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Defesa de Marcola afirma que ele não conhece Deolane Bezerra e contesta novo mandado de prisão

por Redação 27 de maio de 2026

A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou nesta quarta-feira (27) que ele não conhece a influenciadora Deolane Bezerra e demonstrou surpresa e indignação com a nova decretação de prisão no âmbito da Operação Vernix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo.

Segundo o advogado Bruno Ferullo, Marcola contestou a investigação que motivou a prisão preventiva e declarou desconhecer tanto Deolane quanto Everton de Souza, apontado como operador do esquema investigado. A defesa afirma que não há qualquer ligação do preso com a transportadora mencionada nas apurações.

Marcola também teria negado possuir relação com a empresa investigada e rejeitado o apelido atribuído a ele em parte do inquérito. De acordo com o advogado, ele está preso desde 1999 e cumpre pena em regime de segurança máxima federal desde 2019, em condições de isolamento.

A defesa sustenta ainda que a inocência do cliente será demonstrada ao longo da investigação e informou ter apresentado pedido de habeas corpus ao Tribunal de Justiça de São Paulo em favor de Marcola, de sua irmã e de dois sobrinhos também investigados.

A Operação Vernix investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, com suspeitas de uso de uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentação financeira. Segundo o Ministério Público, contas associadas a investigados teriam sido utilizadas em transações que incluiriam repasses ligados à estrutura da facção.

Deolane Bezerra foi presa em Barueri (SP) na semana passada. A defesa dela afirma que a influenciadora é inocente e que os fatos serão esclarecidos no decorrer do processo.

As investigações tiveram início em 2019 a partir da apreensão de manuscritos em unidades prisionais, que indicavam comunicações internas da facção e deram origem a uma série de inquéritos. Ao longo das apurações, investigadores identificaram movimentações financeiras suspeitas e conexões entre operadores do esquema e empresas apontadas como de fachada.

O material analisado também aponta o uso de contas de terceiros para movimentação de recursos e aquisição de bens de alto valor, além de vínculos entre operadores financeiros e integrantes da cúpula da organização criminosa, segundo o MP-SP.

Fonte: G1

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PCC

Mensagens com “Deo… Beze…” colocam Deolane no centro de investigação sobre lavagem ligada ao PCC

por Redação 26 de maio de 2026

A Polícia Civil de São Paulo afirma ter identificado mensagens e comprovantes bancários que indicam pagamentos feitos à influenciadora e advogada Deolane Bezerra por uma transportadora apontada como braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As informações fazem parte da Operação Vernix, que levou à prisão de Deolane na última quinta-feira (21). Ela é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico e participação em organização criminosa. A defesa nega qualquer envolvimento da influenciadora com a facção.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, a investigação começou em 2019, após agentes penitenciários encontrarem bilhetes escondidos em uma cela do presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. As mensagens continham ordens atribuídas a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho Júnior.

De acordo com os investigadores, um casal de “laranjas” teria criado uma transportadora próxima ao presídio para lavar dinheiro do PCC e movimentar recursos ligados ao tráfico internacional de cocaína.

Em celulares apreendidos durante a investigação, policiais encontraram conversas que mencionavam transferências financeiras. Em uma das mensagens, segundo a polícia, aparece a abreviação “Deo… Beze…”, interpretada pelos investigadores como referência a Deolane Bezerra.

“Há contato de Everton, determinando transferências para uma abreviação que se referia a ‘Deo… Beze’… e um número de conta bancária que, uma vez apurada, revelava a identidade de Deolane Bezerra”, afirmou um dos delegados responsáveis pela apuração.

A polícia afirma ainda que encontrou comprovantes de depósitos feitos por Ciro César Lemos, apontado como operador da transportadora, em contas ligadas à influenciadora.

Um relatório financeiro aponta que mais de R$ 13 milhões circularam pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022. Outros R$ 14 milhões teriam sido movimentados por empresas registradas em nome dela.

Segundo os investigadores, parte do dinheiro foi pulverizada em dezenas de contas e empresas associadas à influenciadora. A polícia também aponta indícios de empresas de fachada registradas em cidades próximas a Presidente Venceslau.

Durante audiência de custódia, Deolane afirmou que os valores recebidos eram referentes a serviços advocatícios e negou qualquer ligação com a transportadora investigada. A defesa declarou que “não há nenhuma relação com crime organizado ou dinheiro de origem ilícita” e afirmou que todos os rendimentos são declarados e compatíveis com as atividades empresariais da influenciadora.

