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Categoria:

Transporte

Aplicativo de Transporte

Justiça decide que é inconstitucional decreto de Nunes que proíbe transporte por moto de aplicativo em SP

por Redação 27 de fevereiro de 2025

A Justiça de São Paulo concedeu na noite de quarta-feira (26) uma decisão liminar à empresa 99 Tecnologia e declarou inconstitucional o decreto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que proíbe o transporte de passageiros por meio de motos na capital paulista.

Na decisão de quarta, o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de SP (TJ-SP), considerou que a legislação federal autoriza esse tipo de serviço e cabe ao município apenas regulamentá-lo, não proibi-lo. À decisão, que ainda não tem caráter definitivo, cabe recurso.

“A Lei Federal nº 12.587/2012 expressamente atribuiu aos municípios o dever de ‘planejar, executar e avaliar a política de mobilidade urbana, bem como promover a regulamentação dos serviços de transporte urbano’ (art. 18). Não é a hipótese dos autos, uma vez que o Município de São Paulo, ao invés de regulamentar o serviço, optou por sumariamente proibi-lo’, disse o magistrado.

? A medida abre caminho para que empresas como 99 e Uber possam retomar o serviço de moto por app na cidade, que estava suspenso desde 27 de janeiro em razão de uma decisão provisória da 7ª Câmara do Direito Público do TJ-SP em outro processo sobre o tema.

Em nota, a 99 comemorou a decisão dizendo que a decisão “reafirma a legalidade do serviço de motoapp e seu impacto ao ajudar na mobilidade das pessoas e gerar renda e trabalho na cidade”.

Informou, no entanto, que, por enquanto, a opção do serviço não estará disponível no aplicativo para os usuários mesmo com essa decisão.

Já a Procuradoria Geral do Município afirmou “que recorrerá da decisão tão logo seja notificada formalmente, o que deve ocorrer nos próximos dias. A PGM ressalta que a sentença não implica a volta da prestação do serviço, uma vez que existe outra decisão judicial, ainda em vigor, proferida na ação civil pública ajuizada pela prefeitura, que suspende as atividades”.

Parecer do MP-SP

A decisão judicial de quarta foi em cima de um mandado de segurança ingressado pela 99.

O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Mandados de Segurança e Ações Populares da Capital, opinou pela suspensão desse processo até o julgamento definitivo de uma ação direta de inconstitucionalidade que também tramita no TJ. O MP argumentou ainda que o direito ao serviço é legalmente controverso.

Já na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Associação dos Motofretistas do Brasil (AMB), que corre no TJ, um parecer da Procuradoria-Geral da Justiça, chefia do Ministério Público de São Paulo, foi contrário ao decreto da prefeitura que proíbe o serviço.

O subprocurador-Geral de Justiça, Wallace Paiva Martins Junior, argumentou que o decreto municipal invade a esfera de competência legislativa da União e afeta os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência.

Prefeitura X moto por app

Desde janeiro a discussão sobre o serviço de moto por aplicativo ganhou os holofotes quando a 99 e a Uber passaram a oferecer o serviço, dando início a uma queda de braço com o prefeito.

A prefeitura foi à Justiça para que o serviço fosse cancelado, em virtude de um decreto de 2023, do próprio Nunes, que proibia esse tipo de transporte de passageiros na cidade. Por decisão judicial, o serviço das duas empresas está suspenso.

Entre os argumentos da gestão municipal está a questão da segurança. Segundo o prefeito, a cidade não está preparada para o impacto que haverá na segurança no trânsito.

O que dizem especialistas
Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que, embora haja uma legislação federal, ela estabelece apenas normais gerais para o setor, e a regulamentação deve ser competência do município.

Segundo o advogado Marcelo Marques, coordenador da Comissão de Direito de Trânsito da OAB-SP, a regulamentação detalhada e a fiscalização do serviço ficam sob a responsabilidade dos municípios, que podem definir aspectos específicos da atividade dentro do seu território.

Na avaliação do especialista, a prefeitura tem razão em querer barrar o serviço neste momento. “Querendo ou não, a responsabilidade pela segurança viária e pelos passageiros e condutores é do município.”

Ele explica que há um limbo jurídico porque o Código de Trânsito Brasileiro disciplina apenas o motofrete e não o mototáxi.

Para o professor de direito administrativo André Rosilho, da FGV, não cabe à prefeitura autorizar ou não a atividade, mas apenas fiscalizar o serviço.

“Ela já está autorizada pela legislação federal, é uma atividade econômica livre. Ela tem uma redação um pouco aberta, mas a única maneira de interpretá-la de acordo com a Constituição é a de que o poder municipal deve fiscalizar a atividade — se o motociclista está usando capacete, andando na via de modo correto, se anda na contramão”, apontou.

O advogado Caio Fink, sócio da área de Contratos do Machado Associados, diz que a jurisprudência também desempenha um papel relevante nesta questão.

“Embora trate especificamente de carros, o Tema 967 do STF reforça que restrições a serviços de transporte por aplicativos contrariam o princípio da livre iniciativa, servindo como referência para a discussão.” Segundo ele, o desafio está em conciliar a segurança à ampliação do acesso à mobilidade.

Em entrevista à TV Globo, o superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e engenheiro civil, Luiz Carlos Mantovani Nespoli, reforça que a competência por disciplinar o serviço de transporte remunerado é municipal.

Fonte: G1

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São PauloTransporte

Moradores de SP têm se deslocado menos e uso de transporte individual supera o coletivo, aponta pesquisa Origem e Destino

por Redação 11 de fevereiro de 2025

As pessoas estão se deslocando menos, mas com mais intensidade pela manhã e, principalmente, por meio de carros e motos. Esse é um comportamento pós-pandemia que aparece na pesquisa Origem e Destino, realizada pelo Metrô de São Paulo divulgada nesta terça-feira (11).

Entre 2017 e 2023, o deslocamento diário de moradores de São Paulo caiu 15%.

Segundo o levantamento:

em 2023, foram 35,6 milhões de viagens diárias.
já em 2017, foram 42 milhões.
As viagens foram divididas em quatro principais categorias: transporte coletivo (ônibus, metrôs e trens) e transporte particular (basicamente carros e motos) e as viagens a pé e por bicicleta.

Segundo a pesquisa, o horário de pico do transporte motorizado é de manhã, uma mudança expressiva em relação ao levantamento anterior, que indicava o almoço como o horário mais movimentado.

➡️ Às 6h da manhã é quando mais gente usa o transporte coletivo. Já quem se desloca de carro costuma fazer o trajeto um pouco mais tarde, por volta das 7h.

➡️ A renda familiar de quem usa preferencialmente o transporte individual, ou seja, o carro e a moto, fica entre R$ 5,2 mil e R$ 10,5 mil.

➡️ O principal motivo para se deslocar é o trabalho. Em média, as viagens duram 28 minutos. A maior parte desse grupo é composta por homens com idade entre 30 e 49 anos.

➡️ A cada 100 viagens na região metropolitana, 36 são feitas com transporte particular.

➡️ A frota, inclusive, cresceu 22% em 2023 em relação a 2017 – ao todo, existem 5,3 milhões veículos particulares na Grande São Paulo.

O que chama atenção é que, apesar do aumento na quantidade de carros e motos, o número de viagens com eles teve uma pequena queda. A avaliação é que a implantação do home office por várias empresas teve impacto maior nesse público do que em quem usa o transporte coletivo.

Mudanças pós-pandemia

Tradicionalmente, a pesquisa é lançada de 10 em 10 anos desde 1967, a última saiu em 2017. No entanto, o levantamento foi antecipado em cinco anos, para 2023, como uma maneira de entender as mudanças causadas pela pandemia de Covid-19 na mobilidade.

Os dados foram coletados através de entrevistas com moradores. Nesta edição, foram ouvidas 79 mil pessoas em 32 mil domicílios da Grande SP. Eles responderam a perguntas relacionadas aos deslocamentos para compromissos cotidianos.

