Picada de cascavel deixa adolescente em estado grave durante trilha nos EUA

Uma adolescente de 14 anos ficou em estado grave após ser picada por uma cascavel enquanto andava de bicicleta em uma trilha na Califórnia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu no dia 20 de março, na trilha Wendy, em Newbury Park, no condado de Ventura, e expõe o aumento de ataques do tipo na região.

Bailey Vanden Bossche pedalava com a amiga Zoey Bark quando escorregou em um trecho estreito e irregular. Ao cair na vegetação, a bicicleta tombou sobre seu corpo e, ao se levantar, a jovem acabou pisando no animal. Inicialmente, as duas acreditaram que se tratava de uma torção ou fratura no tornozelo, já que apenas uma perfuração era visível. Pouco depois, no entanto, os sintomas evoluíram rapidamente, com formigamento no rosto, falha na audição e mal-estar generalizado.

A situação se agravou em uma área de difícil acesso, dificultando o resgate. As adolescentes acionaram o pai da vítima, que encontrou a filha com o tornozelo inchado e sem conseguir se mover. Durante o atendimento, Bailey apresentou dificuldade para respirar e sinais neurológicos, exigindo intervenção imediata das equipes de emergência, que administraram medicação no local e realizaram o transporte em maca adaptada.

A jovem permaneceu internada por cinco dias e precisou retornar ao hospital após complicações, incluindo erupções cutâneas. Segundo familiares, reações ao soro antiofídico podem causar efeitos adversos como alergias e risco de coágulos. Apesar da gravidade, não houve danos permanentes nos tecidos, embora ela ainda necessite de acompanhamento médico e possível fisioterapia.

O caso ocorre em um contexto preocupante na Califórnia, com aumento de ataques de cascavéis associado ao clima mais quente. Um dia antes do incidente, uma mulher morreu após ser picada em Moorpark, e outro caso fatal foi registrado no início do ano no condado de Orange.

Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que os Estados Unidos registram entre 7 mil e 8 mil picadas de cobra por ano, com média de cinco mortes. Especialistas reforçam que, em casos de picada, a vítima deve manter o membro afetado ao nível do coração ou abaixo, evitar intervenções como cortar ou sugar o veneno e buscar atendimento médico imediato.

Fonte: revistacrescer

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