O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE) nesta segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e estava foragido no país desde 2025.
A prisão ocorreu após meses de investigação que envolveu cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas. O monitoramento dos passos do ex-parlamentar teria começado a partir da identificação do veículo utilizado por ele nos Estados Unidos, inclusive em deslocamentos após a chegada ao país.
Segundo apurações, a partir da localização do automóvel e de registros de movimentação, investigadores chegaram ao endereço de Ramagem em Orlando. Durante o acompanhamento, também foi identificado que ele teria adquirido um veículo utilizando um passaporte já cancelado por decisão da Justiça brasileira, o que ampliou o foco das investigações para irregularidades migratórias.
A abordagem foi realizada em via pública por agentes do ICE. Inicialmente, os oficiais teriam alegado uma verificação de rotina relacionada a trânsito. Ao apresentar documentação considerada irregular, foi confirmada a situação migratória, resultando na detenção imediata do ex-deputado.
De acordo com as investigações, Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina, passando pela fronteira com a Guiana antes do fim do processo no STF, e seguiu posteriormente para os Estados Unidos.
O caso contou com cooperação entre a Polícia Federal brasileira e autoridades americanas. Um delegado da PF, que atua como oficial de ligação nos EUA, teria sido peça-chave no repasse de informações que auxiliaram a localização e a prisão.
Atualmente, Ramagem está sob custódia em um centro de detenção na Flórida. O caso será analisado por um juiz de imigração em Jacksonville, que decidirá sobre os próximos passos. A defesa deve solicitar liberdade provisória e argumentar em favor de pedido de asilo político.
Enquanto isso, autoridades brasileiras atuam para demonstrar à Justiça americana que se trata de cumprimento de pena por crimes comuns, e não de perseguição política. O Ministério da Justiça já havia formalizado pedido de extradição ao governo dos Estados Unidos em dezembro de 2025.
Fonte: G1