STF STF vê dificuldade de Cláudio Castro para lidar com operação mais letal da história do Rio Redação29 de outubro de 2025021 visualizações Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliaram que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tem enfrentado dificuldades para lidar politicamente com a megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em 64 mortes, incluindo quatro policiais. A ação foi considerada a mais letal da história do estado. Em conversas reservadas, integrantes da Corte criticaram a tentativa de Castro de atribuir ao Judiciário — especialmente ao STF — a responsabilidade por eventuais falhas na execução da operação. Na terça, o governador voltou a criticar a ADPF 635 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), conhecida como “ADPF das Favelas”, chamando-a de “maldita”. Ele afirmou que a decisão — ajuizada pelo PSB em 2020 e que impôs limites a operações policiais em comunidades do Rio durante a pandemia — teria dificultado o trabalho das forças de segurança. “Ainda são o que nós chamamos de filhotes dessa ADPF maldita. Infelizmente um partido político ingressou (com a ação) e prejudicou demais o Rio de Janeiro”, disse o governador. Castro comparou as restrições impostas aos policiais com o uso de drones com explosivos por criminosos, alegando que a legislação impede ações de resposta proporcionais. “Não pode o policial bem treinado atirar da plataforma, mas pode o criminoso usar um drone com bomba. São essas idiossincrasias que a gente vê e, infelizmente, a tentativa de politização da segurança pública arrebenta sempre no lado do policial”, declarou. A operação, batizada de “Contenção”, mobilizou 2.500 agentes e tinha como alvo lideranças do Comando Vermelho, incluindo criminosos de outros estados que se refugiaram em comunidades fluminenses. Após a ação, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pediu explicações formais ao governo do Rio sobre o cumprimento das diretrizes da ADPF 635, como a utilização de câmeras corporais, a presença de ambulâncias nas áreas de atuação e o respeito aos horários escolares. Fonte: OGLOBO