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São Paulo

Aplicativo de Transporte

Nunes critica Uber por também oferecer transporte por moto em SP: ‘estou indignado de ver uma empresa só visando o lucro’

por Redação 22 de janeiro de 2025

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou nessa quarta-feira (22) a decisão da empresa de aplicativo Uber de também oferecer o serviço de transporte de passageiros por moto na capital paulista, a exemplo da concorrente 99. Segundo ele, a empresa só visa o lucro e desconsidera o risco à vida das pessoas.

O anúncio ocorreu em meio a uma disputa jurídica entre a Prefeitura de São Paulo e a 99.

Quando a 99 anunciou o serviço, Nunes chegou a dizer que a empresa iria promover uma “carnificina” na cidade em razão da falta de segurança das motos e pediu à população que não usasse o serviço. Desde então, a prefeitura tem feito apreensões de motocicletas que estavam sendo usadas como mototáxi.

A Uber informou que resolveu colocar a plataforma de motos no ar depois que uma nova decisão judicial impediu que a concorrente 99 fosse multada em R$ 1 milhão por dia por manter o serviço no ar, apesar de um decreto do prefeito Ricardo Nunes (MDB) proibir esse tipo de serviço na cidade.

Durante uma entrevista à imprensa na Zona Sul, o prefeito afirmou nesta quarta que vai apresentar uma queixa-crime contra as duas companhias para que sejam investigadas pela Polícia Civil por infração da lei municipal.

“Vamos entrar hoje com uma ação junto à Polícia Civil comunicando o descumprimento da legislação e fazendo uma queixa-crime, um comunicado de descumprimento. Isso vai ensejar um inquérito policial porque a gente tem apresentado dado, tem conversado e falado que essa atividade vai aumentar o número de óbitos. Mesmo assim, eles insistem em fazer essa atividade”, declarou.

Ricardo Nunes também afirmou que notificou a 99 e vai notificar a Uber informando que, caso não desistam de oferecer o serviço e descumpram o decreto municipal que proíbe esse tipo de transporte, passarão a ter a cobrança de multa de R$ 50 mil por dia.

De acordo com o prefeito, desde o início de janeiro, a cidade já tem cerca de 100 motociclistas internados nos hospitais municipais em razão de acidentes como moto.

Desse total, 47 motociclistas aguardam na fila para a realização de cirurgias.

“Os dados são assustadores com relação ao número de acidentes e óbitos. A gente tem agora 100 pacientes que estão internados por causa de acidentes de moto, só os ocorridos em 2025. 100 pessoas internadas nos equipamentos públicos municipais, com todo o custo da prefeitura. Ortopedia, raio-x, médico, remédio, cirurgia. Tudo isso é custo da Prefeitura de São Paulo, além de 47 estarem aguardando cirurgia, porque tiveram alguma fratura no corpo”, disse.

Uber também entra na briga

Conforme o g1 publicou, a Uber lançou na manhã desta quarta-feira (22) seu serviço de moto na cidade de São Paulo

Em comunicado distribuído à imprensa, a Uber afirmou que, a exemplo da 99Moto, o Uber Moto também estará presente apenas fora do centro expandido da capital paulista.

Na avaliação da empresa, isso “permitirá uma análise cuidadosa da sua demanda e utilização, ao passo que atende também quem mais precisa de alternativas acessíveis de mobilidade na capital”.

Em seu comunicado, a Uber ressaltou que, na decisão, “o juiz lembrou que a modalidade já está presente em diversas capitais do país, argumentou que está ‘pacificado pelo julgamento do Tema 967 do STF que é inconstitucional a proibição ou restrição de transporte privado individual por motorista cadastrado em aplicativo, por constituir violação aos princípios da livre iniciativa e da livre concorrência’”.

A Uber destacou ainda que o juiz “apontou para julgamentos anteriores de outros municípios e estados que consideraram inconstitucionais leis que tentaram proibir o serviço”.

A empresa argumentou que o serviço Uber Moto já está presente em várias partes do país e “tem se estabelecido como alternativa em especial onde o transporte público é menos presente, principalmente nas regiões periféricas das cidades, com os preços em média 40% mais baixos do que o UberX”.

Na época, o aplicativo foi justamente alvo do decreto Municipal nº 62.144/2023, do prefeito Ricardo Nunes, impedindo qualquer operação de transporte de passageiro por meio de motos na cidade.

Fonte: G1

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São Paulo

Soldado que denunciou agressão em quartel em SP está abalado e tomando calmantes, diz advogado: ‘Trauma muito grande’

por Redação 22 de janeiro de 2025

Uma rotina à base de calmantes. Assim tem sido a vida do soldado do Exército Brasileiro, de 19 anos, que denunciou ter sido agredido por seis colegas da corporação na última quinta-feira (16), no 13º Regimento de Cavalaria Mecanizada, em Pirassununga (SP).

O advogado de defesa do jovem, Pablo Canhadas, disse ao g1 que o rapaz ainda está muito abalado com a violência e precisou ser afastado das atividades militares desde o ocorrido.

Segundo Canhadas, as agressões duraram cerca de 30 minutos, com pedaços de ripa de madeira, remo de panela industrial e um cabo de vassoura, que teria sido quebrado na região do ânus.