O levantamento reuniu dados de deslocamentos não motorizados – a pé e de bicicleta – e motorizados, ônibus e veículos particulares.

Do total dos 35,6 milhões de deslocamentos de 2023:

70,5% delas foram de viagens motorizadas: sendo 34,4% de transporte coletivo e 36,1% em veículos particulares
29,5% de viagens não motorizadas: sendo 28,2% a pé e 1,3% de bicicleta.
Quando comparado com 2017, as únicas modalidades que tiveram aumento de deslocamento foram de bicicleta e veículo particular. Todas as outras tiveram queda, no total de 42 milhões de trajetos realizados naquele ano:

67,3% foram motorizadas: sendo 36,4% de transporte coletivo e 30,9% em veículos particulares
32,7% foram viagens não motorizadas: sendo 31,8% a pé e 0,9% de bicicleta
O aumento na utilização de transportes particulares foi de 16,8% nos 5 anos.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Justiça mantém condenação da 99 a mulher que sofreu acidente durante uso de moto por aplicativo em SP; indenização é de R$ 5 mil

por Redação 31 de janeiro de 2025

A Justiça de São Paulo manteve decisão de 1ª instância que condenou a empresa de aplicativo 99 Tecnologia Ltda a pagar indenização de R$ 5 mil a uma mulher que sofreu um acidente enquanto usava uma moto por aplicativo da empresa.

A decisão foi dos desembargadores da 24ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJ-SP), na capital paulista, após a vítima recorrer do valor da sentença estabelecida pelo juiz da 1ª Vara de Arujá, na Região Metropolitana de São Paulo.

A reportagem tenta contato com a 99.

O acidente aconteceu em setembro de 2023, quando a vítima de 21 anos voltava do trabalho pela rodovia Vereador Albino Rodrigues Neves, em Arujá.

A jovem considerou que o motociclista foi irresponsável ao fazer uma manobra perigosa na rodovia. Ela ficou seis dias internada por causa do acidente e a corrida custou cerca de R$ 7,70.

Ela pedia na 2ª Instância a revisão da indenização para o valor de 20 salários-mínimos, mas os desembargadores da capital mantiveram a indenização inicial fixada em R$ 5 mil.

No julgamento no TJ-SP, realizado em 14 de janeiro, o desembargador Fernão Borba Franco afirmou que a 99, intermediária entre os passageiros e os motoristas cadastrados em sua plataforma, deve assumir responsabilidade solidária com os motoristas parceiros por eventuais falhas na prestação do serviço.

A respeito do valor da reparação, ele ressaltou que o objetivo da indenização não é enriquecer a vítima, mas fixar um valor justo para os danos sofridos.

Ele acrescentou ainda que “a quantia de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), fixada na sentença, mostra-se adequada, atendendo aos objetivos compensatórios e punitivos sem se revelar excessiva ou insuficiente”.

O voto do relator foi seguido pelos demais desembargadores da 24ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, Jonize Sacchi de Oliveira e Claudia Carneiro Calbucci Renaux. A decisão foi unânime.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Entenda quais são as ações da Prefeitura de SP contra empresas que querem oferecer serviço de moto por app

por Redação 23 de janeiro de 2025

Assim que a Prefeitura de São Paulo soube que a 99 havia iniciado o serviço de transporte por moto via aplicativo, começou a se movimentar para impedir a atividade na cidade.

Isso incluiu notificações, embates na Justiça e até blitze para apreender motos de motociclistas cadastrados na plataforma. Além disso, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) também apresentou uma notícia-crime contra a 99 e vai pedir que as medidas tomadas contra a 99 sejam estendidas à Uber, que começou a oferecer o serviço na capital na quarta-feira (22).

Confira a situação da briga judicial entre o município e as empresas de tecnologia:

Início do serviço e 1ª notificação
A Prefeitura de São Paulo, por meio do Comitê Municipal de Uso do Viário (CMUV), publicou uma notificação contra a atuação da 99, que passou a oferecer o serviço de moto por aplicativo em 14 de janeiro.

O documento citava um decreto municipal de 2023 que suspendeu temporariamente o transporte de moto por aplicativos, ano em que a Uber também tentou oferecer a modalidade.

No entanto, a notificação por si só não tinha força jurídica. A empresa, então, continuou atuando com as motos na capital.

Mandado de segurança
Diante da notificação da prefeitura, a 99 entrou com um mandado de segurança na Justiça de SP pedindo que a determinação de Nunes para suspender o serviço fosse declarada nula.

A empresa argumenta que o CMUV contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao tema, o que seria uma ato de coação por parte da prefeitura.

A 8ª Vara da Fazenda Pública, então, negou o pedido liminar da 99 para anular o decreto de proibição da prefeitura.

Mesmo assim, a empresa continuou com o serviço — ela diz que a 99Moto é um serviço de transporte privado por aplicativo em motocicleta autorizado pela Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), Lei nº 12.587, de 2012. No entanto, o texto da lei cita apenas motoristas habilitados na categoria B, ou seja, a de carro. A lei não fala em moto.

Para o advogado Marcelo Marques da Costa, coordenador da comissão de Direito de Trânsito da OAB- SP, a legislação é clara quanto à não possibilidade do uso da moto:

“Para mim, é rol taxativo, não exemplificativo. Pode até ser usado judicialmente por analogia. Da mesma forma que fala categoria B, a todo momento se refere como motorista , não como motociclista ou mototaxista, também confere ao município a competência de regulamentar e fiscalizar”, disse o especialista.

O processo segue ativo e deverá passar por todas as fases até que haja uma sentença. A primeira decisão da 8ª Vara foi relacionada apenas ao pedido de urgência.

2ª notificação
No dia 15 de janeiro, em uma nova notificação do CMUV, a prefeitura deu 24 horas para que a 99 interrompesse a atividade, o que não aconteceu, já que o documento não tinha força jurídica.

Blitze para apreender motos
No mesmo dia, a Prefeitura de São Paulo informou que, durante blitze, apreendeu três motocicletas que faziam transporte de passageiros via aplicativo da 99. Para justificar a medida, a prefeitura se baseou na lei 15.676/2012, que proíbe “o transporte remunerado individual de passageiros sem que o veículo esteja autorizado para esse fim”.

Para o professor de direito administrativo André Rosilho, da FGV, não cabe à prefeitura autorizar ou não a atividade, mas fiscalizar o serviço. “Ela já está autorizada pela legislação federal, é uma atividade econômica livre. Ela tem uma redação um pouco aberta, mas a única maneira de interpretá-la de acordo com a Constituição é a de que o poder municipal deve fiscalizar a atividade — se o motociclista está usando capacete, andando na via de modo correto, se anda na contramão”, apontou.

Justiça negou suspensão do serviço
Apesar de a prefeitura dizer que a Justiça havia proibido a atividade da 99 Moto, o juiz da da 8ª Vara da Fazenda Pública afirmou que “nunca houve qualquer ordem judicial de proibição ou suspensão do serviço, porque o pedido posto em julgamento não é este”.

A afirmação foi dada no âmbito do processo do mandado de segurança impetrado pela 99.

Multa de R$ 1 milhão por dia à 99
No dia 17 de janeiro, a prefeitura ingressou com uma ação civil pública na mesma vara em que pedia multa diária de R$ 1 milhão por “danos morais coletivos e crimes de desobediência contra a 99 Tecnologia”.

“A empresa vem descumprindo nos últimos dias um decreto da Prefeitura que, desde janeiro de 2023, não autoriza o transporte remunerado de passageiros por motocicletas com uso de aplicativos”, diz trecho da ação.

Apesar disso, o serviço 99 Moto continuou funcionando normalmente, e o número de apreensões de motos subiu para 18. No dia 20, já eram mais de 30 apreensões motivadas por blitze contra a atuação da 99.

Na terça-feira (21), a Justiça negou o pedido da multa. A 8ª Vara da Fazenda Pública deliberou que a 99 não pode ser multada com base no decreto.

