PM agride estudantes durante protesto em colégio estadual na Zona Sul do Rio

por Redação

Um policial militar agrediu pelo menos dois estudantes dentro de um colégio estadual na Zona Sul do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (25). Parte da ação foi gravada e divulgada nas redes sociais. O agente, identificado como subtenente do Batalhão de Choque que atuava no Segurança Presente Laranjeiras, foi afastado preventivamente pelo comando da corporação.

O caso ocorreu durante um protesto de movimentos estudantis na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado. As imagens foram registradas por João Herbella, 23 anos, diretor do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ, que acompanhava Marissol Lopes, 20 anos, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio (Ames Rio), e Theo Oliveira, 18 anos, diretor da entidade. Os três acabaram detidos.

Segundo Marissol, os representantes estudantis foram ao local após convite de alunos para organizar um ato contra um suposto caso de assédio envolvendo um professor. Ela afirma que houve agressões com pouca tentativa de diálogo. No vídeo que viralizou, o policial discute com Herbella sobre apreender um celular. Ao tentar intervir, Marissol pede que o agente não encoste nela, momento em que recebe dois tapas no rosto, tendo a camisa rasgada. Theo tenta ajudar e é atingido com um soco, sendo derrubado. O militar retorna e desfere mais um tapa na estudante antes do fim da gravação.

De acordo com a Ames Rio, a Secretaria Estadual de Educação teria autorizado o acesso dos representantes ao colégio, mas a direção impediu a entrada e acionou o Segurança Presente. A entidade relata ainda que, fora da escola, a ação policial incluiu uso de spray de pimenta e cassetetes.

A direção da unidade informou que um professor denunciou, na semana anterior, um colega por suposto assédio sexual contra uma aluna. A escola abriu investigação interna e prevê ouvir a estudante e seus responsáveis ao longo da semana. A instituição ressaltou que o afastamento de um docente depende da oitiva de todas as partes.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que a Corregedoria-Geral instaurou procedimento para apurar a conduta do agente, que será encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. Já a Secretaria Estadual de Educação lamentou o episódio, destacou que não compactua com violência no ambiente escolar e garantiu apoio aos estudantes envolvidos.

Fonte: G1

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