Mundo Como a família Trump enriquece com criptomoedas e levanta suspeitas de conflito de interesses Redação29 de setembro de 2025039 visualizações Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, sua família tem obtido lucros bilionários com empreendimentos em criptomoedas. De acordo com estimativas, os ganhos já superam US$ 5 bilhões (R$ 25,5 bilhões), em um mercado que o próprio presidente vem moldando com políticas pró-cripto. As principais frentes desse enriquecimento são a World Liberty Financial (WLF), plataforma de finanças descentralizadas, e a American Bitcoin Corp. (ABTC), mineradora de bitcoin listada na Nasdaq. A primeira arrecadou milhões com a venda do token $WLFI, enquanto a segunda viu suas ações valorizarem fortemente após a estreia no mercado. Entidades comerciais ligadas a Trump detêm 60% da WLF e 75% da receita com a venda de moedas digitais, segundo a Reuters. Críticos alertam que o duplo papel de Trump — como regulador e beneficiário direto — mina a confiança pública. Para especialistas, há risco de que agentes estrangeiros ou indivíduos sob investigação comprem influência apenas investindo em tokens vinculados ao presidente. Apesar disso, a Casa Branca nega conflitos de interesse. Virada pró-cripto No primeiro mandato, Trump chamou o bitcoin de “golpe” e ameaça ao dólar. Hoje, promove os EUA como capital global das criptomoedas. Nomeou defensores do setor para órgãos reguladores, proibiu o avanço de moedas digitais de bancos centrais e criou reservas estratégicas de ativos digitais. Críticas e ostentação Além das políticas, o setor passou a ocupar espaço em eventos da Casa Branca, como o jantar “Crypto Kings”, que reuniu magnatas e investidores do token $TRUMP. Os maiores contribuintes tiveram acesso exclusivo ao presidente e receberam regalias como relógios de luxo. Especialistas apontam riscos éticos e acusam Trump de misturar poder público e interesses privados. O professor Richard Briffault, da Universidade Columbia, afirmou: “Este é mais um passo para combinar cargos públicos com ganhos privados”. Enquanto isso, reguladores federais reduziram a fiscalização sobre o setor, ampliando críticas de que os EUA vivem um cenário de “capitalismo cripto com esteroides”. Fonte: G1