Com tornozeleira por homicídio de enteada em 2009, homem condenado volta a ser investigado após morrer carbonizado ao lado de outra enteada em residência no Tocantins

Um homem de 49 anos, condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de uma enteada em 2009, foi encontrado morto carbonizado junto de outra enteada, uma estudante de direito de 19 anos, dentro de uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins. Ele cumpria pena em regime aberto e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da ocorrência.

As mortes aconteceram na quarta-feira (3/6) e são investigadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes do incêndio. Os corpos foram localizados dentro de um quarto do imóvel, e havia sinais de gasolina no local, incluindo um galão com vestígios do combustível.

Documentos revelados pela TV Anhanguera apontam que o homem já havia sido condenado pelo homicídio de outra jovem também identificada como enteada. Apesar da pena em regime fechado, ele progrediu no sistema prisional e, desde 2024, estava sob monitoramento eletrônico.

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que o acompanhamento ocorria por determinação judicial e que ele tinha autorização para trabalho externo na área de vendas, com deslocamentos em todo o estado. O órgão também afirmou que havia regras de recolhimento noturno e obrigação de comunicação de viagens, além de que eventuais violações eram repassadas à Polícia Penal e ao Judiciário.

A investigação segue em fase inicial. A Polícia Civil afirma não haver, até o momento, elementos técnicos suficientes para definir a dinâmica do caso. Laudos do Instituto Médico Legal devem ajudar a esclarecer o que ocorreu dentro da residência.

Fonte: METRÓPOLES

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