‘Diabo Loiro’, suspeito de lavar dinheiro do PCC e ligado a plano para matar promotor, volta a ser alvo da polícia

por Redação

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, que mira um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital.

O principal alvo da operação é Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”. Ele já havia sido preso em 2025 em investigação do Gaeco de Campinas por suspeita de participação em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Segundo os investigadores, empresas do ramo de transporte e rodeios eram usadas para movimentar recursos financeiros de origem criminosa por meio de sócios considerados “laranjas”. A investigação aponta que Magrini mantinha vínculos diretos com essas empresas e ostentava patrimônio milionário nas redes sociais.

O filho dele, Mateus Magrini, também é alvo das buscas. De acordo com a investigação, ele teria movimentado dinheiro ilícito por meio de uma empresa do setor musical.

Mateus já havia sido citado na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, mesma investigação que atingiu o cantor MC Ryan SP, apontado como ex-enteado de Eduardo Magrini.

Para o Ministério Público, as relações familiares reforçam a suspeita de que o núcleo familiar atuava de forma estruturada na lavagem de dinheiro do crime organizado.

A Operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

A ação é conduzida pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), da 1ª DIG-DEIC Campinas, em conjunto com o Gaeco.

As investigações indicam que o esquema de lavagem funcionava desde 2016 e ganhou força após análises fiscais, bancárias e dados do COAF apontarem movimentações incompatíveis com as rendas declaradas pelos investigados.

Segundo o Ministério Público, Eduardo Magrini acumula condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998 e seria integrante importante da facção criminosa.

Antes de ser preso, o influenciador exibia nas redes sociais carros de luxo, viagens e participações em rodeios para mais de 100 mil seguidores.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas ligadas aos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens.

O nome da operação faz referência a Caronte, personagem da mitologia grega responsável por transportar almas ao submundo de Hades.

Fonte: G1

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