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‘Vou te matar’: advertência de advogado a ex-CEO da Victoria’s Secret vaza durante depoimento em caso Epstein

por Redação 20 de fevereiro de 2026

O bilionário e ex-CEO da Victoria’s Secret, Leslie Wexner, de 88 anos, depôs nesta semana perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos sobre seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, em sessão marcada por um episódio inusitado.

Durante o depoimento, o advogado de Wexner foi captado pelo microfone dizendo “vou te matar” de forma descontraída, instruindo o cliente a responder às perguntas. Wexner riu e respondeu “ok”.

No depoimento, Wexner reconheceu ter visitado a ilha de Epstein, mas negou conhecimento de qualquer atividade criminosa do financista e afirmou ter rompido relações com ele há quase duas décadas. Apesar de figurar nos arquivos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA e ser considerado pelo FBI como “coconspirador” de Epstein, junto a Ghislaine Maxwell, Leslie Groff e Jean-Luc Brunel, Wexner não enfrenta acusações criminais.

O ex-CEO também admitiu ter enviado uma mensagem de aniversário a Epstein com desenho de seios femininos, semelhante a mensagens enviadas pelo presidente Donald Trump e pelo ex-presidente Bill Clinton em 2003. Wexner explicou que contratou Epstein como seu gestor financeiro pessoal a partir da década de 1980 e que rompeu relações com ele em 2007, após a primeira acusação formal do financista.

Em declaração por escrito, Wexner afirmou: “Nunca testemunhei nem tive conhecimento das atividades criminosas de Epstein. Nunca fui participante nem coconspirador em qualquer uma de suas atividades ilegais.” Parlamentares democratas destacaram, no entanto, que Wexner foi um dos principais financiadores de Epstein.

Fonte: G1

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Tarifaço

Suprema Corte dos EUA declara tarifaço de Trump ilegal e muda regras para tarifas

por Redação 20 de fevereiro de 2026

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) que o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump é ilegal, violando uma lei federal. O parecer da maioria foi redigido pelo juiz-chefe John Roberts, e a decisão foi aprovada por 6 votos a 3, com votos divergentes de Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh.

Segundo Roberts, Trump reivindicou “o poder extraordinário de impor unilateralmente tarifas de valor, duração e alcance ilimitados”, sem uma autorização clara do Congresso. A Corte considerou insuficiente o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, que permite ao presidente regular ou proibir transações internacionais em situação de emergência nacional.

Na prática, a decisão limita a capacidade do presidente de impor tarifas unilateralmente. Qualquer novo projeto de taxação precisará passar pelo Congresso antes de entrar em vigor, exigindo articulação política. Além disso, o governo americano pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões arrecadados com as tarifas contestadas: até 14 de dezembro, foram registrados US$ 134 bilhões em receitas de mais de 301 mil importadores, segundo dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

O tarifaço começou em abril de 2025, quando Trump aplicou tarifas adicionais de 10% a todos os países e, em alguns casos, aumentou a alíquota para até 50%, incluindo produtos brasileiros, em meio a questões políticas envolvendo Bolsonaro e decisões do STF. Negociações posteriores entre Lula e Trump reduziram ou zeraram as tarifas para produtos como carnes, café, açaí, coco e castanhas.

A decisão da Suprema Corte confirma que qualquer imposição futura de tarifas de grande impacto econômico precisará do aval do Congresso, marcando uma derrota importante à política unilateral de Trump em comércio exterior.

Fonte: CBN

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Tarifaço

Suprema Corte dos EUA derruba “tarifaço” imposto por Trump

por Redação 20 de fevereiro de 2026

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um aumento amplo de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais do país, incluindo o Brasil. A decisão foi tomada por 6 votos a 3, com o presidente do tribunal, John Roberts, redigindo o parecer da maioria, enquanto Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh registraram votos divergentes. Roberts afirmou que Trump deveria “apontar para uma autorização clara do Congresso” para justificar o chamado tarifaço.

