A família de uma estudante de 12 anos, que teve o dedo médio decepado durante uma atividade escolar na Escola Estadual Professor Flavio La Selva, no Jardim Ângela, Zona Sul de São Paulo, acusa a instituição e o poder público de negligência no atendimento inicial à vítima.
Segundo relato da irmã mais velha, Bea Pasternack, uma série de erros no encaminhamento da menina a hospitais especializados comprometeu a possibilidade de reimplante do dedo. O caso ocorreu na última quinta-feira (21).
De acordo com a família, a escola levou a aluna inicialmente a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), transportando a parte do dedo em um copo. A unidade, porém, não tinha estrutura para lidar com a gravidade da situação. Em seguida, a vítima passou por uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial), onde foi atendida e transferida para o Hospital Geral do M’Boi Mirim.
Com a demora, a estudante só recebeu atendimento hospitalar adequado três horas após o acidente. A cirurgia resultou em amputação parcial do dedo.
“Foi uma sucessão de negligências e descasos. O correto seria o encaminhamento imediato para um hospital de grande porte, mas isso não ocorreu”, disse Bea Pasternack nas redes sociais.
A avó da vítima, Zenaide Pasternack, também criticou a escola, afirmando que a unidade estava sem supervisão no momento do acidente.
O acidente
O caso aconteceu dentro de uma sala de aula, durante uma suposta “brincadeira” entre colegas, em que a porta foi fechada com força, prendendo o dedo da estudante. Funcionários relataram que não havia professores ou funcionários acompanhando os alunos no momento.
Investigação
A família registrou boletim de ocorrência no 92º Distrito Policial, que apura o caso como lesão corporal. Exames foram solicitados ao Instituto Médico Legal (IML).
O que diz a Secretaria da Educação
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirmou lamentar profundamente o ocorrido e disse que a gestão da escola prestou os primeiros socorros e acompanhou a aluna ao atendimento médico. A pasta informou ainda que a estudante já teve alta e passa bem.
O órgão afirmou que os responsáveis foram comunicados, que medidas disciplinares estão em avaliação e que a unidade contará com apoio psicológico. A secretaria também declarou que o quadro de professores da escola está completo e que eventuais ausências são supridas por coordenadores e vice-diretores.
Fonte: G1