Mãe denuncia creche após criança de 3 anos chegar em casa com fezes dentro da mochila em Petrópolis

Uma mãe denunciou um centro de educação infantil da rede municipal de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, após afirmar que o filho, de 3 anos, chegou em casa com fezes dentro da mochila após um episódio de evacuação durante o período escolar. O caso teria ocorrido no dia 29 de abril, na unidade do bairro Mosela.

Segundo o relato da mãe ao g1, ela foi informada ainda na van escolar de que a criança havia evacuado na roupa e sido trocada na escola. No entanto, ao chegar em casa, encontrou o material dentro de um saco plástico colocado na mochila do menino, que está em processo de desfralde. “As roupas sujas estavam dobradas por cima e, no fundo, estavam todas as fezes dele, soltas”, afirmou.

A mãe disse que havia informado previamente à escola sobre as dificuldades da criança com o desfralde e que enviava fraldas extras para situações de emergência. Ela também relatou que o filho fala, mas tem dificuldade para comunicar quando precisa ir ao banheiro.

Após o episódio, a responsável procurou a escola e questionou a ocorrência, mas afirma que foi informada de que a troca havia sido feita de forma adequada, no banheiro e sem pressa. Ela disse ainda que não recebeu pedido de desculpas e que teria sido orientada a procurar a Secretaria de Educação e avaliar a transferência do aluno.

Uma ata da Secretaria de Educação e da Inspeção Escolar, registrada em 30 de abril, confirma que a criança foi trocada após evacuar na roupa perto do horário de saída e que a responsável relatou ter encontrado o material dentro da mochila. O documento também registra a decisão de transferência do estudante para outra unidade.

A criança foi transferida para outra escola, mas, segundo a mãe, enfrenta dificuldades de adaptação. Ela também informou que o filho está em investigação médica por possíveis questões neurológicas e já teve encefalite no fim de 2024, quando ficou internado por duas semanas.

Em nota, a Prefeitura de Petrópolis informou que houve um possível “equívoco no manuseio da sacola”, que teria sido colocada acidentalmente na mochila da criança. A Secretaria de Educação afirmou que todos os procedimentos de apuração estão sendo realizados e que não foram identificados motivos para afastamento de profissionais, tratando o caso como uma “fatalidade”.

Fonte: G1

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