Mundo Hezbollah usa drone “invisível” e expõe limite da defesa de Israel em novo tipo de ataque Redação4 de maio de 202603 visualizações O uso de uma nova tecnologia de drones pelo Hezbollah tem acendido um alerta no conflito com Israel. Equipados com cabos de fibra óptica e explosivos, os dispositivos têm sido utilizados com precisão em ataques no sul do Líbano e no norte de Israel, desafiando os sistemas de defesa israelenses. Diferente dos drones tradicionais, controlados por sinais sem fio, esses quadricópteros são conectados diretamente ao operador por um cabo de fibra óptica, o que os torna praticamente imunes a interferências eletrônicas. Além disso, não emitem assinatura de comunicação, dificultando sua detecção e impedindo que forças israelenses localizem o ponto de lançamento. Segundo especialistas, o alcance pode chegar a 15 quilômetros, permitindo ataques com alto grau de segurança para quem opera o equipamento. Um vídeo divulgado pelo Hezbollah no domingo mostra um desses drones atingindo um tanque israelense, enquanto soldados aparentemente não percebem a aproximação. De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF), o ataque matou o sargento Idan Fooks, de 19 anos, e deixou outros militares feridos. Em seguida, novos drones teriam sido lançados contra um helicóptero de resgate enviado ao local. A dificuldade de resposta expõe uma limitação tecnológica. Israel tem apostado em sistemas de bloqueio de sinais para neutralizar drones, estratégia ineficaz contra modelos conectados por cabo. “Além de barreiras físicas como redes, há pouco que pode ser feito”, afirmou uma fonte militar israelense, classificando o equipamento como uma solução simples adaptada à guerra assimétrica. Esse tipo de drone já havia sido observado na guerra da Ucrânia, onde forças russas o utilizaram com eficácia para atingir alvos a longa distância. No caso do Hezbollah, o foco tem sido ataques diretos a tropas, aproveitando a proximidade geográfica das operações israelenses no sul do Líbano. Analistas apontam que, embora sejam armas de menor poder destrutivo, esses drones representam uma ameaça significativa pela precisão e dificuldade de interceptação. Israel avalia que os equipamentos são adaptados a partir de drones civis importados, possivelmente da China ou do Irã, com a adição de explosivos. O avanço ocorre em meio à redução do arsenal tradicional do Hezbollah. Antes da guerra em Gaza, estimativas israelenses apontavam cerca de 150 mil foguetes sob controle do grupo; hoje, esse número teria caído para aproximadamente 10%. Diante disso, a milícia tem intensificado o uso de táticas de guerra assimétrica. No terreno, a resposta ainda está em construção. As IDF admitem que as medidas atuais não são totalmente eficazes e que o desafio aumenta com ataques coordenados envolvendo múltiplos drones. “É uma ameaça à qual ainda estamos nos adaptando”, reconheceu um oficial israelense, indicando que o cenário tende a evoluir rapidamente. Fonte: CNN