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Mulher morre após ser arremessada de tobogã em parque de diversões na Colômbia

por Redação 9 de março de 2026

Uma mulher de 28 anos morreu após ser arremessada de um tobogã em um parque de diversões na cidade de Chinácota, na Colômbia. O acidente ocorreu na noite da última quinta-feira (5), no parque Entre Flores, e está sendo investigado pelas autoridades locais.

A vítima, identificada como Yuris Cristel Camila García, demonstrava medo antes de descer a estrutura. Imagens obtidas pelo jornal El Tiempo mostram a jovem sentada em um pneu no topo do brinquedo e questionando um funcionário do parque.

“Alguém vai me pegar?”, perguntou ela. O funcionário respondeu tentando tranquilizá-la: “Sim, não tenha medo”.

Logo depois, Yuris iniciou a descida pelo tobogã, ganhando velocidade ao longo do trajeto. Durante uma curva da estrutura, ela acabou sendo arremessada para fora do brinquedo.

Testemunhas relataram momentos de desespero na base da atração. Nas imagens registradas no local, é possível ouvir gritos enquanto uma pessoa pergunta: “Ela caiu?”.

A jovem despencou de uma altura aproximada de 4,5 metros e atingiu o chão com violência.

Segundo o jornal La Prensa, Yuris sofreu ferimentos graves no crânio, no abdômen e no tórax. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho de um hospital da região.

Um laudo médico preliminar citado pelo El Tiempo aponta que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico e traumatismo toracoabdominal contuso.

A empresa responsável pelo parque informou que está colaborando com as autoridades e se colocou à disposição para fornecer todas as informações necessárias para esclarecer o ocorrido.

O gabinete do prefeito de Chinácota e a polícia local abriram investigação para apurar as circunstâncias do acidente.

Fonte: EXTRA

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Mundo

“Peixe do fim do mundo” aparece em praia no México e surpreende banhistas

por Redação 9 de março de 2026

Um animal marinho raro e pouco visto por humanos chamou atenção em uma praia de Cabo San Lucas, no México. Dois exemplares do peixe-remo, espécie que vive nas profundezas do oceano, apareceram em águas rasas e mobilizaram banhistas em uma tentativa de resgate.

O momento foi registrado em vídeo e rapidamente circulou nas redes sociais. Nas imagens, os peixes aparecem se debatendo próximos à faixa de areia enquanto pessoas tentam empurrá-los de volta para o mar aberto. O resultado da tentativa de resgate, no entanto, não ficou claro nas gravações. As informações são do site americano USA Today, em reportagem publicada na seção For The Win.

Segundo o relato divulgado junto ao vídeo, duas irmãs estavam na praia quando perceberam algo brilhando na água à distância. Uma delas entrou no mar para verificar a situação e acabou recebendo ajuda de outras pessoas que estavam no local para tentar conduzir o animal de volta a águas mais profundas.

A situação se tornou ainda mais incomum quando, após a tentativa de resgate do primeiro peixe, um segundo exemplar da espécie também foi avistado próximo à costa.

O peixe-remo (Regalecus glesne) é considerado um dos maiores peixes ósseos do mundo. Em alguns casos, pode ultrapassar nove metros de comprimento. O animal possui corpo longo e achatado, além de uma barbatana dorsal vermelha que percorre quase toda a extensão do corpo.

Normalmente, essa espécie vive em profundidades de cerca de 900 metros no oceano, em regiões pouco exploradas. Por isso, encontros com esses animais são extremamente raros e costumam ocorrer quando estão mortos, debilitados ou desorientados.

Especialistas apontam que aparições próximas à costa podem estar relacionadas a fatores como doenças, mudanças nas condições do oceano ou desorientação.

Na região de Baja California Sur, onde fica Cabo San Lucas, já houve registros de encalhes da espécie anteriormente, mas a maioria dos casos envolvia animais já mortos.

Por causa do tamanho e da aparência incomum, o peixe-remo ajudou a inspirar antigas histórias de serpentes marinhas contadas por navegadores. Em alguns países, ele também ganhou o apelido popular de “peixe do fim do mundo”.