A investigação também aponta que Deolane foi monitorada com apoio da Interpol enquanto estava em Roma, na Itália, antes da prisão no Brasil. Após ser detida, ela foi encaminhada ao presídio feminino de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Fonte: FANTÁSTICO

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PCC

Chefão do PCC que ganhou liberdade em 40 minutos é preso na Bolívia após seis anos foragido

por Redação 26 de maio de 2026

Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (26) pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia, na região de Santa Cruz de La Sierra. Foragido há seis anos, ele havia deixado o presídio de segurança máxima de Campo Grande após conseguir prisão domiciliar em abril de 2020.

A captura ocorreu em uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana especializada no combate ao narcotráfico. A expectativa das autoridades é de que Palermo seja expulso da Bolívia.

A prisão aconteceu após o programa Fantástico revelar os bastidores da decisão judicial que permitiu a saída do criminoso da prisão. Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo conseguiu um habeas corpus durante um plantão judicial em Mato Grosso do Sul. A decisão foi assinada pelo então desembargador Divoncir Maran em menos de 40 minutos.

O documento autorizava que o traficante deixasse o presídio para cumprir prisão domiciliar. Cerca de cinco horas depois de ser solto, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Desde então, ele integrava a lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

Em fevereiro de 2026, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu Divoncir Maran com aposentadoria compulsória pela autorização da prisão domiciliar concedida ao traficante.

O histórico criminal de Gerson Palermo inclui participação no sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp, em agosto de 2000. O avião saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem.

A aeronave foi obrigada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná, onde a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e nove meses de prisão.

Em 2017, a Polícia Federal também apontou Palermo como um dos chefes de um esquema internacional de tráfico de drogas alvo da Operação All In. Segundo as investigações, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e depois era transportada em caminhões para outros estados.

A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos de cocaína. Pelos crimes de tráfico internacional e associação para o tráfico, Palermo recebeu mais 59 anos de prisão. Somadas, as penas chegam a quase 126 anos.

Fonte: G1

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PCC

Deolane chega a presídio no interior de SP após prisão em operação contra lavagem para o PCC

por Redação 22 de maio de 2026

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra chegou às 12h01 desta sexta-feira (22) à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser presa durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Deolane foi presa na quinta-feira (21) em sua casa, em Alphaville, Barueri, na Grande São Paulo. Após a detenção, ela passou a noite na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital paulista, e deixou a unidade por volta das 5h rumo ao interior.

Segundo a Polícia Civil, a transferência ocorreu porque o processo está baseado em Presidente Venceslau (SP), cidade de onde foi expedido o mandado de prisão preventiva. As investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil apontam que a influenciadora atuava como uma espécie de “caixa do crime organizado” dentro da estrutura financeira da facção.

De acordo com os investigadores, valores provenientes do grupo criminoso eram depositados em contas ligadas a Deolane e misturados a recursos de outras atividades antes de retornarem à organização, dificultando o rastreamento financeiro. Uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau teria sido usada para movimentar os recursos ilícitos.

A polícia identificou diversas transferências e depósitos bancários envolvendo o esquema, mas ainda não determinou o valor total movimentado da empresa para as contas da influenciadora. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores ligados a Deolane.

O delegado Edmar Caparroz, do 2º Distrito Policial de Presidente Venceslau, afirmou que a influenciadora teria papel estratégico na engrenagem financeira do grupo criminoso. Segundo ele, a transportadora controlada pelo PCC movimentou R$ 20 milhões e operava próxima a um complexo penitenciário da cidade.

As autoridades também apontam que o esquema utilizava múltiplas contas de Pessoa Física (PF) e Pessoa Jurídica (PJ), etapa conhecida como “dissimulação” em operações de lavagem de dinheiro, cujo objetivo é afastar os recursos de sua origem ilícita para dificultar o rastreamento.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que a Operação Vérnix teve como foco promover a “asfixia financeira” do PCC. A ação foi conduzida pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau.

Além de Deolane, a operação também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e atualmente preso em unidade federal. Parentes dele também foram alvos de mandados judiciais. Everton de Souza, conhecido como “Player”, foi preso e apontado pela investigação como operador financeiro da organização. Dois sobrinhos de Marcola seguem foragidos.

