caso Master Delação de Vorcaro depende do sistema e não apenas do banqueiro, dizem especialistas Redação20 de março de 2026015 visualizações O desfecho do caso Master não será definido apenas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, mas pelo funcionamento do sistema institucional, jurídico e investigativo, avaliam fontes que acompanham de perto o processo. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, analisou uma petição da defesa de Vorcaro comunicando a intenção de colaborar. O banqueiro já firmou termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF), abrindo caminho para eventual delação premiada. Nos bastidores, já ocorre um trabalho para que Vorcaro organize seus anexos de delação na superintendência da PF. Especialistas afirmam que, embora este seja um passo decisivo, o foco está na engrenagem que vai analisar, validar e eventualmente homologar o material. A PGR é considerada peça-chave. Fontes afirmam que o comportamento da Procuradoria será determinante para o ritmo e a consistência da delação. Mendonça tem enfatizado que só homologará uma colaboração séria, consistente e não seletiva. Investigadores estimam que, se avançar, o processo pode ser concluído em menos de seis meses. O momento é de transição: menos sobre versões individuais e mais sobre a força do sistema em filtrar, cruzar provas e definir o destino das informações. Com todos os olhos voltados para o que Vorcaro pode revelar, a delação se tornou o centro das atenções do caso Master. Fonte: G1