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Assédio de construtoras cresce na Vila Mariana, e moradores protestam com placas: ‘Nossas casas não estão à venda’

por Redação 13 de dezembro de 2024

Cansados do assédio de construtoras que desejam comprar suas casas, moradores de várias ruas da Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo, estão colocando placas na frente de suas residências para protestar e tentar frear o apetite das empresas por terrenos na região.

Após a mudança do Plano Diretor Estratégico (PDE) em alguns quarteirões do bairro no ano passado, moradores narram o aumento das abordagens, fazendo com que placas com a frase “esta casa não está à venda” se espalhem pelas ruas.

O g1 visitou várias dessas ruas e ouviu histórias graves de invasão de privacidade, falta de respeito e criação de boatos que tem tirado a paz entre os proprietários dessas casas, além estar gerando uma verdadeira guerra entre vizinhos que querem e os que não querem vender suas propriedades.

Um dos casos mais graves acontece no quarteirão das ruas Mantiqueira, Juaracê e Dona Inácia Uchôa. Desde o início do ano, a Incorporadora Magik assinou acordo de intenção de compra de algumas casas no entorno e espalhou placas na vizinhança dizendo que ali haverá em breve um novo empreendimento imobiliário.

Após as placas, a construtora começou a procurar a vizinhança, interessada em adquirir as casas de todo o quarteirão para expandir o projeto do suposto condomínio, que ainda não tem nenhuma licença protocolada na Prefeitura de SP.

Alguns moradores disseram que receberam mais de 40 ligações de corretores da incorporadora.

Ela é uma das moradoras que colocaram na porta da casa uma placa informando que o imóvel não está à venda.

Na articulação com os vizinhos, descobriu que a empresa na verdade assina com os proprietários um compromisso de compra e venda com validade e, caso a vizinhança tope negociar seus imóveis, o pagamento é feito. Do contrário, o negócio é desfeito.

O g1 procurou a Magik LZ, que disse, por meio de nota, que “prima pelo respeito a todos os envolvidos na cadeia de produção, de proprietários dos terrenos ou casas que adquire ao cliente final” (leia mais abaixo).

“Decidi não vamos sair e vamos resistir a essa rede de mentiras e intrigas. Minha casa tem 140 m². Tenho duas filhas, cachorros. Com o dinheiro que eles oferecem, não dá para comprar nem um apartamento de 60 m² aqui na região”, disse.

Ana Amélia conta que, quando o proprietário se recusa a negociar ou falar com a empresa, a construtora começa a procurar os familiares, até mesmo fora do estado.

Em um dos casos, uma proprietária de imóvel foi hospitalizada com uma doença grave e teve que ser interditada temporariamente pela Justiça. Um dos filhos foi nomeado tutor e, após a decretação da intervenção pela Justiça, começou a receber contato da construtora.

Três vizinhos contam que os corretores da Magik LK foram pessoalmente à casa dele em outro bairro e chegaram a aparecer até na saída da escola dos filhos para tentar convencê-lo a vender o imóvel da mãe, que ainda estava hospitalizada.

O g1 procurou a familiares da idosa, mas eles não quiseram dar entrevista, apesar de terem confirmado a história.

“Eles conseguem nossos dados pessoais, dos nossos parentes, a forma como a gente comprou o imóvel, se financiou ou não, quanto pagou. A nossa privacidade está absolutamente exposta. E muita gente está com medo do que eles podem fazer ou quem são”, disse Ana Amélia.

Um dos vizinhos dela é um músico que também decidiu resistir à pressão imobiliária e não vender o imóvel. Ele e a família vivem há quatro anos na casa e fizeram uma reforma especial para adequar tudo às necessidades da família.

“Não sou contra negociação de mercado, nem o adensamento dos bairros, a verticalização, nem nada disso. Moro numa rua tranquila, investi uma grana enorme para reformar a minha casa, minha filha já está adaptada ao bairro, tem uma rotina escolar. Se eles querem nos tirar daqui, precisam nos indenizar por isso. Fazer terrorismo psicológico só nos faz pegar ojeriza”, disse o músico, que não quis se identificar.

Ele e esposa afirmaram que estão com medo do assédio da empresa.

“Outro dia eles fizeram campana aqui na porta para falar com um dos nossos vizinhos. Saí às 7h para levar a minha filha na creche e três homens já estavam num carro o aguardando na porta. Ficaram até as 16h, quando ele chegou, e o abordaram. Ele já tinha se recusado a negociar a casa, mas insistiram. É uma gente sem limites”, afirmou o músico.

O g1 também conversou com uma família que topou negociar com a empresa. Ao se reunirem com representantes da Magik LZ, ouviu a proposta de que a casa abriria espaço para que uma quadra de tênis fosse erguida no suposto empreendimento.

Quando a família questionou a incorporadora sobre a recusa da proposta e a solução que seria dada para possíveis danos estruturais do imóvel, a resposta da empresa foi lacônica: “A gente arruma, mas a gente tem muita má vontade com quem não vende…”

Nas ruas do bairro, além das placas que anunciam o desinteresse por negociar os imóveis, é fácil encontrar casas com placas que dizem “chega de prédios”, geralmente colocadas por inquilinos que também estão insatisfeitos com a descaracterização do bairro e a presença constante das construtoras.

