Oscar revela parada cardíaca, se aposenta aos 34 e abre mão de milhões no São Paulo

O ex-meia Oscar anunciou a aposentadoria do futebol aos 34 anos após viver um dos episódios mais graves de sua carreira. Em entrevista, o jogador revelou que sofreu uma parada cardíaca de dois minutos durante exames no CT do São Paulo, em novembro do ano passado, situação que definiu sua decisão de deixar os gramados.

O caso ocorreu durante a pré-temporada de 2026, quando o atleta passou mal, desmaiou e precisou de massagem cardíaca ainda no local antes de ser levado ao hospital. “Meu coração parou por dois minutos”, relatou. Durante o episódio, ele descreveu uma experiência marcante, afirmando ter ouvido o filho pedindo para que voltasse, o que o emocionou ao relembrar.

Após o susto, Oscar foi diagnosticado com síncope vasovagal, condição que provoca queda de pressão e dos batimentos cardíacos. O jogador passou por uma bateria de exames, incluindo cateterismo, ressonância e monitoramentos cardíacos, além de realizar um procedimento de cardioneuroablação. Meses antes, ele já havia identificado uma placa de gordura no coração.

Apesar de ter sido liberado para atividades físicas e vida normal, a decisão de encerrar a carreira foi imediata. “Para mim já deu, não queria tomar mais esse susto”, afirmou. Segundo ele, até seria possível retornar, mas com limitações, uso de medicação e rotina incompatível com o alto rendimento exigido no futebol profissional.

A aposentadoria também envolveu uma decisão financeira relevante. Com contrato até 2027, Oscar negociou a rescisão com o São Paulo e abriu mão de cerca de R$ 50 milhões. O acordo foi definido de forma amigável entre as partes, após meses de acompanhamento médico.

No contexto pessoal, o ex-jogador destacou a mudança de prioridade. Pai pela quarta vez, ele afirma que pretende aproveitar a nova fase ao lado da família, algo que a rotina intensa do futebol não permitia. “Voltei a ter uma vida normal”, disse.

Revelado pelo São Paulo, Oscar construiu carreira com passagens por Internacional, Chelsea e Shanghai Port, além da seleção brasileira, com participação na Copa do Mundo de 2014. Mesmo admitindo que ainda poderia atuar em alto nível, ele afirma sair com sensação de dever cumprido e com planos de seguir ligado ao futebol fora das quatro linhas.

Fonte: GE

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