Existe ainda uma crença popular que associa o aparecimento desses animais perto da costa à ocorrência de terremotos ou tsunamis. No entanto, essa relação não possui comprovação científica.

Fonte: umsoplaneta

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Mundo

Fechamento do Estreito de Ormuz desencadeia batalha naval e ameaça mercado global de petróleo

por Redação 9 de março de 2026

O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, tornou-se palco de uma escalada militar que preocupa governos e o mercado internacional de energia. Nesta semana, empresas de transporte marítimo e seguradoras passaram a receber mensagens atribuídas à Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciando a proibição de navegação pela região.

Na segunda-feira, o governo iraniano confirmou o fechamento da passagem e ameaçou atacar qualquer embarcação que tentasse atravessar o estreito. Desde então, ao menos nove navios comerciais foram atingidos na área, segundo informações divulgadas ao longo da semana. Seis tripulantes m0rr3r4m.

De acordo com o professor de geopolítica Ronaldo Carmona, da Escola Superior de Guerra, a medida faz parte da estratégia militar iraniana no contexto do conflito atual. Segundo ele, o bloqueio busca aumentar a pressão internacional e conter ataques contra o território do país.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico e, em seu ponto mais estreito, possui cerca de 33 quilômetros de largura. A região está cercada por alguns dos principais produtores de petróleo do mundo, como Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Omã.

Cerca de 20% de todo o petróleo transportado globalmente passa por essa rota, além de entre 20% e 25% do comércio mundial de gás natural. Grande parte da energia segue para países asiáticos, como Japão, Coreia do Sul, Índia e China. Em condições normais, o fluxo movimenta entre 300 milhões e 360 milhões de dólares por dia.

A navegação no estreito exige alta precisão. Petroleiros que cruzam a região podem transportar até 300 mil toneladas de petróleo por viagem. O tráfego funciona como uma espécie de estrada marítima, com faixas específicas para navios que entram e saem do Golfo Pérsico, separadas por uma zona de segurança.

Além do espaço limitado, os comandantes enfrentam correntes marítimas fortes e ventos intensos, que variam ao longo do ano. Segundo capitães que já atuaram na rota, qualquer desvio pode provocar encalhes ou colisões.

O risco de minas marítimas também aumenta a tensão. Durante a Guerra do Golfo, em 1991, o regime de Saddam Hussein espalhou cerca de duas mil minas pelo Golfo Pérsico. Em cenários como esse, explosivos submersos podem ser acionados por contato, sensores ou controle remoto, tornando qualquer travessia extremamente perigosa.

Atualmente, o controle do estreito está nas mãos da Guarda Revolucionária iraniana, que utiliza minas, drones e embarcações rápidas como parte da estratégia naval.

Em meio à escalada militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas destruíram dezenas de embarcações iranianas em operações recentes e declarou que um dos objetivos é aniquilar a marinha do país.

Na quarta-feira, um submarino de ataque dos Estados Unidos lançou um míssil contra uma fragata iraniana no Oceano Índico, perto da costa do Sri Lanka. A embarcação havia participado de exercícios militares com a Índia.

Após o ataque, autoridades informaram que 87 corpos foram encontrados e 32 pessoas foram resgatadas com vida.

Especialistas apontam que o episódio representa um evento raro na história militar: o afundamento de um navio inimigo por um submarino nuclear, algo que não acontecia desde a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de possuir uma marinha considerada menor que a americana, o Irã investe em estratégias assimétricas para equilibrar o confronto. Entre os principais recursos estão drones de longo alcance e sistemas de mísseis capazes de atingir alvos a centenas de quilômetros de distância.

Essas tecnologias são vistas como peças centrais da estratégia iraniana para pressionar adversários e sustentar o bloqueio do estreito.

A região concentra algumas das maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo. Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, a Arábia Saudita — maior exportadora de petróleo do planeta — depende da passagem pelo estreito para escoar grande parte da produção.

Por isso, qualquer interrupção prolongada no tráfego marítimo pode provocar impactos diretos na economia global.

Mesmo com a possibilidade de escolta militar prometida pelos Estados Unidos para garantir a passagem de petroleiros, o Estreito de Ormuz segue parcialmente fechado.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cerca de 20 mil tripulantes permanecem a bordo de navios no Golfo Pérsico aguardando a normalização da navegação.

