Irã x EUA Iranianos formam corrente humana para proteger usina em meio a ameaça dos EUA Redação7 de abril de 2026011 visualizações Centenas de iranianos formaram uma corrente humana ao redor da usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, sudoeste do país, nesta terça-feira (7), atendendo a uma convocação oficial do governo. A mobilização ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos e às ameaças de ataque feitas pelo presidente Donald Trump. Imagens divulgadas pela agência estatal Fars mostram manifestantes reunidos na entrada da instalação, segurando bandeiras e cartazes em apoio ao regime. A ação segue um chamado transmitido pela TV estatal iraniana, que incentivou a população a proteger infraestruturas estratégicas, como usinas de energia. A convocação foi reforçada por Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, que pediu a participação de jovens, atletas, artistas, estudantes e professores. Segundo ele, “as usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”. Em momentos anteriores de tensão com o Ocidente, o país já havia adotado estratégias semelhantes, com correntes humanas em torno de instalações nucleares. O movimento acontece poucas horas antes do prazo estipulado por Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, previsto para as 21h (horário de Brasília). O presidente americano ameaçou atacar pontes e usinas iranianas e chegou a afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, elevando ainda mais a pressão internacional. No cenário político e militar, as negociações por um cessar-fogo seguem travadas após a rejeição de uma proposta apresentada pelo Paquistão tanto por Washington quanto por Teerã. Em resposta ao ultimato, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que mais de 14 milhões de cidadãos estão dispostos a “se sacrificar” pelo país, sinalizando resistência diante das ameaças externas. Com mobilização popular, impasse diplomático e risco de novos ataques, o conflito entra em um momento decisivo, ampliando o temor de uma escalada ainda maior na região. Fonte: G1