O magistrado pontuou que diversas capitais do país contam com o serviço de transporte privado de passageiros por motos, acionado por aplicativo, que o tema 967 do STF confirmou que é inconstitucional proibir ou restringir o transporte privado feito por motoristas de aplicativos e que leis de outros municípios e estados que, de modo semelhante, pretendiam impedir o uso de motos para o transporte privado individual já foram julgadas inconstitucionais pela Justiça.

Justiça diz que prefeitura pode fiscalizar
Na última segunda (20), no âmbito da ação que analisa o mandado de segurança impetrado pela 99, o Tribunal de Justiça decidiu que a prefeitura pode continuar fiscalizando o serviço de moto por aplicativo da empresa.

O relator Eduardo Gouvêa considerou que as fiscalizações podem seguir, pois “a Constituição Federal concede aos municípios competência para legislar sobre assuntos locais”. A decisão, no entanto, não se estende à oferta do serviço. Diz respeito apenas à fiscalização dos motociclistas por parte da prefeitura.

No dia 21 de janeiro, já eram 185 motocicletas apreendidas.

Contudo, a empresa ressalta que segue valendo a decisão de primeira instância, que, conforme esclarecido pelo próprio juiz, não suspendeu a funcionalidade 99 Moto.

Uber entra na briga
Na manhã da quarta-feira (22), a Uber entrou na briga e lançou seu serviço de moto por aplicativo na cidade. Em comunicado, a empresa afirmou que, a exemplo da 99, o Uber Moto também estará presente apenas fora do centro expandido da capital paulista.

Na avaliação da empresa, isso “permitirá uma análise cuidadosa da sua demanda e utilização, ao passo que atende também quem mais precisa de alternativas acessíveis de mobilidade na capital”.

Processo criminal contra os apps
Na quarta (22), como Nunes antecipou em uma entrevista coletiva, a prefeitura apresentou uma queixa-crime contra a 99 por descumprir o decreto que proíbe o serviço na capital e também vai pedir que todas as medidas tomadas contra a 99 sejam estendidas à Uber.

Ricardo Nunes também afirmou que notificou a 99 e vai notificar a Uber informando que, caso não desistam de oferecer o serviço e descumpram o decreto municipal que proíbe esse tipo de transporte, passarão a ter a cobrança de multa de R$ 50 mil por dia.

O que diz a legislação federal
O serviço de transporte oferecido por aplicativos no Brasil é regulamentado por duas leis federais.

A primeira é a lei nº 12.009 de 2009, que regula o serviço de mototáxi e motofrete (transporte de cargas) e define os requisitos para o exercício da profissão, como o uso de capacete e colete identificador. A lei também estipula a obrigatoriedade de cadastro nos órgãos municipais de trânsito.
A segunda legislação é o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, instituído pela lei n° 12.587 de 2012. Ela foi modificada em 2018 (pela lei 13.640) para incluir um trecho que regulamenta especificamente os serviços de aplicativos de transporte. A lei, aprovada no governo Michel Temer, ficou popularmente conhecida como “Lei do Uber”.
O que diz a legislação municipal
A Prefeitura de São Paulo editou um decreto municipal em janeiro de 2023 que suspende na cidade o serviço de transporte de moto por aplicativo.

Com um texto bem sucinto, o decreto nº 62.144, de 6 de janeiro de 2023, suspendeu “temporariamente a utilização de motocicletas para a prestação do serviço de transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos”.
O texto não informa o prazo da suspensão, tampouco lista possíveis punições em caso de descumprimento nem menciona nada sobre a apreensão de motos.
O que dizem especialistas
Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que, embora haja uma legislação federal, ela estabelece apenas normais gerais para o setor, e a regulamentação deve ser competência do município.

Segundo o advogado Marcelo Marques, coordenador da Comissão de Direito de Trânsito da OAB-SP, a regulamentação detalhada e a fiscalização do serviço de mototáxi ficam sob a responsabilidade dos municípios, que podem definir aspectos específicos da atividade dentro do seu território.

Na avaliação do especialista, a prefeitura tem razão em querer barrar o serviço neste momento. “Querendo ou não, a responsabilidade pela segurança viária e pelos passageiros e condutores é do município.”

Ele explica que há um limbo jurídico porque o Código de Trânsito Brasileiro disciplina apenas o motofrete e não o mototáxi.

Para o professor de direito administrativo André Rosilho, da FGV, não cabe à prefeitura autorizar ou não a atividade, mas fiscalizar o serviço. “Ela já está autorizada pela legislação federal, é uma atividade econômica livre. Ela tem uma redação um pouco aberta, mas a única maneira de interpretá-la de acordo com a Constituição é a de que o poder municipal deve fiscalizar a atividade — se o motociclista está usando capacete, andando na via de modo correto, se anda na contramão”, apontou.

O advogado Caio Fink, sócio da área de Contratos do Machado Associados, diz que a jurisprudência também desempenha um papel relevante nesta questão. “Embora trate especificamente de carros, o Tema 967 do STF reforça que restrições a serviços de transporte por aplicativos contrariam o princípio da livre iniciativa, servindo como referência para a discussão.”

“O desafio, portanto, está em compatibilizar a proteção à segurança com a promoção de serviços que ampliem o acesso à mobilidade, respeitando tanto os interesses dos usuários quanto os direitos econômicos de empresas e trabalhadores. O desfecho dessa questão exigirá uma análise cuidadosa para equilibrar esses valores no contexto urbano”, ponderou Fink.

Em entrevista à TV Globo, o superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e engenheiro civil, Luiz Carlos Mantovani Nespoli, reforça que a competência por disciplinar o serviço de transporte remunerado é municipal.

Já a 99 argumenta que a legislação estabelece que as prefeituras podem regulamentar e fiscalizar a atividade com exigências específicas, mas não podem proibi-la.

Segurança
Na avaliação do superintendente da ANTP, o serviço de transporte de passageiros por moto deve ser proibido em São Paulo em razão da segurança, pois a moto é um dos meios de transporte mais inseguros “do ponto de vista de sua vulnerabilidade”.

Ele argumenta que a moto “depende essencialmente de um equilíbrio dinâmico” entre o piloto e o carona.

O Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Moto-Taxistas do Estado de São Paulo (SindmotoSP) publicou, em 14 de janeiro, uma nota declarando ser contrário à oferta do serviço na capital.

“A insistência da 99 com esse serviço de transportes de passageiros com moto só aumentará o número de vítimas, além de, no caso dos acidentes, deixar os motociclistas e passageiros na mão, tendo que arcar com os custos e muitas vezes, com a própria vida”.

A empresa contesta esse argumentos e afirma que os motociclistas receberão treinamento para oferecer o serviço.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Nunes critica Uber por também oferecer transporte por moto em SP: ‘estou indignado de ver uma empresa só visando o lucro’

por Redação 22 de janeiro de 2025

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou nessa quarta-feira (22) a decisão da empresa de aplicativo Uber de também oferecer o serviço de transporte de passageiros por moto na capital paulista, a exemplo da concorrente 99. Segundo ele, a empresa só visa o lucro e desconsidera o risco à vida das pessoas.

O anúncio ocorreu em meio a uma disputa jurídica entre a Prefeitura de São Paulo e a 99.

Quando a 99 anunciou o serviço, Nunes chegou a dizer que a empresa iria promover uma “carnificina” na cidade em razão da falta de segurança das motos e pediu à população que não usasse o serviço. Desde então, a prefeitura tem feito apreensões de motocicletas que estavam sendo usadas como mototáxi.

A Uber informou que resolveu colocar a plataforma de motos no ar depois que uma nova decisão judicial impediu que a concorrente 99 fosse multada em R$ 1 milhão por dia por manter o serviço no ar, apesar de um decreto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) proibir esse tipo de serviço na cidade.

Durante uma entrevista à imprensa na Zona Sul, o prefeito afirmou nesta quarta que vai apresentar uma queixa-crime contra as duas companhias para que sejam investigadas pela Polícia Civil por infração da lei municipal.