A ação judicial foi movida por empresas afetadas pelas tarifas e 12 estados americanos, a maioria governados por democratas, que contestavam o uso sem precedentes da Lei de Poderes Econômicos em Emergência Internacional (IEEPA). A lei havia sido usada para impor tarifas sem aprovação do Congresso, algo nunca antes feito, e o processo judicial se arrastava desde meados de 2025.

Na prática, a decisão derruba tarifas de 10% ou mais aplicadas desde abril de 2025 à maioria dos parceiros comerciais, mas não afeta tarifas específicas sobre aço e alumínio, baseadas na “Seção 232 do Trade Expansion Act de 1962”, voltada à segurança nacional. Além disso, o governo americano pode ser obrigado a devolver parte dos bilhões arrecadados, estimados em mais de US$ 175 bilhões (aproximadamente R$ 912,5 bilhões).

A Corte reafirmou que, segundo a Constituição dos EUA, o poder de criar impostos e tarifas é exclusivo do Congresso. Embora Trump tenha alegado que a IEEPA permitia a imposição de tarifas, os juízes consideraram que a lei não menciona explicitamente a criação de impostos, apenas a regulação de importações em situações de emergência nacional.

Apesar da decisão, juízes dissidentes observaram que o presidente ainda poderia tentar impor tarifas por meio de outras leis específicas, como a Lei de Expansão Comercial de 1962 ou a Lei de Comércio de 1974. O caso destaca limites claros à autoridade presidencial e abre caminho para mudanças significativas na política comercial americana.

Tarifas sobre produtos brasileiros, aplicadas a partir de abril de 2025, chegaram a 50% em alguns itens, mas negocições posteriores com o presidente Lula reduziram a alíquota de 40% para certos produtos, incluindo café, carnes e frutas.

Fonte: G1

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Mundo

Arquivos de Epstein colocam Andrew sob investigação e prisão pode ser só o começo

por Redação 20 de fevereiro de 2026

A prisão do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, por volta das 8h desta quinta-feira (19), não tem relação com as acusações feitas por Virginia Giuffre. A detenção decorre de informações reveladas nos chamados arquivos de Jeffrey Epstein, divulgados em janeiro, sobre atividades desempenhadas por Andrew quando atuava como enviado comercial do governo britânico.

O foco da investigação recai sobre e-mails encontrados nesses arquivos, supostamente trocados entre Andrew e o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Um dos pontos que chamaram atenção envolve uma mensagem enviada em novembro de 2010. Após retornar de uma viagem oficial à Ásia financiada pelo governo do Reino Unido, Andrew recebeu relatórios sobre os países visitados e, cinco minutos depois, teria encaminhado o material a Epstein, que já havia sido condenado por crimes sexuais.

Outro e-mail, datado da véspera de Natal daquele ano, indicaria o envio de informações confidenciais sobre oportunidades de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão — então supervisionada pelas Forças Armadas britânicas e custeada com recursos públicos. Em fevereiro de 2011, Andrew também teria sugerido que Epstein investisse em uma empresa de private equity visitada dias antes.

Essas mensagens teriam servido de ponto de partida para a investigação conduzida pela polícia de Thames Valley. No entanto, fontes indicam que a apuração não se limita aos e-mails já divulgados. Investigadores devem ter buscado cooperação do governo britânico e do palácio para acessar comunicações adicionais. O palácio afirmou, na segunda-feira, que apoiaria a investigação.

A análise também inclui cerca de três milhões de documentos que compõem os arquivos de Epstein, além de pedidos formais ao FBI e ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A Agência Nacional de Combate ao Crime auxilia as autoridades britânicas.

Andrew foi liberado na noite de quinta-feira, mas permanece sob investigação. Até o momento, não houve acusação formal. Ele nega irregularidades relacionadas à sua ligação com Epstein e não respondeu a questionamentos específicos sobre os arquivos divulgados. A prisão não tem conexão com as alegações de Giuffre, que resultaram em acordo financeiro extrajudicial em 2022, sem admissão de culpa.

Em casos de crimes de colarinho branco, é comum que detenções sejam temporárias para interrogatórios e buscas. A liberação não impede novas oitivas.

