CPI

Senador Alessandro Vieira protocola pedido de CPI para investigar Moraes e Toffoli

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (9) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi assinado por 35 senadores, oito a mais que o mínimo necessário para a instalação do colegiado.

A comissão pretende apurar a conduta dos ministros no escândalo envolvendo o Banco Master. A maioria das assinaturas é de parlamentares da oposição, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nenhum senador do PT endossou o pedido, e o único da base governista foi Flávio Arns (PSB-PR).

“O caso Master revelou ao país uma complexa teia de irregularidades financeiras, cujos desdobramentos investigativos alcançaram o coração do Poder Judiciário nacional, gerando questionamentos de enorme gravidade sobre conduta de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que merecem — e exigem — a atenção investigativa do Parlamento”, afirmou Vieira em nota.

A instalação da CPI depende da aprovação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda resiste à criação do colegiado. Uma CPI mista sobre o mesmo tema também já conta com assinaturas, mas ainda não tem perspectiva de ser instalada.

Mensagens atribuídas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mostram que ele enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes no dia de sua primeira prisão, em 17 de novembro de 2025, às 17h26, questionando sobre bloqueios ou novidades. As respostas enviadas por Moraes eram do tipo visualização única, apagando-se após lidas.

O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, informou que durante contrato com o Banco Master, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, produziu 36 pareceres e realizou 94 reuniões, sem atuar perante o STF. Toffoli, que era relator do caso, deixou a função em fevereiro após relatório da PF revelar mensagens de Vorcaro mencionando o ministro, com a relatoria passando para André Mendonça.

Fonte: OGLOBO