Maior prisão da Europa e regras rígidas de contato: como funciona o presídio francês onde brasileira está detida por tráfico

por Redação

A brasileira Flávia Hayasmim Leite Vieira Dias, de 25 anos, está presa no Centro Penitenciário de Fleury-Mérogis, nos arredores de Paris, após ser detida em março na França com cerca de 5 kg de cocaína escondidos em malas no Aeroporto de Paris. O local é considerado o maior presídio da Europa e é conhecido por regras rígidas de funcionamento e histórico de superlotação.

Natural de Minas Gerais e residente na Grande Florianópolis, Flávia foi condenada pela Justiça francesa a 15 meses de prisão, multa de 50 mil euros (cerca de R$ 310 mil) e proibição de entrada no país por dez anos. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo em que ela mencionava a possibilidade de prisão antes da viagem.

Inaugurado em 1968, o complexo de Fleury-Mérogis fica a cerca de 30 km de Paris, na região de Essonne, e reúne unidades separadas para homens, mulheres e jovens adultos. O presídio funciona como centro de triagem para presos provisórios e condenados e abriga milhares de detentos.

O local é marcado por controle rigoroso de circulação, monitoramento constante e procedimentos de segurança reforçados. A superlotação é uma das principais críticas recorrentes ao sistema prisional francês, especialmente em grandes unidades como esta.

O contato com familiares segue regras restritas. Visitas precisam ser previamente autorizadas e agendadas, e o acesso é condicionado ao cumprimento de exigências administrativas. As ligações telefônicas também são limitadas a números cadastrados e horários específicos.

Detentos dependem, em muitos casos, de depósitos feitos por familiares para aquisição de itens básicos dentro da unidade, como produtos de higiene e alimentos complementares. Para estrangeiros sem rede de apoio no país, essas restrições podem agravar a situação de custódia.

Em casos de tráfico internacional, como o registrado, a detenção costuma ocorrer imediatamente após a chegada ao país, seguida de julgamento e cumprimento inicial de pena em unidades próximas a grandes centros urbanos.

O governo brasileiro pode prestar assistência consular, como acompanhamento processual e apoio a familiares, mas não interfere nas decisões da Justiça francesa.

Fonte: OGLOBO

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