Agora, investigadores e promotores do Ministério Público da Coroa avaliam se há provas suficientes para apresentar denúncia formal. Caso o processo avance, será registrado como “R versus Mountbatten-Windsor” — juridicamente, o rei contra o irmão do rei.

Fonte: G1

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Mundo

Trump manda abrir arquivos sobre alienígenas após fala de Obama e eleva tensão política

por Redação 20 de fevereiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (19) que determinou ao Secretário da Guerra e a outros departamentos e agências a divulgação de documentos governamentais sobre “vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)”.

A ordem foi anunciada após a repercussão de uma entrevista do ex-presidente Barack Obama ao apresentador Brian Tyler Cohen, divulgada no sábado (14). Questionado se alienígenas são reais, o democrata respondeu: “Eles são reais, mas eu não os vi, e não estão sendo mantidos na ‘Área 51’. Não há nenhuma instalação subterrânea, a menos que haja essa enorme conspiração e eles tenham escondido isso do presidente dos Estados Unidos”.

Trump acusou Obama de divulgar informações sigilosas ao afirmar que alienígenas seriam reais, embora não tenha apresentado evidências para sustentar a alegação. “Ele tirou isso de informações sigilosas… Ele não deveria fazer isso”, declarou a repórteres a bordo do Air Force One, durante viagem à Geórgia. “Ele cometeu um grande erro.”

A Área 51, base confidencial da Força Aérea em Nevada, é alvo frequente de teorias da conspiração que apontam suposta guarda de corpos extraterrestres e destroços de naves. Documentos da CIA divulgados em 2013 indicaram que o local foi utilizado para testes de aviões espiões ultrassecretos.

Não há indicação de que Obama tenha se baseado em dados classificados. Em publicação no Instagram no domingo (15), o ex-presidente afirmou: “Não vi nenhuma evidência durante minha presidência de que extraterrestres tenham feito contato conosco. Sério!”. Ele acrescentou que acredita na possibilidade estatística de vida fora da Terra devido à vastidão do universo, mas considerou baixas as chances de visitação à Terra por causa das distâncias envolvidas.

Questionado nesta quinta-feira, Trump declarou: “Eu não sei se eles são reais ou não”, ao ser perguntado se viu provas da existência de alienígenas.

A Casa Branca informou que não tinha comentários adicionais. O escritório de Obama não respondeu aos pedidos de posicionamento até o momento.

Nos últimos anos, o Pentágono intensificou investigações sobre relatos de OVNIs. Em 2022, líderes militares afirmaram não ter encontrado evidências de que alienígenas tenham visitado a Terra. Relatório divulgado em 2024 concluiu que apurações conduzidas desde o fim da Segunda Guerra Mundial não identificaram tecnologia extraterrestre, indicando que a maioria dos avistamentos envolvia objetos ou fenômenos comuns interpretados de forma equivocada.

Fonte: G1

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Mundo

Suprema Corte decide futuro do tarifaço de Trump e pode mexer com dólar e Brasil

por Redação 20 de fevereiro de 2026

A Suprema Corte dos Estados Unidos deve se manifestar nesta sexta-feira (19) sobre a legalidade do chamado tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump a diversos países. O julgamento vai definir se o presidente poderia ter imposto tarifas de forma unilateral, sem aval do Congresso — uma decisão considerada crucial para o dólar, os juros, o comércio global e a economia brasileira.

Pela Constituição americana, a criação de impostos e tarifas é atribuição do Congresso. Trump sustenta que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, permite a adoção dessas medidas em situações excepcionais. Embora a legislação já tenha fundamentado sanções e restrições comerciais, nunca havia sido usada para tarifas de alcance tão amplo, ponto central das contestações feitas por empresas e governos estaduais. Até agora, três instâncias inferiores rejeitaram os argumentos do governo, e a palavra final caberá à Suprema Corte.

