Medicamentos vencidos ou que não serão mais utilizados nunca devem ser descartados no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário. A orientação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que esses produtos sejam entregues em pontos de coleta específicos, como farmácias, drogarias participantes da logística reversa e unidades de saúde habilitadas.
O descarte correto ajuda a evitar a contaminação do solo e da água, além de reduzir o risco de acidentes domésticos e casos de intoxicação.
De acordo com a Secretaria da Saúde, os princípios ativos presentes nos medicamentos podem permanecer no meio ambiente quando o descarte é feito de forma inadequada, já que muitos deles não são completamente eliminados pelos sistemas convencionais de tratamento de esgoto. A OMS também destaca que o gerenciamento correto desses resíduos é essencial para proteger a saúde pública e o meio ambiente.
Os medicamentos vencidos, sobras de tratamentos e produtos que não serão mais utilizados podem ser entregues em farmácias e drogarias participantes do sistema de logística reversa, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que recebem esse tipo de resíduo e outros pontos de coleta disponibilizados pelos municípios.
Sempre que possível, a recomendação é manter o medicamento na embalagem original para facilitar sua identificação. Já as caixas de papelão e as bulas podem ser descartadas separadamente, conforme as orientações da coleta seletiva de cada cidade.
Especialistas alertam que medicamentos nunca devem ser descartados no lixo comum, na pia, no vaso sanitário ou em terrenos e áreas abertas. O descarte incorreto pode levar substâncias químicas ao solo, rios, reservatórios e lençóis freáticos, além de representar riscos para animais e pessoas.
Os pontos de coleta recebem diversos medicamentos de uso domiciliar, como comprimidos, cápsulas, xaropes, pomadas, cremes, medicamentos líquidos, cartelas (blisters) e medicamentos controlados vencidos ou sem uso.
Já seringas, agulhas e outros materiais perfurocortantes seguem regras específicas para descarte. Nesses casos, a orientação é consultar previamente a unidade de saúde.
Após serem entregues nos pontos de coleta, os medicamentos passam por processos de separação e armazenamento conforme as normas sanitárias. Em seguida, empresas especializadas realizam o recolhimento e encaminham os resíduos para tratamento e destinação final ambientalmente adequada, conforme prevê a legislação brasileira por meio do sistema de logística reversa.
A Secretaria da Saúde também recomenda medidas para evitar o desperdício de medicamentos, como verificar regularmente a data de validade, armazenar os produtos em local seco, protegido da luz e fora do alcance de crianças, utilizar medicamentos apenas com orientação de profissionais de saúde, não interromper tratamentos por conta própria e nunca compartilhar medicamentos com outras pessoas.