PF cita MC Gui em investigação bilionária e expõe elo financeiro com esquema ligado a apostas

A investigação da Polícia Federal sobre um esquema de lavagem de dinheiro ligado a plataformas de apostas passou a citar o nome do MC Gui após identificar o recebimento de R$ 150 mil em transações consideradas suspeitas. O valor teria sido transferido entre maio e junho de 2024 por Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como “Belga”, apontado como operador financeiro ligado ao funkeiro MC Ryan SP.

O caso integra a Operação Narco Fluxo, deflagrada na última quarta-feira (15), que desarticulou uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão provenientes do crime organizado. A ação resultou na prisão de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa.

Segundo a PF, o operador atuava como um “escudo financeiro”, concentrando grandes quantias — especialmente oriundas de plataformas de apostas — e redistribuindo os valores entre integrantes do esquema. O relatório aponta que o repasse ao MC Gui ocorreu em uma única transação e pode indicar desde pagamentos por parcerias até mescla de capitais sob aparência legal.

Apesar da citação, o documento não afirma que MC Gui seja investigado, apenas contextualiza sua movimentação dentro do fluxo financeiro analisado. Em nota, a assessoria do artista afirmou que o valor está relacionado à compra de parte de uma barbearia pertencente ao primo do cantor, frequentada por MC Ryan SP, e que não havia conhecimento sobre possível origem ilícita dos recursos.

A operação revelou um esquema complexo de lavagem que utilizava o setor artístico e o entretenimento digital como fachada, com técnicas como “smurfing”, uso de empresas de fachada, criptoativos e influência digital para movimentar valores sem levantar suspeitas. Segundo a PF, o dinheiro teria origem no tráfico internacional de drogas e em apostas ilegais.

Durante a ação, cerca de 200 agentes cumpriram mandados em diversos estados e apreenderam bens de alto valor, incluindo veículos de luxo, armas, joias, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos. O caso segue sob investigação e amplia o cerco sobre a relação entre figuras públicas e estruturas financeiras ligadas ao crime organizado.

Fonte: G1

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