A Promotoria de Paris afirmou neste domingo (2) que o roubo das joias históricas avaliadas em US$ 102 milhões (R$ 548 milhões), ocorrido no Museu do Louvre em outubro, foi executado por criminosos comuns, sem ligação com o crime organizado. O caso, que chocou a França pela ousadia e rapidez, continua sob investigação, com quatro suspeitos presos e um foragido apontado como o organizador da ação.
O assalto aconteceu em 19 de outubro, em plena luz do dia. Dois homens estacionaram um caminhão de mudanças do lado de fora do Louvre, subiram uma escada até o segundo andar, quebraram uma janela, arrombaram vitrines com esmerilhadeiras e fugiram de scooter — tudo em menos de sete minutos.
De acordo com a promotora Laure Beccuau, os suspeitos são moradores da região de Seine-Saint-Denis, área de baixa renda ao norte de Paris, e não possuem perfil de criminosos especializados.
“Não se trata exatamente de delinquência cotidiana, mas tampouco de crime organizado. São claramente pessoas locais, sem estrutura ou planejamento sofisticado”, declarou Beccuau à rádio Franceinfo.
Entre os detidos estão três supostos participantes diretos do roubo e uma mulher de 38 anos, companheira de um dos suspeitos. Eles respondem por furto em quadrilha organizada e conspiração criminosa. A promotoria indicou ainda que DNA de dois suspeitos foi encontrado no caminhão usado no crime.
Segundo o ministro do Interior, Laurent Núñez, o quinto envolvido, ainda foragido, seria o organizador do assalto. “Acreditamos que ele tenha planejado toda a operação”, disse ao jornal Le Parisien.
A imprensa francesa também reforça a tese de amadorismo. Durante a fuga, os ladrões derrubaram a joia mais valiosa, a coroa da Imperatriz Eugênia, feita de ouro, diamantes e esmeraldas, além de abandonarem ferramentas e luvas no local.
Eles também falharam ao tentar incendiar o caminhão de mudanças usado no crime, deixando ainda mais pistas para a polícia.
Dois homens — um argelino de 34 anos, detido ao tentar embarcar para a Argélia, e outro francês de 39 anos sob supervisão judicial — admitiram parcialmente o envolvimento. Ambos vivem em Aubervilliers, na periferia de Paris.
A polícia e a promotoria seguem analisando os vestígios de DNA e objetos apreendidos. As autoridades ainda buscam localizar o foragido que teria planejado o roubo mais audacioso dos últimos anos na capital francesa.
Fonte: G1