O jovem relatou que dois colegas o seguraram, enquanto o restante o agredia.

O caso foi registrado como lesão corporal no 1º Distrito Policial de Pirassununga. Mas, conforme apurou a reportagem, não haverá investigação da Polícia Civil, apenas do Exército.

Em nota, o Comando Militar do Sudeste informou que foi instaurado Inquérito Policial Militar para apurar a denúncia e acrescentou que “o Exército Brasileiro não compactua com qualquer conduta ilícita envolvendo seus integrantes”.

Receio de denunciar
De acordo com Canhadas, o jovem completou um ano na corporação e via o serviço militar com orgulho. “Estava virando a vida toda para o militarismo”, declarou.

O advogado admitiu que, inicialmente, o soldado estava receoso em fazer a denúncia, mas teria sido aconselhado por um familiar.

Canhadas informou que o jovem vai passar por uma avaliação médica no 13º Regimento, na quinta-feira (23). “Vou estar com ele para saber se vão revalidar o atestado do Pronto-Socorro e se vão iniciar acompanhamento médico com ele. Todo ato externo precisa ser revalidado internamente”, explicou.

Relembre o caso
De acordo com o boletim de ocorrência, o militar estava organizando um espaço com soldados, quando estes disseram que ele teria que limpar uma câmara fria.

Foi então que um cabo e outros soldados também teriam ido a esse segundo local. Em seguida, conforme o relato do militar, a farda dele teria sido arrancada e uma vassoura quebrada na região do ânus.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, um cabo supostamente envolvido nas agressões teria enviado uma mensagem ao militar dizendo que ele “estava mentindo e que iria prejudicar a todos”.

A vítima apresentou imagens das lesões sofridas e disse que passou por exame de corpo de delito, no Pronto-Socorro Municipal.

O Exército informou que apura o caso. “Os envolvidos serão punidos e expulsos das fileiras do Exército. O Exército Brasileiro não compactua com qualquer conduta ilícita envolvendo seus integrantes”, disse em nota.

Fonte: G1

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Cracolândia

Ao STF, prefeito de SP diz que muro na Cracolândia não teve intenção de segregar e afirma que a demolição trará danos irreversíveis

por Redação 21 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo respondeu nesta terça-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a construção do muro construído na Cracolândia, no Centro da cidade, não teve o objetivo de segregar as pessoas em situação de rua e que a sua demolição trará danos irreversíveis.

O muro, com 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, cerca o local onde usuários de crack se concentram na região da Santa Ifigênia, perto da estação da Luz. A construção foi revelada na semana passada pelo g1 e gerou forte repercussão. Antes, já havia tapumes de metal no local.

Parlamentares do PSOL acionaram o STF pedindo a derrubada do muro. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pediu, então, esclarecimentos ao governo municipal.

No documento, a prefeitura afirmou ainda que “a execução de ordem para destruição do muro teria efeitos e danos irreversíveis”. E acrescentou que “não procede a alegação de ‘confinamento’ de quem quer que seja” e que a obra está em “consonância com o princípio da dignidade humana”.

Na segunda-feira (20), ao ser indagado sobre o assunto, Ricardo Nunes tinha minimizado a ação dizendo achar “lamentável fazer com que um ministro do STF, com tanta ocupação,” tenha que se manifestar sobre o caso.

O prefeito disse que, quando soube da ação, achou “estranho um ministro do STF mandar uma notificação pra um prefeito para perguntar de um muro”.

Ação no STF
Na ação, os parlamentares do PSOL argumentaram que a construção isola e exclui socialmente as pessoas que vivem na Cracolândia, violando direitos fundamentais da Constituição, ferindo princípios de igualdade, liberdade e acesso a direitos essenciais.

A prefeitura, no entanto, afirmou à Suprema Corte que a ação “apresenta exclusivamente afirmações retóricas, sem a mínima demonstração documental de que estariam ocorrendo as violações a direitos que alega. Tampouco demonstra minimamente a existência de algum perigo de dano”.

A gestão municipal explicou ainda que as intervenções realizadas na região são acompanhadas de “uma série de medidas complementares, como o oferecimento de serviços de acolhimento, tratamento de saúde mental, reinserção social e acesso a programas de assistência social”.

Fonte: G1

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São Paulo

Prefeitura de SP emite alvará temporário que autoriza final da Copinha no Pacaembu para público reduzido de 20 mil pessoas

por Redação 21 de janeiro de 2025

Apesar de o trâmite de entrega da obra da nova Arena Pacaembu não ter sido concluído, a Secretaria de Licenciamento e Urbanismo (Smul) emitiu na noite desta segunda-feira (20) um alvará temporário para que a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, possa acontecer no estádio no próximo sábado (25).

A autorização vale para um público de no máximo 20 mil pessoas sentadas e está um pouco abaixo da expectativa de 26 mil torcedores que a Federação Paulista de Futebol (FPF) desejava para a partida, que é a capacidade total da arena, que teve a reforma orçada em mais de R$ 800 milhões.

Como o novo Pacaembu já tem o Auto de Vistoria dos Bombeiros (AVCB), emitido em setembro de 2024 e válido por um ano, o estádio cumpre as exigências da FPF para a realização da partida.

