Cristina Aparecida de Souza Setério Olímpio e Cristiane Aparecida de Souza Setério Silva, irmãs gêmeas de Varginha (MG), compartilharam uma experiência marcante no último ano: ambas descobriram câncer de mama quase ao mesmo tempo.
Cristiane, assistente administrativo, foi a primeira a notar algo diferente após se inspirar em uma colega de trabalho em tratamento. Durante o banho, fez o autoexame e encontrou um nódulo. Pouco depois, Cristina, operadora de caixa, também realizou o autoexame e identificou um nódulo semelhante.
As duas iniciaram o tratamento praticamente juntas e, segundo os médicos, o diagnóstico precoce foi fundamental. “Diagnosticar o tumor em estágio inicial favorece a cura e permite terapias menos agressivas”, explica Bruno Aquino, coordenador de oncologia do Hospital Bom Pastor, referência na região do Sul de Minas.
Entre 2020 e 2024, a instituição registrou média de 290 novos casos por ano, com número crescente em mulheres de 30 a 40 anos. Estilo de vida, alimentação industrializada, consumo de álcool e uso de hormônios estão entre os fatores de risco, de acordo com especialistas.
Hoje, as gêmeas comemoram o fim do tratamento e ressaltam a importância da fé e do apoio mútuo. “Nunca soltamos a mão uma da outra. Seguimos firmes, sempre acreditando que ia dar certo”, disse Cristiane.
Fonte: G1