Em nota, a defesa de Deolane afirmou que a influenciadora é inocente e classificou as medidas adotadas pela Justiça como desproporcionais. Os advogados disseram ainda que irão demonstrar a licitude das atividades exercidas por ela como advogada. Já a defesa de Marcola informou que ainda irá analisar o caso. Os representantes dos demais investigados não foram localizados.

Fonte: G1

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PCC

Penitenciária que recebeu Deolane opera acima da capacidade e tem ala para gestantes em SP

por Redação 22 de maio de 2026

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi levada nesta sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, após ser presa durante a Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a Polícia Civil, a transferência ocorreu porque o mandado de prisão preventiva foi expedido em Presidente Venceslau (SP), cidade onde o processo está baseado. A unidade prisional é vinculada à Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste do Estado e recebe detentas dos regimes fechado, semiaberto e provisório.

Inaugurada em 16 de agosto de 2011, a penitenciária é a única unidade feminina da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado (Croeste). De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o presídio foi projetado especificamente para atender às demandas da população feminina, principalmente na área da saúde.

A estrutura inclui setores de amamentação, creche para gestantes e lactantes, biblioteca, espaços educacionais, área para visita íntima e pavilhão de trabalho. O presídio também mantém uma padaria artesanal e oferece cursos profissionalizantes em parceria com secretarias estaduais e o Poder Judiciário, com foco na ressocialização.

A rotina das internas segue o padrão do sistema prisional paulista. O dia começa às 7h com café da manhã, seguido de banho de sol às 8h. Às 10h, as detentas retornam às celas e, às 11h, recebem o almoço. Um novo período de banho de sol ocorre às 13h. Cerca de três horas depois, o jantar é servido e as mulheres voltam aos pavilhões. As refeições são preparadas pelas próprias reeducandas.

Apesar da estrutura voltada ao atendimento feminino, a unidade enfrenta superlotação. Segundo dados atualizados pela SAP em 20 de maio, o presídio tem capacidade para 714 detentas, mas abriga atualmente 873 mulheres — 159 acima do limite previsto, o equivalente a cerca de 22,2% de ocupação excedente.

Fonte: G1

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PCC

Deolane Bezerra tem R$ 27 milhões bloqueados e carros de luxo apreendidos em operação contra PCC

por Redação 22 de maio de 2026

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, presa na quinta-feira (21) durante uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, teve R$ 27 milhões bloqueados pela Justiça e foi alvo de apreensões de bens de luxo no âmbito de uma investigação que apura suposta lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, Deolane teria utilizado sua estrutura empresarial, financeira e sua projeção pública para ajudar a ocultar e dar aparência de legalidade a recursos oriundos da facção criminosa. A operação também atingiu imóveis ligados à influenciadora em Alphaville, na Grande São Paulo, além de familiares e supostos operadores do esquema.

O bloqueio judicial de R$ 27 milhões, conforme o Ministério Público, decorre de movimentações consideradas incompatíveis com a renda formal declarada. A suspeita é de que valores teriam circulado por contas de pessoas físicas e jurídicas antes de retornar ao grupo criminoso, dificultando o rastreamento.

Entre os bens citados na investigação estão veículos de alto padrão como Cadillac Escalade, Land Rover Range Rover, Mercedes-AMG G 63 e Jeep Commander, com valores que podem variar entre R$ 220 mil e R$ 2,5 milhões. A apuração também aponta que, em investigação anterior em Pernambuco relacionada a apostas online, Deolane teria investido mais de R$ 65 milhões em imóveis e veículos de luxo.

A polícia destaca ainda a presença recorrente de itens de alto valor nas redes sociais da influenciadora, como carros esportivos, helicópteros, jet skis, joias, mansões e viagens internacionais em jatos e hotéis de luxo. O filho adotivo dela, Giliard Vidal dos Santos, conhecido como “Chefinho”, também foi alvo de busca e apreensão na mesma operação.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou uma lista definitiva de veículos apreendidos nesta fase da Operação Vérnix, mas imagens dos autos mostram bens de luxo e caixas com dinheiro em endereços ligados aos investigados. As autoridades também investigam a origem de veículos registrados em nome de terceiros e empresas associadas ao grupo.

Segundo o inquérito, o patrimônio teria sido usado para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras. O delegado responsável, Edmar Caparroz, afirmou que a influenciadora funcionaria como uma espécie de “caixa do crime organizado”.