O que diz a Magik LZ

A construtora disse que “repudia e não compactua com atitudes desrespeitosas e agressivas”, mas que “faz parte do próprio negócio, transações que não são fechadas, finalizadas. E isso é entendido como algo natural: divergências são parte de uma democracia”.

O g1 também procurou o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) para comentar o assunto, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

Assédio
A situação vivida pelos moradores da região da Rua Mantiqueira é a mesma por que passam há meses os moradores do quarteirão de casas do trecho entre as ruas Humberto I, Octavio de Moraes Dantas e Hildebrando Thomaz de Carvalho, também na Vila Mariana.

As duas regiões ficam distantes cerca de 2 km. Desde que os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo derrubaram o veto do prefeito às mudanças de zoneamento na Vila Mariana – em outubro do ano passado – a vida deles se tornou “um verdadeiro inferno”, segundo narram.

O quarteirão passou de Zona de Preservação da Paisagem (ZPP) para Zona de Estruturação Urbana (ZEU), onde a Prefeitura de São Paulo autoriza a construção de edifícios sem limite de altura.

A partir daí, os proprietários começaram a receber as insistentes ligações, mesmo sem nenhum interesse em colocar seus imóveis à venda.

Morador da Rua Octávio de Moraes há 30 anos, o aposentado Flávio Carrança, de 72, diz que foi comunicado por um funcionário da construtora You, Inc sobre o suposto fim iminente da vizinhança.

A empresa informou para a família ter comprado 17 das 34 casas do quarteirão e avisou que iria demolir tudo imediatamente.

“Eles me abordaram na porta de casa dizendo que já tinham comprado todas as casas vizinhas e que, na semana seguinte, elas seriam derrubadas, e tapumes seriam instalados. E se eu não vendesse a minha casa, a família ficaria isolada, correndo o risco de o imóvel ter problemas estruturais sérios”, contou.

Nos dias subsequentes, a incorporadora também instalou placas em dois imóveis anunciando o novo lançamento imobiliário, espalhando pânico na vizinhança.

Flávio e a esposa, Maria Luiza, se articularam com os vizinhos e também resolveram colocar uma placa dizendo que a casa da família não estava à venda, ao lado de outros vizinhos.

O casal Carrança se uniu aos vizinhos Adriana Coppi e Fernando Rangel, que também foram assediados pela You, Inc através de uma subsidiária da incorporadora chamada Madala. Eles dizem que a empresa foi contratada pela empreiteira para negociar os imóveis.

Adriana Coppi vive na Rua Humberto I desde 2014, onde estabeleceu uma vida confortável, e o marido, escritor, instalou a sede da pequena editora familiar que tocam.

A atriz afirma que, após se negar a vender o imóvel e bloquear os corretores da Madala e da You, Inc no WhatsApp, o marido começou a ser procurado insistentemente.

“É um desgaste que está deixando a gente doente. Tenho crises de ansiedade e insônia com essa história toda. Se eu quisesse vender a minha casa, eu mesma tinha colocado uma placa na frente e anunciado a intenção de negociar o imóvel”, diz Adriana Coppi.

A atriz conta ainda que, além do assédio, a construtora espalha boatos e orienta que os vizinhos que têm intenção de vender também auxiliem no convencimento dos demais.

No dia anterior à visita do g1 ao local, Flávio Carrança contou que tinha recebido a visita de um vizinho pedindo que ele não desse mais entrevistas sobre o assédio das empreiteiras para evitar “melar o negócio dele”.

“O meu vizinho tem todo o direito de negociar o imóvel que é dele. Mas eu tenho o meu direito de me articular com os que querem permanecer aqui. O direito de propriedade dele é o mesmo que o meu”, contou o aposentado.

Arregaçando as mangas
O grupo da Humberto I e Octávio de Moraes Dantas contratou um engenheiro ambiental por conta própria para mapear as nascentes de rio que passam pelo local e, assim, tentar reverter a mudança de zoneamento feita pelos vereadores nesse trecho do bairro.

Na frente da casa deles corre um fluxo de água constante e forte, que indica a possível presença de nascentes de rios que alimentam o lago do Parque Ibirapuera.

A comunidade do trecho conta que, após a contratação do especialista, um boato surgiu dizendo que eles queriam tombar a quadra, impedindo que qualquer outro imóvel fosse vendido naquele quarteirão.

“Ninguém sabe quem espalhou essa história sem pé nem cabeça, mas começamos a ser procurados por quem tem interesse em vender, dizendo que a gente estava prejudicando a vida e os negócios deles com essa história de tombamento. Não existe nenhum pedido de tombamento. Parece coincidência, mas o envenenamento e o conflito entre vizinhos faz parte da estratégia deles de atuação, como temos visto em outras ruas do bairro”, disse Adriana Coppi.

O diz a You,Inc

Por meio de nota, a You, Inc disse que “desde o fim de outubro não tem mais interesse neste terreno da Vila Mariana”.