Embora o “termo de aceite da obra” não tenha sido concluído pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME) – indicando que a reforma foi 100% concluída e segue à risca o contrato assinado em 2019 com a Concessionária Allegra Pacaembu, a SMUL, ao dar a licença temporária, atesta que não há risco para os torcedores e atletas.

Com a decisão, o público reduzido de 20 mil pessoas poderá ocupar os seguintes espaços do estádio:

Arquibancada Oeste: 4.982 pessoas;
Camarotes Oeste: 506 pessoas;
Arquibancada Leste: 5.924 pessoas;
Camarotes Leste: 156 pessoas;
Arquibancada Norte: 8.432 pessoas.
A final da Copinha vai marcar a reinauguração do estádio, que passa por uma ampla reforma desde meados de 2019. O evento faz parda das comemorações dos 471 anos da capital paulista e acontece no mesmo dia do aniversário da cidade.

O alvará temporário emitido nesta segunda (20) vale apenas para a final da Copinha.

Outras partidas como as do Campeonato Paulista de 2025, que já estão programadas para o Novo Pacaembu nas próximas semanas, deverão contar com outra licença temporária ou o alvará definitivo.

O local já tem outras duas partidas do Paulistão agendadas para o espaço. São as seguintes:

Portuguesa x São Paulo – 29 de janeiro
Santos x São Paulo – 01 de fevereiro

O que é o ‘aceite’ da obra?
O “termo de aceite da obra” é o documento formal onde prefeitura recebe a reforma de qualquer obra pública, como a reforma e revitalização do estádio. Ele diz que o contrato assinado foi cumprido à risca e que o local está pronto e finalizado para uso. Vale para o Pacaembu ou qualquer outra obra.

Só após esse documento emitido é que a gestão municipal pode dar início ao processo de alvará definitivo do estádio, cumprindo as regras da Federação Paulista de Futebol (FPF) e as exigências da Lei Geral do Esporte.

De acordo a FPF, uma partida oficial da entidade só pode ser realizada no estado de São Paulo em estádios prontos e com alvará emitido pelas respectivas prefeituras, além de Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Essas regras estão no site da própria federação (veja abaixo).

As normas também valem para Copinha e para o Campeonato Paulista, que já está em andamento.

O g1 apurou que o aceite definitivo da obra está atrasado porque a concessionária Allegra Pacaembu realizou mais intervenções do que constavam em contrato assinado em 2019.

Embora essas novas obras tivessem autorização da SMUL, não foi feito aditamentos no contrato ao longo dos anos para adequar as novas intervenções dentro do acordo formal.

Com isso, os funcionários precisam analisar uma porção de documentos da Allegra Pacaembu para o processo de aceite definitivo, sem a ajuda de um gestor de contrato que, conforme o g1 publicou nesta segunda (20), foi transferido de secretaria poucos dias antes da entrega da obra.

Sem gestor de fiscalização
Após quase cinco anos de obras, o gestor oficial do contrato de quase R$ 800 milhões entre a Concessionária Allegra Pacaembu e a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o advogado Eduardo Cappellini, foi remanejado de cargo no último dia 9 de janeiro sem explicação.

A mudança de função foi publicada no Diário Oficial da cidade na última quinta (16), com data retroativa. Desde então, não existe responsável legal pela fiscalização do que foi feito pela concessionária no equipamento público municipal, na reta final de entrega da obra.

Segundo a lei, todo contrato entre a gestão municipal e a iniciativa privada precisa ter dois fiscais responsáveis: o gestor de fiscalização, profissional de nível superior, e o fiscal auxiliar, geralmente um profissional de nível médio.

O gestor é o responsável direto por assegurar que todos os itens do contrato estão sendo seguidos, apontando irregularidades, pedindo correção de rotas e alertando sobre serviços mal feitos.

O nome desses dois responsáveis consta, inclusive, no contrato assinado entre as partes.

Acontece que, há onze dias, o acordo entre Allegra e gestão Ricardo Nunes (MDB) não tem um gestor de fiscalização responsável e conta apenas com a figura de José Eduardo Gomes Figueiredo, como fiscal do contrato desde 16 novembro de 2022. O cargo dele dentro da Administração é de Assistente Administrativo de Gestão II.

Embora a prefeitura afirme que Figueiredo é servidor de carreira e possui vasta qualificação na administração pública, juridicamente ele não atuou como gestor do contrato nesses últimos anos. Não assinou relatório algum.

Tudo ficava sob responsabilidade de Cappellini, que é um servidor comissionado formado em Direito e exercia, até 9 de janeiro, o cargo de Assessor III, com salário de pouco mais de R$ 5.700, segundo o site de transparência da Prefeitura de SP.

Até que um novo acordo seja firmado entre Allegra e SME ou portaria nova publicado em Diário Oficial fazendo a substituição, Figueiredo não pode assinar nenhum documento importante que vai abrir as portas para a realização da final da Copinha no Pacaembu, de acordo com especialistas em administração pública consultados pelo g1.

A ausência desse gestor compromete o processo de ‘aceite definitvo’ da obra entre prefeitura e Allegra, atrasando, consequentemente, a confecção do alvará definitivo do estádio, necessário para a realização de qualquer evento esportivo.

