Brasil Quem é Ricardo Magro, dono da Refit e alvo de megaoperação contra sonegação no setor de combustíveis Redação28 de novembro de 2025021 visualizações O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit e alvo de uma megaoperação focada em sonegação de impostos no setor de combustíveis, tornou-se uma figura emblemática do mercado energético brasileiro. Dono de um histórico de dívidas que somam R$ 26 bilhões com estados e União, Magro acumula múltiplas facetas: é advogado de formação, já atuou para nomes como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e, longe dos negócios, se apresenta como DJ sob o nome artístico Orgam, versão invertida de seu sobrenome. Apesar de estar frequentemente associado a suspeitas no Brasil — entre elas a operação mais recente e a investigação Carbono Oculto, que mirou lavagem de dinheiro ligada ao PCC — Magro vive em Miami, longe da refinaria localizada no bairro de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Na Flórida, ostenta imóveis e bens de alto padrão, sempre negando a pecha de “maior sonegador de impostos do país”. Quem convive com ele o descreve como alguém reservado e avesso a exposição pública, embora sua inserção na classe política seja conhecida, assim como os repetidos perdões e reduções de dívidas conquistados ao longo dos anos. O caso mais recente ocorreu em outubro, quando a Alerj aprovou descontos de até 95% e parcelamento em 180 meses, apesar da tentativa de setores da oposição de retirar a Refit do projeto. A empresa é a segunda maior devedora do Rio, ficando atrás apenas da Petrobras, e lidera o ranking em São Paulo. Apenas em um ano, segundo a investigação, o grupo envolvido teria movimentado R$ 70 bilhões por meio de empresas, fundos e offshores para mascarar lucros. Além das investigações criminais, a Refit foi alvo de interdição pela ANP em setembro devido a irregularidades identificadas na refinaria. Os serviços foram retomados parcialmente no mês seguinte. Paralelamente, Magro acionou judicialmente diretores da agência e mobilizou aliados políticos para pressionar o órgão regulador. A relação com figuras influentes da política também se manifestou quando veio à tona que Magro — como DJ Orgam — teria preparado um set musical chamado “esquenta despedida flor e rueda” para Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e sua esposa. Ricardo Magro já esteve no centro de outras investigações. Em 2016, foi preso sob acusação de envolvimento em um esquema de desvio de recursos dos fundos de pensão da Petrobras e dos Correios, mas acabou absolvido. Documentos do processo de separação do empresário, aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso, revelam detalhes de seu patrimônio. Ele e a então esposa moravam em uma casa de mais de 9 mil m² em Miami, avaliada em cerca de R$ 18,7 milhões, além de outras propriedades em regiões nobres da Flórida, como Key Biscayne, e um barco de luxo. Após deixar o imóvel, passou a alugar uma propriedade pertencente à estrela da NBA LeBron James e a circular na região com um Maserati, modelo que pode superar R$ 1 milhão. Fonte: G1