A empresa também afirmou que “não tem relação, controle ou responsabilidade sobre a atuação desses profissionais, já que eles operam de forma independente”, se referindo às subsidiárias contratadas.

Manual de resistência
Longe dali, no Largo Ana Rosa, na Rua Domingos de Morais, a oficial de Justiça aposentada Angela Baralla, de 75 anos, vive o mesmo drama. Ela tem um imóvel familiar de cerca de 200 m² na região, que é há anos cobiçada pelo mercado imobiliário.

Após a mudança no Plano Diretor no ano passado, o assédio aumentou.

“Não sei como conseguem meu telefone, que não está na lista telefônica. Sou uma idosa com locomoção prejudicada e eu só quero a paz de continuar tocando a vida e usufruindo do único bem deixado pelos meus pais para mim”, afirmou.

A reportagem procurou a Câmara Municipal de SP para falar sobre o assunto, mas não recebeu retorno até a última atualização deste texto.

Para lidar com esse assédio, os moradores se articulam em várias ruas do bairro para criar um “manual contra o assédio” e espalhar entre os proprietários que estão vivendo esse clima de medo narrado na reportagem.

“A ideia é fazer um manual mostrando como é o modo de operação das construtoras e impedir que as famílias se desesperem. Ele vai ter ideias de atuação como essa das placas e também sugestões de como fazer dentro da lei para impedir o assédio desenfreado”, contou Ana Amélia, da rua Mantiqueira.

Fonte: G1

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São Paulo

Policiais suspeitos de cobrar propina de influenciadores e artistas que anunciam rifas ilegais são alvo de operação em SP

por Redação 12 de dezembro de 2024

O Ministério Público e a Polícia Federal realizam nesta quinta-feira (12) uma operação contra policiais civis do Estado de São Paulo suspeitos de cobrar propina de influenciadores e artistas que anunciam rifas ilegais nas redes sociais.

A primeira fase da Operação Latus Actio foi deflagrada em 12 de março deste ano e tem com objetivo reprimir crimes de corrupção ativa e passiva e a contravenção penal por exploração de jogos de azar.

Segundo as investigações, os policiais teriam solicitado propina a produtores, empresários e cantores de funk para não investigá-los. Os artistas e influenciadores promoviam rifas em suas redes sociais, especialmente pelo Instagram.

Contudo, a realização de rifas é proibida pelo Ministério da Fazenda, ou seja, são considerados jogos ilegais. A única forma de sorteio com venda de bilhetes permitida no país é a realizada por entidades beneficentes.

De acordo com o Ministério Público, os artistas e influenciadores temiam que as investigações conduzidas pelos policiais civis resultassem em ordens judiciais, que determinassem o bloqueio de seus perfis nas redes sociais. Por esse motivo, teriam concordado em pagar as propinas.

Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Mauá, São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e São José dos Campos.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Defensoria recomenda à SSP que PMs envolvidos em mortes sejam obrigatoriamente afastados de atividades ostensivas

por Redação 12 de dezembro de 2024

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo recomendou à Secretaria da Segurança Pública (SSP) que todos os policiais militares envolvidos em morte decorrente de intervenção policial (MDIP) sejam obrigatoriamente afastados das funções ostensivas.

Em ofício enviado nesta terça-feira (10) a Guilherme Derrite, secretário da pasta, o órgão apresentou uma série de justificativas para a medida ser adotada pelo governo paulista.

A principal delas faz referência à sentença proferida pela Corte Internacional de Direitos Humanos no Caso Castelinho, uma ação da PM no interior de São Paulo em 2002 que terminou com 12 mortes.

O documento cita, ainda, as 56 mortes ocorridas durante a Operação Verão, ocorrida no início deste ano na Baixada Santista, e o aumento da letalidade policial no estado ao longo dos últimos meses.

De forma mais específica, a Defensoria Pública recomendou o afastamento de todos os agentes envolvidos em mortes nos anos de 2023 e 2024 cuja atuação esteja em apuração pelo órgão disciplinar correspondente.

Em nota, a SSP informou que “a Polícia Militar não compactua com desvios de conduta de seus agentes, punindo exemplarmente aqueles que infringem a lei e desobedecem aos estritos protocolos estabelecidos pela instituição. Os afastamentos acontecem em casos onde há a necessidade de apuração sobre a conduta de policiais. Durante o período de afastamento, eles são deslocados para trabalhos administrativos”.

E completou: “Nos últimos 30 dias, 45 policiais foram afastados das atividades operacionais e dois tiveram a prisão decretada. Os números refletem o rigor das investigações conduzidas pelas corregedorias, que atuam de forma estruturada e independente para garantir que nenhuma irregularidade fique impune. O ofício foi recebido pela Secretaria de Segurança Pública nesta quarta-feira (11) e todas as informações serão prestadas ao órgão”.

Quarenta e cinco policiais militares foram afastados de suas funções e dois foram presos por envolvimento em casos relacionados a abuso de autoridade e letalidade policial em 30 dias no estado de São Paulo. Os episódios ganharam repercussão por terem sido flagrados por câmeras de segurança ou celulares.

