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Mundo

Irã x EUA

Novo líder supremo do Irã promete vingança e ameaça atacar bases dos EUA em primeira declaração

por Redação 12 de março de 2026

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez sua primeira declaração oficial no cargo e adotou um tom duro em relação aos adversários do país. Em mensagem lida pela TV estatal, ele prometeu vingança pelos “mártires” iranianos e afirmou que bases militares dos Estados Unidos na região devem ser fechadas imediatamente, sob risco de ataques.

Filho do antigo líder Ali Khamenei, morto no fim de fevereiro em um bombardeio atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel, Mojtaba ainda não apareceu publicamente desde que foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para assumir o comando da República Islâmica.

Na declaração, ele também afirmou que o Estreito de Ormuz continuará fechado como forma de pressionar adversários no conflito. Segundo o novo líder, o Irã mantém amizade com países vizinhos e direciona ataques apenas a bases consideradas inimigas.

“Não nos absteremos de vingar o sangue de nossos mártires”, afirmou Khamenei, ao pedir unidade nacional e reforçar a continuidade da resistência contra adversários.

Ele também declarou que pessoas afetadas pela guerra receberão compensações financeiras e tratamento médico gratuito, enquanto o país buscará exigir reparações dos inimigos.

“Vamos exigir compensação do inimigo. Se não conseguirmos compensação, destruiremos suas propriedades tanto quanto eles destruíram as nossas”, declarou.

Durante o discurso, o líder iraniano agradeceu aos combatentes da chamada “Frente de Resistência”, grupo que reúne aliados regionais do Irã, classificando-os como “os melhores amigos do país” e parte fundamental dos valores da Revolução Islâmica.

Além da declaração, o governo iraniano divulgou nesta quinta-feira (12), em um canal oficial no Telegram atribuído a Mojtaba Khamenei, uma imagem com a caligrafia usada pelo novo líder. A publicação traz uma lista com os nomes dos líderes supremos do Irã — Ruhollah Khomeini, Ali Khamenei e Mojtaba Khamenei — acompanhada da frase “Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso”, expressão comum no início de capítulos do Alcorão.

No texto completo divulgado, Khamenei apresentou condolências pela morte do pai e afirmou que assumir o cargo após figuras como Khomeini e Ali Khamenei representa uma tarefa difícil. Ele também destacou o papel do povo iraniano durante o período recente de instabilidade e pediu unidade nacional diante da guerra.

Ferimentos e ausência pública

Autoridades iranianas afirmaram à agência Reuters que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves, mas continua exercendo suas funções. Segundo informações citadas pela CNN, ele teria sofrido uma fratura no pé, contusão próxima ao olho esquerdo e pequenos cortes no rosto.

Fontes israelenses indicaram anteriormente que ele teria sido ferido em uma tentativa de assassinato na semana passada, o que alimentou rumores sobre seu estado de saúde. Desde sua nomeação, o novo líder não apareceu em público.

O filho do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, Yousef Pezeshkian, afirmou em mensagem no Telegram que Khamenei foi ferido, mas está “seguro e não há motivos para preocupação”.

A Reuters também apontou que a escolha de Mojtaba Khamenei para liderar o país contou com forte apoio da Guarda Revolucionária, considerada uma das estruturas mais poderosas do regime iraniano.

Estreito de Ormuz e tensão global

Enquanto o Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado, os Estados Unidos indicaram que ainda não estão preparados para escoltar navios comerciais pela região, uma das rotas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou em entrevista à CNBC que a possibilidade de escolta naval só deve ocorrer no final do mês.

Segundo ele, os recursos militares americanos estão atualmente concentrados em operações voltadas para enfraquecer capacidades ofensivas do Irã e sua indústria militar.

Wright também reconheceu que a alta do petróleo e dos combustíveis representa um “sofrimento de curto prazo” diante da estratégia de longo prazo adotada pelo governo dos Estados Unidos.

Nos últimos dias, o secretário também se envolveu em polêmica após publicar nas redes sociais uma informação incorreta afirmando que a Marinha americana já havia escoltado um petroleiro pelo Estreito de Ormuz. A mensagem foi apagada minutos depois.

Autoridades do Departamento de Energia confirmaram posteriormente que as forças armadas dos Estados Unidos não estão atualmente realizando escoltas de navios comerciais na região.