“Vamos entrar hoje com uma ação junto à Polícia Civil comunicando o descumprimento da legislação e fazendo uma queixa-crime, um comunicado de descumprimento. Isso vai ensejar um inquérito policial porque a gente tem apresentado dado, tem conversado e falado que essa atividade vai aumentar o número de óbitos. Mesmo assim, eles insistem em fazer essa atividade”, declarou.

Ricardo Nunes também afirmou que notificou a 99 e vai notificar a Uber informando que, caso não desistam de oferecer o serviço e descumpram o decreto municipal que proíbe esse tipo de transporte, passarão a ter a cobrança de multa de R$ 50 mil por dia.

De acordo com o prefeito, desde o início de janeiro, a cidade já tem cerca de 100 motociclistas internados nos hospitais municipais em razão de acidentes como moto.

Desse total, 47 motociclistas aguardam na fila para a realização de cirurgias.

“Os dados são assustadores com relação ao número de acidentes e óbitos. A gente tem agora 100 pacientes que estão internados por causa de acidentes de moto, só os ocorridos em 2025. 100 pessoas internadas nos equipamentos públicos municipais, com todo o custo da prefeitura. Ortopedia, raio-x, médico, remédio, cirurgia. Tudo isso é custo da Prefeitura de São Paulo, além de 47 estarem aguardando cirurgia, porque tiveram alguma fratura no corpo”, disse.

Uber também entra na briga

Conforme o g1 publicou, a Uber lançou na manhã desta quarta-feira (22) seu serviço de moto na cidade de São Paulo

Em comunicado distribuído à imprensa, a Uber afirmou que, a exemplo da 99Moto, o Uber Moto também estará presente apenas fora do centro expandido da capital paulista.

Na avaliação da empresa, isso “permitirá uma análise cuidadosa da sua demanda e utilização, ao passo que atende também quem mais precisa de alternativas acessíveis de mobilidade na capital”.

Em seu comunicado, a Uber ressaltou que, na decisão, “o juiz lembrou que a modalidade já está presente em diversas capitais do país, argumentou que está ‘pacificado pelo julgamento do Tema 967 do STF que é inconstitucional a proibição ou restrição de transporte privado individual por motorista cadastrado em aplicativo, por constituir violação aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência’”.

A Uber destacou ainda que o juiz “apontou para julgamentos anteriores de outros municípios e estados que consideraram inconstitucionais leis que tentaram proibir o serviço”.

A empresa argumentou que o serviço Uber Moto já está presente em várias partes do país e “tem se estabelecido como alternativa em especial onde o transporte público é menos presente, principalmente nas regiões periféricas das cidades, com os preços em média 40% mais baixos do que o UberX”.

Na época, o aplicativo foi justamente alvo do decreto Municipal nº 62.144/2023, do prefeito Ricardo Nunes, impedindo qualquer operação de transporte de passageiro por meio de motos na cidade.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Prefeitura de SP apreende mais de 30 motos em blitz contra atuação da 99; empresa diz que vai pagar multas de motociclistas

por Redação 21 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo apreendeu, nesta segunda-feira (20), 37 motos durante uma blitz contra a atuação da empresa 99, que manteve seu serviço de transporte de passageiros via aplicativo mesmo com uma determinação de suspensão da atividade feita pela gestão Ricardo Nunes (MDB).

Agentes do Departamento de Transportes Públicos (DTP), com o apoio da Guarda Civil Metropolitana, fiscalizaram e removeram motos nas zonas Sul, Norte, Leste e Oeste.

O Globocop sobrevoou e fez imagens de um dos pátios da prefeitura para onde estão sendo levadas as motos apreendidas durante as ações da prefeitura. O espaço fica no Brás, na região central da cidade.

Segundo o município, desde o dia 15, quando foi iniciada a operação, foram apreendidas 143 motocicletas.

A empresa disse que vai pagar as multas e as taxas das motocicletas que forem apreendidas e que devolverá o pagamento das corridas aos passageiros, caso a moto em que o usuário esteja seja parada e recolhida pela prefeitura.

Na semana passada, o serviço 99 Moto continuou funcionando normalmente mesmo com o fim do prazo dado pela prefeitura para que a 99 retirasse da plataforma a opção de transporte por motos. A empresa diz que tem amparo legal para seguir operando.

Em nota, a prefeitura informou que “apreendeu, nesta segunda-feira (20), 37 motocicletas por realizarem transporte clandestino de passageiros por motos via aplicativo. O Departamento de Transportes Públicos (DTP), com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), realizou operações para coibir a prática ilegal em dez pontos distribuídos por quatro regiões da cidade. Das 37 apreensões de motos que atuavam na prestação do serviço irregular por meio do aplicativo da empresa 99 nesta segunda-feira 15 foram realizadas na Zona Sul; 5 na Zona Oeste; 11 na Zona Leste e 6 na Zona Norte. Nesta segunda-feira (20), os agentes fiscalizaram 575 motocicletas.

O transporte remunerado por moto via aplicativo é proibido por decreto municipal de 2023. O transporte individual de passageiros remunerado sem autorização do município é clandestino, conforme as leis 15.676/2012 e 16.344/2016. Desde o dia 15/01, quando foi iniciada a operação, foram apreendidas 143 motocicletas”.

Briga judicial
A Justiça Federal — em ação que negou ao Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo a possibilidade de participar de processo que a 99 move contra a prefeitura — afirmou que o serviço de motos por aplicativo não está suspenso na capital paulista por decisão judicial.

“Nunca houve qualquer ordem judicial de proibição ou suspensão do serviço porque o pedido posto em julgamento não é este. Limitou-se o juízo a não conceder, em sede liminar, o pedido do impetrante que pretende, em outras palavras, proibir o impetrado de concretizar a ameaça de impor os consectários legais. Vale dizer, nos termos da decisão de fls. 277/278 o impetrado não está impedido de “impor os consectários legais”, tal como advertiu em sua notificação (ato coator)”, disse o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública.

Também na sexta, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), ingressou com uma ação civil pública na mesma Vara em que pede multa diária de R$ 1 milhão por “danos morais coletivos e crimes de desobediência contra a 99 Tecnologia”.

“A empresa vem descumprindo nos últimos dias um decreto da Prefeitura que, desde janeiro de 2023, não autoriza o transporte remunerado de passageiros por motocicletas com uso de aplicativos. A Prefeitura reitera que tem por dever atuar pela segurança da população, e assim evitar acidentes, inclusive fatais envolvendo motociclistas e passageiros. A administração também reforça que todos os seus esforços estão em punir a empresa, e não motociclistas que usam este tipo de veículo para a prestação de serviços regularizados”, diz.

O serviço 99 Moto continuou funcionando normalmente mesmo com o fim do prazo de 24 horas dado pela prefeitura para que a 99 retirasse da plataforma a opção de transporte por motos. A empresa diz que tem amparo legal para seguir operando. Ao menos 18 motos foram apreendidas pela Prefeitura.

Até as 9h de quinta (16) tinham sido feitas 50 mil corridas na cidade de SP. Os locais que mais acionaram o serviço foram:

Zona Leste: Rua Salvador GIanetti, nas imediações da estação Guaianases da CPTM
Zona Sul: Praça Ricardo Martini, nas proximidades da estação Capão Redondo do metrô
Zona Oeste: Praça João de Deus Veras, Jaguaré (achamos que o fluxo se deve à proximidade com Osasco e também se deve a um grande condomínio residencial no local (pode ser fluxo de prestadores de serviço)
Zona Norte: Estação Tucuruvi do metrô, em frente e ruas adjacente

Corridas
Na quinta, a reportagem da TV Globo pediu uma corrida de Santo Amaro para o Autódromo de Interlagos pelo aplicativo. Sete minutos depois chegou o motociclista Edmilson da Silva Alves, que explicou como faz para acomodar a caixa de entrega e o passageiro.