Dentre os afastados, um já teve a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os casos reacenderam a discussão sobre o uso de câmeras nas fardas dos PMs. Desde a campanha eleitoral em 2022, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fez reiteradas críticas às câmeras corporais e defendeu que o seu uso fosse reavaliado. Ele questionou a sua eficácia e chegou a dizer que não estava preocupado com as mortes causadas por PMs e, sim, com a “letalidade dos bandidos”.

No entanto, pressionado agora pela crise na segurança pública, Tarcísio mudou o discurso e admitiu que “tinha uma visão equivocada” sobre o uso do equipamento na farda.

Ele disse estar “completamente convencido de que [câmera nos uniformes] é um instrumento de proteção da sociedade e do policial”. Ele acrescentou que não apenas vai manter o programa de inclusão dos equipamentos na farda como o ampliará. Apesar disso, afirmou que não vai mudar o comando da Secretaria da Segurança.

Os policiais afastados ficam privados do exercício da sua função policial-militar, podendo atuar administrativamente ou ficar totalmente sem trabalhar.

De acordo com o regimento disciplinar da PM em São Paulo, o prazo para apresentar a solução para os procedimentos disciplinares é de 90 dias da data da comunicação do ocorrido, podendo resultar em expulsão da corporação ou retorno às atividades.

“A expulsão será aplicada, em regra, quando a praça policial-militar, independentemente da graduação ou função que ocupe, for condenado judicialmente por crime que também constitua infração disciplinar grave e que denote incapacidade moral para a continuidade do exercício de suas funções.”

Em julho, a revista Piauí mostrou que a Secretaria da Segurança mudou as regras sobre o afastamento de policiais suspeitos de cometer crimes. O boletim interno “Rotina para o Afastamento do Serviço Operacional de PM Envolvido em Ocorrência de Gravidade” ao qual a revista teve acesso mostra que agora só quem pode afastar os policiais é o subcomandante da PM, José Augusto Coutinho, homem de confiança do secretário Guilherme Derrite. Antes, os comandantes regionais tinham autonomia para afastar.

Veja abaixo quais foram os sete casos ocorridos no último mês que levaram ao afastamento de dezenas de agentes.

Agressão contra família: 12 afastamentos
Doze policiais militares que agrediram uma mulher de 63 anos e deram um golpe de mata-leão em seu filho durante uma abordagem foram afastados de suas atividades operacionais após prestarem depoimento na Corregedoria da Polícia Militar nesta quinta-feira (5).

As agressões ocorreram na garagem da família, em Barueri, na Grande São Paulo, na noite da quarta (4). Vídeos gravados por testemunhas e obtidos pela TV Globo registraram a cena violenta (veja mais abaixo).

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações do caso prosseguem por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) e pela Polícia Civil, com análise de imagens externas e das câmeras corporais dos agentes.

Homem jogado de ponte: uma prisão e 12 afastamentos
A Justiça Militar decretou nesta quinta (5) a prisão do policial Luan Felipe Alves Pereira, apontado como o responsável por arremessar um homem de uma ponte na Zona Sul de São Paulo, no último domingo (1°).

O soldado já estava detido na Corregedoria da Polícia Militar, onde prestou depoimento sobre a sua conduta. Segundo informações do inquérito militar, ele disse que pretendia jogar o homem no chão. As imagens gravadas por uma testemunha mostram o momento em que ele ergue e atira o homem da ponte (vídeo abaixo).

Além da prisão de Luan, outros 12 agentes que participaram da ação foram afastados pela Corregedoria da PM. O Ministério Público abriu uma investigação.

Jovem executado em mercado: um preso
Também nesta quinta (5) foi preso o policial militar Vinicius de Lima Britto, que executou pelas costas um jovem negro em frente a um mercado Oxxo na Zona Sul de São Paulo, no dia 3 de novembro. Ele só foi afastado na segunda-feira (2), após divulgação do vídeo pelo g1. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele fez os disparos (vídeo abaixo).

Gabriel Renan da Silva Soares, de 26 anos, entrou no comércio, pegou quatro pacotes de sabão e, durante a fuga, escorregou num pedaço de papelão e caiu no chão do estacionamento.

O policial, que estava à paisana, pagava pelas compras no caixa quando percebeu a ação. O agente, então, sacou a arma e atirou diversas vezes pelas costas de Gabriel. A vítima morreu no chão do estacionamento. Segundo o boletim de ocorrência, foram encontradas 11 perfurações em seu corpo.

Estudante de medicina morto: dois afastamentos
No dia 20 de novembro, dois policiais militares envolvidos no assassinato de um estudante de medicina foram afastados de suas funções até o final das investigações.

Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, que cursava medicina na Universidade Anhembi Morumbi, foi morto com um tiro à queima-roupa na escadaria de um hotel Zona Sul de São Paulo. A ação foi registrada por uma câmera de segurança (vídeo abaixo).

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento pelo bairro quando Marco Aurélio teria dado um tapa no retrovisor da viatura e fugido.