Fonte: FANTÁSTICO

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Mundo

Rússia teria ajudado Irã a localizar alvos dos EUA no Oriente Médio, diz jornal

por Redação 6 de março de 2026

A Rússia teria fornecido ao Irã informações estratégicas sobre posições militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo revelou um jornal que ouviu três fontes ligadas ao tema. De acordo com o relato, Moscou repassou dados sobre a localização de ativos militares norte-americanos, incluindo navios de guerra e aeronaves.

A informação surge em meio à escalada do conflito iniciado no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel realizaram bombardeios contra o território iraniano. Os ataques resultaram na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de outros integrantes de alto escalão das forças militares e do governo de Teerã.

Desde então, o Irã vem promovendo ataques retaliatórios contra equipamentos e bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

A Rússia é considerada um dos principais aliados do regime iraniano. A possível cooperação na identificação de alvos norte-americanos reforça indícios de envolvimento indireto de Moscou no conflito. Oficialmente, o Kremlin tem condenado as ofensivas conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano.

Nos últimos dias, o Irã intensificou ataques contra países da região que abrigam instalações militares dos EUA. Entre eles estão Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã.

Nesta sexta-feira, o Exército iraniano anunciou que realizou bombardeios contra bases norte-americanas no Kuwait e prometeu ampliar as ofensivas para aumentar a pressão sobre Washington.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram fogo e fumaça na base aérea de Ali Al-Salem, localizada no território kuwaitiano.

Atualmente, os Estados Unidos mantêm 19 bases militares no Oriente Médio. O Kuwait concentra o maior número dessas instalações, com cinco bases, além de outras estruturas às quais as forças norte-americanas têm acesso em diferentes países da região.

Fonte: G1

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Mundo

Drones kamikaze de baixo custo mudam lógica econômica da guerra moderna

por Redação 6 de março de 2026

O uso crescente de drones kamikaze em conflitos recentes, especialmente no Oriente Médio e na guerra entre Rússia e Ucrânia, tem alterado a lógica econômica das operações militares. Equipamentos relativamente baratos passaram a causar danos significativos a alvos estratégicos, desafiando sistemas de defesa que custam milhões de dólares.

Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, há cerca de uma semana, drones têm sido utilizados em bombardeios que atingiram bases militares, infraestruturas petrolíferas e prédios civis.

Um dos modelos mais conhecidos é o Shahed-136, de origem iraniana. Classificado como um drone “kamikaze”, o equipamento é projetado para se autodestruir ao atingir o alvo. A tecnologia foi posteriormente absorvida pela Rússia durante a guerra na Ucrânia e também inspirou o desenvolvimento de versões americanas, como o drone Lucas (Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo).

Os drones kamikaze integram uma das três categorias mais comuns no setor de defesa. As outras são os drones de reconhecimento, usados para coleta de imagens e informações, e os drones armados, capazes de lançar mísseis ou pequenas bombas contra alvos específicos.

Segundo o CEO global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, esses sistemas costumam atuar de forma coordenada em operações militares.

“Em operações complexas, como as associadas a tensões envolvendo Irã, esses diferentes tipos podem ser usados juntos. Alguns drones observam, outros saturam a defesa aérea e outros fazem o ataque final”, afirma.

No caso das chamadas “munições vagantes”, como o Shahed-136, o equipamento permanece sobrevoando uma área até localizar um alvo e então se chocar contra ele.

A popularização desses drones também está ligada à queda no custo de componentes eletrônicos essenciais. O sensor inercial, fundamental para o sistema de equilíbrio da aeronave, caiu drasticamente de preço nas últimas décadas.

“Em 2004, um sensor inercial custava US$ 15 mil. Em 2013 custava US$ 1 mil e hoje não custa mais do que US$ 30”, compara o fundador e CEO da empresa brasileira Xmobots, Giovani Amianti.

Durante a guerra iniciada em 2022, os ucranianos recorreram à improvisação tecnológica para enfrentar a ofensiva russa. Sem recursos suficientes para armamentos sofisticados, passaram a montar drones internamente, utilizando motores e autopilotos comprados da China e peças produzidas com impressoras 3D.

