Colecionador guarda figurinhas raras da Copa de 1938 e impressiona fãs do futebol

A poucos dias do início de mais uma Copa do Mundo, a tradicional febre dos álbuns de figurinhas voltou a tomar conta do Brasil. Enquanto milhões de torcedores correm para completar as páginas do álbum oficial, um colecionador chama atenção por preservar peças históricas do futebol mundial, incluindo figurinhas originais da Copa de 1938.

Antônio Fiaschi, considerado um dos maiores colecionadores de álbuns do país, reúne em casa um acervo raro que ajuda a contar a história das Copas do Mundo e da cultura das figurinhas no Brasil.

Entre os itens mais valiosos estão figurinhas distribuídas durante o Mundial da França, em 1938, consideradas por especialistas como algumas das primeiras coleções ligadas diretamente ao torneio. Na época, as imagens dos jogadores eram entregues como brindes em maços de cigarro.

Um dos grandes destaques daquele período é Leônidas da Silva, ídolo da seleção brasileira e uma das figuras mais raras da coleção.

“Na Copa de 38, junto dos cigarros, vinham figurinhas dos jogadores. Acho que foi a primeira coleção assim, diretamente ligada à Copa do Mundo”, afirmou Antônio, que herdou a paixão do pai e transformou o hobby em um verdadeiro arquivo histórico do futebol.

Segundo o colecionador, foi apenas anos depois que os álbuns passaram a ser lançados oficialmente e de maneira organizada. Ele aponta a Copa de 1950, realizada no Brasil, como um marco importante nessa transformação.

“As balas futebol da época trouxeram o que muitos consideram os primeiros álbuns oficiais de Copa”, explicou.

Especialistas afirmam que as figurinhas ultrapassam o universo infantil e se tornaram documentos históricos capazes de retratar mudanças culturais, gráficas e sociais ao longo das décadas.

O jornalista Marcelo Duarte, autor de um livro sobre a história dos álbuns da Copa do Mundo, destaca o valor afetivo das coleções.

“Cada envelope traz um mistério: pode ser o jogador do seu time, um ídolo ou aquela peça que falta para completar a página. Completar o álbum é uma experiência maravilhosa”, disse.

O universo das figurinhas também ganhou espaço na cultura pop. O clássico infantojuvenil “O Gênio do Crime”, lançado em 1969, ganhou adaptação para o cinema e volta a explorar o tema das figurinhas raras e falsificadas em uma trama ambientada em São Paulo.

Enquanto isso, a corrida dos torcedores para completar os novos álbuns segue intensa nas bancas, escolas e pontos de troca espalhados pelo país. Para os apaixonados por futebol, cada figurinha continua valendo como um pequeno pedaço da história do esporte.

Fonte: FANTÁSTICO

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