Se Trump vencer, as tarifas impostas desde abril de 2025 — entre 10% e 50% — permanecem válidas e passam a ser consideradas legais. Para Jackson Campos, especialista em comércio exterior, isso consolida as tarifas como instrumento legítimo de política econômica e amplia o risco de novas elevações, mantendo o ambiente comercial instável. No mercado financeiro, o efeito tende a fortalecer o dólar. “Tarifas geram inflação, que exige juros altos, que fortalecem o dólar”, afirma Sérgio Brotto, CEO da Dascam Corretora de Câmbio.

Tarifas elevam o custo de importados, pressionam a inflação e podem levar o Federal Reserve a manter juros altos por mais tempo. Juros elevados tornam os EUA mais atrativos ao capital estrangeiro, ampliando a demanda por dólares. Brotto afirma que o país se transforma em um “aspirador de capital”. Em janeiro, os preços ao consumidor nos EUA subiram 0,2%, acumulando 2,4% em 12 meses, acima da meta de 2%. Na última reunião, em 27 e 28 de janeiro, o Fed manteve os juros inalterados, contrariando pressões de Trump por cortes.

Se a Suprema Corte considerar as tarifas ilegais, a cobrança tende a ser suspensa. A devolução automática dos valores arrecadados não é garantida. Segundo Campos, empresas precisarão acionar mecanismos administrativos ou judiciais individuais para tentar reaver parte do que pagaram. Trump afirmou na rede Truth Social que uma decisão contrária poderia obrigar os EUA a devolver centenas de bilhões de dólares e gerar “completo caos”.

Para o mercado, uma derrota tende a enfraquecer o dólar. Sem a pressão inflacionária das tarifas, o Fed teria mais espaço para cortar juros, reduzindo a atratividade da moeda americana. Nesse cenário, cresce a disposição de investidores para aplicar recursos em mercados emergentes, como o Brasil. O resultado prático incluiria dólar mais fraco, maior entrada de capital externo, valorização do real e possível redução das expectativas de juros no Brasil.

Mesmo com eventual derrota, o governo pode buscar outras bases legais para impor tarifas, como argumentos de segurança nacional ou práticas comerciais desleais. Assim, o julgamento reduz a insegurança jurídica, mas não elimina totalmente a incerteza. Pelo menos US$ 90 bilhões (R$ 483 bilhões) em tributos de importação já recolhidos podem ser impactados — cerca de metade da arrecadação tarifária dos EUA em 2025 até setembro, segundo analistas do Wells Fargo.

Para a economia americana, a derrubada das tarifas pode reduzir custos de importação, aliviar pressões inflacionárias e melhorar a competitividade industrial, mas também implicar perda de arrecadação e efeitos políticos internos.

No Brasil, os impactos variam conforme o desfecho. Se Trump vencer, exportadores brasileiros tendem a enfrentar custos elevados e perda de competitividade em um ambiente de instabilidade. Se perder, abre-se espaço para retomada das exportações, com maior previsibilidade de preços e menor pressão cambial.

Atualmente, as exportações brasileiras aos EUA se dividem entre produtos sem tarifas adicionais e mercadorias sujeitas a sobretaxa de 40%. Em 2025, Trump iniciou tarifas de 10% em abril, elevou para até 50% em julho — com vigência em agosto e exclusão de 700 itens — e, em novembro, retirou a taxa de 10%, mantendo a maior sobre determinados produtos e removendo a sobretaxa de 40% para itens como café, carnes e frutas.

Fonte: G1

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Mundo

Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido em investigação sobre Jeffrey Epstein

por Redação 19 de fevereiro de 2026

Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III e ex-príncipe, foi preso nesta quinta-feira (19) em sua residência em Sandringham, na Inglaterra, no dia em que completou 66 anos. A detenção ocorre em meio a investigações sobre possíveis ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein e suspeita de “má conduta no exercício de cargo público”, informou a polícia do Vale do Tâmisa.

Embora a identidade do preso não tenha sido explicitamente divulgada, a imprensa britânica e a família real confirmaram se tratar do ex-príncipe. Agentes também realizaram buscas em dois endereços associados a Andrew, em Berkshire e Norfolk, com apoio da polícia local.

