O governo do Reino Unido revelou nesta quinta-feira (9) uma operação militar secreta para conter a presença de submarinos russos em águas britânicas, em um episódio que amplia a tensão entre Londres e Moscou. Segundo o ministro da Defesa, John Healey, embarcações da Rússia permaneceram por cerca de um mês na região antes de serem monitoradas e afastadas.
De acordo com o governo britânico, os submarinos tinham capacidade de ataque, espionagem e sabotagem, e estariam tentando atingir cabos submarinos e oleodutos estratégicos da Europa. Em resposta, o Reino Unido mobilizou suas Forças Armadas em uma ação conjunta com a Noruega, que enviou aeronaves de patrulha marítima e uma fragata para reforçar a operação.
Healey afirmou que a decisão de tornar a operação pública tem caráter estratégico, como forma de enviar um recado direto ao presidente russo, Vladimir Putin. “Nós o vemos. Vemos sua atividade sobre nossos cabos e oleodutos, e qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada”, declarou.
Segundo o ministro, a ação russa envolveu um submarino de ataque da classe Akula e dois submarinos-espiões ligados à Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas (GUGI), conhecida por operações sensíveis no fundo do mar. Apesar da movimentação, não foram registrados danos às estruturas submarinas.
Ainda conforme o relato britânico, os submarinos deixaram a região e seguiram para o norte sem resistência após serem monitorados pelas forças europeias. Até a última atualização, o Kremlin não havia se manifestado sobre as acusações.
O episódio ocorre em um contexto de crescente vigilância sobre infraestruturas críticas no fundo do mar, consideradas estratégicas para comunicações e energia na Europa, e reforça o clima de desconfiança entre potências.
Fonte: G1