“Quando é passageiro, a gente anda com o capacete aqui, pede pra eles colocar a mochila nas costas e nós levamos ele”, afirma.

A TV Globo perguntou sobre o treinamento que a 99 diz oferecer para os motociclistas. Ele afirmou que ainda não havia feito.

Outra corrida foi solicitada pela reportagem e chegou o motociclista Bruno Gian Vitale. Ele contou que já fez os treinamentos oferecidos pelo aplicativo, mas acha que faltam outras regras para ter mais segurança.

“Geralmente é via internet, é online e tal. Eu acho que os aplicativos tinham que ter uma idade para trabalhar com pessoas, acima de 21, acima de 25. Ter no mínimo 5 anos de habilitação, porque hoje em dia moleque de 18 anos tira carta e está transportando gente sem experiência nenhuma”.

Além do treinamento, a 99 diz que para a segurança de motociclistas e passageiros monitora as corridas em tempo real, atua contra a direção perigosa, faz alertas sobre excesso de velocidade e mantém uma central emergencial disponível 24 horas.

Larissa Nayara Souza Oliveira conta que nada disso funcionou. Em maio do ano passado, em Osasco, Grande São Paulo, ela pegou uma corrida pela 99 moto que terminou em um acidente.

“Eu solicitei o 99, eu estava indo a trabalho, pedi uma moto. Peguei um cara que estava meio correndo. Não sei se ele perdeu o controle, porque foi muito rápido. Quando eu fui ver eu já estava no chão, toda machucada, ralada, perna quebrada e fora que eu tenho uma deficiência na perna e acabei quebrando a perna da deficiência. Fui socorrida muito rápida pelo Samu”.

“No dia do acidente, ele ainda me cobrou a corrida. Eu estava dentro da ambulância e ele falou: ‘vou finalizar a corrida’, sendo que ele poderia ter reportado que a gente teve um acidente. Ele não reportou e ainda me cobrou”.

Não foi só o motociclista que não prestou socorro. Oitos meses se passaram e até hoje ela, sequer, conseguiu falar com a empresa responsável pelo aplicativo.

“Eles não entram em comunicação com a gente e a gente também não consegue entrar em contato com eles, porque eles não têm e-mail, só pelo aplicativo e ali ninguém reporta nada porque é só um eletrônico que fala com você”.

Na internet, numa página especializada em reclamações de consumidores, há vários relatos de problemas enfrentados pelos passageiros do 99 Moto. Entre eles, dificuldade para acionar o seguro, dificuldade para entrar em contato com o aplicativo depois de um acidente, direção perigosa, falta de assistência.

Em nota, a 99 disse que reconhece que houve um erro por parte da empresa e que irá entrar em contato com Larissa. Sobre as reclamações dos usuários, a empresa afirma que precisa melhorar a central de atendimento, mas que procura responder a todas reclamações.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Mototaxistas que atuam há 4 anos na periferia de SP atendem passageiros com medo de assaltos; eles criticam ameaças de Nunes e veem com receio chegada da 99

por Redação 20 de janeiro de 2025

Enquanto a Prefeitura de São Paulo e o aplicativo de transporte 99 travam uma batalha na Justiça para proibir ou não o serviço de transporte de motos por aplicativo na capital paulista, motociclistas que trabalham há anos na cidade com esse serviço vêm os dois lados com desconfiança.

Mesmo sem regulamentação, no bairro de Perus, Zona Norte da capital, um grupo de cerca de 40 motociclistas trabalha há quatro anos com o serviço e estão preocupados com a disputa.

Os motociclistas são responsáveis por um grupo de WhatsApp – que eles também chamam de aplicativo (app) – com cerca de 700 moradores do bairro, onde são ofertadas “caronas pagas” de moto entre a estação Perus da CPTM e os bairros do entorno.

As corridas entre a estação e os bairros mais próximos variam de R$ 6 a R$ 12. Para corridas para outras localidades, os valores são negociados direito com cada motociclista.

O grupo foi fundado, segundo um dos coordenadores, durante a pandemia, quando vários motociclistas estavam desempregados e a oferta de ônibus e transporte público no bairro diminuiu drasticamente.

Os mototaxistas de Perus criticam a decisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de simplesmente proibir o transporte remunerado por meio de moto na cidade, começando a fazer apreenções sem nem abrir uma discussão pública sobre a regulamentação do serviço na cidade.

“A gente sabe que está irregular. Mas a gente quer trabalhar na legalidade, sem precisar conversar o tempo todo com a polícia e implorar pelo nosso ganha pão. Não dá simplesmente para proibir e dizer que vai multar e apreender as motos. Todo mundo aqui é trabalhador. A gente presta um serviço importante para a comunidade”, disse Cipó.

O grupo também vê com desconfiança a chegada da 99 Moto no setor, sem negociar com os motoqueiros da cidade para saber das necessidades da categoria.

Com 50 anos de idade e pai de dois filhos, Santos disse que há 4 anos o grupo não registra acidentes com passageiros em Perus.

“Todo mundo aqui é responsável. Quem corre com o passageiro ou tem conduta que não é a correta, a gente chama pra conversar e enquadra. Nesses quatro anos, não tivemos nenhum acidente com passageiro. Porque a segurança e a confiança são o nosso principal capital”, afirmou.

“A gente chega aonde taxista, uber ou os ônibus da prefeitura não vão. Subimos rua de terra, cheia de buracos, sem asfalto. Tem gente aqui que as vezes não tem dinheiro para nos pagar, mas precisa da corrida. A gente faz na camaradagem, porque a gente sabe quem é trabalhador e lá na frente vai nos pagar e continuar usando o serviço”, afirmou o mototaxista Cipó.

Com medo de represálias da prefeitura, eles não quiseram se deixar fotografar.

Opinião dos usuários

A base principal de clientes dos motociclistas vem do grupo do Whatsapp. Mas muitos moradores de Perus preferem chamar os motociclistas de maior confiança direito nos seus números pessoais.

É o caso da estudante Victória Gabriela, de 17 anos. Ela é moradora do bairro Recanto dos Humildes, um conjunto habitacional nascido nas imediações da estação de Perus.

A doméstica Maria Helena Pereira, de 65 anos, também elogia o trabalho dos motoqueiros.

“Eles sempre usam capacete, são bastante educados e respeitadores. Se a gente acha que tão indo muito rápido, a gente pede para diminuir e nenhum deles reclama. Para mim é uma mão na roda. E custa quase o mesmo que o ônibus, que aqui no bairro é lotado às 5h da manhã e demora pra chegar que só Deus na causa…”, afirmou.

Os mototaxistas de Perus se dizem insatisfeitos tanto com a gestão Nunes quanto com os representantes da 99 atualmente.

“Dois anos atrás, quando essa história da 99 Moto e do Uber começou, eles fizeram uma reunião com a gente querendo saber nossa opinião [sobre os aplicativos]. Sumiram e nunca mais apareceram. Mesma coisa o prefeito. Na campanha veio aqui no bairro duas vezes, andou no calçadão, fez promessas de nos ajudar. Acabou a eleição, ninguém viu mais”, disse Denis Santos.

Prefeitura de SP x 99 = apreensões

Até que a Justiça tome uma posição definitiva, a queda de braça entre a gestão Nunes e o aplicativo 99 taxi continua em São Paulo e já resultou na apreensão de pelo menos 106 motos flagradas em trabalho de transporte remunerado de passageiros até este domingo (19).

Desde a quinta-feira (16), o Departamento de Transportes Públicos (DPT), com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), realiza operações para coibir a prática ilegal em dez pontos distribuídos por quatro regiões da cidade, a mando do prefeito de São Paulo.

