A população do Irã foi às ruas nesta terça-feira (17) para participar de manifestações “em defesa do país” durante o conflito contra Estados Unidos e Israel. Os atos foram convocados pelo próprio governo por meio de mensagens divulgadas no Telegram.
As mobilizações começaram às 10h30 no horário de Brasília, correspondente às 17h em Teerã, e ocorreram em diferentes cidades. A convocação partiu do Conselho de Coordenação da Propaganda Islâmica, que incentivou a participação popular para demonstrar repúdio aos ataques atribuídos ao que chamou de “inimigo sionista-americano”.
O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, também publicou em seu perfil oficial um vídeo com imagens de protestos anteriores acompanhado da mensagem sobre a importância da presença popular nas ruas.
As manifestações acontecem no 18º dia da guerra, poucas horas após Israel afirmar ter matado duas autoridades de alto escalão do regime iraniano: Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança, e Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij, unidade ligada à Guarda Revolucionária e conhecida pelo papel na repressão interna. O Irã não confirmou a morte de Larijani, enquanto as forças Basij reconheceram o falecimento de Soleimani.
O país tem sido alvo de ataques aéreos diários conduzidos por Estados Unidos e Israel. Nesta terça, Teerã e outras cidades foram atingidas por bombardeios israelenses descritos como “em larga escala”. Na última sexta-feira, uma explosão próxima a uma manifestação na capital resultou na morte de uma mulher, segundo a TV estatal iraniana.
Os protestos ocorrem ainda às vésperas do Nowruz, o Ano Novo Persa, previsto para o próximo fim de semana. Apesar da escalada do conflito, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou mensagem desejando um feliz Nowruz à população iraniana.
Fonte: G1