Segundo o boletim de ocorrência, o jovem correu para o interior do Hotel Flor da Vila Mariana, onde estava hospedado com uma mulher. Os policiais relataram que ele estava bastante alterado e agressivo.

Execução de delator do PCC: oito afastamentos
No dia 12 de novembro, a Secretaria da Segurança Pública afastou preventivamente oito policiais militares investigados por suspeita de envolvimento na execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Vinicius foi morto a tiros durante atentado no início de novembro, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (vídeo abaixo).

Segundo a SSP, os agentes da PM que foram afastados já eram investigados um mês antes do crime pela Corregedoria da corporação. Testemunhas tinham denunciado eles por fazerem segurança particular para Vinicius.

O fato de os agentes terem feito escolta para alguém com envolvimento com o PCC foi repudiado pela pasta.

Criança de 4 anos morta durante tiroteio: sete afastamentos
Uma criança de 4 anos morreu após ser baleada durante um confronto policial no Morro São Bento, em Santos, no litoral paulista, no dia 5 de novembro. Dois adolescentes, de 15 e 17 anos, também foram atingidos durante a troca de tiros. Segundo a polícia, a dupla era suspeita. O adolescente mais velho morreu, e o outro foi socorrido sob escolta.

O tiro que matou Ryan da Silva Andrade Santos provavelmente partiu da arma de um policial, afirmou o coronel Emerson Massera, porta-voz da PM.

No dia 6 de novembro, a SSP informou que sete policiais envolvidos na ação foram afastados das ruas.

PMs bateram viatura durante ‘racha’: quatro afastamentos
A câmara corporal de um policial militar gravou o momento em que ele pergunta a um colega de farda em outra viatura: “Apostar um racha?”. Em seguida, o soldado acelera o carro oficial da PM, bate em dois veículos que estavam estacionados e em um poste.

O acidente aconteceu em 13 de julho, na região do Cambuci, Centro da capital paulista. No entanto, o caso só foi conhecido no início de novembro, quando as imagens viralizaram nas redes sociais (vídeo abaixo).

O g1 apurou que os quatro PMs que participaram da ação foram afastados preventivamente dos patrulhamentos nas ruas por causa do processo que respondem. Atualmente, eles estão fazendo serviços administrativos.

Fonte: G1

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São Paulo

Rodízio municipal de carros na cidade de SP será suspenso em 23 de dezembro e retomado em 13 de janeiro

por Redação 11 de dezembro de 2024

O rodízio municipal de carros na cidade de São Paulo será suspenso em 23 de dezembro e retomado em 13 de janeiro.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, a suspensão do rodízio nesse período vale apenas para os veículos de passeio (automóveis). A medida é tomada todo ano em razão do baixo fluxo de veículos nos últimos dias do mês de dezembro e início do mês de janeiro.

Vão continuar valendo normalmente o rodízio de placas para veículos pesados (caminhões) e as demais restrições: Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF).

⌚ O rodízio restringe a circulação de veículos no Minianel Viário da Cidade nos períodos da manhã, das 7h às 10h, e da tarde, das 17h às 20h.

? Durante o rodízio, os veículos ficam impedidos de circular no Centro Expandido, incluindo as vias que delimitam o chamado Minianel Viário, formado pelas marginais Tietê e Pinheiros, avenidas dos Bandeirantes e Afonso D´Escragnole Taunay, Complexo Viário Maria Maluf, Avenida Tancredo Neves, Rua das Juntas Provisórias, Viaduto Grande São Paulo e avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf.

? Confira os dias de rodízio
Segundas-feiras: placas finais 1 e 2 não podem circular
Terças-feiras: placas finais 3 e 4 não podem circular
Quartas-feiras: placas finais 5 e 6 não podem circular
Quintas-feiras: placas finais 7 e 8 não podem circular
Sextas-feiras: placas finais 9 e 0 não podem circular
? Multa
Transitar em locais e horários não permitidos pela regulamentação prevista no Código de Trânsito Brasileiro implica infração de trânsito de nível médio, resultando em multa no valor de R$ 130,16 e acréscimo de 4 pontos no prontuário do motorista.

Para informações de trânsito, ocorrências, reclamações, remoções e sugestões, ligue SP156.

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São Paulo

Vereador João Naves, de Carapicuíba, na Grande SP, é preso em flagrante acusado de chamar colega negro de ‘preto safado’

por Redação 11 de dezembro de 2024

O vereador João Naves (PSD), de Carapicuíba, na Grande São Paulo, foi preso em flagrante por injúria racial acusado de ofender o também vereador Bruno Marino (Podemos), que é negro, na Câmara Municipal do município, na manhã desta terça-feira (10).

Bruno contou à TV Globo que foi chamado de “preto safado” repetidas vezes. “Tendo essa situação, eu dei voz de prisão [ao vereador João Naves]. Acionei a Guarda Municipal, que acionou o delegado de polícia, que conduziu o vereador até o 1º Distrito Policial aqui de Carapicuíba.”

A Secretaria da Segurança Pública informou que Naves foi indiciado e permanece detido, à disposição da Justiça.