“O transporte remunerado por moto via aplicativo é proibido por decreto municipal de 2023. O transporte individual de passageiros remunerado sem autorização do município é clandestino, conforme as leis 15.676/2012 e 16.344/2016. (…) Neste domingo, os agentes fiscalizaram 566 motocicletas. Para estabelecer a proibição desse tipo de transporte na capital, a Prefeitura se baseou em dados concretos sobre o aumento de sinistros, mortes e lesões com o uso de motocicletas na cidade”, disse a gestão municipal.

A Prefeitura afirma, ainda, que o crescimento de acidentes e mortes de motoqueiros na capital paulista é proporcional ao da frota, que teve um salto de 35% nos últimos dez anos, passando de 833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024.

Na tarde desta sexta-feira (17), a Procuradoria Geral do Município (PGM) ingressou com uma ação civil pública em que pede multa diária de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e crime de desobediencia contra a empresa 99.

Até a última atualização desta reportagem, a Justiça ainda não tinha se manifestado a respeito do pedido.

O que diz a 99 Moto

O aplicativo 99 diz, porém, que “a legalidade da operação da 99Moto está respaldada pela Lei nº 13.640, de 2018” e diz que “vai apoiar os motociclistas parceiros com os custos associados às apreensões ilegais realizadas durante as blitze da Prefeitura de São Paulo”.

Para solicitar análise e reembolso, os motoristas devem entrar em contato com a 99 pelo app, ir em “Central de Ajuda” e selecionar a opção “Recebi uma apreensão enquanto dirigia”.

“Os documentos necessários são: cópia da multa, informações bancárias completas, termo de acordo assinado, e documento social com foto (CNH ou RG). Em até cinco dias úteis, se procedente, o valor será depositado na conta informada”, afirmou.

A empresa também afirma que, caso o passageiro se sinta lesado, também poderá reportar para a plataforma para ter o dinheiro de volta.

Fonte: G1

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São PauloAplicativo de Transporte

Após fim do prazo dado pela prefeitura, 99 continua a oferecer moto por aplicativo

por Redação 17 de janeiro de 2025

O serviço 99 Moto continua funcionando normalmente na noite desta quinta-feira (16) mesmo com o fim do prazo de 24 horas dado pela prefeitura para que a 99 retirasse da plataforma a opção de transporte por motos. A empresa diz que tem amparo legal para seguir operando.

Como não houve a suspensão do serviço, o prefeito Ricardo Nunes entrou com outro recurso na Justiça solicitando a suspensão imediata do serviço. 18 motos foram apreendidas pelo Executivo (veja mais abaixo).

Até as 9h desta quinta tinham sido feitas 50 mil corridas na cidade de SP. Os locais que mais acionaram o serviço foram:

Zona Leste: Rua Salvador GIanetti, nas imediações da estação Guaianases da CPTM
Zona Sul: Praça Ricardo Martini, nas proximidades da estação Capão Redondo do metrô
Zona Oeste: Praça João de Deus Veras, Jaguaré (achamos que o fluxo se deve à proximidade com Osasco e também se deve a um grande condomínio residencial no local (pode ser fluxo de prestadores de serviço)
Zona Norte: Estação Tucuruvi do metrô, em frente e ruas adjacente
Por volta das 16h desta quinta, poucas horas para o fim do prazo, a reportagem da TV Globo pediu uma corrida de Santo Amaro para o Autódromo de Interlagos pelo aplicativo. Sete minutos depois chegou o motociclista Edmilson da Silva Alves, que explicou como faz para acomodar a caixa de entrega e o passageiro.

“Quando é passageiro, a gente anda com o capacete aqui, pede pra eles colocar a mochila nas costas e nós levamos ele”, afirma.

A TV Globo perguntou sobre o treinamento que a 99 diz oferecer para os motociclistas. Ele afirmou que ainda não havia feito.

Outra corrida foi solicitada pela reportagem e chegou o motociclista Bruno Gian Vitale. Ele contou que já fez os treinamentos oferecidos pelo aplicativo, mas acha que faltam outras regras para ter mais segurança.

“Geralmente é via internet, é online e tal. Eu acho que os aplicativos tinham que ter uma idade para trabalhar com pessoas, acima de 21, acima de 25. Ter no mínimo 5 anos de habilitação, porque hoje em dia moleque de 18 anos tira carta e está transportando gente sem experiência nenhuma”.

Além do treinamento, a 99 diz que para a segurança de motociclistas e passageiros monitora as corridas em tempo real, atua contra a direção perigosa, faz alertas sobre excesso de velocidade e mantém uma central emergencial disponível 24 horas.

Larissa Nayara Souza Oliveira conta que nada disso funcionou. Em maio do ano passado, em Osasco, Grande São Paulo, ela pegou uma corrida pela 99 moto que terminou em um acidente.

“Eu solicitei o 99, eu estava indo a trabalho, pedi uma moto. Peguei um cara que estava meio correndo. Não sei se ele perdeu o controle, porque foi muito rápido. Quando eu fui ver eu já estava no chão, toda machucada, ralada, perna quebrada e fora que eu tenho uma deficiência na perna e acabei quebrando a perna da deficiência. Fui socorrida muito rápida pelo Samu”.

“No dia do acidente, ele ainda me cobrou a corrida. Eu estava dentro da ambulância e ele falou: ‘vou finalizar a corrida’, sendo que ele poderia ter reportado que a gente teve um acidente. Ele não reportou e ainda me cobrou”.

Não foi só o motociclista que não prestou socorro. Oitos meses se passaram e até hoje ela, sequer, conseguiu falar com a empresa responsável pelo aplicativo.

“Eles não entram em comunicação com a gente e a gente também não consegue entrar em contato com eles, porque eles não têm e-mail, só pelo aplicativo e ali ninguém reporta nada porque é só um eletrônico que fala com você”.

Na internet, numa página especializada em reclamações de consumidores, há vários relatos de problemas enfrentados pelos passageiros do 99 Moto. Entre eles, dificuldade para acionar o seguro, dificuldade para entrar em contato com o aplicativo depois de um acidente, direção perigosa, falta de assistência.

Em nota, a 99 disse que reconhece que houve um erro por parte da empresa e que irá entrar em contato com Larissa. Sobre as reclamações dos usuários, a empresa afirma que precisa melhorar a central de atendimento, mas que procura responder a todas reclamações.

Tentativa de suspender serviço

Desde terça-feira (14), a prefeitura da capital tenta suspender o serviço. Nesta quinta, o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, afirmou que pediu ajuda para o governo chinês, de onde é a empresa dona do aplicativo.

“Além disso, a nossa Secretaria de Relações Internacionais tem falado com o cônsul da China sobre a nossa preocupação com uma empresa chinesa descumprindo as regras legais do município e também descumprindo uma decisão judicial”.

O diretor de comunicação da 99 reafirmou que tem respaldo legal pra manter o serviço.

“A 99 moto está funcionando normalmente durante o dia todo. Inclusive, a gente registrou números mais elevados de utilização da 99 Moto. Somando o primeiro e o segundo dia chegou a 50 mil corridas completas. Então, a gente continua operando normalmente baseados na lei federal, nas leis federais, que respaldam a nossa operação e legitimam a nossa operação em 3.300 cidades onde a gente já opera. E o nosso entendimento é que a gente pode continuar operando baseados nessa legislação”, afirma Bruno Rossini, diretor de comunicação da 99.

Ainda de acordo com a prefeitura, nesta quinta-feira (16) foi intensificada a fiscalização contra o transporte clandestino de passageiros por motocicletas realizado por aplicativo.

“Até o fim da tarde, haviam sido apreendidos 18 mototáxis prestando serviço irregular por meio do aplicativo da empresa 99 (7 na Zona Sul, 5 na Zona Leste, 4 na Zona Norte e 2 na Zona Oeste) na operação realizada pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP), com auxílio da Guarda Civil Metropolitana, em todas as regiões da cidade”, diz a nota.

Acidentes
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, nesta terça-feira (14), 87 pacientes estavam internados em hospitais da rede municipal esperando cirurgia por trauma causado por acidente de moto.

No ano passado, cerca de 10 motociclistas foram internados por dia, na capital, por causa de acidentes de trânsito.