A defesa de Deolane afirmou inicialmente que estava “se inteirando dos fatos” e, posteriormente, declarou confiança de que a inocência da cliente será comprovada ao longo do processo. Ao deixar a delegacia, a influenciadora declarou: “A Justiça vai ser feita”.

Fonte: G1

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PCC

‘Diabo Loiro’, suspeito de lavar dinheiro do PCC e ligado a plano para matar promotor, volta a ser alvo da polícia

por Redação 8 de maio de 2026

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, que mira um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital.

O principal alvo da operação é Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”. Ele já havia sido preso em 2025 em investigação do Gaeco de Campinas por suspeita de participação em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Segundo os investigadores, empresas do ramo de transporte e rodeios eram usadas para movimentar recursos financeiros de origem criminosa por meio de sócios considerados “laranjas”. A investigação aponta que Magrini mantinha vínculos diretos com essas empresas e ostentava patrimônio milionário nas redes sociais.

O filho dele, Mateus Magrini, também é alvo das buscas. De acordo com a investigação, ele teria movimentado dinheiro ilícito por meio de uma empresa do setor musical.

Mateus já havia sido citado na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, mesma investigação que atingiu o cantor MC Ryan SP, apontado como ex-enteado de Eduardo Magrini.

Para o Ministério Público, as relações familiares reforçam a suspeita de que o núcleo familiar atuava de forma estruturada na lavagem de dinheiro do crime organizado.

A Operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

A ação é conduzida pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), da 1ª DIG-DEIC Campinas, em conjunto com o Gaeco.

As investigações indicam que o esquema de lavagem funcionava desde 2016 e ganhou força após análises fiscais, bancárias e dados do COAF apontarem movimentações incompatíveis com as rendas declaradas pelos investigados.

Segundo o Ministério Público, Eduardo Magrini acumula condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998 e seria integrante importante da facção criminosa.

Antes de ser preso, o influenciador exibia nas redes sociais carros de luxo, viagens e participações em rodeios para mais de 100 mil seguidores.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas ligadas aos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens.

O nome da operação faz referência a Caronte, personagem da mitologia grega responsável por transportar almas ao submundo de Hades.

Fonte: G1

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PCC

PCC mirava prefeituras e eleições: operação revela esquema de infiltração política em SP

por Redação 27 de abril de 2026

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo escancarou um suposto esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em estruturas públicas e no financiamento de candidatos políticos. A ação, realizada nesta segunda-feira (27), resultou na prisão de cinco pessoas e no bloqueio de R$ 513,6 milhões em bens e ativos.

Coordenada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, a ofensiva cumpriu cinco mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo São Paulo, Guarulhos, Santo André, Campinas, Ribeirão Preto, Santos, além de municípios em outros estados como Goiás, Distrito Federal e Paraná.

As investigações apontam para a existência de um “núcleo político” articulado pela facção, com o objetivo de influenciar administrações municipais e acessar recursos públicos. Segundo a polícia, ao menos seis pessoas politicamente expostas foram identificadas — algumas ocupando cargos de primeiro escalão em prefeituras — embora nenhuma delas tenha mandato eletivo.

O caso é um desdobramento da Operação Decurio, deflagrada em agosto de 2024, que já havia bloqueado R$ 8 bilhões ligados a suspeitos de envolvimento com o PCC. A nova fase, batizada de Operação Contaminatio, aprofundou a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos e informações de inteligência financeira.

Entre os elementos levantados estão indícios de financiamento de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, além da tentativa de inserir candidatos alinhados aos interesses da organização criminosa. A investigação também revelou o envolvimento de uma servidora municipal com um integrante de alto escalão da facção.

Outro ponto crítico envolve a criação de uma fintech supostamente ligada ao grupo, que seria utilizada para lavagem de dinheiro por meio da gestão de receitas públicas, como taxas e impostos municipais, incluindo emissão de boletos e operações bancárias com contribuintes.

Durante as apurações, também foi identificado que um dos investigados, apontado como integrante do PCC, obteve autorização para pousar um helicóptero no heliponto do Palácio dos Bandeirantes, em 2021, para assistir a um jogo no Morumbi — informação obtida a partir de dados extraídos de celulares.

A Polícia Civil afirma que o objetivo da organização era ampliar sua atuação para além do tráfico de drogas, consolidando influência política e econômica em diferentes regiões. O caso segue em investigação e pode revelar novos desdobramentos sobre a relação entre crime organizado e poder público.