Fonte: CBN

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Irã x EUA

Iraque suspende operações em portos de petróleo após ataques iranianos no Golfo Pérsico

por Redação 12 de março de 2026

O Iraque anunciou a suspensão das operações em todos os portos de petróleo nesta quarta-feira, após um ataque do Irã atingir dois navios petroleiros próximos ao porto de al-Faw. Desde o início da escalada no Oriente Médio, 17 embarcações já foram atacadas no Golfo Pérsico, sendo seis apenas na última noite.

As embarcações atingidas em águas iraquianas foram o Safesea Vishnu, com bandeira das Ilhas Marshall, e o Zefyros, com bandeira de Malta. Ambas haviam carregado combustível; segundo a Organização Estatal Iraquiana para a Comercialização de Petróleo (SOMO), o Safesea Vishnu foi fretado por uma empresa iraquiana contratada pela SOMO, e o Zefyros transportava condensado da Basra Gas Company. Os ataques ocorreram na área de carregamento dentro das águas territoriais do Iraque.

No Bahrein, autoridades orientaram moradores a permanecerem em casa após um ataque iraniano a tanques de combustível na província de Muharraq, parte da campanha de Teerã para desestabilizar os mercados globais de energia. O Ministério do Interior alertou para os efeitos da fumaça e pediu que janelas e aberturas de ventilação fossem fechadas.

O transporte marítimo no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, praticamente parou desde que os EUA e Israel iniciaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, provocando aumento nos preços globais do petróleo para acima de US$ 100 o barril.

O Irã alertou que o mundo deveria se preparar para o petróleo a US$ 200 o barril, desafiando declarações do presidente Donald Trump de que os EUA já haviam vencido o conflito. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que, se os ataques continuarem, nenhum litro de petróleo será exportado do Oriente Médio para os EUA, Israel ou seus aliados. Trump respondeu que Washington reagiria com ainda mais força caso o Irã bloqueie as exportações e afirmou que companhias petrolíferas deveriam usar o estreito, pois “praticamente toda a marinha do Irã foi dizimada”.

Fonte: OGLOBO

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Irã x EUA

Drone iraniano atinge torre de luxo em Dubai e levanta suspeita sobre presença militar dos EUA

por Redação 12 de março de 2026

Um drone iraniano atingiu uma torre localizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na noite desta quarta-feira (11). De acordo com autoridades locais, ninguém ficou ferido no incidente. Já a agência iraniana Isna afirmou que militares dos Estados Unidos estariam no local no momento do ataque.

Segundo o governo dos Emirados, o drone atingiu um prédio situado na região conhecida como Dubai Creek Harbour, área marcada por edifícios de alto padrão e centros comerciais.

Imagens divulgadas pela agência Isna e que circulam nas redes sociais mostram um dos andares superiores da torre em chamas. No edifício também funciona um hotel.

Ainda conforme a mídia iraniana, militares americanos estariam utilizando a torre como esconderijo. O governo dos Estados Unidos não comentou a alegação até o momento.

As autoridades de Dubai informaram que equipes da Defesa Civil foram enviadas ao local e conseguiram controlar o incêndio. De acordo com o governo, não houve registro de feridos.

Após o ataque, as autoridades também divulgaram uma fotografia do prédio mostrando a situação da torre depois do incidente.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Brasileiros fogem do sul do Líbano após alerta de Israel e relatam fuga dramática em meio à guerra

por Redação 11 de março de 2026

O avanço do conflito no Oriente Médio já afeta diretamente milhares de brasileiros que vivem na região. Atualmente, cerca de 70 mil brasileiros moram em países do Oriente Médio, sendo mais de 20 mil apenas no Líbano, onde está uma das maiores comunidades brasileiras fora do país.

Na última quarta-feira, Israel emitiu um alerta para que civis deixassem o sul do Líbano diante da intensificação dos ataques. A orientação provocou uma fuga em massa da população.

Os primos brasileiros Radi e Ahmad estão entre os que tiveram que abandonar suas casas às pressas. Em entrevista ao Fantástico, eles relataram o desespero da saída e o caos nas estradas.

“A gente, na pressa, pegou, fez as malas e saímos de casa e o trânsito estava milhares de pessoas indo ao mesmo tempo. Um caminho que levaria uma hora e meia levou 24 horas”, contou um deles.

O início da fuga também foi marcado pelo medo dentro de casa. “A gente acordou três da manhã com o barulho forte do avião passando, minha mãe muito assustada, minha irmã chorando”, relataram.

