Filho de Robinho abandona nome em homenagem ao pai e volta a usar Juninho no Santos

por Redação

O atacante Juninho, filho do ex-jogador Robinho, voltou a utilizar o apelido que marcou sua trajetória nas categorias de base do Santos. A mudança foi oficializada no amistoso contra o União São João, disputado neste sábado (4), quando o jogador deixou de ser identificado como “Robinho Jr.”, nome adotado desde sua promoção ao elenco profissional em 2025.

A reestreia com o antigo nome foi acompanhada de uma atuação de destaque. Aos 18 anos, Juninho marcou um gol e deu uma assistência na vitória do Santos por 3 a 0, protagonizando uma de suas melhores exibições desde que passou a integrar a equipe principal.

A alteração partiu do próprio atacante e já foi adotada em todos os materiais oficiais do clube. O nome “Juninho” também voltou a aparecer na camisa do jogador e foi anunciado pelo sistema de som do estádio antes do início da partida.

Apesar de representar uma novidade para parte da torcida, o apelido sempre acompanhou o atleta durante sua formação. Nas categorias de base do Santos, ele era conhecido como Juninho e continuou sendo chamado dessa forma por companheiros, integrantes da comissão técnica e funcionários do CT Rei Pelé, mesmo após sua chegada ao elenco profissional.

Quando foi promovido ao time principal, em julho do ano passado, o atacante optou por utilizar “Robinho Jr.” como uma homenagem ao pai. A escolha ocorreu poucos meses depois de Robinho iniciar, no Brasil, o cumprimento da pena de nove anos de prisão pela condenação por estupro coletivo cometido em 2013, em Milão, na Itália. Atualmente, o ex-jogador está detido no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo.

A mudança de identidade esportiva acontece enquanto Juninho busca consolidar espaço na equipe comandada pelo técnico Cuca. Durante o primeiro semestre, o jovem esteve envolvido em um desentendimento com Neymar durante um treinamento.

Segundo relatos de setoristas que acompanham o clube, a discussão começou após Juninho aplicar um drible no camisa 10. Neymar teria reagido com uma rasteira, seguida por troca de empurrões e, conforme esses relatos, um tapa no atacante.

O episódio levou os representantes do jogador a cobrarem uma posição da diretoria santista. Nos bastidores, chegou a ser cogitada uma rescisão contratual, hipótese que foi descartada após conversas entre as partes. Com o conflito superado, Cuca manteve o atacante nos planos do Santos para a sequência da temporada.

Fonte: r7

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