Mensagens revelam que suspeita de mandar matar jovem em Sepetiba planejava o crime mais de um mês antes, aponta investigação

Interceptações feitas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro revelam que Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de 21 anos, presa por suspeita de ordenar o assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, já demonstrava intenção de cometer o crime semanas antes da execução, ocorrida em 4 de novembro, em Sepetiba. Em conversas registradas no dia 29 de setembro, Gabrielle afirmou ao marido, Lucas: “Queria matar demais a Laís. Deus me livre”, ao que ele respondeu que “não valia a pena”. Ela encerrou dizendo: “Vms ve”.

Laís foi morta com um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho de 1 ano e 8 meses. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), o crime foi motivado por uma disputa pela guarda da filha mais velha da vítima, Alice, de 4 anos. O Ministério Público aponta que Gabrielle tinha “obsessão” pela criança, custeava despesas e até festas de aniversário, além de apresentar histórico de mentiras e suspeitas de envolvimento em estelionato.

Para a promotora Laíla Antonia Olinda, as mensagens e a execução — com tiros em via pública, sem subtração de bens e com a placa da moto coberta — reforçam o caráter premeditado e o mando do crime. O delegado Robinson Gomes afirma que as provas coletadas, incluindo celulares, depoimentos e registros de conversas, fecham o cerco sobre a suspeita. Ele disse que o caso está “encerrado” no que diz respeito à autoria intelectual e que pedirá a prisão preventiva de Gabrielle.

A Polícia Civil também vai desmembrar o inquérito para apurar se Gabrielle integraria um esquema de estelionato. Documentos apresentados ao Ministério Público apontam que a jovem teria falsificado a certidão de óbito de uma suposta filha, que, segundo ela, teria morrido de meningite — história considerada inventada por familiares e amigos.

Gabrielle estava foragida e teve dois cartazes de procurada divulgados pelo Disque Denúncia, um deles com aparência modificada. Ela se entregou à DHC nesta segunda-feira (17), acompanhada do advogado, Diogo Macruz, que nega que ela seja a mandante e afirma que há “outra pessoa acima dela” no crime. Ele também diz não ter tido acesso à investigação sobre estelionatos.

Além de Gabrielle, outras três pessoas foram presas: Ingrid Luiza da Silva Marques, apontada como intermediária, e os executores Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto, que confessaram participação. Investigações mostram que a suspeita monitorou Laís por mensagens minutos antes do assassinato, indicando sua possível localização aos criminosos.

Depoimentos de familiares e amigos reforçam que Gabrielle possuía comportamento controlador e exigia que a enteada a chamasse de “mãe”. A polícia aponta que a motivação do crime foi passional e voltada à disputa pela criança.

Fonte: G1

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