Ao chegar em Beirute, capital do país, os brasileiros disseram ter encontrado uma situação dramática. Segundo eles, muitas pessoas estão sem abrigo e vivendo nas ruas.

“Muita gente na rua dormindo, gente dormindo no carro. As pessoas na rua passando necessidade e as pessoas voltarem para sua casa e ver tudo quebrado é muito triste. É uma imagem forte que eu nunca tinha visto antes na minha vida e isso mexeu comigo”, afirmou.

Diante da escalada da guerra, outros brasileiros que vivem nas áreas atacadas já cogitam deixar o país e retornar ao Brasil.

“Se a situação continuar assim, que pelo que parece uma guerra nunca é curta, a gente vai ter que voltar para o Brasil”, disseram.

Apesar da fuga, parte da família dos brasileiros ainda permanece no sul do Líbano, região considerada uma das mais perigosas neste momento.

“Meu avô, minha avó e um tio estão lá ainda. Meu avô é um homem de idade, já viveu várias guerras. Ele falou: ‘Melhor eu ficar em casa, na minha casa, do que fugir. Se eu morrer aqui é melhor para mim’”, contou um dos primos.

O relato evidencia o impacto humano da escalada do conflito, que agora ultrapassa fronteiras e ameaça civis em diferentes partes da região.

Fonte: FANTÁSTICO

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Mundo

Trump vê PCC e CV como ameaças regionais e preocupa governo Lula

por Redação 11 de março de 2026

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira (10) que as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) representam ameaças à segurança regional. A informação foi publicada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela BBC News Brasil.

O anúncio ocorre após reportagem do portal UOL, no domingo (8), sobre a intenção do governo Trump de classificar as duas facções como organizações terroristas. “Os Estados Unidos veem as organizações criminosas brasileiras, inclusive o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional em função do seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, diz a nota.

O governo americano, contudo, não fez previsões sobre designações terroristas, afirmando estar “totalmente empenhado em tomar medidas adequadas contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”.

Diplomatas e integrantes do governo Lula ouvidos reservadamente pela BBC avaliam que a classificação não seria tecnicamente correta, pois não há indícios de que PCC e CV pratiquem terrorismo segundo a lei brasileira. Nos bastidores, há preocupação de que a designação possa justificar ações militares na região, à semelhança de bombardeios a barcos na Colômbia e Venezuela sob o pretexto de combate ao narcotráfico.

O episódio ocorre em um momento delicado das relações bilaterais. Brasil e Estados Unidos negociam há dois meses um encontro entre Lula e Trump, que poderia ocorrer em 16 de março, segundo o presidente, mas sem confirmação oficial.

O governo brasileiro argumenta que a atuação das facções é motivada por interesses econômicos e não políticos, e que, conforme a Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016), terrorismo envolve atos com fins políticos, ideológicos ou de ódio, o que não se aplica a PCC e CV.

Parlamentares de direita, especialmente da base bolsonarista, defendem a equiparação das facções a organizações terroristas. Um projeto de lei que trata do tema tramita no Congresso, já aprovado na Comissão de Segurança Pública da Câmara, mas ainda precisa passar pelo Plenário da Câmara e do Senado antes de ser sancionado por Lula.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Israel acusa Irã de usar mísseis de fragmentação em ataques e alerta sobre riscos civis

por Redação 11 de março de 2026

As forças israelenses têm acusado o Irã de empregar mísseis de fragmentação em ataques contra seu território desde o início do conflito. Tradicionalmente cautelosas quanto à divulgação de informações sobre danos e ataques iranianos, as autoridades de Israel têm, nos últimos dias, buscado alertar a população sobre o perigo dessas armas, que podem permanecer ativas no solo mesmo após civis deixarem seus abrigos.

Pelo menos três pessoas morreram nos ataques recentes, incluindo duas em um canteiro de obras no centro de Israel, na terça-feira (10). Israel já havia denunciado o uso de munições de fragmentação por Teerã durante a guerra de 12 dias entre os dois países em junho de 2025.

As munições de fragmentação, ou cluster munitions, são projetadas para se abrir no ar e liberar submunições sobre uma área extensa, atingindo simultaneamente soldados, veículos e infraestrutura. Por não explodirem todas no impacto, funcionam como minas terrestres, representando risco persistente para civis.