Fonte: G1

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São Paulo

Defesa Civil alerta para calor intenso e chuvas nos próximos dias no estado de SP

por Redação 21 de janeiro de 2025

A Defesa Civil alertou nesta segunda-feira (20) que os próximos dias serão de calor intenso e pancadas de chuva isoladas em todo estado de São Paulo.

Conforme o órgão, as temperaturas elevadas, associadas à alta umidade, trarão uma sensação de tempo abafado em todo o território paulista.

Entre os destaques, as temperaturas máximas poderão atingir até 38°C, especialmente nas regiões oeste e norte do estado. A expectativa é a de que, até quarta-feira (22), o sol predomine, com poucas nuvens pela manhã, resultando em uma elevação significativa das temperaturas.

A partir de quarta-feira, haverá um aumento da nebulosidade e chuvas generalizadas, o que poderá aliviar o calor, diz a Defesa Civil. Para a capital paulista, a região metropolitana de São Paulo e as regiões de São José dos Campos e Marília, são esperadas máximas de 34ºC.

Temperaturas máximas e chuva
Para as regiões de Araçatuba e Presidente Prudente, as máximas podem chegar até 38°C. No entorno de Ribeirão Preto, Araraquara e Barretos, os termômetros podem registrar 37°C.

As regiões de Registro e São José do Rio Preto devem ter temperaturas máximas de até 36°C. Baixada Santista, Campinas e Bauru, devem registrar 35°C.

E para as áreas de Sorocaba e Franca, previsão de 33ºC. Na região de Itapeva, 32°C.

Mesmo com o calor intenso, durante a semana são esperadas pancadas de chuva isoladas, que podem ser acompanhadas de raios, ventos fortes e, em casos isolados, granizo, principalmente nas regiões que fazem divisa com o Paraná.

“Essas condições podem resultar em temporais localizados, aumentando o risco de transtornos em áreas já encharcadas. A Defesa Civil recomenda atenção especial nas áreas mais vulneráveis, devido ao risco de acumulados moderados de chuva”, diz o órgão.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Prefeitura de SP apreende mais de 30 motos em blitz contra atuação da 99; empresa diz que vai pagar multas de motociclistas

por Redação 21 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo apreendeu, nesta segunda-feira (20), 37 motos durante uma blitz contra a atuação da empresa 99, que manteve seu serviço de transporte de passageiros via aplicativo mesmo com uma determinação de suspensão da atividade feita pela gestão Ricardo Nunes (MDB).

Agentes do Departamento de Transportes Públicos (DTP), com o apoio da Guarda Civil Metropolitana, fiscalizaram e removeram motos nas zonas Sul, Norte, Leste e Oeste.

O Globocop sobrevoou e fez imagens de um dos pátios da prefeitura para onde estão sendo levadas as motos apreendidas durante as ações da prefeitura. O espaço fica no Brás, na região central da cidade.

Segundo o município, desde o dia 15, quando foi iniciada a operação, foram apreendidas 143 motocicletas.

A empresa disse que vai pagar as multas e as taxas das motocicletas que forem apreendidas e que devolverá o pagamento das corridas aos passageiros, caso a moto em que o usuário esteja seja parada e recolhida pela prefeitura.

Na semana passada, o serviço 99 Moto continuou funcionando normalmente mesmo com o fim do prazo dado pela prefeitura para que a 99 retirasse da plataforma a opção de transporte por motos. A empresa diz que tem amparo legal para seguir operando.

Em nota, a prefeitura informou que “apreendeu, nesta segunda-feira (20), 37 motocicletas por realizarem transporte clandestino de passageiros por motos via aplicativo. O Departamento de Transportes Públicos (DTP), com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), realizou operações para coibir a prática ilegal em dez pontos distribuídos por quatro regiões da cidade. Das 37 apreensões de motos que atuavam na prestação do serviço irregular por meio do aplicativo da empresa 99 nesta segunda-feira 15 foram realizadas na Zona Sul; 5 na Zona Oeste; 11 na Zona Leste e 6 na Zona Norte. Nesta segunda-feira (20), os agentes fiscalizaram 575 motocicletas.

O transporte remunerado por moto via aplicativo é proibido por decreto municipal de 2023. O transporte individual de passageiros remunerado sem autorização do município é clandestino, conforme as leis 15.676/2012 e 16.344/2016. Desde o dia 15/01, quando foi iniciada a operação, foram apreendidas 143 motocicletas”.

Briga judicial
A Justiça Federal — em ação que negou ao Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas de São Paulo a possibilidade de participar de processo que a 99 move contra a prefeitura — afirmou que o serviço de motos por aplicativo não está suspenso na capital paulista por decisão judicial.

“Nunca houve qualquer ordem judicial de proibição ou suspensão do serviço porque o pedido posto em julgamento não é este. Limitou-se o juízo a não conceder, em sede liminar, o pedido do impetrante que pretende, em outras palavras, proibir o impetrado de concretizar a ameaça de impor os consectários legais. Vale dizer, nos termos da decisão de fls. 277/278 o impetrado não está impedido de “impor os consectários legais”, tal como advertiu em sua notificação (ato coator)”, disse o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública.

