Uma escola judaica em Amsterdã, na Holanda, foi atingida por uma explosão neste sábado (14). Apesar dos danos materiais, não houve registro de feridos.
A unidade fica na Zeelandstraat, no bairro residencial de Amsterdam-Buitenveldert, na zona sul da cidade. A prefeita Femke Halsema afirmou que os prejuízos foram limitados, mas classificou o episódio como um “ataque deliberado contra a comunidade judaica”.
A repercussão também mobilizou o governo nacional. Em publicação nas redes sociais, o primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, disse compreender “a raiva e o medo” e prometeu dialogar com representantes da comunidade judaica. Segundo ele, medidas de segurança e vigilância ajudaram a evitar consequências mais graves, reforçando que a proteção de instituições judaicas é prioridade. Uma investigação foi aberta para identificar os responsáveis.
Este foi o quarto ataque contra instituições judaicas registrado na semana no país europeu. Na sexta-feira (13), a polícia de Roterdã prendeu quatro jovens suspeitos de provocar um incêndio em uma sinagoga. Dois dos detidos têm 19 anos, um tem 18 e o quarto 17 anos. Até o momento, as autoridades não apontaram uma possível motivação.
Além da Holanda, a cidade de Liège, na Bélgica, também registrou uma explosão contra um prédio religioso judaico. Os episódios ocorrem em meio ao acirramento da guerra no Oriente Médio, que envolve Irã, Israel e os Estados Unidos, ampliando o clima de tensão internacional.