Queda de avião em BH expõe risco urbano e termina com dois mortos após colisão em prédio

Um avião monomotor de pequeno porte caiu e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4). A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16 e, minutos depois, se chocou contra o edifício na Rua Ilacir Pereira Lima, provocando a morte de duas pessoas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, cinco ocupantes estavam a bordo. O piloto e um passageiro não resistiram, enquanto outras três pessoas foram socorridas em estado grave e encaminhadas ao Hospital João XXIII. Apesar do impacto, nenhum morador do prédio foi atingido. Todos foram retirados do local antes das 14h.

O tenente Raul, dos Bombeiros, explicou que o avião atingiu a caixa de escada entre o terceiro e o quarto andar, o que evitou uma tragédia ainda maior. Segundo ele, os apartamentos estavam ocupados e, caso o impacto tivesse ocorrido nas laterais, moradores poderiam ter sido atingidos. A estrutura da aeronave ficou projetada dentro da escada, sem alcançar outras unidades.

O acidente ocorreu em uma rua paralela à Avenida Cristiano Machado, uma das principais vias da capital. Três viaturas dos Bombeiros chegaram ao local por volta das 12h25, além de equipes do Samu e da Defesa Civil. A aeronave caiu no estacionamento do prédio após o piloto relatar dificuldades na decolagem à torre de controle da Pampulha.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos. O proprietário é Flavio Loureiro Salgueiro. Ainda segundo a Anac, a aeronave não tinha autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia ser utilizada para transporte comercial mediante pagamento.

A Força Aérea Brasileira, por meio do CENIPA, enviou investigadores ao local para apurar as causas do acidente. Equipes do SERIPA III atuam na coleta de dados e preservação de evidências. A Polícia Civil de Minas Gerais também instaurou investigação e acionou a perícia. Os corpos das vítimas serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette.

Moradores relataram momentos de pânico. Avani Soares, que estava no prédio, descreveu a cena como caótica. “Escurece tudo, cai um monte de estilhaço e eu penso ‘acabou o mundo’. No outro andar tinha gente gritando socorro. Eu não sabia o que fazer”, contou. Segundo a TV Globo, três idosos permanecem no edifício.

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