Também na sexta, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), ingressou com uma ação civil pública na mesma Vara em que pede multa diária de R$ 1 milhão por “danos morais coletivos e crimes de desobediência contra a 99 Tecnologia”.

“A empresa vem descumprindo nos últimos dias um decreto da Prefeitura que, desde janeiro de 2023, não autoriza o transporte remunerado de passageiros por motocicletas com uso de aplicativos. A Prefeitura reitera que tem por dever atuar pela segurança da população, e assim evitar acidentes, inclusive fatais envolvendo motociclistas e passageiros. A administração também reforça que todos os seus esforços estão em punir a empresa, e não motociclistas que usam este tipo de veículo para a prestação de serviços regularizados”, diz.

O serviço 99 Moto continuou funcionando normalmente mesmo com o fim do prazo de 24 horas dado pela prefeitura para que a 99 retirasse da plataforma a opção de transporte por motos. A empresa diz que tem amparo legal para seguir operando. Ao menos 18 motos foram apreendidas pela Prefeitura.

Até as 9h de quinta (16) tinham sido feitas 50 mil corridas na cidade de SP. Os locais que mais acionaram o serviço foram:

Zona Leste: Rua Salvador GIanetti, nas imediações da estação Guaianases da CPTM
Zona Sul: Praça Ricardo Martini, nas proximidades da estação Capão Redondo do metrô
Zona Oeste: Praça João de Deus Veras, Jaguaré (achamos que o fluxo se deve à proximidade com Osasco e também se deve a um grande condomínio residencial no local (pode ser fluxo de prestadores de serviço)
Zona Norte: Estação Tucuruvi do metrô, em frente e ruas adjacente

Corridas
Na quinta, a reportagem da TV Globo pediu uma corrida de Santo Amaro para o Autódromo de Interlagos pelo aplicativo. Sete minutos depois chegou o motociclista Edmilson da Silva Alves, que explicou como faz para acomodar a caixa de entrega e o passageiro.

“Quando é passageiro, a gente anda com o capacete aqui, pede pra eles colocar a mochila nas costas e nós levamos ele”, afirma.

A TV Globo perguntou sobre o treinamento que a 99 diz oferecer para os motociclistas. Ele afirmou que ainda não havia feito.

Outra corrida foi solicitada pela reportagem e chegou o motociclista Bruno Gian Vitale. Ele contou que já fez os treinamentos oferecidos pelo aplicativo, mas acha que faltam outras regras para ter mais segurança.

“Geralmente é via internet, é online e tal. Eu acho que os aplicativos tinham que ter uma idade para trabalhar com pessoas, acima de 21, acima de 25. Ter no mínimo 5 anos de habilitação, porque hoje em dia moleque de 18 anos tira carta e está transportando gente sem experiência nenhuma”.

Além do treinamento, a 99 diz que para a segurança de motociclistas e passageiros monitora as corridas em tempo real, atua contra a direção perigosa, faz alertas sobre excesso de velocidade e mantém uma central emergencial disponível 24 horas.

Larissa Nayara Souza Oliveira conta que nada disso funcionou. Em maio do ano passado, em Osasco, Grande São Paulo, ela pegou uma corrida pela 99 moto que terminou em um acidente.

“Eu solicitei o 99, eu estava indo a trabalho, pedi uma moto. Peguei um cara que estava meio correndo. Não sei se ele perdeu o controle, porque foi muito rápido. Quando eu fui ver eu já estava no chão, toda machucada, ralada, perna quebrada e fora que eu tenho uma deficiência na perna e acabei quebrando a perna da deficiência. Fui socorrida muito rápida pelo Samu”.

“No dia do acidente, ele ainda me cobrou a corrida. Eu estava dentro da ambulância e ele falou: ‘vou finalizar a corrida’, sendo que ele poderia ter reportado que a gente teve um acidente. Ele não reportou e ainda me cobrou”.

Não foi só o motociclista que não prestou socorro. Oitos meses se passaram e até hoje ela, sequer, conseguiu falar com a empresa responsável pelo aplicativo.

“Eles não entram em comunicação com a gente e a gente também não consegue entrar em contato com eles, porque eles não têm e-mail, só pelo aplicativo e ali ninguém reporta nada porque é só um eletrônico que fala com você”.

Na internet, numa página especializada em reclamações de consumidores, há vários relatos de problemas enfrentados pelos passageiros do 99 Moto. Entre eles, dificuldade para acionar o seguro, dificuldade para entrar em contato com o aplicativo depois de um acidente, direção perigosa, falta de assistência.

Em nota, a 99 disse que reconhece que houve um erro por parte da empresa e que irá entrar em contato com Larissa. Sobre as reclamações dos usuários, a empresa afirma que precisa melhorar a central de atendimento, mas que procura responder a todas reclamações.

Fonte: G1

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São Paulo

Ônibus articulado parte ao meio em avenida da Zona Leste

por Redação 20 de janeiro de 2025

Um ônibus articulado partiu ao meio na manhã desta segunda-feira (20) em uma avenida de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.

O veículo estava como “reservado” e não levava passageiros no momento. Por isso, não houve a necessidade de desvio de linhas.

