Três postos de combustíveis que operam com a marca oficial do Corinthians estão registrados em endereços vinculados a alvos da Operação Carbono Oculto, considerada a maior já realizada contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, deflagrada em agosto pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, apura um esquema de lavagem de dinheiro e movimentações ilícitas que superam R$ 8,4 bilhões.
De acordo com levantamento do g1, os postos — localizados na Zona Leste da capital paulista e divulgados pelo próprio clube em seu site institucional — pertencem a empresas que aparecem na base da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sob a responsabilidade de investigados ligados ao núcleo familiar de Mohamad Hussein Mourad, apontado como figura central do esquema.
O Corinthians afirmou que não administra diretamente os postos, que funcionam por meio de um contrato de licenciamento da marca, válido até novembro de 2025, com uma empresa intermediária. Em nota, declarou que acompanha as investigações e poderá tomar medidas jurídicas caso haja necessidade.
O ex-presidente Duilio Monteiro Alves, que assinou aditivos contratuais relacionados ao projeto, também se manifestou. Segundo ele, os acordos passaram por órgãos competentes do clube e contêm cláusulas de responsabilização para proteger a instituição de eventuais danos.
Além dos postos licenciados, o Ministério Público investiga possíveis vínculos de antigos contratos de aluguel de imóveis e abastecimento de veículos do Corinthians com empresas suspeitas de ligação com a facção criminosa. O clube, no entanto, não é alvo direto da Operação Carbono Oculto.
Fonte: G1