Justiça mantém prisões de MC Ryan SP e outros alvos de operação da PF que investiga lavagem de R$ 1,6 bilhão

A Justiça Federal manteve as prisões do cantor MC Ryan SP e de outros investigados alvos da megaoperação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (15). O caso apura um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas estimado em R$ 1,6 bilhão.

Parte dos 33 presos passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (16), sob responsabilidade da 5ª Vara Federal de Santos. Segundo a PF, nenhum dos detidos foi liberado até o momento. As audiências seguem de forma virtual e têm como objetivo avaliar a legalidade das prisões e eventuais abusos na abordagem policial.

Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão, sendo que seis investigados continuam foragidos. As prisões ocorreram em diferentes estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Santa Catarina.

Entre os detidos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, o influenciador Chrys Dias, sua esposa Débora Paixão e Raphael Sousa, responsável pela página Choquei. Os investigados são apontados pela Polícia Federal como parte de uma organização criminosa que teria utilizado o setor do entretenimento para ocultar recursos ilícitos.

De acordo com a investigação, o esquema envolvia tráfico internacional de drogas, apostas ilegais, rifas digitais e uso de empresas de fachada, além da conversão de valores em criptoativos para dificultar o rastreamento. A PF também aponta a utilização de eventos musicais e redes sociais como canais de movimentação financeira.

Segundo decisão judicial, MC Ryan SP é apontado como líder e principal beneficiário do grupo, utilizando estruturas ligadas à produção musical para integrar receitas lícitas e ilícitas.

Durante a operação, foram apreendidos 55 carros de luxo e motocicletas, 120 armas, joias, eletrônicos, celulares e cerca de R$ 300 mil em espécie, além de valores em dólar. Apenas os veículos estão avaliados em mais de R$ 20 milhões.

As defesas dos investigados negam irregularidades e afirmam que os valores têm origem lícita ou que os clientes irão se manifestar nos autos. Em alguns casos, advogados ainda não tiveram acesso completo ao processo.

Fonte: G1

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