Fonte: G1

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PCC

Depoimentos apontam suspeita de omissão de ex-comandante da PM de SP em caso ligado ao PCC

por Redação 20 de abril de 2026

Novos depoimentos reforçam suspeitas de omissão e possível proteção envolvendo o ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, tenente-coronel José Augusto Coutinho, em investigações sobre policiais ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As informações foram detalhadas em depoimento do promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, à Corregedoria da PM. Com mais de 20 anos de atuação em investigações sobre a facção, Gakiya relatou vazamentos de operações sigilosas, incluindo a Operação Sharks, em 2020, quando alvos importantes do PCC conseguiram fugir após suposto repasse de informações.

Segundo o promotor, havia indícios de que dados sensíveis teriam sido acessados por policiais, o que levantou suspeitas internas. Ele afirmou ainda ter comunicado diretamente Coutinho sobre possíveis irregularidades, incluindo denúncias de que agentes da Rota fariam “bicos” para empresas de ônibus ligadas ao crime organizado.

Essas suspeitas também aparecem em outros inquéritos, como o que investiga a atuação de PMs na escolta ilegal de dirigentes da empresa Transwolff, apontada pelo Ministério Público como ligada ao PCC. Um sargento preso afirmou em depoimento que Coutinho teria conhecimento da prática irregular e mencionou a presença de “bandido fazendo bico”.

De acordo com o Ministério Público Militar, mesmo diante das informações, não há registro de que medidas correcionais tenham sido adotadas, o que pode caracterizar crime de prevaricação no âmbito do Código Penal Militar.

A defesa de Coutinho afirma que não teve acesso ao conteúdo integral das investigações e ressalta que a simples citação em inquéritos não implica responsabilidade. O coronel também sustenta que atuou com legalidade ao longo de mais de 34 anos de carreira.

A Polícia Militar declarou que não comenta investigações em andamento, mas reforçou o compromisso com a apuração rigorosa de eventuais irregularidades.

O caso ocorre em meio à saída de Coutinho do comando da corporação, no último dia 15, e marca uma mudança histórica na instituição: a coronel Glauce Anselmo Cavalli assumiu o posto, tornando-se a primeira mulher a comandar a PM paulista em quase 200 anos.

Fonte: G1

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PCC

R$ 1 bilhão suspeito de ligação com PCC entra em fundo administrado por gestora investigada

por Redação 18 de março de 2026

Comunicados bancários enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o Fundo de Investimento em Direito Creditório (FIDC) Gold Style, administrado pela Reag, recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas investigadas pela Polícia Federal por participação em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro.

Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Reag é responsável pela administração, controle, gestão, custódia e distribuição do fundo. A empresa também é citada pela Polícia Federal em investigações relacionadas a fraudes envolvendo o Banco Master.

As informações foram repassadas pelo Coaf à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado e abrangem transações realizadas entre 2023 e 2025. O fundo Gold Style possui cerca de R$ 2 bilhões em ativos, conforme registros feitos junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entre os principais aportes está o repasse de R$ 759,5 milhões da Aster Petróleo, distribuidora de combustíveis apontada como ligada ao PCC. De acordo com a Operação Carbono Oculto, a empresa teria sido utilizada em um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis em oito estados brasileiros. O comunicado foi enviado pelo Banco do Brasil ao Coaf em agosto de 2024, antes da deflagração da operação.

O fundo também recebeu R$ 158 milhões da BK Bank, fintech indicada pelas investigações como um dos núcleos financeiros usados pela facção para movimentar recursos, e R$ 175 milhões da Inovanti Instituição de Pagamento, citada em relatórios bancários por ter movimentado mais de R$ 778 milhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Em outro comunicado ao Coaf, a própria Reag informou que o Gold Style transferiu R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, empresa que teve como diretor, entre 2021 e 2024, Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. O registro foi feito uma semana após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, em setembro de 2025.

A Reag também foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master e resultou na prisão de Vorcaro em 4 de março. Investigadores suspeitam que a gestora tenha participado da estruturação e administração de uma “ciranda” de fundos com movimentações consideradas atípicas, com indícios de fraude, ocultação de riscos e lavagem de dinheiro.

Outra linha de apuração aponta que integrantes do PCC teriam utilizado a estrutura de fundos com cotista único para dificultar a identificação dos beneficiários finais dos recursos.

Fonte: G1

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