O subchefe Oliver Wright destacou que a investigação busca proteger “a integridade e a objetividade” enquanto apura a suposta infração. O rei Charles III afirmou ter recebido a notícia “com preocupação”, reforçando que a família apoia a ação da polícia e que “a lei precisa seguir seu curso”. O príncipe William e a princesa Kate também endossaram o comunicado real.

A prisão acontece uma semana após a polícia abrir investigação sobre suposto envio de relatórios confidenciais a Epstein enquanto Andrew atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Segundo especialistas, caso seja condenado por má conduta, o ex-príncipe poderia receber pena de prisão perpétua e aguarda interrogatório em cela padrão, sem privilégios.

Andrew aparece em diversos arquivos do caso Epstein, incluindo fotos divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA. Ele também foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha do caso, quando ela ainda era menor. Andrew sempre negou as acusações. Giuffre morreu por suicídio na Austrália em abril de 2025, aos 41 anos.

A situação coloca a família real britânica sob pressão. Em outubro, Andrew teve todos os títulos reais retirados pelo irmão, o rei Charles III, e foi transferido de sua residência em Windsor para uma casa de campo em Sandringham. Recentes apelos da polícia pedem que testemunhas denunciem casos de tráfico de mulheres relacionados ao esquema de Epstein.

Fonte: G1

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Mundo

Argentina enfrenta greve geral contra reforma trabalhista; governo Milei promete repressão a protestos

por Redação 19 de fevereiro de 2026

A Câmara dos Deputados da Argentina iniciou nesta quinta-feira (19) a discussão do projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei, após aprovação pelo Senado na semana passada. Em resposta, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) convocou uma greve geral que começou à meia-noite, segundo a Associated Press, e manifestações de rua também são esperadas.

O governo alertou jornalistas para seguir “medidas de segurança” e evitar áreas de risco nos protestos. O Ministério da Segurança afirmou que, em caso de violência, “nossas forças agirão”, reservando ainda uma “zona exclusiva” para a imprensa nas ruas laterais do Congresso. Na semana passada, manifestações próximas ao Senado terminaram com confrontos e cerca de 30 detidos.

A reforma trabalhista é considerada a maior mudança na legislação do país em décadas, revisando regras datadas principalmente da década de 1970. Entre os objetivos do governo estão reduzir custos trabalhistas, estimular a formalização do emprego — hoje com cerca de 40% dos trabalhadores na informalidade — e incentivar investimento.

Entre os principais pontos da reforma estão:

  • Férias mais flexíveis: períodos mínimos de sete dias, negociáveis fora da época tradicional;
  • Restrição de greves em setores essenciais: exigência de mínimo de 50% a 75% de prestação de serviço;
  • Período de experiência ampliado: até seis meses, podendo chegar a oito ou 12, com indenizações reduzidas;
  • Flexibilização da jornada: até 12 horas diárias, com compensação, sem pagamento extra de horas;
  • Negociação coletiva: possibilidade de acordos diretos entre empresas e sindicatos locais;
  • Alterações em demissões e indenizações: cálculo reduzido e pagamento parcelado;
  • Licenças médicas e acidentes de trabalho: limites de cobertura para lesões fora do ambiente laboral;
  • Combate à informalidade: eliminação de multas por falta de registro e proibição de contratação de monotributistas em funções formais;
  • Trabalhadores digitais e teletrabalho: regulamentação como independentes, com seguro de proteção e redução de obrigações adicionais pós-pandemia.

A reforma não se aplica a servidores públicos, exceto no que diz respeito a greves em serviços essenciais, abrangendo saúde, transporte e segurança. O governo espera votar a proposta na Câmara até 25 de fevereiro e aprová-la até 1º de março, data de abertura das sessões ordinárias do Legislativo.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), o terceiro trimestre de 2025 registrou 13,6 milhões de pessoas ocupadas na Argentina e cerca de 1 milhão de desempregados, resultando em taxa de desocupação de 6,6%.