“Enquanto a Rússia atacava a Ucrânia com tanques e caças que custam milhões de dólares, os ucranianos começaram a fixar morteiros ou pequenas granadas em cima de drones, com um custo de US$ 2 mil, formando esquadrões de pilotos de drones”, relata Amianti.

A resposta russa incluiu a nacionalização da tecnologia iraniana de drones kamikaze, ampliando um mercado global que já movimenta dezenas de bilhões de dólares.

Dados da consultoria britânica IDTechEx mostram que os drones militares representavam US$ 13 bilhões em vendas em 2023, o equivalente a 34,5% do mercado global. No ano passado, esse valor subiu para US$ 25 bilhões, correspondendo a 42,6% das vendas totais do setor.

A projeção é que o mercado global de drones alcance US$ 69 bilhões em receita neste ano, crescimento de 17,6% em relação a 2025. Até 2036, as vendas podem atingir US$ 147,8 bilhões.

Além do avanço tecnológico, a inteligência artificial tem ampliado a autonomia desses equipamentos. Hoje, muitos drones já são programados para atingir alvos específicos por meio de geolocalização e reconhecimento de imagens, eliminando a necessidade de controle remoto contínuo.

“Nos modelos atuais, é feita uma programação. Uma vez lançado, o drone não tem mais volta”, explica Amianti.

Em ambientes onde o GPS pode ser bloqueado, algoritmos permitem que o drone continue navegando com base em imagens do terreno ou sensores internos.

“A IA pode ajudar o drone a voar de forma mais estável, evitando obstáculos e seguindo rotas complexas”, afirma Nuhs.

Um Shahed-136 pesa cerca de 200 quilos, tem alcance de até 2 mil quilômetros e pode transportar aproximadamente 40 quilos de explosivos. O custo varia entre US$ 20 mil e US$ 50 mil.

O problema para as forças de defesa é que a interceptação desses drones costuma exigir sistemas muito mais caros. Mísseis Patriot, por exemplo, custam cerca de US$ 4 milhões cada, embora apresentem taxas de interceptação superiores a 90%.

Essa diferença de custo tornou-se um desafio estratégico para planejadores militares.

“Guerra é economia. Se você conseguir criar mais transtorno para o oponente com o mínimo de dinheiro investido, acaba ganhando a guerra econômica”, afirma Gilberto Buffara Júnior, CEO da Stella Tecnologia, empresa brasileira que desenvolve drones para os setores de defesa, segurança e indústria.

Para reduzir esses custos, países como os Estados Unidos testam alternativas como armas a laser e sistemas antidrone mais baratos. Startups de defesa também têm atraído investimentos para desenvolver novas tecnologias de interceptação baseadas em inteligência artificial.

Apesar dos avanços, especialistas alertam para riscos associados ao uso de IA em sistemas militares autônomos.

Segundo o professor do Instituto de Computação da Unicamp e pesquisador do Smartness, Luiz Fernando Bittencourt, falhas ou interpretações equivocadas de algoritmos podem gerar decisões perigosas em cenários de combate.

“Tomadas de decisão podem ser exacerbadas em situações em que o drone encontra cenários desconhecidos que não foram utilizados no treinamento do modelo de aprendizado de máquina, incorrendo em decisões confusas, potencialmente incorretas ou prejudiciais”, afirma.

Fonte: VALOR

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Mundo

Família encontra granadas ativas ao limpar casa de parente nos Estados Unidos

por Redação 5 de março de 2026

Uma família na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, teve uma surpresa perigosa ao limpar a casa de um parente falecido: duas granadas aparentemente ativas foram encontradas dentro do imóvel. O caso aconteceu no condado de Cherokee na quinta-feira (26).

De acordo com o Gabinete do Xerife local, um policial foi chamado ao endereço e localizou uma granada de fumaça e uma granada MK2, modelo associado ao período da Segunda Guerra Mundial. Segundo as autoridades, ambos os artefatos pareciam estar ativos, embora estivessem em condição estável.

Após a descoberta, a área foi isolada por segurança e agentes do Esquadrão Antibombas do Departamento Estadual de Investigação da Carolina do Norte foram acionados. A equipe especializada removeu os explosivos e posteriormente realizou o descarte seguro dos dispositivos.

