Defesa de Marcola afirma que ele não conhece Deolane Bezerra e contesta novo mandado de prisão

por Redação

A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou nesta quarta-feira (27) que ele não conhece a influenciadora Deolane Bezerra e demonstrou surpresa e indignação com a nova decretação de prisão no âmbito da Operação Vernix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo.

Segundo o advogado Bruno Ferullo, Marcola contestou a investigação que motivou a prisão preventiva e declarou desconhecer tanto Deolane quanto Everton de Souza, apontado como operador do esquema investigado. A defesa afirma que não há qualquer ligação do preso com a transportadora mencionada nas apurações.

Marcola também teria negado possuir relação com a empresa investigada e rejeitado o apelido atribuído a ele em parte do inquérito. De acordo com o advogado, ele está preso desde 1999 e cumpre pena em regime de segurança máxima federal desde 2019, em condições de isolamento.

A defesa sustenta ainda que a inocência do cliente será demonstrada ao longo da investigação e informou ter apresentado pedido de habeas corpus ao Tribunal de Justiça de São Paulo em favor de Marcola, de sua irmã e de dois sobrinhos também investigados.

A Operação Vernix investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, com suspeitas de uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentação financeira. Segundo o Ministério Público, contas associadas a investigados teriam sido utilizadas em transações que incluiriam repasses ligados à estrutura da facção.

Deolane Bezerra foi presa em Barueri (SP) na semana passada. A defesa dela afirma que a influenciadora é inocente e que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo.

As investigações tiveram início em 2019 a partir da apreensão de manuscritos em unidades prisionais, que indicavam comunicações internas da facção e deram origem a uma série de inquéritos. Ao longo das apurações, investigadores identificaram movimentações financeiras suspeitas e conexões entre operadores do esquema e empresas apontadas como de fachada.

O material analisado também aponta o uso de contas de terceiros para movimentação de recursos e aquisição de bens de alto valor, além de vínculos entre operadores financeiros e integrantes da cúpula da organização criminosa, segundo o MP-SP.

Fonte: G1

Leia também