caso Master Dono do Banco Master é transferido para cela maior na PF; espaço já foi ocupado por Bolsonaro Redação24 de março de 2026013 visualizações O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (23) para uma cela maior no prédio da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele está preso no local desde a noite de quinta-feira (19), após ter passado por diferentes unidades prisionais nas últimas semanas. O novo espaço ocupado pelo banqueiro é o mesmo que foi utilizado como “sala de Estado” para a detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. Antes da transferência, Vorcaro havia permanecido, desde o início de março até a última quinta-feira, na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela isolada de 6 metros quadrados, com cama de concreto e regras rígidas de detenção. Ao chegar à Superintendência da PF, o empresário foi inicialmente colocado em uma cela para presos provisórios, com cerca de 2,5 metros de largura por 3,5 metros de comprimento — pouco menos de 9 metros quadrados. Após decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ele passou a ocupar uma cela de aproximadamente 12 metros quadrados, equipada com sala contendo mesa, cadeira, cama de solteiro com colchão e banheiro privativo. O espaço também conta com ar-condicionado, janela, armário e frigobar. Quando Bolsonaro esteve no local, havia ainda uma televisão no dormitório, mas a Polícia Federal não informou se o equipamento será mantido. O caso envolvendo o Banco Master tramita em sigilo no STF, e as decisões do ministro não foram divulgadas oficialmente. Vorcaro é investigado por suspeitas de crimes financeiros, além de possível envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na formação de uma espécie de milícia privada para monitorar autoridades e perseguir jornalistas. Na semana passada, a defesa solicitou a prisão domiciliar, o que foi negado por Mendonça, que autorizou, no entanto, a transferência para a Superintendência da PF, onde as regras são menos rígidas. Inicialmente, havia a possibilidade de o banqueiro ocupar a “sala de Estado”, espaço reservado por lei a autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. A avaliação inicial da PF foi de que ele não poderia receber o mesmo tratamento dado a um ex-presidente, sendo colocado em uma sala menor. Após recurso da defesa, Mendonça determinou a alocação em um espaço mais amplo. Há ainda a possibilidade de negociação de acordo de delação premiada. Na última quarta-feira (18), o advogado José Luís Oliveira Lima procurou a Polícia Federal para informar o interesse de Vorcaro em colaborar. A nova defesa também se reuniu com Mendonça para tratar dos desdobramentos do caso. O advogado afirmou que não comentará o assunto no momento, citando a sensibilidade do processo. Daniel Vorcaro foi preso no início do mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. No dia 6 de março, ele havia sido transferido do Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal em Brasília. As investigações apuram suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, e uma eventual colaboração do empresário pode trazer novos elementos ao andamento do caso. Em operações anteriores, como a Lava Jato, transferências de presos em negociação de delação premiada foram interpretadas como sinal de boa vontade das autoridades. Fonte: G1