O uso dessas armas é amplamente criticado por organizações internacionais. Em 2008, mais de 110 países assinaram a Convenção sobre Munições Cluster, proibindo uso, produção e transferência dessas armas. Israel, Irã, Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e Brasil não são signatários. Em 2017, a Human Rights Watch denunciou o uso de bombas cluster brasileiras em ataques a escolas no Iêmen.

Israel, por sua vez, já empregou munições de fragmentação em diversos conflitos no Líbano entre 1978 e 2006, e continuou a produzi-las até 2018, mantendo estoques significativos. O Irã, segundo a ONG Landmine and Cluster Munition Monitor, também possui esse tipo de armamento, mas seu uso recente não pôde ser verificado de forma independente.

Organizações como Anistia Internacional têm criticado o emprego desses mísseis pelo Irã, alertando para os riscos de longo prazo às populações civis.

Fonte: G1

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Mundo

Investigação revela testes de arma secreta ligada à Síndrome de Havana

por Redação 10 de março de 2026

Uma investigação exibida pelo programa 60 Minutes, da emissora americana CBS, afirma que militares dos Estados Unidos testaram uma arma secreta de energia capaz de provocar lesões cerebrais — tecnologia que poderia estar relacionada aos casos conhecidos como “Síndrome de Havana”.

De acordo com a reportagem, o equipamento foi testado durante mais de um ano em um laboratório militar norte-americano. Experimentos realizados com ratos e ovelhas teriam demonstrado danos neurológicos semelhantes aos observados em pessoas que relataram sintomas associados à síndrome.

O termo “Síndrome de Havana” passou a ser utilizado a partir de 2016, quando diplomatas, militares e agentes de inteligência dos Estados Unidos começaram a relatar problemas neurológicos após episódios registrados inicialmente em Cuba. Entre os sintomas descritos estão dores intensas na cabeça, perda de equilíbrio, dificuldades de visão, zumbido nos ouvidos, sangramentos e alterações cognitivas.

Pesquisadores ouvidos pela reportagem afirmam que as lesões poderiam ser causadas por pulsos de micro-ondas capazes de interferir na atividade elétrica do cérebro. Parte do desenvolvimento dessa tecnologia teria ocorrido na antiga União Soviética.

Segundo o programa, a arma seria portátil e silenciosa, capaz de emitir pulsos de energia eletromagnética a centenas de metros de distância e atravessar paredes e janelas.

A investigação aponta ainda que o dispositivo teria sido adquirido pelos Estados Unidos em 2024 por meio de uma rede criminosa russa que comercializava armamentos. A operação teria custado cerca de US$ 15 milhões e sido financiada pelo Departamento de Defesa americano.

A compra teria ocorrido após relatos de funcionários do governo e familiares que afirmaram ter sido alvo de ataques com tecnologia semelhante. A reportagem afirma que centenas de episódios foram registrados ao longo dos anos, inclusive em áreas próximas à Casa Branca.

Uma apuração conduzida pelo 60 Minutes em parceria com o site russo independente The Insider também identificou indícios da presença de um agente de inteligência russo próximo a uma vítima na Europa. Na ocasião, a esposa de um funcionário do Departamento de Justiça dos Estados Unidos relatou ter sido atingida pela suposta arma.

“Simplesmente perfurou minhas orelhas, entrou pelo lado esquerdo, senti como se tivesse entrado pela janela, direto na minha orelha esquerda. Imediatamente senti uma sensação de plenitude na cabeça e uma dor de cabeça lancinante”, disse a mulher em entrevista ao programa.

Segundo a reportagem, diversas vítimas teriam ficado com sequelas permanentes. A mulher citada, por exemplo, passou por múltiplas cirurgias para reparar danos nos ouvidos e no crânio.

Apesar das suspeitas levantadas ao longo dos anos, avaliações oficiais divulgadas pelo governo dos Estados Unidos em 2023 concluíram ser “muito improvável” que os casos tenham sido causados por ataques realizados por um país adversário.

Ex-integrantes da comunidade de inteligência, porém, afirmaram ao programa que autoridades americanas teriam minimizado o problema para evitar tensões diplomáticas e repercussões políticas.

Outro episódio citado na reportagem ocorreu em janeiro, durante uma operação americana que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Um relato anônimo sugeriu o uso de uma “arma misteriosa” capaz de incapacitar soldados venezuelanos.

