São Paulo Enel diz que energia foi normalizada, mas 92 mil imóveis seguem sem luz na Grande São Paulo Redação16 de dezembro de 2025029 visualizações Apesar de a Enel afirmar que o fornecimento de energia elétrica voltou à normalidade na Grande São Paulo, cerca de 92 mil imóveis ainda permaneciam sem luz na noite desta segunda-feira (15). Os dados constam em boletim divulgado pela própria concessionária às 20h21. Na capital paulista, aproximadamente 45 mil clientes continuavam sem energia elétrica. Segundo a Enel, esse volume estaria próximo da média registrada em dias considerados normais. Ainda assim, o número representa um aumento expressivo ao longo do dia. Pela manhã, eram 26 mil imóveis sem energia; por volta das 10h, o total subiu para 44 mil; no fim da tarde, chegou a 59 mil. A empresa atribui a situação a manutenções programadas e a um rescaldo dos danos provocados pela forte ventania registrada na semana passada. Em nota, a Enel Distribuição São Paulo afirmou que sua operação voltou ao padrão normal e que equipes seguem em campo para atender ocorrências remanescentes após a passagem do ciclone extratropical. Segundo a concessionária, em um sistema que atende mais de 8 milhões de clientes, a atuação para restabelecer até cerca de 50 mil unidades consumidoras estaria dentro da normalidade operacional. A Enel também destacou que a região atendida possui densidade de clientes por quilômetro de rede 20 vezes maior do que a média nacional. O apagão foi provocado por um vendaval considerado histórico, que causou queda de árvores, desligamento de semáforos e cancelamentos de voos em toda a cidade. No pico da crise, na quarta-feira (10), mais de 2,2 milhões de clientes ficaram sem energia elétrica simultaneamente. A falta de luz gerou prejuízos significativos ao comércio e aos consumidores. Alimentos e medicamentos armazenados foram descartados, e estabelecimentos registraram perdas financeiras expressivas. A Associação Comercial de São Paulo estima que o impacto econômico do apagão tenha chegado a R$ 93,4 milhões na Grande São Paulo, principalmente devido à redução de compras imediatas e por impulso. No campo jurídico, a situação levou à intervenção da Justiça. Na sexta-feira (12), uma decisão determinou que a Enel restabelecesse imediatamente o fornecimento de energia aos consumidores afetados, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora de descumprimento. A ação foi proposta pelo Ministério Público de São Paulo e pela Defensoria Pública. Além disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia autorizaram o envio de equipes de outras distribuidoras para auxiliar nos trabalhos de recomposição da rede elétrica em São Paulo. Fonte: G1