As autoridades informaram que nenhuma outra munição foi localizada na residência e que, até o momento, não há expectativa de apresentação de acusações relacionadas ao caso. Também não está claro como os explosivos foram parar na casa do familiar da família.

A granada MK2, encontrada no local, foi padronizada pelo exército dos Estados Unidos em 1920 e se tornou uma das granadas de mão mais utilizadas pelas forças militares do país. O dispositivo ganhou popularidade durante conflitos como a Guerra da Coreia e a Guerra do Vietnã.

O artefato é conhecido por seu corpo de ferro fundido com ranhuras externas, característica que originou o apelido popular de “granada abacaxi”.

Casos semelhantes já foram registrados anteriormente nos Estados Unidos. Em setembro de 2025, uma criança de dois anos encontrou uma granada de mão ativa da Segunda Guerra Mundial na propriedade da família, no estado de Washington. Segundo autoridades, a criança chegou a levar o artefato para dentro de casa antes que os pais acionassem os serviços de emergência.

Fonte: revistacrescer

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Mundo

Brasileira desaparecida nos EUA é encontrada morta em floresta na fronteira com o Canadá

por Redação 5 de março de 2026

O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá, próximo à fronteira com os Estados Unidos. A identidade da goiana foi confirmada oficialmente no fim de fevereiro, após meses de buscas internacionais. Letícia estava desaparecida desde dezembro de 2023 e chegou a ser incluída na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo usado para localizar pessoas desaparecidas.

De acordo com a polícia provincial de Quebec (Sûreté du Québec), o corpo foi localizado por caçadores na região de Coaticook, próxima aos estados americanos de Vermont e New Hampshire. Segundo o porta-voz da corporação, Louis-Philippe Ruel, não foram encontrados sinais aparentes de violência. A principal hipótese investigada é de que a brasileira tenha morrido por hipotermia após exposição prolongada ao frio intenso.

Familiares informaram que o corpo havia sido encontrado ainda em abril de 2024, mas a confirmação da identidade só foi comunicada recentemente pelas autoridades canadenses.

Natural de Goiânia, Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Ela deixa uma filha de 12 anos, que permaneceu em Goiânia sob os cuidados da avó e não participou das viagens feitas pela mãe.

A família agora tenta arrecadar recursos para realizar o traslado do corpo ao Brasil enquanto aguarda a conclusão dos trâmites diplomáticos. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Montreal acompanha o caso e presta assistência consular aos familiares.

O desaparecimento começou a ser investigado após a mãe da brasileira procurar as autoridades em Goiânia, relatando que não conseguia mais contato com a filha desde dezembro de 2023. O registro foi feito pelo Grupo de Investigação de Desaparecidos da capital goiana.

Segundo familiares, Letícia atuava como missionária da Igreja Adventista e iniciou uma viagem pela América do Sul, passando pela Argentina e pela Bolívia antes de seguir para os Estados Unidos, onde chegou inicialmente ao estado do Mississippi em junho de 2023.

Durante as buscas, surgiram indícios de que ela poderia estar em Boston, no estado de Massachusetts, possivelmente em um abrigo na Harrison Avenue. O Consulado-Geral do Brasil foi acionado, mas não conseguiu confirmar a presença da brasileira no local.

Consultas iniciais em bancos de dados não encontraram registros de voos ou histórico migratório em nome de Letícia. Posteriormente, investigadores identificaram um registro de detenção nos Estados Unidos com o nome “Leticia Alpes Oliveira”, com a mesma data de nascimento da brasileira, levantando a hipótese de erro de grafia.

Registros também indicam que ela teria sido impedida de entrar no Canadá em janeiro de 2024 na região de Buffalo, no estado de Nova York. Após a abordagem, Letícia permaneceu por cerca de três meses sob custódia de autoridades migratórias dos Estados Unidos e foi liberada em abril daquele ano mediante compromisso de comparecer a uma audiência de imigração prevista para 2026 em Boston.

As investigações também apontaram que ela poderia ter sido acolhida em um abrigo feminino na cidade, voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade. Entretanto, as autoridades não conseguiram confirmar essa informação devido às regras de confidencialidade da instituição.