Ele estava na Avenida Águia de Haia, altura do número 2.900, perto do Terminal AE Carvalho. O trânsito no sentido bairro precisou ser desviado para retirá-lo da pista.

A SPTrans informou que irá notificar a empresa Metrópole Paulista para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Forma de andar e tatuagem no braço: as informações usadas para identificar PMs presos pela execução do delator do PCC

por Redação 20 de janeiro de 2025

Dois policiais militares foram presos nesta semana acusados de participação direta no assassinato de Vinicius Gritzbách. O empresário, que lavava dinheiro para o PCC, tinha feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, e foi morto no aeroporto de Guarulhos.

A partir da análise de imagens e dados que fazem parte da investigação, o Fantástico deste domingo (19) mostrou como a polícia chegou à identidade dos envolvidos.

Segundo a polícia, os atiradores envolvidos no assassinato de Vinicius tinham treinamento militar. O carro usado pelos executores foi abandonado 11 minutos depois do crime, a cerca de 7 quilômetros do terminal de desembarque de Guarulhos.

Em seguida, os criminosos se dispersaram pela região. Uma câmera, localizada a 200 metros do ponto onde o veículo ficou, registrou a passagem de um homem de boné branco. Na sequência, um outro de capuz. Ele carregava uma bolsa que foi deixada atrás de um quiosque. Dentro da bagagem, a polícia encontrou as armas usadas pelos assassinos.

Depois de deixarem as armas, os dois homens passaram a caminhar separadamente pela região. Nas imagens a que o Fantástico teve acesso, eles só voltaram a aparecer juntos no ponto de ônibus. A viagem terminou alguns minutos depois, em um terminal rodoviário de Guarulhos.

Segundo a investigação, a partir dali eles entraram em um carro e deram sequência à fuga. Uma denúncia anônima indicou que o homem de boné seria um policial militar.

O cruzamento de imagens com ferramentas de inteligência colocaram o cabo Denis Antônio Martins na cena do crime. Ele passou a ficar sob vigilância da corregedoria da PM. Os investigadores analisaram o tipo físico e, especialmente, a forma dele andar.

As mesmas imagens usadas para a análise biomecânica revelaram ainda a coincidência de uma tatuagem no braço esquerdo.

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Forma de andar e tatuagem no braço: as informações usadas para identificar PMs presos pela execução do delator do PCC
A partir da análise de imagens e dados que fazem parte da investigação, o Fantástico deste domingo (19) mostrou como a polícia chegou à identidade dos envolvidos pelo crime.
Por Fantástico

19/01/2025 21h08 Atualizado há 10 horas

Dois policiais militares foram presos nesta semana acusados de participação direta no assassinato de Vinicius Gritzbách. O empresário, que lavava dinheiro para o PCC, tinha feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, e foi morto no aeroporto de Guarulhos.

A partir da análise de imagens e dados que fazem parte da investigação, o Fantástico deste domingo (19) mostrou como a polícia chegou à identidade dos envolvidos. Veja o vídeo abaixo.

Fantástico mostra em detalhes como a polícia identificou 2 assassinos do delator do PCC

Segundo a polícia, os atiradores envolvidos no assassinato de Vinicius tinham treinamento militar. O carro usado pelos executores foi abandonado 11 minutos depois do crime, a cerca de 7 quilômetros do terminal de desembarque de Guarulhos.

“Eles tinham programado de incendiar o veículo, que tinha galão com gasolina, material incendiário. Eles não conseguiram fazer isso”, destaca Derrite, secretário da Secretária de Segurança Pública de São Paulo.
Em seguida, os criminosos se dispersaram pela região. Uma câmera, localizada a 200 metros do ponto onde o veículo ficou, registrou a passagem de um homem de boné branco. Na sequência, um outro de capuz. Ele carregava uma bolsa que foi deixada atrás de um quiosque. Dentro da bagagem, a polícia encontrou as armas usadas pelos assassinos.

Depois de deixarem as armas, os dois homens passaram a caminhar separadamente pela região. Nas imagens a que o Fantástico teve acesso, eles só voltaram a aparecer juntos no ponto de ônibus. A viagem terminou alguns minutos depois, em um terminal rodoviário de Guarulhos.

Segundo a investigação, a partir dali eles entraram em um carro e deram sequência à fuga. Uma denúncia anônima indicou que o homem de boné seria um policial militar.

O cruzamento de imagens com ferramentas de inteligência colocaram o cabo Denis Antônio Martins na cena do crime. Ele passou a ficar sob vigilância da corregedoria da PM. Os investigadores analisaram o tipo físico e, especialmente, a forma dele andar.

As mesmas imagens usadas para a análise biomecânica revelaram ainda a coincidência de uma tatuagem no braço esquerdo.

“O nosso objetivo é transformar isso numa prova oficial, essa análise biomecânica dos vídeos obtidos da fuga, no dia do assassinato, e também que foram coletados nesse período de busca, quando esse policial investigado acaba sendo colocado na cena do crime”, conta Derrite.
A perícia agora vai analisar se material genético extraído do carro abandonado bate com o DNA do PM, preso na quinta-feira.

