Brasil Pesquisa inédita no Brasil treina cães para identificar câncer, tuberculose e esquistossomose Redação10 de junho de 202601 visualizações A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) iniciou uma pesquisa inédita no Brasil que pretende utilizar o faro de cães para auxiliar na identificação de doenças como câncer, tuberculose e esquistossomose. O projeto, chamado Xero, busca explorar a capacidade olfativa dos animais para detectar sinais biológicos associados a essas enfermidades em amostras humanas. O estudo é conduzido pelo Núcleo de Doenças Infecciosas (NDI/Ufes) e terá duração de quatro anos. Os treinamentos ocorrerão no Centro de Ciências da Saúde (CCS/Ufes), no campus de Maruípe, em Vitória, com sessões de uma a duas horas realizadas uma ou duas vezes por semana. Os cães participantes serão inscritos voluntariamente por seus tutores e passarão por treinamentos baseados em reforço positivo. Segundo o coordenador-geral da pesquisa e professor do Departamento de Patologia da Ufes, Carlos Graeff, os animais receberão recompensas alimentares sempre que identificarem corretamente uma amostra positiva. A iniciativa é realizada em parceria com pesquisadores da Nova Zelândia, país onde estudos semelhantes já apresentam resultados promissores. De acordo com Graeff, alguns cães treinados em pesquisas internacionais alcançam índices superiores a 90% de acerto na detecção de doenças. Durante o treinamento, as amostras biológicas permanecerão armazenadas em recipientes protegidos por sistemas de filtragem, garantindo a segurança dos animais. Os cães irão farejar padrões associados às doenças presentes em materiais como urina, ar e outras amostras biológicas. O processo contará com um carrossel mecânico desenvolvido pela equipe do professor Tim Edwards, da Universidade de Waikato, na Nova Zelândia. O equipamento permitirá a apresentação automatizada das amostras, reduzindo interferências humanas e aumentando a precisão dos testes, que também serão monitorados por câmeras. A supervisão das atividades ficará a cargo do médico-veterinário Gustavo Jantorno, profissional com experiência no treinamento de cães utilizados por órgãos federais, como a Receita Federal e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Segundo os pesquisadores, qualquer cão pode participar do projeto, inclusive animais sem raça definida. No entanto, características como disposição para brincar e interesse por recompensas alimentares podem favorecer o desempenho durante o treinamento. Os tutores interessados em participar podem obter informações pelo WhatsApp (51) 99981-8599, pelo e-mail caes.cancer@gmail.com ou pelo perfil @caes.cancer no Instagram. Fonte: G1