Irã e Estados Unidos receberam um plano que propõe um cessar-fogo imediato nas hostilidades, com possibilidade de entrada em vigor já nesta segunda-feira (6). A proposta, segundo a agência Reuters, também prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Elaborado pelo Paquistão e apresentado às partes durante a noite, o plano estabelece uma abordagem em duas etapas. A primeira consiste em um cessar-fogo imediato, enquanto a segunda prevê a construção de um acordo mais amplo no prazo de 15 a 20 dias. De acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, “todos os elementos precisam ser acordados hoje”, indicando a urgência das negociações.
O entendimento inicial seria formalizado como um memorando eletrônico, com mediação paquistanesa. O país atuaria como canal de comunicação entre Teerã e Washington, podendo inclusive sediar encontros presenciais em Islamabad para a definição dos termos finais — o que deu ao plano o nome provisório de “Acordo de Islamabad”.
Entre os pontos centrais do possível acordo definitivo estão compromissos do Irã relacionados ao seu programa nuclear, em troca de alívio de sanções econômicas e liberação de ativos congelados. Paralelamente, a reabertura do Estreito de Ormuz surge como elemento-chave, diante das preocupações globais com o fluxo de petróleo.
Nos bastidores, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, manteve contato contínuo com autoridades de alto escalão, incluindo o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi. Até o momento, não houve resposta oficial de Teerã ou Washington, nem posicionamento público do governo do Paquistão.
A proposta surge em meio à escalada de tensões na região, ampliando a pressão internacional por uma solução diplomática que evite impactos mais profundos no mercado energético global.
Fonte: G1