Prisão de outros policiais
Na mesma operação que prendeu o cabo Denis, outros 14 policiais militares foram detidos. Todos envolvidos com a segurança particular de Vinicius Gritzbach. Incluindo, os quatro que seguiam para o aeroporto no dia do assassinato. E o que estava voltando de Maceió com o delator e a namorada.

No sábado (18), o Departamento de Homicídios prendeu o tenente da PM Fernando Genauro da Silva, que, segundo a polícia, teria sido o motorista do carro preto que aparece na cena do crime. Segundo a polícia, o celular dele recebeu uma ligação dois minutos antes do assassinato. Teria sido o aviso para fazer o veículo seguir até o ponto onde os atiradores desceram para fazer os disparos.

Os registros da PM mostram ainda que o tenente Fernando e o cabo Dênis, um dos supostos atiradores, já teriam trabalhado juntos quando serviam num batalhão de Osasco, na Grande São Paulo.

Também neste sábado, Danilo Lima da Silva, que fazia segurança para Gritzbach, mas não é da PM, prestou um novo depoimento sobre o caso. Segundo Danilo, o tenente Fernando Genauro e Vinicius eram amigos e que em algumas oportunidades, o oficial da PM chegou a pegar emprestado carros do empresário.

As outras quatro pessoas presas por envolvimento no caso teriam ligação com Kauê Amaral Coelho – o suspeito de ser o encarregado de informar aos matadores sobre o momento em que Vinícius Gritzbach sairia do terminal do aeroporto. Um dia depois do crime, o olheiro fugiu para o Rio de Janeiro. Segundo a polícia – uma imagem dele foi feita no fim de 2024 por um drone que sobrevoou a Vila Cruzeiro, comunidade localizada no Complexo do Alemão.

Mas alguns dias depois, eles não conseguiram mais rastrear o sinal do celular do suspeito e acreditam que ele tenha deixado a Vila Cruzeiro.

O Fantástico não conseguiu contato com a defesa de Kauê. O advogado do tenente Fernando Genauro da Silva disse que o cliente é inocente, que a prisão foi prematura e amparada em provas frágeis: uma denúncia anônima e uma imagem que mostra apenas uma pessoa de perfil.

A defesa do cabo Denis Antônio Martins afirmou que as investigações vão mostrar que o policial militar não fez os disparos de arma de fogo contra a vítima.

Fonte: Fantástico

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Aplicativo de Transporte

Mototaxistas que atuam há 4 anos na periferia de SP atendem passageiros com medo de assaltos; eles criticam ameaças de Nunes e veem com receio chegada da 99

por Redação 20 de janeiro de 2025

Enquanto a Prefeitura de São Paulo e o aplicativo de transporte 99 travam uma batalha na Justiça para proibir ou não o serviço de transporte de motos por aplicativo na capital paulista, motociclistas que trabalham há anos na cidade com esse serviço vêm os dois lados com desconfiança.

Mesmo sem regulamentação, no bairro de Perus, Zona Norte da capital, um grupo de cerca de 40 motociclistas trabalha há quatro anos com o serviço e estão preocupados com a disputa.

Os motociclistas são responsáveis por um grupo de WhatsApp – que eles também chamam de aplicativo (app) – com cerca de 700 moradores do bairro, onde são ofertadas “caronas pagas” de moto entre a estação Perus da CPTM e os bairros do entorno.

As corridas entre a estação e os bairros mais próximos variam de R$ 6 a R$ 12. Para corridas para outras localidades, os valores são negociados direito com cada motociclista.

O grupo foi fundado, segundo um dos coordenadores, durante a pandemia, quando vários motociclistas estavam desempregados e a oferta de ônibus e transporte público no bairro diminuiu drasticamente.

Os mototaxistas de Perus criticam a decisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de simplesmente proibir o transporte remunerado por meio de moto na cidade, começando a fazer apreenções sem nem abrir uma discussão pública sobre a regulamentação do serviço na cidade.

“A gente sabe que está irregular. Mas a gente quer trabalhar na legalidade, sem precisar conversar o tempo todo com a polícia e implorar pelo nosso ganha pão. Não dá simplesmente para proibir e dizer que vai multar e apreender as motos. Todo mundo aqui é trabalhador. A gente presta um serviço importante para a comunidade”, disse Cipó.

O grupo também vê com desconfiança a chegada da 99 Moto no setor, sem negociar com os motoqueiros da cidade para saber das necessidades da categoria.

Com 50 anos de idade e pai de dois filhos, Santos disse que há 4 anos o grupo não registra acidentes com passageiros em Perus.

“Todo mundo aqui é responsável. Quem corre com o passageiro ou tem conduta que não é a correta, a gente chama pra conversar e enquadra. Nesses quatro anos, não tivemos nenhum acidente com passageiro. Porque a segurança e a confiança são o nosso principal capital”, afirmou.

“A gente chega aonde taxista, uber ou os ônibus da prefeitura não vão. Subimos rua de terra, cheia de buracos, sem asfalto. Tem gente aqui que as vezes não tem dinheiro para nos pagar, mas precisa da corrida. A gente faz na camaradagem, porque a gente sabe quem é trabalhador e lá na frente vai nos pagar e continuar usando o serviço”, afirmou o mototaxista Cipó.

