Estudante presa por m0rte de idoso já havia tentado atropelar motorista em outro caso, diz empresário

por Redação

A estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, presa preventivamente após atropelar e causar a m0rt3 do idoso Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho (RO), já havia protagonizado outro episódio grave no trânsito em 2025. Segundo o empresário Célio Freire, a jovem tentou atropelar um motorista após provocar uma colisão envolvendo dois veículos, em um caso que também resultou em danos a uma viatura da Polícia Militar e em um processo por embriaguez ao volante.

De acordo com o empresário, o episódio ocorreu em frente ao restaurante dele, onde Vitória mora nas proximidades. Ele afirmou que a estudante parou o carro no meio da rua e bateu propositalmente em outro veículo.

Inicialmente, as pessoas acreditaram que os motoristas se conheciam, mas, segundo Célio, o outro condutor afirmou nunca ter visto a estudante antes.

Após a colisão, Vitória desceu do carro e, conforme o relato, passou a agredir o motorista e um funcionário do restaurante. Em seguida, retornou ao veículo e deu marcha à ré em direção ao homem.

Segundo o empresário, o funcionário conseguiu puxar o motorista antes que ele fosse atingido. Logo depois, a estudante também colidiu contra o carro de Célio, que estava estacionado.

O empresário afirmou que retirou a chave do veículo para impedir a fuga da estudante e acionou a Polícia Militar. Ele relatou que Vitória aparentava estar em surto, caminhava de um lado para o outro e apresentava comportamento alterado.

Antes mesmo da chegada da equipe acionada, uma viatura da Polícia Militar que passava pela região se aproximou devido ao tumulto. Segundo Célio, a estudante correu até o veículo, subiu sobre a viatura e começou a danificá-la.

O boletim de ocorrência aponta que ela pisou diversas vezes sobre o para-brisa, quebrando o vidro e danificando o capô. Ainda conforme o empresário, Vitória insultou uma policial militar, mordeu a agente durante a abordagem e continuou resistindo mesmo após ser algemada. Ela foi conduzida à Central de Polícia e autuada por dano qualificado ao patrimônio público.

O episódio também deu origem a um processo por embriaguez ao volante. Após audiência de custódia, Vitória recebeu liberdade provisória mediante medidas cautelares, como suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e proibição de frequentar bares.

Posteriormente, a estudante firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), instrumento previsto para crimes sem violência ou grave ameaça. Conforme o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), ela indenizou a vítima e os proprietários dos veículos envolvidos, enquanto a vítima optou por não representar criminalmente pelos demais fatos. Restou apenas a acusação por embriaguez ao volante.

Como parte do acordo, Vitória pagou multa de aproximadamente R$ 1,5 mil. Após cumprir todas as condições impostas pela Justiça, as restrições foram revogadas em fevereiro deste ano e o processo foi arquivado em abril.

Na quarta-feira (1º), a estudante voltou a ser alvo de investigação após invadir com o carro uma residência em Porto Velho. Segundo testemunhas, ela discutiu com moradores, tentou agredi-los e, após deixar o local, acelerou o veículo contra o imóvel.

Imagens gravadas por vizinhos mostram que Vitória tentou atingir a casa uma primeira vez. Em seguida, deu marcha à ré e acelerou novamente, invadindo a residência e atropelando Odair Brustolin, de 68 anos.

O idoso foi socorrido e encaminhado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o atropelamento, Vitória fugiu do local. A Polícia Militar a localizou pouco tempo depois na casa de um amigo. Segundo o boletim de ocorrência, ela pediu ajuda para realizar serviços de lanternagem e pintura no veículo.

Os policiais encontraram a estudante sentada na varanda da residência. Conforme o registro policial, ela apresentava comportamento exaltado e agressivo, recebeu voz de prisão e foi encaminhada ao Departamento de Flagrantes.

Em nota, a defesa de Vitória Caroline lamentou o ocorrido e afirmou que o caso seguirá o devido processo legal. Os advogados informaram ainda que a Justiça determinou a realização de um exame para avaliar as condições psicológicas da investigada.

Fonte: G1

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