Após o ocorrido, o vereador pediu que a ocorrência fosse registrada na ata da sessão. A solicitação foi registrada em vídeo na TV Câmara da cidade.

Em frente à delegacia, o vereador Bruno Marino lamentou o ocorrido: “A gente está aqui clamando por justiça. O que me ligou o sinal de alerta foi que eu, como colega dele, vereador… Fico imaginando o que ele faz com os funcionários, o que ele faz por aí. Não posso nem imaginar. Se eu, como vereador, advogado, colega de trabalho, sofri isso, imagina os demais, o povo mais vulnerável na nossa cidade”.

Procurada pela reportagem, a assessoria do vereador João Naves afirmou que “jamais houve isso. Ele se aproveitou da discussão extrema para se beneficiar politicamente e ele sempre usa de narrativa de racismo”. Segundo a assessoria, o vereador irá “se pronunciar pessoalmente sobre todos os fatos”.

Fonte: G1

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Segurança

Homem é morto pela polícia na frente da mãe na Baixada Santista; PM diz que houve confronto

por Redação 11 de dezembro de 2024

Um homem de 20 anos foi morto a tiros pela Polícia Militar de São Paulo em uma comunidade de São Vicente, no litoral paulista. Um vídeo que circula nas redes sociais e foi obtido pelo g1 mostra o momento em que tiros são disparados dentro de uma casa onde estavam os PMs. Do lado de fora, a mãe do rapaz pedia para entrar, desesperada.

O caso ocorreu no domingo (8), e as imagens vieram à tona agora. A Secretaria de Segurança Pública diz que investiga as circunstâncias da morte.

Na gravação, a mãe de Vinicius Fidelis dos Santos grita em frente à casa, que fica ao lado da sua residência: “Pelo amor de Deus, deixa eu entrar, eu sou a mãe dele. Vocês mataram meu filho? O que é isso? Vocês vão matar meu filho”. Um PM impede que ela entre. Há barulhos de tiros e uma explosão na sequência.

No registro da ocorrência, a PM afirma que houve confronto. Nas imagens que circulam nas redes, não é possível ver se os policiais foram atacados. A mãe de Vinicius contesta essa versão.

Conflito de versões
A morte aconteceu na comunidade Sambaiatuba. Os PMs afirmam que patrulhavam a entrada de uma viela quando encontraram cinco suspeitos, sendo que três deles estavam armados.

De acordo com o BO, os suspeitos atiraram contra os policiais e correram para o interior da comunidade, abandonando pelo caminho uma sacola com drogas (não especificadas), uma arma falsa, um caderno e um rádio transmissor.

Consta no boletim que, durante as buscas pela comunidade, os agentes foram surpreendidos por Vinicius Fidelis, que atirou duas vezes antes de entrar em uma residência.

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, a mãe do jovem negou a versão da PM. Ela contou que o filho estava a caminho de casa quando foi abordado pelos policiais. Vinicius, então, entrou na casa da vizinha, que a procurou para contar que o jovem havia sido acuado pelos agentes dentro do imóvel.

Na sequência, segundo ela, aconteceu o que foi registrado no vídeo gravado por uma testemunha. Não há informações sobre policiais feridos durante a ação.

Morte confirmada
Segundo a Prefeitura de São Vicente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou procedimentos de ressuscitação em Vinicius, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Pronto-Socorro Central.

Revolta de moradores
De acordo com o BO, moradores da comunidade se revoltaram e jogaram pedras e garrafas na direção dos policiais, que usaram “munição química” – também não especificada – para dispersar a multidão.

Segundo o registro policial, o local do confronto ficou prejudicado para a realização de exames periciais, uma vez que não oferecia condições de segurança para os policiais. Na delegacia, os agentes passaram por exame residuográfico na delegacia para identificar resíduos produzidos por disparo de arma de fogo.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a Polícia Civil investiga todas as circunstâncias da morte. Ainda segundo a pasta, foram apreendidas uma arma e porções de drogas, além das armas dos policiais.

Fonte: G1

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Aplicativo de Transporte

Posso cancelar sem problemas? 5 lendas sobre o Uber que não fazem sentido

por Redação 10 de dezembro de 2024

Lendas urbanas são sempre apelativas, mas raramente têm compromisso com a realidade. Dentro do contexto atual da mobilidade, no qual as corridas por app desempenham papel de destaque, muitos usuários (motoristas e passageiros) falam sobre o que deve ser feito, o que precisa ser evitado, espalham inverdades para sustentar ideias e afirmações que, por vezes, são enviesadas, e por aí vai.

Por isso que o UOL Carros separou alguns pontos sobre Uber e suas lendas urbanas para esclarecer de uma vez por todas. Veja a seguir seis crenças incorretas que permeiam os usuários.

Corridas por app podem ser perigosas devido a motoristas com antecedentes criminais
Importante deixar claro que não é correto acreditar que as pessoas com antecedentes criminais e que quitaram seus débitos com a Justiça são, necessariamente, perigos em potencial.

