobre presente neles por drogas. Nesses locais foram encontradas crianças e adolescentes participando desse comércio irregular.
Milícia de GCMs: GCMs, policiais militares e policiais civis são suspeitos de se articularem numa milícia para extorquir dinheiro de comerciantes em troca de proteção. De acordo com a investigação, o grupo chegou a conseguir cerca de R$ 6 milhões em propina no período de quase um ano.
Receptação de celulares: comerciantes libaneses são suspeitos de montarem um esquema de receptação de celulares roubados e furtados e depois revender as peças. Os celulares eram levados a eles por grupos criminosos como as ‘gangues da bicicleta’ (que usam as bikes para fugir depois de roubar e furtar telefones de pedestres).
Hotéis e hospedarias: rede de hotéis e hospedarias mantida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) que servem para armazenar drogas e abrigam até “tribunais do crime” (julgamentos internos da facção criminosa feitos por seus membros). Dentro desses locais, segundo a investigação, ocorre a exploração sexual de mulheres que são obrigadas a se prostituir para comprar drogas. Há denúncias da presença de menores de 18 anos de idade sendo exploradas. Um dos imóveis é conhecido como ‘prédio do sexo’, onde ocorre a exploração da prostituição. Não é crime pessoas maiores de idade se prostituírem, mas explorar a prostituição é. Outros prédios já eram conhecidos da polícia por abrigarem celulares roubados e furtados. Os imóveis chegaram a ser chamados de ‘ninhos de celulares’.
Favela do Moinho: a comunidade erguida ao lado da linha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se tornou uma base do PCC. Dali saem as ordens para a tráfico de drogas na Cracolândia. A favela também serve como depósito de armas e drogas. Segundo a investigação, criminosos usavam um detector de radiofrequência para ouvir as conversas operacionais da PM e, desse modo, se anteciparem às operações. Para terem controle da comunidade realizavam “tribunais do crime”, nos quais membros da facção e até moradores que descumprissem regras internas poderiam ser punidos.

Fonte: G1

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