“De repente, senti como se minha cabeça estivesse explodindo por dentro. Todos nós começamos a sangrar pelo nariz. Alguns vomitavam sangue. Caímos no chão, incapazes de nos mover”, afirmou o soldado.

Os sintomas descritos são semelhantes aos associados à arma investigada pelo 60 Minutes. No entanto, segundo o relato, o dispositivo usado nesse caso envolveria ondas sonoras, e não micro-ondas.

O vídeo com o testemunho foi compartilhado nas redes sociais pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Questionado sobre o episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país possui armamentos secretos altamente avançados.

“Ninguém mais tem isso. Nós temos armas que ninguém conhece. Provavelmente é melhor não falar sobre isso, mas temos armas incríveis. Foi um ataque impressionante”, declarou.

Fonte: G1

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Paralimpíadas de Inverno

Cristian Ribera faz história e conquista primeira medalha do Brasil nas Paralimpíadas de Inverno

por Redação 10 de março de 2026

O dia 10 de março de 2026 entrou para a história do esporte brasileiro. O atleta Cristian Ribera conquistou a primeira medalha do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno ao garantir a prata na prova de sprint sentado do esqui cross-country em Milão-Cortina, na Itália.

O rondoniense de 23 anos terminou a final disputada em Tesero na segunda colocação, com o tempo de 2min29s6. O ouro ficou com o chinês Liu Zixu, que cruzou a linha de chegada em 2min28s9, enquanto o cazaque Yerbol Khamitov completou o pódio com o bronze, em 2min29s9.

Cristian liderou boa parte da decisão e chegou à última reta na frente. No entanto, nos metros finais, Liu Zixu conseguiu aumentar o ritmo e ultrapassou o brasileiro, garantindo a vitória.

Após a prova, Ribera comemorou o resultado histórico para o país.
“Só quero agradecer ao meu time, que sempre trabalhou tão duro. Minha família que está torcendo, fiz isso por eles. Queria ganhar a medalha de ouro, mas foi por muito pouco, mérito do chinês. Estou muito feliz, é um sonho realizado. Agora a próxima meta é o ouro”, afirmou.

Antes da final, o brasileiro já havia se destacado nas classificatórias. Ele registrou o melhor tempo da fase inicial, com 2min08s22, e também avançou como um dos melhores na semifinal, garantindo vaga na disputa por medalha.

Outros dois brasileiros participaram das classificatórias masculinas do sprint sentado. Guilherme Rocha terminou na 18ª colocação e Robelson Lula ficou em 20º lugar, sem avançar para as semifinais.

O dia também foi marcante para o esporte feminino brasileiro nos Jogos de Inverno. A atleta Aline Rocha, de 35 anos, alcançou o melhor resultado feminino do Brasil em Paralimpíadas de Inverno ao terminar na quinta colocação na final do sprint sentado.

Aline chegou à decisão após avançar com o terceiro melhor tempo nas classificatórias e garantir vaga na final ao terminar a semifinal em segundo lugar em sua bateria. Na disputa final, ela chegou a brigar pelo bronze, mas acabou ultrapassada na reta final pela chinesa Shiyu Wang e pela alemã Andrea Eskau, encerrando a prova em 3min21s.

Mesmo sem medalha, o resultado representa a melhor colocação de uma brasileira na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno. A marca anterior também pertencia a Aline, que havia alcançado o sétimo lugar no biatlo em Pequim 2022.

A atleta destacou a emoção de participar da final e celebrou o resultado de Ribera.
“É uma emoção imensa estar aqui e chegar pela primeira vez na final do sprint. A alegria maior é o resultado do Cristian. Ele me representa, é meu herói e me ensina muito. Espero que esse resultado incentive mais mulheres a conhecer o esporte”, disse.

Cristian Ribera chegou a Milão-Cortina como a principal esperança de medalha do Brasil. Atual campeão mundial do sprint na categoria sitting, ele já acumulava resultados expressivos no circuito internacional.

O atleta nasceu em Rondônia com artrogripose, uma doença congênita que afeta as articulações. Ainda bebê, mudou-se para Jundiaí, em São Paulo, para realizar tratamento médico e passou por 21 cirurgias ao longo da vida.

Aos quatro anos começou a praticar esportes por recomendação médica e experimentou modalidades como natação, atletismo, tênis, bocha, capoeira e dança. Aos 13 anos conheceu o esqui cross-country por meio de um projeto da Confederação Brasileira de Desportos na Neve.