De qualquer maneira, a Uber deixa claro em suas regras que “profissionais com antecedentes criminais não são admitidos”

Isso se deve à Lei Nº 13.640, de 26 de março de 2018, que regulamenta o transporte remunerado privado individual de passageiros, determina que somente será autorizada a contratação, por parte das plataformas, de motoristas que cumprirem algumas condições, entre elas, apresentação certidão negativa de antecedentes criminais.

Fica mais caro quando a bateria do celular está acabando
Recentemente, um vídeo que circula na internet ‘provava’ que os preços das corridas aumentam quando a bateria do celular está prestes a chegar ao fim. O UOL Carros, porém, conferiu que a acusação não procede.

Para testar o serviço, a redação usou dois aparelhos simultaneamente (um sempre abaixo dos 10%) e outro sempre acima de 70%, em três simulações, todas com endereços de partida e chegada diferentes, e em três períodos distintos do dia. O resultado: os preços eram sempre idênticos em ambos os aparelhos.

Qualquer CNH de categoria B serve para ser motorista de app
Muitos podem estar se perguntando existe mais de um tipo de CNH de categoria B. A resposta é ‘não’, mas para trabalhar como motorista é necessário ter campo de observações a sigla “EAR” (Exerce Atividade Remunerada).

Em dezembro de 2022, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou o novo Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito. Dentre as novidades do documento, está o enquadramento do condutor profissional flagrado sem EAR, que passa a ser penalizado por infração de natureza gravíssima.

A multa é de R$ 293,47, além de sete pontos no prontuário do condutor e remoção do veículo, segundo o Inciso VIII do Artigo 231 do CTB.

Não acontece nada com quem cancela excessivamente
Ledo engano de quem desiste das corridas por qualquer motivo – para ambas as partes, motoristas e passageiros.

Cancelamentos excessivos ou para fins de fraude representam abuso do recurso e configuram mau uso da plataforma, pois atrapalham o seu funcionamento e prejudicam intencionalmente a experiência dos demais usuários e motoristas. Equipes e tecnologias próprias revisam os cancelamentos, para identificar suspeitas de violação ao Código da Comunidade e, caso sejam comprovadas, banir as contas envolvidas, de motoristas e passageiros”
Uber

Fazer corridas por fora do app é melhor para motoristas e passageiros
Ainda que nem todos os passageiros conheçam essa prática, o UOL Carros já flagrou conversas entre motoristas de app, dentro de grupos do Telegram, que ensinavam métodos para não deixar a plataforma da Uber saber quando executavam corridas por fora. No caso, alguns usam o aplicativo para chegarem até o cliente e, assim, fazem a proposta de cancelar a corrida para, assim, levá-lo ao destino com preços mais acessíveis.

Uma vez que as margens da Uber são anuladas, tanto passageiro quanto motorista se beneficiam (irregularmente) de quantias mais convidativas.

Nessa situação, o passageiro está desprotegido, caso aconteça algum acidente durante a viagem, ficando ele dependente do motorista para arcar com as despesas médicas. Fora o risco de segurança contra eventuais crimes cometidos contra o passageiro, pois ele deixa de estar amparado pelo monitoramento da plataforma”
Eduardo Lima, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp)

Segundo a ANTT, “para fugir da fiscalização, os transportadores clandestinos optam, com frequência, por transitar em vias alternativas, por onde realizam percursos maiores, em estradas com más condições de manutenção. Conforme a Resolução nº 4.287/14, viagem clandestina estará sujeita a apreensão do veículo por 72h e multa no valor de R$ 7.428,32”.

Fonte: UOL

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PET

Donos de cachorros do Planalto Paulista, em SP, denunciam tentativa de envenenamento com chumbinho no bairro

por Redação 10 de dezembro de 2024

Alguns donos de cachorros que vivem no bairro Planalto Paulista, na Zona Sul de São Paulo, estão aflitos com a segurança dos animais após encontrarem pedaços de salsichas recheadas com chumbinho em quintais das casas de uma vila da região.

Débora Goldzveig, tutora do cachorro Kive, percebeu a situação quando o seu animal pegou um dos pedaços de salsichas com o produto, que é ilegal e irregularmente utilizado como veneno para ratos.

“Eu me aproximei [dele] e falei ‘nossa, isso parece uma cenoura’. No que fui pegar para ver o que era, ele já estava quase comendo. Tirei da boca dele e, quando fui ver, era um pedaço de salsicha crua lotada de chumbinho e mais algum outro veneno”, disse a dona do cachorro.

“Foi desesperador, fomos correndo para o veterinário. Ele foi medicado na hora com urgência”, contou Felipe Kirsneris, personal trainer e o outro tutor do Kive.

O caso da Sara, cachorrinha da Beatriz Mesquita Gomes, foi ainda mais grave, pois a tutora tirou a salsicha de dentro da boca do animal.

“Eu consegui notar que ela pegou [o pedaço da salsicha] e eu retirei da boca dela. Após conversar com a vizinha e a gente notar que era salsicha envenenada, a gente percebeu que tinha uma que ficou aqui [no telhado] e, por pouco, não foi pior a situação”, detalhou Beatriz.

