Lutador acusado de espancar adolescente em praça de Goiânia se entrega à polícia e é preso

por Redação

O lutador Rafael Gomes Pereira, investigado por espancar um adolescente de 17 anos em uma praça de Goiânia, foi preso nesta quinta-feira (4) após se apresentar voluntariamente às autoridades. A prisão ocorreu depois que a Justiça decretou sua prisão preventiva por suposto descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente.

A decisão foi assinada pelo juiz Giuliano Morais Alberici, que justificou a medida pela necessidade de garantir a ordem pública e assegurar o andamento da instrução criminal. Segundo o magistrado, houve descumprimento das determinações judiciais estabelecidas quando Rafael recebeu liberdade provisória.

De acordo com a defesa, o lutador se apresentou espontaneamente na Unidade Prisional de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Os advogados informaram que pretendem adotar medidas para tentar revogar a prisão.

O caso ganhou repercussão após a agressão contra um adolescente de 17 anos em uma praça da capital goiana. Segundo a mãe da vítima, Vivian Pereira, o jovem foi encontrado desorientado, ensanguentado e precisou de atendimento médico após ficar desacordado.

Familiares relataram que o adolescente passou por exames para verificar possíveis lesões na cabeça e em outras partes do corpo. Segundo a família, um dos filhos do lutador teria iniciado a discussão que antecedeu as agressões.

Logo após o episódio, Rafael foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Entretanto, durante audiência de custódia realizada em 30 de maio, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar da vítima em um raio inferior a 300 metros.

Dias depois, a família denunciou que o lutador estaria monitorando seus movimentos. Uma fotografia registrou Rafael em uma varanda de apartamento próximo aos locais frequentados pelas vítimas. A mãe do adolescente acionou a polícia alegando descumprimento da ordem judicial.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais constataram a situação e a informação foi encaminhada ao Judiciário. Na ocasião, o juiz plantonista decidiu não analisar um eventual pedido de prisão preventiva, entendendo que a decisão deveria ser tomada pelo magistrado responsável pelo caso. Nesta quinta-feira, o mandado de prisão foi expedido e cumprido após a apresentação voluntária do investigado.

Fonte: G1

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