Ribera já havia participado de duas edições dos Jogos Paralímpicos de Inverno. Em PyeongChang 2018, competiu aos 15 anos e conquistou o sexto lugar nos 15km, até então a melhor colocação brasileira na história da competição.

Em Pequim 2022, acabou prejudicado por um diagnóstico de Covid-19 dias antes das provas e ficou longe do pódio.

Nos Jogos de Milão-Cortina, o brasileiro ainda terá novas oportunidades de medalha. Ele volta a competir na prova dos 10km sentado nesta quarta-feira (11), além do revezamento misto 4×2,5 km no sábado (14) e dos 20km sentado no domingo (15).

Fonte: GE

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Mundo

Petróleo dispara e recua em poucas horas após declarações de Trump sobre guerra no Oriente Médio

por Redação 10 de março de 2026

O preço do petróleo apresentou extrema volatilidade nesta segunda-feira (9), refletindo temores de que a guerra no Oriente Médio se prolongue. Na manhã de segunda, o WTI (referência americana) chegou a subir 30%, atingindo US$ 119,48 por barril, enquanto o Brent (referência internacional) também superou os US$ 119, marcando o maior nível desde 2022.

No entanto, ainda na segunda-feira, as cotações recuaram para cerca de US$ 88 por barril após declarações do presidente Donald Trump à CBS News, afirmando que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” e pode terminar em breve. Trump também indicou que pretende atuar em três frentes para conter os preços do petróleo: aliviar sanções sobre a commodity, assumir o controle do Estreito de Ormuz e utilizar o petróleo venezuelano. Segundo ele, 100 milhões de barris venezuelanos já foram levados para refinarias em Houston, com outros 100 milhões a caminho.

Pesquisas indicam que a alta do petróleo preocupa eleitores e empresários americanos: 67% dos americanos acreditam que a guerra elevará os preços da gasolina no próximo ano, segundo Reuters/Ipsos.

Além disso, Trump manteve uma conversa telefônica de uma hora com o presidente russo Vladimir Putin, discutindo conflitos no Irã e na Ucrânia. Fontes afirmam que o alívio das sanções ao petróleo russo é estudado como forma de aumentar a oferta global e conter a alta dos preços. Na semana passada, os EUA autorizaram temporariamente que a Índia comprasse petróleo russo, compensando perdas do Oriente Médio.

Outra alternativa considerada pelos EUA seria restabelecer o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, atualmente ameaçado pelo Irã. Trump advertiu que qualquer tentativa de bloqueio será respondida com ataques “vinte vezes mais fortes”, em referência a possíveis ações militares.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Guerra no Oriente Médio provoca caos aéreo e encarece passagens

por Redação 10 de março de 2026

A guerra no Oriente Médio desencadeou a maior crise do setor aéreo desde a pandemia, com pelo menos 37 mil voos cancelados desde o início do conflito. Um episódio simbólico ocorreu na semana passada, quando um míssil caiu em um aeroporto desativado no norte da Síria, mostrando os riscos que rondam a região.

Cancelamentos e atrasos têm prejudicado centenas de milhares de passageiros. Uma viajante relata: “Tem filas. Eles atendem, mas não tem nada para dizer. Remarcam a viagem, mas cancelam em seguida”.

A região é estratégica para a aviação global há pelo menos duas décadas, funcionando como um elo central que conecta América, Ásia, Europa e Oceania. Apenas o aeroporto de Dubai liga passageiros a 107 países, e cerca de um terço da população mundial vive a quatro horas de voo dos Emirados Árabes Unidos.

Com a guerra, o espaço aéreo se tornou um “buraco no céu”. Milhares de voos precisaram contornar a região, aumentando a duração das viagens e o consumo de combustível. O conflito elevou o preço das passagens entre Ásia e Europa e provocou queda nas ações de companhias aéreas globalmente. O professor Michael McCormick, da Universidade Aeronáutica de Embry Riddle, explica: “À medida que o preço do barril aumenta, o preço do querosene de aviação sobe, gerando custos maiores para as companhias aéreas”.

Desde o início da guerra, o querosene de aviação subiu mais de 50%, e os impactos completos do conflito sobre a indústria ainda são difíceis de dimensionar, enquanto mísseis, em vez de aviões, sobrevoam o Oriente Médio.

Fonte: JN

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