Com medo de represálias da prefeitura, eles não quiseram se deixar fotografar.

Opinião dos usuários

A base principal de clientes dos motociclistas vem do grupo do Whatsapp. Mas muitos moradores de Perus preferem chamar os motociclistas de maior confiança direito nos seus números pessoais.

É o caso da estudante Victória Gabriela, de 17 anos. Ela é moradora do bairro Recanto dos Humildes, um conjunto habitacional nascido nas imediações da estação de Perus.

A doméstica Maria Helena Pereira, de 65 anos, também elogia o trabalho dos motoqueiros.

“Eles sempre usam capacete, são bastante educados e respeitadores. Se a gente acha que tão indo muito rápido, a gente pede para diminuir e nenhum deles reclama. Para mim é uma mão na roda. E custa quase o mesmo que o ônibus, que aqui no bairro é lotado às 5h da manhã e demora pra chegar que só Deus na causa…”, afirmou.

Os mototaxistas de Perus se dizem insatisfeitos tanto com a gestão Nunes quanto com os representantes da 99 atualmente.

“Dois anos atrás, quando essa história da 99 Moto e do Uber começou, eles fizeram uma reunião com a gente querendo saber nossa opinião [sobre os aplicativos]. Sumiram e nunca mais apareceram. Mesma coisa o prefeito. Na campanha veio aqui no bairro duas vezes, andou no calçadão, fez promessas de nos ajudar. Acabou a eleição, ninguém viu mais”, disse Denis Santos.

Prefeitura de SP x 99 = apreensões

Até que a Justiça tome uma posição definitiva, a queda de braça entre a gestão Nunes e o aplicativo 99 taxi continua em São Paulo e já resultou na apreensão de pelo menos 106 motos flagradas em trabalho de transporte remunerado de passageiros até este domingo (19).

Desde a quinta-feira (16), o Departamento de Transportes Públicos (DPT), com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), realiza operações para coibir a prática ilegal em dez pontos distribuídos por quatro regiões da cidade, a mando do prefeito de São Paulo.

“O transporte remunerado por moto via aplicativo é proibido por decreto municipal de 2023. O transporte individual de passageiros remunerado sem autorização do município é clandestino, conforme as leis 15.676/2012 e 16.344/2016. (…) Neste domingo, os agentes fiscalizaram 566 motocicletas. Para estabelecer a proibição desse tipo de transporte na capital, a Prefeitura se baseou em dados concretos sobre o aumento de sinistros, mortes e lesões com o uso de motocicletas na cidade”, disse a gestão municipal.

A Prefeitura afirma, ainda, que o crescimento de acidentes e mortes de motoqueiros na capital paulista é proporcional ao da frota, que teve um salto de 35% nos últimos dez anos, passando de 833 mil em 2014 para 1,3 milhão em 2024.

Na tarde desta sexta-feira (17), a Procuradoria Geral do Município (PGM) ingressou com uma ação civil pública em que pede multa diária de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e crime de desobediencia contra a empresa 99.

Até a última atualização desta reportagem, a Justiça ainda não tinha se manifestado a respeito do pedido.

O que diz a 99 Moto

O aplicativo 99 diz, porém, que “a legalidade da operação da 99Moto está respaldada pela Lei nº 13.640, de 2018” e diz que “vai apoiar os motociclistas parceiros com os custos associados às apreensões ilegais realizadas durante as blitze da Prefeitura de São Paulo”.

Para solicitar análise e reembolso, os motoristas devem entrar em contato com a 99 pelo app, ir em “Central de Ajuda” e selecionar a opção “Recebi uma apreensão enquanto dirigia”.

“Os documentos necessários são: cópia da multa, informações bancárias completas, termo de acordo assinado, e documento social com foto (CNH ou RG). Em até cinco dias úteis, se procedente, o valor será depositado na conta informada”, afirmou.

A empresa também afirma que, caso o passageiro se sinta lesado, também poderá reportar para a plataforma para ter o dinheiro de volta.

Fonte: G1

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São PauloSaúde

Prefeitura de SP planeja fazer mutirão de cirurgias de menor complexidade para reduzir fila

por Redação 20 de janeiro de 2025

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta sexta-feira (17) que a gestão municipal de São Paulo planeja fazer um mutirão de cirurgias de menor complexidade para tentar reduzir a fila de espera na rede pública.

Atualmente, 36 mil pacientes aguardam por uma cirurgia de baixa ou média complexidade na capital. A gestão afirmou que a meta é fazer cerca de 15 mil procedimentos nos próximos 100 dias e zerar a fila em até cinco meses.

O anúncio foi feito pelo prefeito durante uma agenda no Hospital Dia Cidade Ademar, na Zona Sul. O mutirão funcionará em 31 unidades de saúde, todos os dias.

Ainda de acordo com a prefeitura, o mutirão vai ser realizado nos Hospitais Dia, nas Amas de especialidades, nos ambulatórios de especialidades e nos hospitais municipais. O agendamento deverá ser feito diretamente nas unidades.

São consideradas cirurgias de baixa complexidade a retirada de cistos, nódulos, pintas, verrugas ou drenagem de abcessos, entre outros procedimentos.

Fonte: G1

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