Morte de galã dos anos 90 reacende memória de tragédia que interrompeu carreira de Gerson Brenner

O ator Gerson Brenner morreu aos 66 anos nesta segunda-feira (23), no Hospital São Luiz, em São Paulo, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Conhecido como um dos galãs da TV Globo na década de 1990, ele lidava há anos com sequelas de um tiro sofrido durante um assalto em 1998 e estava afastado da vida pública desde então. A informação foi confirmada à revista Quem pelo cunhado do artista, Luciano, marido de Cristina Brenner.

Gerson deixa a esposa, Marta Mendonça Brenner, e duas filhas: Vica Brenner, de 27 anos, fruto do relacionamento com Denize Taccto, e Anna Luisa Haas Oliveira, de 33, filha de Ana Cristina Haas.

Natural de São Paulo, o ator estudou Economia e Comunicação Social e iniciou a carreira como modelo, estreando no teatro em 1988. O primeiro trabalho na televisão foi na novela Kananga do Japão, em 1989. O reconhecimento nacional veio no ano seguinte, ao interpretar um dos filhos de Dona Armênia, personagem de Aracy Balabanian, em Rainha da Sucata. Ele também atuou em produções como Deus nos Acuda (1992) e Olho no Olho (1993).

Considerado um dos galãs da época, Gerson ganhou destaque como o fazendeiro Jorginho na novela Corpo Dourado, exibida na faixa das 19h da TV Globo. Foi durante as gravações da trama que sofreu o assalto que mudaria sua vida. O ator viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar sua última cena quando, ao parar o carro para trocar um pneu, próximo ao acesso 60 da Rodovia Ayrton Senna, foi cercado por criminosos que queriam levar o veículo.

Ele estava acompanhado de Denize, que na época estava grávida de oito meses da filha Vica. Durante a ação, Gerson foi baleado na cabeça. Socorrido, permaneceu 23 dias internado na UTI. O disparo atingiu áreas do cérebro responsáveis pela locomoção e pela fala, comprometendo suas funções e interrompendo precocemente a carreira artística.

O ator vivia em São Paulo com a esposa, Marta, que conheceu quando ela, psicóloga, passou a acompanhá-lo no tratamento. O casal morava sozinho, contando com a ajuda de um técnico de enfermagem e de um cuidador. A cada 15 dias, Gerson realizava avaliações médicas e mantinha convênio vitalício pago pela TV Globo. Nos últimos anos, ele foi internado algumas vezes, como em 2025, quando teve pneumonia.

Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento.

Fonte: revistaquem

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