Em consultas posteriores, autoridades americanas confirmaram que Letícia entrou no país em janeiro de 2024 usando uma grafia alternativa do nome e que não havia registros de saída. Em outro momento, ela também teria se identificado como “Sara Mars”, informação que passou a integrar a investigação.

Sem novos contatos da brasileira com a família, as buscas continuaram em cooperação internacional até a recente confirmação da localização do corpo no Canadá. As circunstâncias da morte seguem sendo apuradas pelas autoridades.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Relatório dos EUA acusa China de manter instalações na América Latina com potencial militar e cita bases no Brasil

por Redação 5 de março de 2026

Um relatório divulgado nesta semana por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos afirma que a China mantém uma rede de instalações espaciais na América Latina com potencial uso militar. O documento menciona dois projetos localizados em território brasileiro e levanta preocupações em Washington sobre a presença estratégica chinesa na região.

A análise foi produzida pela Comissão Seleta da Câmara dos Representantes sobre Competição Estratégica entre os Estados Unidos e o Partido Comunista Chinês, criada em 2023 e composta por parlamentares democratas e republicanos. O grupo tem como objetivo desenvolver estratégias para enfrentar a influência econômica e militar de Pequim.

Intitulado “China em nosso quintal dos fundos: volume 2 – Puxando a América Latina para a Órbita da China”, o relatório aponta que Pequim estaria ampliando cooperação científica e tecnológica com países latino-americanos enquanto constrói uma rede de estruturas espaciais com potencial de uso dual — civil e militar.

Segundo o documento, essas instalações poderiam integrar um sistema capaz de monitorar operações espaciais, coletar informações estratégicas e até apoiar capacidades militares do Exército Popular de Libertação. Os parlamentares afirmam que a infraestrutura permitiria vigilância global quase contínua e apoio a operações de guerra espacial.

Entre os locais citados estão a Estação Terrestre de Tucano, na Bahia, e um laboratório de radioastronomia na Serra do Urubu, no sertão da Paraíba.

A estação Tucano foi criada a partir de um acordo firmado em 2020, durante o governo Jair Bolsonaro, entre a startup brasileira Alya Nanossatélites e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology. De acordo com o relatório, a empresa chinesa forneceria comunicação de longa duração entre satélites e a Terra para missões espaciais tripuladas e satélites de reconhecimento.

Os parlamentares americanos também demonstraram preocupação com a falta de divulgação do local exato da estação, com acordos de transferência de dados e tecnologia e com a participação da Força Aérea Brasileira (FAB) no projeto.

Segundo o documento, a infraestrutura poderia permitir à China estabelecer um posto de rastreamento espacial capaz de observar atividades militares e influenciar a doutrina espacial brasileira.

O relatório afirma ainda que, ao combinar dados obtidos pela empresa brasileira com sua própria rede de monitoramento, Pequim poderia desenvolver sistemas de vigilância capazes de identificar equipamentos militares camuflados e rastrear objetos espaciais estrangeiros em tempo real.

Já o radiotelescópio instalado na Serra do Urubu faz parte de um projeto científico internacional que também envolve instituições da França e do Reino Unido. Os equipamentos estão em fase de fabricação e montagem em São Paulo.

Radiotelescópios captam ondas eletromagnéticas provenientes do espaço e são usados para pesquisas sobre a formação do universo. No entanto, segundo os parlamentares americanos, sensores desse tipo também podem detectar sinais emitidos por satélites e equipamentos militares.

O relatório recomenda que o governo dos Estados Unidos atue para limitar a expansão da infraestrutura espacial chinesa no hemisfério ocidental. Entre as medidas sugeridas estão revisar legislações, ampliar monitoramento e intensificar cooperação com países latino-americanos.

Um dos pontos do documento propõe que Washington estabeleça como objetivo explícito barrar projetos espaciais ligados à China na região. Segundo os deputados, essa infraestrutura poderia facilitar espionagem e representar risco à segurança estratégica americana.

Os parlamentares também sugerem que os EUA incentivem países da América Latina, incluindo o Brasil, a aumentar a transparência, permitir inspeções e reforçar a supervisão legal dessas instalações.