Diogo Lemos, do Instituto Bloomerg, afirma que esse custo deve ser levado em conta quando a empresa divulga apenas o que a nova atividade pode gerar de receita para a cidade.

“Existem partes que têm que aparecer nessa equação. A empresa fala no aumento da eficiência pensando no tempo de deslocamento das pessoas e no custo que esse transporte vai ter para os passageiros, movimentando a economia. Mas, existe uma parte invisível nesta conta que é os custos com as vítimas que esse meio de transporte gera, tanto dos custos de saúde com atendimento a elas, quanto com custos previdenciários em apoio as vítimas que se lesionaram gravemente no trânsito que, por exemplo, não conseguem mais usufruir da sua força de trabalho”.

Decisão da Justiça

Nesta quarta, a Justiça de São Paulo negou o pedido liminar da 99 para anular a notificação emitida na terça-feira (14). A empresa informou, no entanto, que a operação será mantida (leia mais abaixo).

A decisão foi resposta a um mandado de segurança impetrado pela 99.

Na decisão, o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública, considerou que o decreto publicado em 2023, por Nunes, já proibe o serviço em São Paulo.

O magistrado também pontuou que o grupo de trabalho, criado pela gestão do emedebista para analisar os riscos dessa modalidade de transporte, concluiu que “não recomenda a implantação do transporte por motocicletas em viagens acionadas através de aplicativos na urbe”.

Divulgado nesta quarta, o relatório ainda destaca que o trânsito na capital tem suas particularidades e “não pode ser comparado ao de qualquer outro município do país”.

Em nota, a empresa de tecnologia informou que “a decisão do juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública negou liminar por entender que não existe, hoje, ameaça concreta da Prefeitura contra o serviço da 99Moto.

O magistrado não analisou o mérito sobre a legalidade do serviço, que é plenamente amparado pela legislação federal. Por isso, a modalidade continuará operando normalmente na cidade. A empresa recorrerá ao Tribunal de Justiça de São Paulo para garantir os direitos da empresa e de seus motoristas e usuários”.

Mais cedo, a 99 explicou que ingressou na Justiça com um mandado de segurança para “proteger os direitos da empresa e de seus passageiros e motociclistas diante das ameaças da Prefeitura de São Paulo contra o funcionamento, legal, do serviço”.

“Esse entendimento é corroborado por 20 decisões judiciais em todo o Brasil. A companhia segue aberta ao diálogo com a Prefeitura para colaborar com uma futura regulamentação que esteja dentro da competência do Poder Municipal, como sempre estivemos”, afirmou a empresa.A administração municipal fundamentou o pedido de suspensão citando o Decreto Municipal 62.144, de 6 de janeiro de 2023, assinado pelo próprio Nunes, que suspende “temporariamente a utilização de motocicletas para a prestação do serviço de transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos”.

No entanto, o texto do decreto é extremamente sucinto — não informa o prazo da suspensão, tampouco lista possíveis punições em caso do descumprimento. Não há informação também de como vão suspender o serviço ou apreender motos.

Diante dessa medida da prefeitura, a 99 também disse que impetrou um mandado de segurança na 8ª Vara de Fazenda Pública e pediu para que o ato da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) seja declarado nulo.

A empresa de tecnologia argumenta que o Comitê Municipal de Uso Viário, órgão da prefeitura, está contrariando o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao tema, o que seria um ato coator e inconstitucional.

“O transporte remunerado privado individual de passageiros é uma modalidade que, desde 2018, está prevista no inciso X do art. 4º da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A oferta de viagens nesta modalidade pode se dar tanto por meio de automóveis como por motocicletas, como já ocorre em todas as capitais de estado e em numerosas cidades do país e como tem reconhecido, de forma reiterada, a jurisprudência de diversos tribunais brasileiros”, destaca a 99 em sua petição.

Ainda na manhã desta terça (14), Nunes vociferou contra a disponibilidade do serviço em São Paulo:

Segundo o prefeito, a cidade não está preparada para o impacto que haverá na segurança no trânsito.

A vereadora Renata Falzoni e a deputada federal Tabata Amaral, ambas do PSB, protocolaram em conjunto ofícios encaminhados ao prefeito Ricardo Nunes e ao diretor de operações da 99.

Os documentos pedem esclarecimentos e sugerem o diálogo para discutir e, eventualmente, construir coletivamente uma regulação para o serviço de mototáxi na capital.

Entre os questionamentos feitos à 99, estão: existência de parâmetros para identificar excesso de velocidade, medidas para mitigar sinistros de trânsito e os critérios para seleção dos condutores de motocicletas.

Entre os questionamentos feitos à prefeitura, estão: existência de estudos sobre transporte de passageiros por moto na capital, fiscalização em relação a sinistros de trânsito e efetividade da faixa azul para motociclistas, apontada pela gestão Nunes como uma grande medida para evitar acidentes.

99 Moto

O serviço de mototáxi da 99 está presente em mais de 3.300 municípios no Brasil, mas a empresa sempre admitiu que São Paulo era a praça mais desejada para a implantação desse serviço, em virtude do grande fluxo de viagens que o transporte por carro proporciona de receita para a empresa e o setor em geral.

O impacto econômico estimado pela empresa com o novo modal é de R$ 1 bilhão no PIB brasileiro, R$ 28 milhões em arrecadação de impostos para a cidade e a geração de 13 mil empregos diretos e indiretos, segundo estimativas que a 99 afirma virem da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Passageiros e motoristas também são impactados. Os primeiros poderão economizar R$ 2,5 mil anuais em custos de mobilidade. Já para os motociclistas, será uma nova oportunidade de ganhos – em nossas operações em outras cidades vimos aumentos de até 40% em seus ganhos, reforçando o potencial de renda e desenvolvimento econômico que a modalidade traz para a cidade”, afirma o aplicativo.

“A 99Moto chega à maior cidade da América Latina com segurança como compromisso inegociável. A implantação gradual fora da zona de rodízio e as tecnologias de prevenção de velocidade e direção perigosa garantem a confiabilidade necessária para que os paulistanos possam aproveitar deste modal que já ajuda a vida de milhões de brasileiros no país todo”, declarou Ribeiro.

Fonte: G1

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São PauloTransporte

Tarifa de ônibus em SP vai subir para R$ 5 a partir de janeiro de 2025

por Redação 27 de dezembro de 2024

A Prefeitura de São Paulo vai aumentar a tarifa de ônibus para R$ 5 a partir de 6 janeiro de 2025. O reajuste será de 13,6%.

A tarifa na cidade está congelada em R$ 4,40 desde janeiro de 2020, último ano que houve reajuste, ainda na gestão do ex-prefeito Bruno Covas (PSDB), e a inflação no período foi de cerca de 32% de acordo com o IPCA. A Prefeitura argumenta que caso a tarifa considerasse a recomposição da inflação, passaria dos R$ 4,40 para no mínimo R$ 5,84.

O valor foi apresentado pela SPTrans – a empresa de transporte do município – durante a reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), realizada nesta quinta-feira (26).

Na reunião, a administração municipal chegou a cogitar reajuste para R$ 5,20, aumento de 18,2%.

O novo valor será encaminhado Câmara Municipal dos Vereadores. Todas as gratuidades existentes estão mantidas, bem como a integração entre até quatro ônibus em um período de três horas.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) também anunciou nesta quinta o novo secretário de Transportes, Celso Caldeira. Indicação técnica, Celso é economista e atua na área de transporte (leia mais abaixo).

Em entrevista cedida à GloboNews no dia 18 de dezembro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) explicou que o valor da tarifa é impactado por uma série de fatores, como preço do diesel, dissídio de funcionários, estimativa de inflação e alta do dólar.

Ao longo de sua campanha nas eleições de 2024, Nunes não confirmou ou negou os planos de reajuste para o próximo ano. Ele seguiu o discurso de que tinha a intenção de manter o valor congelado, mas não poderia ser irresponsável com as contas do governo.

