Brasil Sóstenes afirma que dinheiro apreendido pela PF é de venda de imóvel e nega irregularidades Redação19 de dezembro de 2025017 visualizações O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou nesta sexta-feira (19) que os cerca de R$ 400 mil em dinheiro vivo encontrados pela Polícia Federal em um endereço ligado a ele têm origem na venda de um imóvel de sua propriedade. Em entrevista a jornalistas, o parlamentar disse que recebeu o valor recentemente e que não realizou o depósito em uma instituição bancária por conta da correria da rotina parlamentar, classificando a situação como um “lapso”. Segundo Sóstenes, o imóvel já está declarado em seu Imposto de Renda e a negociação ocorreu de forma regular. Ele afirmou que recebeu o dinheiro lacrado e negou qualquer ilegalidade relacionada à quantia apreendida. Inicialmente, o deputado disse não saber em qual endereço o dinheiro estava guardado, se em um flat utilizado por ele em Brasília ou em outro local. Posteriormente, afirmou que os valores estavam em seu flat na capital federal. De acordo com ele, seus contadores são responsáveis por administrar suas movimentações financeiras. Questionado sobre o motivo de manter a quantia em espécie, Sóstenes declarou que recebeu o dinheiro recentemente e ainda não teve tempo de realizar o depósito bancário. Ele afirmou ainda que pretendia utilizar parte do valor para novos negócios. O parlamentar também disse não se lembrar da data exata da venda do imóvel, afirmando apenas que a transação ocorreu na semana anterior à operação da Polícia Federal. Sóstenes Cavalcante foi alvo da Operação Galho Fraco, deflagrada pela PF, que investiga suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar. Durante a entrevista, o deputado afirmou ser vítima de perseguição judicial e declarou não ter “nada a temer” em relação às investigações. A Polícia Federal aponta indícios de que as cotas parlamentares de Sóstenes e do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) teriam sido utilizadas para cobrir despesas inexistentes ou irregulares, com participação de assessores parlamentares e uso de empresas de fachada. A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a operação, cita movimentações financeiras fracionadas, prática conhecida como “smurfing”, além de conversas que mencionariam pagamentos “por fora”. As investigações apuram possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Fonte: G1