Os moradores estão mobilizados e fizeram faixas, cartazes e exigem respostas.

A TV Globo tentou contato com o síndico e a administradora do condomínio, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) diz que está investigando o caso e que todas as ocorrências relacionadas a maus tratos de animais devem ser comunicadas à polícia. A pena neste crime pode ser de dois a cinco anos, além do pagamento de multa.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

Polícia descobre ‘bunker’ com mais de 150 armas em fundo falso de guarda-roupa em SP

por Redação 10 de dezembro de 2024

A Polícia Civil descobriu um “bunker” com 152 armas escondido atrás de um guarda-roupa em uma residência localizada em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, nesta segunda-feira (9). (Veja imagens acima.)

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o proprietário da casa tem registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e foi preso em flagrante por porte irregular de arma de fogo de uso restrito.

Policiais da 4ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) cumpriam mandados de busca e apreensão no imóvel quando descobriram o arsenal.

Como mostram as imagens disponibilizadas pela polícia, o acesso ao “bunker” subterrâneo — usado como esconderijo das armas — era realizado por meio de um compartimento secreto de um guarda-roupa com fundo falso.

Das 152 armas apreendidas, 87 delas não estavam legalizadas. Munições e acessórios relacionados também foram recolhidos e encaminhados à perícia.

Fonte: G1

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São PauloSegurança

O que se sabe e o que falta saber sobre o caso da dona de casa agredida com soco por PM em SP

por Redação 10 de dezembro de 2024

Três agentes da Polícia Militar de Campinas (SP) foram identificados e afastados das funções por participar de uma abordagem em que uma dona de casa foi agredida com o soco no rosto.

Um vídeo enviado à EPTV, afiliada à TV Globo, nesta segunda-feira (9) flagrou o momento da agressão. Nas imagens, é possível ver quando os três policiais cercaram a mulher e um deles desferiu um soco da vítima que caiu no chão.

A Corregedoria instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar o caso e afirmou que “não compactua com desvios de conduta dos seus agentes”.

O g1 preparou um material com as principais informações sobre o caso. Veja o que se sabe e o que falta esclarecer:

  1. O que aconteceu?
    O caso aconteceu no dia 21 outubro no bairro Jardim Santa Amália, mas o vídeo foi divulgado pela EPTV nesta segunda (5). Segundo a vítima, os policiais foram acionados pela filha após uma discussão entre as duas.
  2. Como foi a abordagem?
    A mulher contou que no momento da abordagem, o policial militar segurava algemas quando desferiu o soco na boca. As imagens da câmera de segurança mostram que o homem levou a mão ao cinto e pegou um objeto antes de agredir a vítima.
  3. Violência e ameaças
    A mulher contou que os policiais não deixaram os vizinhos chamarem o Samu para prestar auxílio e a colocaram algemada em uma viatura. Os agentes a levaram para um pronto-socorro que tirou um raio-x da cabeça, mas ela não soube do resultado e foi levada para a delegacia em seguida.

A mulher afirmou ter dito ao policial que não denunciaria a agressão por medo, mas que “Deus ia cobrar”. “Ele falou ‘você pode denunciar na Corregedoria, onde você quiser, porque eu sei onde você mora’. E isso me deixou com mais medo ainda”, lembrou.

  1. BO feito pelos policiais
    A vítima inicialmente não registrou Boletim de Ocorrência (BO) contra os policiais, mas os policiais relataram no BO que a mulher se negou a ir à delegacia, “além de ter dito que os policiais eram de merda e lixo”.

Também foi relatado que a moradora “tentou desferir um soco no rosto do policial, o qual revidou com um golpe contundente, com o uso moderado da força, para conter a resistência e algemá-la”.

  1. Quem é a vítima?
    Por medo das ameaças recebidas, a mulher preferiu não se identificar. No entanto, a advogada da vítima informou que vai fazer a denúncia do caso na Corregedoria da Polícia Militar e também registrar um novo BO com a versão da mulher agredida.
  2. Onde estão os policiais?
    A corporação informou que afastou os três policiais das ruas, os remanejando para funções administrativas.
  3. O que disseram as autoridades?
    Na manhã desta segunda-feira (9), a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) havia informado que não tinha recebido as imagens do soco e que, à época, o caso foi registrado como lesão corporal, resistência e violência doméstica.
  4. O caso está sendo investigado?
    Foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) pela Corregedoria para investigar o caso, que afirmou que “não compactua com desvios de conduta dos seus agentes”. Eles foram ouvidos ainda nesta segunda-feira.

O coronel Adriano Augusto Leão, comandante do Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2), explicou que além dos depoimentos dos policiais e de outras pessoas como vizinhos, foi requisitada a íntegra das imagens para serem analisadas.

Em nota, o Comando de Policiamento do Interior 2 (CPI-2) disse que a corporação “irá adotar providências imediatas para a rigorosa apuração dos fatos para responsabilização dos envolvidos. Identificados os policiais serão remanejados das atividades operacionais para a apuração”.

Fonte: G1

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