Após a divulgação do relatório, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados do Brasil solicitou explicações ao Ministério da Defesa sobre a estação de Tucano, na Bahia.

O Ministério da Defesa e a empresa Alya Nanossatélites foram procurados, mas ainda não haviam se manifestado.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Pentágono diz ter eliminado militar iraniano ligado a suposto plano contra Trump

por Redação 4 de março de 2026

As Forças Armadas dos Estados Unidos mataram um oficial iraniano que chefiava uma unidade envolvida em um suposto plano de assassinato contra o presidente Donald Trump, informou o Pentágono nesta quarta-feira (4). O anúncio foi feito pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth.

Sem divulgar a identidade do militar, Hegseth afirmou que a morte ocorreu na terça-feira (3). “O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto. O Irã tentou matar o presidente Trump, e o presidente Trump deu a última risada”, declarou a jornalistas.

Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano por ligação com um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã para assassinar Trump, então presidente eleito. Teerã negou as acusações de que teria como alvo o presidente americano e outros funcionários dos Estados Unidos.

Hegseth afirmou ainda que o militar morto não era o foco inicial da operação conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo ele, o nome do oficial não havia sido mencionado publicamente pelo presidente ou por outras autoridades como objetivo da ação militar.

“Embora esse não fosse o foco do esforço de forma alguma — na verdade, nunca foi mencionado pelo presidente ou qualquer outra pessoa — eu garanti, e outros garantiram, que os responsáveis por isso fossem eventualmente incluídos na lista de alvos”, disse o secretário.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã aciona CIA para negociar guerra enquanto conflito já deixa mais de mil mortos

por Redação 4 de março de 2026

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira (4) pelo The New York Times revelou que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram abertura à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) para negociar o fim da guerra no Oriente Médio. A proposta teria sido transmitida por meio do serviço de espionagem de um país não identificado, segundo o jornal, que cita autoridades do Oriente Médio e de uma nação ocidental sob condição de anonimato.

A Casa Branca e a CIA não comentaram o caso. De acordo com a reportagem, integrantes do governo Donald Trump ainda demonstravam ceticismo quanto à possibilidade de Irã e Estados Unidos estarem prontos para uma saída diplomática no curto prazo.

Na terça-feira (3), o embaixador iraniano nas Nações Unidas, em Genebra, descartou por ora qualquer negociação com Washington, dias após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o país. No mesmo dia, Trump afirmou que Teerã queria dialogar, mas declarou que já seria tarde demais, uma vez que a operação militar americana continuava.

No campo militar, um míssil balístico disparado do Irã em direção ao espaço aéreo da Turquia foi abatido nesta quarta-feira (4), segundo o Ministério da Defesa turco. O projétil foi interceptado pelas defesas aéreas da OTAN no Mediterrâneo Oriental após sobrevoar o Iraque e a Síria. Não houve registro de vítimas.

Em nota, o governo turco informou que dialogará com a OTAN e aliados após o incidente. Afirmou ainda que, embora defenda a paz regional, é plenamente capaz de proteger seu território e seus cidadãos contra qualquer ameaça. O comunicado ressalta que todas as medidas necessárias para defender o espaço aéreo serão adotadas de forma decisiva e que o direito de responder a atos hostis permanece reservado.

O número de mortos no Irã em decorrência dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel subiu para 1.045, segundo a agência Tasnim, alinhada ao regime iraniano. Informações mais recentes do Crescente Vermelho do Irã também indicam mais de mil mortos, sem detalhar o total exato. Na terça-feira (3), o balanço era inferior a 800 vítimas.

Em meio à escalada do conflito, o governo iraniano anunciou o adiamento da cerimônia fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, inicialmente marcada para esta quarta-feira (4), em Teerã, devido à “presença sem precedentes”, segundo comunicado exibido pela televisão estatal. A nova data ainda será informada.

Khamenei será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, a segunda maior do país, onde também está sepultado seu pai, conforme a agência Fars. A morte do aiatolá foi confirmada no fim da noite de sábado (28), no horário de Brasília, e na madrugada de domingo (1º), em Teerã. O gabinete do governo iraniano decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.

Fonte: CBN

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