Neste ano, o sistema municipal de transporte custou R$ 11,4 bilhões, enquanto sua receita atingiu R$ 11,3 bilhões. Mais da metade do valor arrecadado foi proveniente de subsídios da prefeitura, a chamada “compensação tarifária”, que chegou a R$ 6,7 bilhões.

De acordo com a SPTrans, a cada R$ 0,10 de reajuste, a receita tarifária do transporte aumentaria R$ 106 milhões por ano.

Na reunião do CMTT, os conselheiros e representantes da sociedade civil se colocaram contra o aumento. Eles questionaram a SPTrans sobre a qualidade do transporte ofertado, o tamanho da frota em circulação e até sobre os dados referentes à arrecadação de tarifa, uma vez que o Ministério Público investiga uma fraude no sistema do bilhete único, gerido pela empresa.

Desde a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), os reajustes da tarifa dos ônibus municipais e do Metrô eram feitos em parceria com o governo de São Paulo, equiparando o valor da tarifa do sistema municipal com os transportes estaduais (Metrô, CPTM e trens metropolitanos privatizados), em razão do bilhete único conjunto entre todos os modais.

Contudo, em 2023, véspera de ano eleitoral, Nunes optou por manter os R$ 4,40 da tarifa congelada pelo quarto ano seguido, mesmo com o aumento para R$ 5,00 promovido pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos outros modais que atendem a cidade.

Novo secretário
Celso Jorge Caldeira é economista, formado em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com ampla experiência em gestão pública e ênfase no transporte coletivo de passageiros.

Na Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, esteve à frente da Coordenadoria de Transporte Coletivo (CTC), responsável pela gestão, coordenação, articulação e acompanhamento da execução da política estadual de transportes metropolitanos de passageiros nas regiões metropolitanas do Estado, abrangendo os sistemas metroferroviário operado pala Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ), bem como de ônibus, VLT, trólebus e demais modais de interesse metropolitano, sob a gestão da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP).

O economista Caldeira tem ampla experiência em concessões públicas, monitoramento de operações e contratos, fiscalização, regulação e análise de indicadores de desempenho, visando a eficiência na gestão e a melhoria na prestação dos serviços públicos.

Atuou também como membro do Comitê de Elegibilidade e Aconselhamento do Conselho de Defesa dos Capitais do Estado de São Paulo (CODEC) e como coordenador da Comissão de Monitoramento de Concessões e Permissões (CMCP), órgão responsável pela implantação, gestão, monitoramento, acompanhamento, fiscalização e regulação de todos os contratos com a iniciativa privada, no âmbito da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, envolvendo as linhas metroviárias.

Fonte: G1

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São PauloTransporte

Nunes sinaliza aumento da tarifa de ônibus na cidade de SP para 2025; novo valor deve sair até final do mês

por Redação 16 de dezembro de 2024

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sinalizou nesta segunda-feira (16) que deve aumentar a tarifa de ônibus na capital paulista no próximo ano.

Em conversa com a GloboNews, Nunes afirmou que a equipe dele estuda um reajuste que não seja superior à inflação acumulada dos últimos quatro anos de tarifa congelada na cidade.

A tarifa na cidade está congelada em R$ 4,40 desde janeiro de 2020, último ano que houve reajuste na cidade, ainda na gestão do ex-prefeito Bruno Covas (PSDB).

No período, a inflação acumulada em São Paulo pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) foi de 32,77%, segundo o IBGE. Isso significa que, se a Prefeitura de São Paulo fosse elevar a tarifa para corrigir toda a inflação acumulada do período, o novo preço da passagem a partir de janeiro seria de ao menos R$ 5,84. Mas Nunes afirma que essa o reajuste não se dará dessa forma.

Pós-eleição

A intenção do prefeito de reajustar a tarifa contradiz as declarações que o prefeito deu logo depois que foi reeleito em São Paulo.

Em conversa com o Bom Dia SP, o prefeito reeleito havia declarado que não tinha a intenção de manter a tarifa congelada mais um ano, mas que “não poderia ser irresponsável” (veja vídeo acima).

“Minha ideia é manter [a tarifa em R$ 4,40], mas eu não poderia ser irresponsável sem antes olhar todos os dados, dissídios de funcionários, valor do diesel, todo o custo, para saber se a gente pode manter. Porque eu não posso tirar da saúde, da educação, da habitação. Preciso governar mantendo todas as pastas equilibradas”, declarou o prefeito.

“Em dezembro, eu sento com a minha equipe para tomar uma decisão. Se a gente consegue manter – é a minha vontade – ou se não consegue manter e explicar o motivo de não manter”, afirmou.

Desde a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), os reajustes da tarifa dos ônibus municipais e do Metrô são feitos em parceria com o governo de São Paulo, equiparando o valor da tarifa do sistema municipal com os transportes estaduais (Metrô, CPTM e trens metropolitanos privatizados), em razão do bilhete único conjunto entre todos os modais.

Só que no ano passado, em razão do ano eleitoral, Nunes optou por manter os R$ 4,40 da tarifa congelada pelo quarto ano seguido, mesmo com o aumento para R$ 5,00 promovido pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos outros modais que atendem a cidade.

Explosão dos subsídios

O congelamento da tarifa de ônibus tem gerado uma explosão de gastos da Prefeitura de São Paulo pagos às empresas de ônibus da capital paulista.

Conforme o g1 publicou no final de novembro, neste ano de 2024 o valor dos subídios já atingiu R$ 5,6 bilhões até último mês de outubro. Em dez meses de 2024, o valor do subsídios já passou o desembolsado total do ano passado, que foi de R$ 5,3 bilhões.

Isso significa que, até o fim deste ano, o valor do subsídio gasto pela gestão Ricardo Nunes (MDB) com o sistema de transporte da cidade deve superar a barreira dos R$ 6 bilhões e ser o maior da história da cidade pelo 4° ano seguido.

Segundo dados divulgados pelo site de transparência da SPTrans, entre janeiro e outubro deste ano, o total aplicado pelo tesouro municipal no sistema municipal de transporte público da capital chegou a R$ 5,640 bilhões.

Nos mesmos dez meses do ano passado esse valor tinha sido de R$ 4,644 bilhões. Aumento de 21,4% no período, sem correção monetária.

Em todos os 12 meses do ano passado, a prefeitura desembolsou igualmente o valor de R$ 5,3 bilhões para manter o sistema funcionando na capital paulista.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informou que mantém a tarifa congelada em R$ 4,40 há quatro anos, o maior período desde o Plano Real.

“Além disso, outras medidas importantes são viabilizadas pelo subsídio tarifário, como o programa Domingão Tarifa Zero, que já beneficiou mais de 150 milhões de pessoas, a integração gratuita entre ônibus, o desconto na integração com o sistema sobre trilhos e o embarque gratuito para 950 mil idosos, 750 mil estudantes e 300 mil pessoas com deficiência. É importante considerar ainda que os custos do sistema foram impactados pela pandemia de Covid-19, que reduziu a demanda e a arrecadação”, diz a nota.

Para 2025, o Projeto de Lei Orçamentária Anual prevê R$ 6,4 bilhões para subsídio tarifário. A proposta ainda está em discussão na Câmara Municipal de São Paulo.

Subsídio pagos às empresas de ônibus
2025: R$ 6,4 bilhões (previsão da SPTrans)
2024: R$ 5,640 bilhões (até outubro)
2023: R$ 5,3 bilhões
2022: R$ 5,1 bilhões
2021: R$ 3,4 bilhões
2020: R$ 3,3 bilhões
2019: R$ 3,1 bilhões
2018: R$ 3,3 bilhões
2017: R$ 2,9 bilhões
2016: R$ 2,5 bilhões
Fonte: SPTrans

Fonte: G1

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  • Altitude: 759 m
  • Emancipação: 24 de março de 1880 (143 anos)
  • Fundação: 8 de dezembro de 1560 (462 anos)

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