Fonte: G1

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Mundo

Ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol é condenado à prisão perpétua por insurreição

por Redação 19 de fevereiro de 2026

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado à prisão perpétua nesta quinta-feira (19) por liderar uma insurreição ao tentar impor a lei marcial em dezembro de 2024. A decisão foi tomada pelo tribunal sul-coreano, que considerou Yoon culpado por não seguir o devido processo legal e por crimes relacionados à obstrução de Justiça.

A promotoria havia pedido pena de morte, argumentando que Yoon não demonstrou “remorso” por ações que ameaçaram a “ordem constitucional e a democracia”. No entanto, mesmo que a pena de morte fosse aceita, sua execução é improvável, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial desde 1997.

Durante o julgamento, Yoon defendeu que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de autoridade presidencial e alegou que não havia outra opção senão “despertar o povo, que é soberano”. Ele ainda acusou o partido de oposição de impor uma “ditadura inconstitucional” ao controlar o Legislativo.

Entre as acusações confirmadas estão:

  • Excluir funcionários do governo de reuniões sobre a lei marcial;
  • Fabricar documento oficial relacionado à lei marcial;
  • Impedir que investigadores o prendessem, escondendo-se por semanas na residência oficial;
  • Destruir registros telefônicos oficiais, possíveis provas criminais.

O juiz Baek Dae-hyun afirmou: “Apesar de ter o dever, acima de todos os outros, de defender a Constituição e observar o Estado de Direito como presidente, o réu demonstrou uma atitude que desrespeitou a Constituição. A culpabilidade do réu é extremamente grave.” Yoon não foi considerado culpado de falsificação de documentos oficiais devido à falta de provas.

Este julgamento faz parte do primeiro de oito processos criminais contra Yoon. Em janeiro, ele já havia sido condenado a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça. A sentença atual é menor do que os dez anos solicitados pela promotoria, mas representa um marco histórico: Yoon é o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido.

A defesa do ex-presidente afirmou que irá recorrer da decisão, considerando a condenação “pré-determinada e sem base em evidências”. Yoon está preso desde julho de 2025.

Fonte: G1

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Mundo

EUA preparam possível ataque ao Irã neste fim de semana, indicam veículos americanos

por Redação 19 de fevereiro de 2026

Os Estados Unidos estão prontos para um possível ataque contra o Irã no próximo sábado (21), segundo a rede CBS News nesta quarta-feira (18). A decisão final ainda depende do presidente Donald Trump.

Atualmente, EUA e Irã negociam um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. Teerã afirma que o programa é pacífico, mas Washington teme que o país busque desenvolver uma arma nuclear. Encontros recentes das delegações trouxeram pequenos avanços, mas ainda não resultaram em acordo. Trump declarou que atacará caso não haja entendimento.

De acordo com a CBS News, as Forças Armadas americanas estão preparadas para lançar um ataque já no sábado, e qualquer operação pode se estender além do fim de semana. O Pentágono começará a realocar funcionários americanos no Oriente Médio para regiões como Europa e Estados Unidos, procedimento comum diante de conflitos iminentes.

O Irã respondeu afirmando que atacará bases americanas na região caso seja bombardeado e anunciou exercícios militares navais conjuntos com a Rússia no Mar de Omã e norte do Oceano Índico para quinta-feira (19).

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump continua priorizando a diplomacia, mas que o Irã deveria fechar um acordo agora, ressaltando que “o presidente leva o tema a sério e pensa no interesse dos Estados Unidos, das Forças Armadas e do povo americano”.

Segundo o The New York Times, Israel está em estado de alerta máximo há semanas e intensificou preparativos para possível guerra, com reuniões de governo sendo reagendadas para domingo (22).

O site Axios afirmou que o governo Trump está “mais perto de uma grande guerra no Oriente Médio do que a maioria dos americanos imagina” e que o conflito poderia envolver Israel e durar semanas. Em janeiro, Trump quase ordenou ataque ao Irã após a repressão de protestos no país e reforçou a presença militar na região com porta-aviões, caças e sistemas de defesa aérea.

Fonte: G1

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