Os Estados Unidos enviaram ao menos cinco aeronaves militares para identificar e interceptar quatro aviões de guerra russos que sobrevoavam a Zona de Identificação de Defesa Aérea do Alasca, região limítrofe à fronteira americana, mas considerada espaço aéreo internacional. A informação foi confirmada pelo Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad).
Segundo o comunicado, os russos eram dois bombardeiros estratégicos Tu-95 e dois caças Su-35. Para responder ao movimento, os EUA mobilizaram uma aeronave de controle e alerta antecipado E-3, quatro caças F-16 e quatro aviões-tanque KC-135.
O Norad ressaltou que a atividade russa não representava ameaça direta, mas, diante de recentes incursões em países da Europa, optou por uma resposta rápida.
Em paralelo, drones de grande porte ainda não identificados interromperam o tráfego aéreo em Copenhague nesta semana. Autoridades da Dinamarca investigam a origem dos equipamentos, descritos como operados por um “ator capaz”.
Repercussão política e militar
O episódio ocorre em meio a crescentes tensões entre Rússia e OTAN. O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que a aliança abata qualquer aeronave russa que invada o espaço aéreo de países membros, embora tenha evitado assumir um compromisso formal.
Durante a Assembleia-Geral da ONU, integrantes da OTAN se reuniram após convocações do artigo 4 — que prevê consultas diante de ameaças. Em comunicado, a organização condenou as incursões russas como parte de um “padrão irresponsável” e reforçou seu compromisso com o artigo 5, que trata da defesa coletiva.
Nos últimos dias, Estônia, Romênia e Polônia denunciaram violações aéreas por parte da Rússia. Varsóvia chegou a declarar alerta máximo de defesa após a entrada de drones russos, fechando quatro aeroportos, inclusive o da capital.
Fonte: CBN